Maioria é contra aumento dos vereadores, ex-presidente cita inchaço com vereadores

Antonio Archangelo

Antonio Archangelo, William Goez, o ex-presidente Tavinho Chiossi, Dalberto Christofoletti (PDT) e Tu Reginato (PTB)
Antonio Archangelo, William Goez, o ex-presidente Tavinho Chiossi, Dalberto Christofoletti (PDT) e Tu Reginato (PTB)

Os 95% dos internautas, que votaram no Portal JC disseram ser contrários ao aumento do número de vereadores na Câmara de Rio Claro, conforme emenda que tramita na Casa. Porém, para o ex-presidente da Casa e vereador por vários mandatos, Tavinho Chiossi (PTC), o que consome dinheiro dos cofres públicos é o inchaço, fomentado nos últimos 15 anos, dos funcionários do legislativo.

Durante sua participação no Programa “Na Roça”, Tavinho foi claro ao dizer que em 1999, quando era presidente, com 19 vereadores (assessores), a Câmara Municipal tinha um orçamento de R$ 3,2 milhões, sendo que deste valor, R$1 ,47 milhão foi devolvido aos cofres públicos. Hoje com 12 vereadores na Câmara, o orçamento do legislativo rio-clarense é de R$ 23,1 milhões, um aumento de 621%. “O dinheiro gasto para pagar os vereadores é irrelevante. O que consome a verba são os funcionários”, lembrou ao se dizer chocado com o valor gasto na atualidade.

Já o vereador Dalberto (PDT), um dos signatários do projeto que aumenta de 12 para 19 os vereadores, voltou a defender o projeto e mencionou que o parlamento tem que ser favorecido, “pois um parlamento fraco dá margens para uma ditadura”, citou. “Defendo um parlamento forte. E sou favorável ao aumento da representatividade”, citou o vereador.

O presidente do PTB, Tu Reginato, opinou na mesma direção da maioria da população: sou totalmente contrário. “O assunto ainda será debatido internamente no PTB”, lembrou. “Minha sugestão é que o Executivo junto com o Legislativo cheguem em um acordo e peguem a atual sobra que é devolvida para a Câmara e depositem numa conta bancária destinando os recursos para a construção do Hospital Público, conforme este movimento pede. Daí poderia colocar junto com a cruz, na matriz, a quantia de verba já depositada para a construção”, sugeriu. O programa na integra você confere no player abaixo, basta clicar para ouvir. No próximo programa, os convidados do “Na Roça” debatem sobre a Fundação Ulysses Guimarães.

Abaixo-assinado pede volta dos trens de passageiros

Favari Filho

Irineu Carlos de Oliveira Prado é filho e neto de ferroviários e acredita que a reativação do trem de passageiros vai beneficiar não apenas o município de Rio Claro, mas toda a região.
Irineu Carlos de Oliveira Prado é filho e neto de ferroviários e acredita que a reativação do trem de passageiros vai beneficiar não apenas o município de Rio Claro, mas toda a região.

Desde que pararam de circular no interior, os trens de passageiros deixaram a sensação de que algo importante ficou para trás em um lugar remoto da história recente. Os municípios da região em que circula o Jornal Regional têm influências diretas com a estrada de ferro e devem muito do progresso obtido no início do século XX aos trilhos, a partir dos quais as cidades começaram a se formar e a se desenvolver.

O advogado Irineu Carlos de Oliveira Prado é um entusiasta pela volta dos trens de passageiro. Filho e neto de ferroviários, carrega uma paixão intrínseca pela ferrovia e, a partir de uma reportagem que leu em um jornal de circulação nacional – que dizia que o governo estadual, através da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tinha intenção de reimplantar trens de passageiros entre a capital e Americana – iniciou uma empreitada junto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rio Claro para incluir a Cidade Azul no roteiro.

Recentemente, com o apoio de várias entidades do município e demais cidades da região como Limeira, Santa Gertrudes e Cordeirópolis, o desembargador do Tribunal de Justiça aposentado lançou oficialmente junto a OAB o abaixo-assinado, cuja ideia é coletar o maior número possível de assinaturas para sensibilizar as autoridades a incluir Rio Claro na primeira etapa do projeto do governo estadual na implantação da linha de trens metropolitanos.

