Cineasta com raízes em Rio Claro prepara estreia mundial de novo longa

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O cineasta João Paulo Miranda está envolvido em mais um projeto. Em seu longa de estreia, filmado no interior de Santa Catarina, traz no elenco o ator Antonio Pitanga num recorte do Brasil atual. Nas palavras de Miranda, ‘promete surpreender’.

Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2020, o filme está sendo editado na França e Alemanha. Em entrevista ao Jornal Cidade, o cineasta traz detalhes do trabalho.

Jornal Cidade – Qual é a história que ‘Casa de Antiguidades’ conta?

João Paulo Miranda Maria – O filme relata o conflito cultural de um homem velho no sul do país. Longe de sua terra natal (Goiás), aceita continuar o trabalho na matriz de um grande laticínio para conseguir se aposentar. As cenas foram filmadas no interior do Estado de Santa Catarina, em áreas rurais de três cidades.

JC – Quanto tempo levou para ser produzido e gravado?

João Paulo Miranda Maria – Além dos anos de escrita do roteiro, o filme contou com dois meses de preparação e um de filmagem. Ainda levará meses de pós-produção.

JC – Como se deu o convite para Antonio Pitanga atuar no filme?

João Paulo Miranda Maria – Desde o início da escrita do roteiro imaginava ele no papel. Através da minha produtora, fizemos o primeiro contato, onde passei um dia com ele e pude ter a certeza de que deveria ser ele o meu personagem.

JC – Para você, qual o significado deste longa na sua carreira?

João Paulo Miranda Maria – Este é o primeiro longa com estrutura profissional, em que lançarei de fato minha carreira, onde terá lançamento e exibição em redes de cinema pelo mundo todo. Uma grande luta para conseguir chegar aqui e realizar este sonho. Algo que muitos pensariam ser impossível… e isso apenas me provoca a ir ainda mais longe. Como costumo dizer, é apenas o começo.

JC – Que mensagem quer passar por meio dele?

João Paulo Miranda Maria – O filme será muito forte e pertinente a este Brasil intolerante em que vivemos. Realmente, algo para surpreender. A arte se destaca mais em momentos conflituosos, quando a sociedade parece regredir em questões de liberdade e sensibilidade ao próximo.

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