Chuvas melhoram a vazão dos rios

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Ednéia Silva

O volume de chuvas registrado em novembro ficou bem acima da média esperada para o mês. De acordo com o Ceapla (Centro de Análise e Planejamento Ambiental) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, o município registrou 193,3 mm (milímetros) de chuva no mês passado, 33,3 mm a mais que a média prevista para o período, que é de 160 mm. Com isso, as cidades registraram melhora no nível de água nos reservatórios e aumento na vazão dos rios e córregos da região.

Depois da crise hídrica, que afetou o abastecimento de muitos municípios, o aumento da precipitação é uma boa notícia. Rio Claro não teve problemas com abastecimento de água, mesmo assim o bom volume de chuvas traz alívio. De acordo com o Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto), no momento o nível das captações de água dos rios Ribeirão Claro e Corumbataí está com a vazão dentro do previsto para esta época do ano.

“As chuvas que caíram nas últimas semanas melhoraram o volume de água dos dois rios que abastecem Rio Claro. As estações de tratamento de água (ETAs 1 e 2) estão trabalhando a plena carga, garantindo o abastecimento normal de água no município”, informa a autarquia.

O Rio Corumbataí é responsável pelo abastecimento de 60% da cidade de Rio Claro
O Rio Corumbataí é responsável pelo abastecimento de 60% da cidade de Rio Claro

O departamento faz monitoramento diário da situação dos mananciais que abastecem o município, que tem duas fontes de captação de águas superficiais. O Rio Corumbataí abastece 60% da cidade e o Ribeirão Claro, localizado dentro da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena), é responsável pelo abastecimento dos 40% restantes.

Cordeirópolis foi uma das cidades mais afetadas pela crise hídrica na região. O município teve que implantar rodízio e racionamento de água para diminuir o consumo e evitar o desabastecimento. Depois de meses de contenção, em outubro deste ano o racionamento foi suspenso pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cordeirópolis (SAAE).

O presidente do SAAE, Giovane Genezeli, comenta que pelo monitoramento realizado pelo serviço o mês de novembro só perde para fevereiro em termos de volume de chuva. Foram 246,7 mm em novembro contra 263 mm em fevereiro. Genezeli considera esse volume bom, mas ainda insuficiente para repor toda a seca de 2014.

Ele conta que na represa do Barro Preto a recuperação é lenta. Nos demais reservatórios que abastecem a cidade a situação é satisfatória. A represa de Cascalho, uma das mais prejudicadas pela seca, ainda não se recuperou totalmente. O presidente informa que ainda faltam dois metros para que ela atinja o nível máximo.

Para ele, a expectativa é de que as chuvas continuem e, se possível, com regularidade, como aconteceu em novembro. O ano de 2015 foi bom, mas com irregularidades, com mês com muita chuva e mês com pouca precipitação. Em junho, por exemplo, choveu apenas 3 mm e, em julho, 50,2 mm. Mesmo com bom volume de chuva, Genezeli alerta que a situação ainda demanda cuidado e o uso da água deve ser racional.

Santa Gertrudes também enfrentou dificuldades durante a crise hídrica e implementou medidas para evitar o racionamento de água. A cidade tem como principal fonte de captação o Córrego Santa Gertrudes. De acordo com informações divulgadas pelo site Juntos Pela Água, a vazão do manancial está em 150 litros por segundo, acima do necessário para o abastecimento da cidade, que é de 60 litros por segundo.

Mesmo assim, a empresa Odebrecht Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto em Santa Gertrudes, afirma que “mantém um contínuo controle sobre as condições hidrológicas em pontos anteriores e na captação de água, e analisa criticamente todos estes dados visando minimizar qualquer impacto à população”.

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