Oliveira Prado, que além de colecionador de miniaturas é também ferreomodelista, deixa transparecer sua satisfação ao ver que mais pessoas aderem ao movimento de trazer de volta os trilhos e não mede forças para seguir adiante, tanto que, na próxima segunda-feira (06), o advogado deve usar a Tribuna Livre da Câmara dos Vereadores de Limeira para angariar mais apoio para o abaixo-assinado.

Para os interessados em participar do documento que visa trazer o trem para a cidade, o advogado informa que haverá uma sala no Shopping Center Rio Claro aberta durante todo o expediente na qual constará um livro de assinaturas. Outros locais como redações de jornais, Associação Comercial e Industrial de Rio Claro (Acirc) e escritórios particulares dos advogados também serão pontos de coleta.

Para o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas, José Antônio Matias, o abaixo-assinado é de extrema necessidade e precisa contar com o apoio de todos os rio-clarenses e demais moradores da região. “Se não houver mobilização da sociedade, não haverá retorno do Executivo. As rodovias estão saturadas e o transporte rodoviário além de mais caro tem um risco maior de acidentes”, expõe.

Matias vê a ideia da volta dos trens com bons olhos e parabeniza a iniciativa da OAB de Rio Claro e do advogado Irineu Carlos de Oliveira Prado, contudo salienta a necessidade de audiências públicas para debater e ampliar a discussão acerca do assunto. “O retorno dos trens de passageiros é importante para a geração de empregos e para a indústria ferroviária”, completa.

Em nota ao Grupo JC, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) disse que, atualmente, passa por análise no Conselho Gestor da Parceria Público Privada (PPP) a Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) dos trens regionais, apresentada para o governo Estadual pelas empresas BTG Pactual e EDLP – Estação da Luz Participações.

Na despedida do Schmidtão, RCFC vence o Bragantino por 2 a 1

Matheus Pezzotti

Bruno Cantanhede, no momento do seu gol, aos 15 minutos do primeiro tempo
O atacante Bruno Cantanhede, no momento do seu gol, aos 15 minutos do primeiro tempo

Foi no sufoco, sofrido, mas ao som do apito final, o suspiro de alívio do torcedor do Rio Claro FC, pelo menos nesta rodada.

No início da noite deste domingo (5), o Galo Azul venceu o Bragantino por 2 a 1 em sua despedida do Schmidtão, pela penúltima rodada da primeira fase do Paulistão e diminui bastante as chances de rebaixamento.

Os gols do Azulão foram marcados por Bruno Cantanhede, aos 15 minutos do primeiro tempo e por Matheus Galdezani, aos 38 da etapa final e Wilker fez o gol de empate do Massa Bruta, aos 33 do segundo tempo.

Com o resultado, o Galo Azul está em 13º na classificação geral, com 16 pontos, mas ainda corre um pequeno risco de rebaixamento, já que Penapolense tem 15, assim como o São Bernardo e o Capivariano e o Linense somam 13 pontos, mas precisam golear para, no saldo de gols, levar vantagem. Já o Bragantino, depois de 10 anos na elite, foi rebaixado para a série A-2, com apenas 7 pontos, na penúltima colocação.

O Rio Claro FC faz seu último jogo neste Paulistão na próxima quarta-feira (8), às 22h, contra o Santos, na Vila Belmiro.

O JOGO
Início tecnicamente fraco, sem finalizações, erros de passes e chutões das defesas para os ataques. Mas aos 15 minutos, o Rio Claro FC pressionou a saída de bola, Renan Luís roubou de Ferreira, avançou e na saída de Lauro, bateu em cima do goleiro, mas no rebote, Bruno Cantanhede dominou, ajeitou e chutou para abrir o placar.

Com o gol, o Galo Azul recuou e seguia errando passes, além de também continuar tentando acertar ligações diretas, porém o Massa Bruta não demonstrava qualidade para empatar.

No segundo tempo, o Azulão começou pressionando, mas com o desespero do rebaixamento decretado naquele momento, o Bragantino foi todo para cima e começou a pressionar e dominar o jogo, com chutes a longa distância, cruzamentos e bolas paradas, também alçadas na área. E de tanto pressionar o recuado Galo Azul, o empate aconteceu, aos 33, após triangulação do Bragantino e Wilker bater de primeira, de dentro da área, tirando de Richard.

