Na terça-feira (5), uma paralisação geral com assembleias ao longo do dia reuniu centenas de alunos

Na terça-feira (5), uma paralisação geral com assembleias ao longo do dia reuniu centenas de alunos

Três cursos já iniciaram paralisação, impactando mais de 600 alunos. Diversas pautas estão em discussão e novas assembleias estão sendo realizadas no câmpus

Um movimento de greve está em andamento em diversas unidades da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no interior de São Paulo e no câmpus de Rio Claro a articulação ganhou força. Já são três cursos que anunciaram paralisação das atividades no local, sendo Geografia, Física e Educação Física, com mais de 600 estudantes impactados.

Há algumas semanas que assembleias estão sendo realizadas em prol dos alunos, corpo docente e demais profissionais que atuam na Unesp. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes da Universidade, no final do ano passado se iniciou uma mobilização quanto ao Orçamento 2026. Segundo informam, o Governo Tarcísio de Freitas estaria promovendo cortes de verbas repassadas à Unesp, o que compromete as atividades nas unidades. Em Rio Claro, uma assembleia foi convocada pelo Conselho dos Centros Acadêmicos com pautas voltadas à assistência estudantil e do orçamento universitário.

Os estudantes reuniram um abaixo-assinado com mais de 300 assinaturas defendendo a construção do novo prédio do Instituto de Biociências, que sofreu com um incêndio há três anos, contratação de servidores, ampliação do número de refeições e funcionamento do Restaurante Universitário (RU) noturno. O movimento pautou também as mobilizações que já estão acontecendo referente a reforma tributária e a melhor distribuição de orçamento para as estaduais paulistas.

Na terça-feira (5), uma paralisação geral com assembleias ao longo do dia reuniu centenas de alunos que discutiram no câmpus local também a falta de contratação de professores – o que estaria causando o atraso no início de aulas – e de servidores, com ênfase em problemas gerados com a privatização da segurança da unidade, onde há muitos registros de furtos e assédio, falta de orçamento para atividades de campo, demora nas reformas como na moradia estudantil, falta de iluminação noturna, entre outros.

Ficou definida uma nova assembleia para o próximo dia 12 de maio, onde será discutido se o câmpus todo entrará em greve e paralisar totalmente as atividades. A reportagem do Jornal Cidade buscou contato com a reitoria da Unesp nessa quarta-feira (6) para um posicionamento quanto ao movimento.

Em nota, a direção do Instituto de Biociências (IB) da Unesp Rio Claro reafirma sua abertura ao diálogo institucional com toda a comunidade universitária, uma vez que se trata do caminho adequado para o encaminhamento de demandas estudantis.

“A unidade está à disposição da representação discente para acolher as reivindicações que foram encaminhadas a esse veículo de imprensa. O Instituto de Biociências reforça ainda seu empenho na manutenção das atividades acadêmicas e na qualidade do ensino, e compromete-se com a adoção das medidas cabíveis dentro de suas atribuições institucionais”, finaliza.

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