Crianças atendidas pelo projeto durante atividades. Foto: Arquivo JC

Núcleo ArteVida relata dificuldades e a falta de apoio para projetos sociais na região de Bonsucesso/Novo Wenzel, levantando debate sobre a distribuição de verbas

A financiamento entidades Rio Claro tem sido alvo de questionamentos e críticas por parte de organizações sociais do município. A representante do Núcleo ArteVida, Ana Maria Helmeister, expressou publicamente as dificuldades enfrentadas pela entidade.

O Núcleo ArteVida atua há mais de 20 anos no acolhimento de crianças e adolescentes na região vulnerável de Bonsucesso e Novo Wenzel. Em entrevista à JC FM na última segunda-feira (1º), Helmeister declarou que este está sendo o “pior ano dentro do núcleo”.

Apesar de possuir convênio com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, os recursos não são suficientes. Isso força a entidade a buscar outras fontes de apoio, como o fomento através do CMDCA e da lei de incentivo fiscal do IPTU, mas não foi contemplado este ano.


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Entidades questionam critérios para acesso a verbas

Essa situação levanta a questão sobre os critérios para a concessão de apoio, que muitas entidades já discutem nos bastidores. A representante do ArteVida questionou publicamente: “Qual o critério utilizado para contemplar ou não? Será que é olhada a região, a vulnerabilidade, a questão social?”

Helmeister também ressaltou a falta de serviços de apoio na região para adolescentes após os 14 anos, quando a entidade não pode mais acolhê-los. Ela descreveu o território como de “muita vulnerabilidade”, afirmando que não oferece “absolutamente nada” para os jovens.

O trabalho do núcleo, que atende crianças a partir dos cinco anos, visa também preparar futuros cidadãos. Contudo, os recursos limitados impedem até mesmo atividades simples, como levar as crianças para conhecer a cidade.

“Eles precisam extrapolar, ver que a vida é muito mais do que aquele lugar, pra que tenham a perspectiva de que é possível buscar um futuro melhor”, concluiu Ana Maria Helmeister.