Mas aos 38, o alívio. Após tomar sufoco, a ligação direta finalmente funcionou e Matheus Galdezani pegou na linha de fundo pela direita, driblou o marcador, avançou na área e na saída de Lauro, tocou por cobertura, com estilo, marcando um golaço.

Aos 44, Ferreira recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso e administrando a vantagem, o Galo Azul saiu de campo com os três pontos.

FICHA TÉCNICA
RIO CLARO FC 2 x 1 BRAGANTINO
Local: estádio Dr. Augusto Schmidt Filho, em Rio Claro.
Público: 3.402 pagantes.
Renda: R$ 25.345,00.
Árbitro: Marcelo Rogério.
Assistentes: Hermam Brumel Vani e Risser Jarussi Corrêa.
Cartões amarelos: Alê, Matheus Galdezani e Macena (Rio Claro FC) e Bruno Ferreira, João Victor, Ferreira, Adilson Goiano e Pedro Henrique (Bragantino).
Cartão vermelho: Ferreira aos 44’/2T (Bragantino).
Gols: Bruno Cantanhede aos 15’/1T e Matheus Galdezani aos 38’/2T (Rio Claro FC) e Wilker aos 33’/2T (Bragantino).

RIO CLARO FC
Richard; Vinícius Bovi, Pitty, Gilberto e Renan Diniz; Alê, Renan Luís, Matheus Galdezani e Guaru (Macena); Paulinho (Carlinhos) e Bruno Cantanhede (Jeferson Paulista). Técnico: Estevam Soares.

BRAGANTINO
Lauro; Bruno Ferreira (João Victor), Ferreira, Renato Santos e Pará; Adilson Goiano, Caio, Muralha (Esquerdinha) e Léo Gago; Pedro Henrique (Wilker) e Erick. Técnico: Wagner Benazzi.

Antiga base da PM deve ser reformada

Da Redação

Segundo as informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Claro, o prédio na Avenida Felício Castellano, bairro Vila Cristina, deverá passar por reformas.

A ideia é que o local, que antes abrigava a antiga Base Comunitária da Polícia Militar, dê lugar a um serviço gerenciado pela Secretaria Municipal de Ação Social.

A limpeza já foi providenciada, mas oficialmente ainda não existe data para a conclusão dos serviços. A vizinhança respira aliviada com a notícia, já que o prédio, em visível estado de abandono, preocupa.

O estudante Guilherme alves comenta que a antiga base da PM deixou de funcionar há pelo menos dois anos: “Para nós que moramos aqui no bairro e região, seria muito interessante dar uma destinação adequada ao espaço que está ocioso”, lembra o estudante.

Rua 1 guarda memórias de Rio Claro

Favari Filho

Ponto de táxi na Rua 1, em frente à Estação, foi alvo de assaltantes, segundo o vice-presidente do sindicato, Gilvon Barbosa
O progresso chegou à Rua 1

Que horas marcava o relógio da antiga estação ferroviária quando instalado no cume da estrutura que ainda conserva características da arquitetura eclética? Construída em 1911, depois que a Cia. Paulista demoliu a antiga gare, o prédio entrou para a história de RC. Desde então, não somente os pássaros podiam ser vistos no céu rio-clarense, mas também as horas que dividiam o trabalho do lazer e que corriam com os ponteiros acelerados da civilização. Com os antigos relógios de bolso o tempo, talvez, passasse mais lento, despido da pressa das composições.

Os trilhos trouxeram o progresso e junto o desenvolvimento da Cidade Azul, que teve início a partir da Rua 1. O ano era 1876 e a antiga Rua do Mato – já conhecida da pequena e pacata vila São João do Rio Claro, que havia sido elevada a cidade há apenas 19 anos – passou a ser a Rua de São José logo quando os dormentes e os trilhos começaram a fazer parte daquele cenário ainda bucólico. Cinco anos mais tarde, o nome foi trocado para Rua Doutor Cesar (ilustre figura) e somente em 1886 a Rua 1 passou a ter nomenclatura atual.

De lá para cá, “café com pão, café com pão, café com pão, virge Maria que foi isso maquinista?”. O progresso chegou e a cidade cresceu! – gritou o entusiasta. E desde os trilhos que separam o Cidade Jardim do Jardim Conduta, passando pelo Educandário Maria Goreti, Concessionária Guardia, Danceteria Panqueca’s, Estação Ferroviária, bar sem porta, Supermercado Sesi, Pizzaria do Lazinho, Cantinho do Sorvete, Cine Tabajara, Lago Azul até os que dividem o Jardim Portugal do Jardim Cervezão, a Rua 1 guarda histórias de pessoas que seguem suas vidas edificando a cidade de Rio Claro.

