Araras atinge 85% de cura da tuberculose e é referência no tratamento

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Ramon Rossi

Araras foi considerada referência no tratamento e na cura da tuberculose pelo Programa Estadual de Controle da Tuberculose de São Paulo, que conferiu à cidade, nesta semana, o prêmio de qualidade nas ações contra a doença.

Organizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, o evento homenageou os municípios com alto índice de cura da doença. Das 26 cidades que fazem parte do Departamento Regional de Saúde de Piracicaba (SP), Araras foi a única que atingiu a meta de 85% ou mais de cura.

O SAE/CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento de Araras) Enfermeira Adalgisa dos Santos Gonçalves, coordenado pela Secretaria Municipal da Saúde, é responsável pelo acompanhamento dos pacientes e distribuição de medicamentos aos postos de saúde, que realizam a chamada dose supervisionada.

“Na dose supervisionada, funcionários dos postos de saúde levam o medicamento à casa dos pacientes, com o objetivo de evitar o abandono do tratamento e alcançar um alto índice de cura”, explicou a coordenadora do explicou a coordenadora do SAE/CTA, Gláucia Regina Teodoro.

Além disso, o Centro realiza anualmente duas campanhas de orientação e prevenção sobre a tuberculose, com intensificação da busca pelos sintomas. Durante a mobilização, realizada em março e em setembro, os participantes são questionados sobre possíveis sintomas da doença e, dependo da situação, podem ser encaminhados para o exame de escarro e/ou raio-X de tórax.

“A segunda campanha de 2019 foi realizada no último sábado (21), no CEU (Centro de Esportes Unificado) José Olavo Paganotti. No local, 69 pessoas passaram por entrevista para identificação dos sintomas da tuberculose e 84 realizaram testes rápidos para HIV e sífilis. Desse total, duas pessoas tiveram resultados positivos para sífilis e já estão sendo acompanhadas”, ressaltou a coordenadora. 

Segundo o SAE, há 22 casos de tuberculose em tratamento em Araras. O tratamento, que é realizado com o uso de antibióticos, tem duração mínima de seis meses, podendo ser prolongado para nove meses, dependendo o caso.

“É de extrema importância que o paciente não abandone o tratamento antes do término, pelo risco de resistência bacteriana. Por isso, nosso trabalho de acompanhamento é tão importante e reflete em resultados como esse”, finalizou Gláucia.

De acordo com o secretário da Saúde, Romildo Benedito Borelli, um dos principais pilares da atual gestão é a busca por um melhor atendimento dos munícipes, com a prevenção, tratamento e cura de doenças. “Estamos trabalhando diariamente para que esses dados continuem a melhorar, oferecendo um melhor atendimento ao público e, por consequência, uma melhor qualidade de vida de toda a população ararense”, ressaltou.

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