Do CJ ao JC, a Rua 1 é como a Rua 2, a Rua 3, a Rua 4, a Rua 5, a Rua 6, a Rua 7, a Rua 8… Porém, guarda sob e sobre o seu asfalto – entre as guias e as calçadas -, um constante e crescente passado que se constrói diariamente no presente, além do mérito de ser a número um, o princípio, a evolução. A Rua 1 tem uma simpatia fugaz não percebida a olho nu, algo entre o real e o imaginário possível de enxergar somente com os olhos fechados.

Casa do chefe da Ferrovia deve ser revitalizada

Casa localizada próxima ao antigo pontilhão da Avenida 7 que agora conta com via dupla era habitada pelo engenheiro chefe da Ferrovia
Casa localizada próxima ao antigo pontilhão da Avenida 7 que agora conta com via dupla era habitada pelo engenheiro chefe da Ferrovia

Ali, ao lado do pontilhão da Avenida 7, à margem da linha do trem que divide o Centro da cidade da Cidade Nova, a casa que um dia habitou o engenheiro chefe da ferrovia, Fernando Betim Paes Leme, ficou durante longos anos fechada depois da derrocada da malha ferroviária no Brasil, integrando assim o patrimônio da Companhia Paulista de Estradas de Ferro que se desfazia com o descaso e as intempéries. Um ponto extremamente marcante da Rua 1 que compõe a paisagem da cidade que se modifica a cada dia.

A boa notícia, entretanto, é que existe um projeto de recuperação que integra a segunda etapa de revitalização do Centro Histórico de Rio Claro, que contou até o momento com a reestruturação viária, a abertura das novas pistas no local do antigo pontilhão e a implantação de novos equipamentos públicos, além da ampla renovação paisagística. Está previsto também para ocupar o quintal do antigo engenheiro chefe uma pista de skate e um teatro de arena. A prefeitura informou que as providências necessárias para que a memória da cidade seja preservada estão sendo tomadas.

A mais tradicional das lojas rio-clarenses

Com 120 anos de experiência no comércio, Casa Timoni é destaque da Rua 1
Com 120 anos de experiência no comércio, Casa Timoni é destaque da Rua 1

A Casa Timoni é um dos pontos de referência da Rua 1 e, possivelmente, não existe um rio-clarense que não tenha entrado ao menos uma vez na loja para comprar algum dos mais de quatro mil itens à disposição. A história do estabelecimento comercial se confunde com a do desenvolvimento de Rio Claro, pois quando da inauguração ainda não havia completado vinte anos da chegada dos trilhos.

O Jornal Regional conversou com Sérgio Luiz Timoni Rodini, que falou um pouco sobre a empresa que dirige junto com o irmão José Carlos Timoni Rodini. Os proprietários, filhos de Nair Timoni Rodini e José Rodini, pertencem à quarta geração da família que atende as necessidades dos rio-clarenses com itens dirigidos aos setores de embalagens industriais, tapeçaria e decoração, além de apresentar soluções na área de proteção de equipamentos com a produção de capas de cobertura, cortinas industriais, entre outros.

O proprietário da Casa Timoni, Sérgio Luiz Timoni Rodini, disse que a maior satisfação em atender em um comércio com toda a tradição que tem a Casa Timoni é o reconhecimento do público. “Quando ouço alguém dizendo que vinha na loja com o avô, sinto muito orgulho. Outro dia um cliente disse algo que me deixou contente. Depois de caminhar por toda a loja olhando os artigos disparou: ‘aqui é o Google do mundo real’, coisas que não tem preço”, finalizou.

A biografia da Casa Timoni teve início há exatos 120 anos, quando Mauricio Timoni abriu um comércio cujo principal objetivo era o curtimento de couros (curtume). Porém, com o tempo foram sendo acrescidos outros serviços como a fabricação de arreios e de calçados, bem como a abertura da loja, na qual comercializava os produtos, originando a empresa Timoni, Irmãos & Cia Ltda.

O avô de Sérgio e José, Antônio Timoni, nasceu em 1885, na Itália, porém logo veio para o Brasil com os pais e irmãos. Com vinte anos se mudou para Pitangueiras, onde iniciou no ramo de selaria e, somente em 1915, convidado por seus irmãos João Timoni e José Timoni, regressou a Rio Claro, para juntos seguirem a sociedade fundada pelo pai Mauricio Timoni. Além de referência no ramo, a Casa Timoni faz parte do cenário da Rua 1 e ainda é uma das poucas coisas que remete a história da Cidade Azul.

Bocas de lobo entupidas preocupam moradores

Sidney Navas

boca
A reportagem do Jornal Cidade percorreu alguns bairros de Rio Claro e pôde verificar que o está acontecendo no Jardim das Palmeiras

Com a epidemia da dengue que assola a cidade, todo cuidado é pouco. Várias situações favorecem o surgimento de mais casos como as bocas de lobo entupidas que podem se tornar verdadeiras vilãs no combate a dengue. Algumas delas, cheias de garrafas plásticas, potes ou outros materiais que juntam água, se transformam em criadouros perfeitos do mosquito Aedes aegypt.

O técnico em administração, Igor Leonardo, fala que perto de sua casa na Avenida 9 com a Rua no Jardim das Palmeiras, um bueiro entupido há cerca de quatro meses deixa todos no bairro aflitos. Ele explica que a situação persiste apesar das inúmeras reclamações feitas junto ao Poder Público.

“Procurei a prefeitura, através do número 156, informando o problema e até agora espero uma providência. Isso é um desleixo e as autoridades precisam se atentar a esse detalhe”, completa. A administração municipal, por intermédio de sua assessoria de imprensa, esclarece que a Secretaria de Manutenção percorre todo o perímetro urbano realizando a limpeza nas bocas de lobo e demais locais que possam favorecer a proliferação da dengue. Entretanto na prática não é isso que parece acontecer. 

A reportagem do Jornal Cidade percorreu alguns bairros de Rio Claro e pôde verificar que o está acontecendo no Jardim das Palmeiras também ocorre em outras localidades também como, por exemplo, ao longo da Avenida José Felício Castelano na região da Vila Cristina.

Lá, segundo a vizinhança, é comum encontrar bueiros nestas condições. Várias denúncias país afora dá conta de que os canos das placas de sinalização de trânsito também poderiam estar concentrando uma grande quantidade de água tornando-se um ambiente propício para a reprodução do mosquito transmissor da dengue. Rio Claro tem hoje mais de sete mil notificações oficiais de pessoas contaminadas e um óbito neste sentido já foi confirmado.

Brasil tem alto volume de água desperdiçada

Adriel Arvolea

Na praia ou piscina, o ideal é molhar pulsos, pés e rosto antes de mergulhar na água (Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
O índice de perda atinge 39% antes que a água chegue ao consumidor final (Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

O Brasil ocupa a 20ª posição num ranking de 43 países com desperdício de água tratada, segundo levantamento do IBNET (International Benchmarking Network for Water and Sanitation Utilities), dados de 2011. Com ligações clandestinas e vazamentos, o índice de perda atinge 39% antes que a água chegue ao consumidor final.

Na lista, o Brasil fica atrás de países como Vietnã (que perde 31%), México (24%), Rússia (23%) e China (22%). O que mais perde água tratada na lista é Fiji, um país insular da Oceania que desperdiça 83% da água que trata. Já entre os com menor índice de perda estão Estados Unidos (13%) e Austrália (7%).

Com os investimentos em infraestrutura, o índice de perdas de água tratada em Rio Claro vem sendo reduzido de forma gradativa, atualmente estimado em 25% – segundo o Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto). O índice do município, portanto, está abaixo da média nacional. A redução de perdas de 2009 para cá atinge quase 50%.

Neste sentido, existem vários fatores para perda de água no sistema de distribuição. “Há perdas provocadas por hidrômetros antigos, que não registram corretamente a quantidade de água consumida; fraudes com adulterações em hidrômetros e ligações clandestinas, conhecidas como ‘gatos’; vazamentos decorrentes de rompimento de tubulações na rede de distribuição e, em alguns casos, há perdas associadas às necessárias manutenções nas Estações de Tratamento de Água (ETA)”, esclarece o Daae.

A autarquia afirma que vem realizando ações de combate às perdas físicas com troca sistemática de redes, implantação de setorização do sistema hidráulico, troca de tubulações antigas com substituição de 120 mil metros de rede de abastecimento e a recirculação da água no uso operacional, orientando e aplicando multas quando há rompimento de lacres dos hidrômetros e realizando a troca de mais de 20 mil desses equipamentos.

Com as ações, o índice de perda em Rio Claro vem sendo reduzido de forma gradativa. “Também, vale a pena citar outras ações pontuais do Daae contra perdas, como a substituição das comportas da ETA 1 e da ETA 2; revestimento da Central de Distribuição de Água da ETA 2, localizada no Distrito Industrial, recuperação e reativação do reservatório elevado de concreto da Vila Martins, que ficou desativado por cerca de 25 anos; implantação do monitoramento do nível dos reservatórios de água e início do processo de setorização e macro medição do sistema de abastecimento”, reforça.

Além disso, no município houve a implantação de mais de 24 quilômetros de novas adutoras; construção de sete reservatórios elevados; ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA 2) e construção da barragem no Rio Corumbataí. “Muitas destas obras já foram realizadas e outras estão em fase final de implantação”, conclui o Daae.

Frequentadores cobram limpeza em praça

Carine Corrêa

Acúmulo de resíduos em alguns trechos da praça no Jardim América. Moradores pedem mais manutenção
Acúmulo de resíduos em alguns trechos da praça no Jardim América. Moradores pedem mais manutenção

A falta de manutenção em uma praça no Jardim América tem preocupado os moradores do bairro. Isso porque quando recorrem ao espaço, durante os finais de semana, o que era para se tornar um passeio acaba se tornando uma preocupação para os frequentadores. A praça está situada na Rua 4-JA, entre as Avenidas 54-A e 56-A.

Edinei Silva é quem faz o alerta para as autoridades municipais. Ele aponta para a necessidade de uma manutenção mais frequente no espaço público, onde frequentam todos as faixas etárias, incluindo crianças e idosos. Sua reclamação está voltada principalmente para a vegetação que está alta e para o baixo número de lâmpadas na praça, que acaba tornando o local escuro e perigoso. “Os vizinhos já solicitaram melhorias na praça, mas até agora não houve ação do poder público”, comenta. Edinei Silva ainda fala sobre a dificuldade das crianças andarem de bicicleta na praça. “Há dificuldades para entrar na praça, em virtude do descuido”, concluiu.

A Prefeitura Municipal informou que faz os serviços de manutenção em todo o município, que é dividido por setores para a realização de limpeza e corte de mato nas praças. “O serviço segue uma programação que visa atender todo o município de maneira equânime e apenas em casos especiais ou emergenciais a Secretaria de Manutenção e Paisagismo antecipa o trabalho em alguma praça ou setor”, alegou. “O Jardim América voltará a ser atendido assim que as equipes retornarem àquelas imediações”, acrescentou em nota. Sobre a iluminação da praça no Jardim América, a equipe da Prefeitura se comprometeu em ir até o local para verificar a situação e tomar as medidas cabíveis, segundo resposta encaminhada através da assessoria de imprensa.

Rio Claro FC faz o jogo do ano contra o Bragantino

Matheus Pezzotti

RCFC
O Azulão está na 14ª posição, com 13 pontos, a mesma de Capivariano, Linense e Portuguesa

Neste domingo (5), o Rio Claro FC faz seu último jogo no Schmidtão pelo Campeonato Paulista, às 18h30, contra o Bragantino pela 14ª rodada. Além de ser sua despedida de casa, também é tratado como o jogo do ano pelo elenco do Galo Azul pela situação dos times na tabela.

O Azulão está na 14ª posição, com 13 pontos, a mesma de Capivariano, Linense e Portuguesa, primeiro time na zona do rebaixamento e precisa vencer para continuar dependendo de si para permanecer na elite. Já o Bragantino tem 7 pontos, é o penúltimo e mais uma derrota decretará sua queda.

“Sem dúvida é o jogo do ano para o Rio Claro FC. O Bragantino é uma equipe muito experiente, tem chances ainda de permanecer na primeira divisão e vai ser um confronto direto. A equipe vem jogando bem, criando mais e tenho certeza que vamos sair com os três pontos”, diz o volante que joga como zagueiro, Lucas Madalosso.

O volante Alê e o zagueiro Gilberto, que estavam com desconforto muscular, treinaram normalmente e o goleiro Richard, que estava com lesão no joelho, na coxa e torcicolo, treinou no final da semana e também deve jogar, retornando ao gol, sendo esta, a provável única mudança no time.

Para o técnico Estevam Soares, antes de vencer, é preciso jogar bem e, em casa, pede a presença, o apoio e o pensamento positivo da torcida.

“Temos que nos preocupar em antes de vencer, em jogar bem. A única coisa que nos respira é a vitória. A expectativa é que tenhamos todo mundo apto para o jogo. O mandante sempre tem um índice de vantagem, mas isso não nos faz vencedor. Mas é fundamental que os torcedores venham, que nos apoiem e que tenham uma corrente positiva. Temos que ser criativos e estar muito atentos para não errar, ou errar o menos possível”, afirma o treinador.

Já o técnico Wagner Benazzi terá desfalques: o atacante Igor, com lesão na panturrilha, o lateral-esquerdo Thiago Feltri, o zagueiro Thiago Martinelli, com lesões na coxa, o atacante Diego Maurício, suspenso pelo terceiro cartão amarelo e o volante Nick, com entorse no tornozelo. A partida terá transmissão da rádio Excelsior Jovem Pan Sat, 1410 kHz.

A diretoria faz promoção no valor dos ingressos. Com preço único, na arquibancada coberta: R$ 20 e na descoberta: R$ 10. Para quem comprar o ingresso, a diretoria pede a colaboração em doar de um litro de leite que será destinado para o Lar Bethel e o GACC-RC.

Por que o coelhinho é simbolo da Páscoa?

Adriel Arvolea

mesa-coelho-pascoa

Inegavelmente, o coelho é símbolo da Páscoa. Na cultura ocidental, essa tradição é materializada no conceito do ovo de chocolate, item que não pode faltar na celebração do domingo da ressurreição de Cristo.

Mas, até que ponto cultuar o símbolo do coelho e ovo de chocolate? Esses elementos não sobressaem sobre o verdadeiro sentido da Páscoa? De acordo com o professor de Teologia, João Hansen, o coelho é símbolo da fertilização e deve ser trazido para a Páscoa.

“Coelho, qual o sentido? É o sentido da fertilização, é fértil, é vida. Na origem, os ovos de galinha eram cozidos, pintados e compartilhados. Para nós, hoje, virou de chocolate”, comenta Hansen.

O professor reforça, ainda, que o gesto de presentear alguém com o ovo faz lembrar o momento da Páscoa. “É uma coisa bonita. Um ato que remete à Pascoa. É a simbologia e deve ser verificada como uma coisa bonita. Páscoa é o momento culminante da nossa fé. Apesar do teor comercial, traz a lembrança da ressurreição de Jesus”, observa.
A tradição do ovo de chocolate teria surgido após o século XVIII e seria invenção de confeiteiros da França, bem como resultado da indústria do chocolate.

“Vivemos numa sociedade capitalista. Nós temos que não fugir disso. A gente se preocupa em se servir desses símbolos, mas temos que explicá-los às crianças. Por que está recebendo o ovo? Páscoa não é coelho, é fecundidade, vida, ressurreição. Temos que ser responsáveis”. – Padre Antônio Sagrado Bogaz

JC Magazine: parto humanizado ganha força no país

Lucas Calore

As mães e as gestantes estarão em uma reportagem especial na próxima edição da revista JC Magazine (Foto: Mateus Pereira/SECOM)
As mães e as gestantes estarão em uma reportagem especial na próxima edição da revista JC Magazine (Foto: Mateus Pereira/SECOM)

Profissionais do Grupo JC de Comunicação já estão envolvidos na produção da próxima edição da revista JC Magazine, que será lançada no fim deste semestre. Entre vários assuntos que a publicação vai abordar, destaca-se uma pauta digamos, humanizada.

Trata-se de um assunto que está tomando conta das famílias nos últimos anos: o parto natural. Cada vez mais gestantes têm optado por deixar a técnica de cesariana de lado e aderem ao parto humanizado na hora de dar a luz.

Porém, se antes as tradicionais parteiras eram quem ajudavam neste processo, hoje em dia as chamadas “doulas” é que se encarregam da responsabilidade, com muito mais preparo que se tinha antigamente.

Segundo a Associação Nacional de Doulas (Ando), estima-se que na América do Norte existem atualmente cerca de 12 mil doulas. No Brasil, a demanda é menor mas vem crescendo de forma significativa.

Participe

Você optou pelo parto natural ou conhece alguém que o fez e gostaria de contar para o Grupo JC? Então envie um e-mail para [email protected] relatando para nós a história e participe da próxima edição da JC Magazine.

Não se esqueça de colocar dados como nome completo da mãe e da criança, além das idades e bairro onde residem.

Velo Clube fica no 0 a 0 com o Santo André fora de casa

Matheus Pezzotti

Com leve domínio do Rubro-Verde, times desperdiçaram várias chances de gol e placar seguiu inalterado até o apito final (Foto: Claudinei Plaza/dgabc)
Com leve domínio do Rubro-Verde, times desperdiçaram várias chances de gol e placar seguiu inalterado até o apito final (Foto: Claudinei Plaza/dgabc)

Na tarde deste sábado (4), Velo Clube e Santo André empataram em 0 a 0 no estádio Bruno José Daniel, pela 14ª rodada da série A-2.

De um lado, o Rubro-Verde que buscava a reabilitação para se distanciar do rebaixamento. Do outro, os donos da casa que tinham como objetivo conquistar os três pontos para chegar à zona de acesso.

Mas com a igualdade no placar, ao final do jogo, o time comandando pelo técnico João Vallim estava na 15ª posição, com 15 pontos, dois a mais que o Comercial, primeiro time no Z-4 e o Ramalhão em nono, com 23, mas ainda próximo do G-4.

O Rubro-Verde volta a campo na próxima quarta-feira (8), às 20h, contra o Mirassol, no Benitão.

O JOGO
Apesar de jogar fora de casa, o Velo Clube teve personalidade e mostrou que havia esquecido a goleada sofrida por 6 a 2 em casa para o Novorizontino no Benitão e partiu para cima e criou a primeira chance clara aos quatro minutos, com Leleco, que recebeu enfiada de bola, ficou de frente para o gol, mas demorou para finalizar e o goleiro Roberto saltou nos pés do atacante para defender.

O susto acordou o Santo André, que explorava o lado esquerdo velista, mas cruzava sem qualidade. Antes do intervalo, o Velo ainda teve chance com Diego Higino, que recebeu de Leleco em contra-ataque, mas bateu fraco, nas mãos do goleiro.

Na volta do intervalo, logo aos 30 segundos, Leleco avançou, mas bateu cruzado para fora e desperdiçou outra chance. O Rubro-Verde seguiu pressionando e aos dois minutos, Diego Higino finalizou para fora.

Sentindo a pressão, Vilson Tadei fez modificações e o Santo André voltou ao jogo e aos 16, na área, Helton Luiz bateu cruzado e Rafael fez grande defesa. Aos 23, Diego Higino bateu cruzado dentro da área e a bola passou rente a trave.

Se Leleco perdeu grande chance no primeiro tempo, Tauã, desperdiçou aos 32. Após cruzamento, na pequena área, o atacante bateu por cima do gol e aos 39, foi a vez de Judson. Em contra-ataque, cruzamento na área que o camisa 10 do Velo bateu, Roberto deu rebote e na sobra, bateu totalmente torto, para fora e com várias chances desperdiçadas de ambos os times, o placar seguiu inalterado até o final.

FICHA TÉCNICA
SANTO ANDRÉ 0 x 0 VELO CLUBE
Local: estádio, Bruno José Daniel, em Santo André.
Público: 1.100 pagantes.
Renda: R$ 8.730,00.
Árbitro: Alysson Fernandes Matias.
Assistentes: Leandro Alves de Souza e Domingos da Silva Chagas.
Cartões amarelos: Jonas, André Bilinha, Tauã e Luiz Matheus (Santo André) e Rafael Pin, Calixto, Ricardinho e Selmir (Velo Clube).

SANTO ANDRÉ
Roberto; Samuel, Jonas, Rayan e Renato Peixe; André Bilinha, Dudu (Jackson), Guilherme Garré (Michael) e Helton Luiz (Anderson Bartola); Tauã e Müller Fernandes. Técnico: Vilson Tadei.

VELO CLUBE
Rafael Pin; Mizael, Dogão, Tiago Bernardi e Calixto (Tom); Ricardinho (Marquinhos), Teco, Renatinho e Judson; Leleco (Luis Felipe) e Diego Higino. Técnico: João Vallim.

Jornal Cidade RC
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