Galo Azul e São Bernardo fazem jogo do desespero

Matheus Pezzotti

O Rio Claro F.C. marcou seis gols até o momento, mas nenhum foi feito pelos atacantes
O Rio Claro F.C. marcou seis gols até o momento, mas nenhum foi feito pelos atacantes

Rio Claro F.C. e São Bernardo disputam, neste domingo (15), às 18h30, no estádio 1º de Maio, o ‘jogo de seis’ pontos, pela 10ª rodada do Paulistão.

Adversários diretos na briga contra o rebaixamento, a vitória é tratada por ambos como essencial para seguir com chances de permanecer na elite. O Galo Azul e o Bernô possuem a mesma campanha (2 vitórias, 2 empates e 5 derrotas), somando 8 pontos e estão separados na tabela pelo saldo de gols (-4 a -6), pelos dois gols a mais (chegando a seis) que o Azulão marcou neste estadual. Os times, também, vivem outro incômodo: o Rio Claro F.C. não vence há seis jogos e o time do ABCD Paulista, há cinco.

O jogo marca a estreia de Estavam Soares no comando do Galo Azul e a escalação é uma incógnita, tendo apenas como desfalque o atacante André Luiz, que segue tratando de uma lesão na coxa, já que o zagueiro Luiz Eduardo e o volante Matheus Galdezani cumpriram suspensão na derrota por 1 a 0 para o Red Bull, em casa, e estão à disposição do novo treinador.

“Estamos começando um trabalho e o torcedor pode ter certeza de que vamos trabalhar 24 horas em prol do clube, porque o campeonato chegou num momento em que não pode mais falhar e não há jogo fácil. A prioridade é o trabalho, o dia a dia, treinamento e autoconfiança do grupo e a definição do time. Pelo que eu vi, por meio de informações, tem uma oscilação muito grande, sem manter uma equipe padrão para jogar. Esse campeonato é terrível. Em duas partidas o time saiu do purgatório ao inferno. A partir de agora, é jogo a jogo. Vamos nos dar como satisfeitos quando a primeira fase terminar, seja com classificação, série D ou manter o clube na primeira divisão. Tem que ter entrega. Não tem mais brincadeira nesse resto de campeonato que não dá sequer para piscar, quanto mais dormir”, afirma.

Já o São Bernardo aposta no entrosamento para voltar a vencer e a tendência é que o técnico Edson Boaro repita o mesmo time que perdeu para o Corinthians por 1 a 0. A única dúvida é o meia argentino Cañete, que pode voltar ao time titular.

“O que nos faltou em alguns jogos foi entrar mais na área do adversário e fazer mais jogadas de linha de fundo. Independente de ser um meia, um atacante ou um segundo volante, nós temos que insistir nisso. Ter uma postura mais confiante e invadir a área do adversário”, comenta Boaro.

Ciente do mau momento do time, o goleiro e capitão Daniel falou sobre o confronto. “Nosso campeonato não é contra os grandes. Agora voltaremos para nossa realidade, vamos enfrentar o Rio Claro com o olho na série D, mas principalmente buscando a vitória para nos afastarmos dos últimos lugares. Não vencemos o São Bento por um capricho do futebol. Contra o Corinthians, o resultado mais justo seria o empate. Queremos impor a mesma intensidade para conseguirmos a vitória, mesmo sabendo que não será um jogo fácil”, afirma.

A partida terá transmissão da rádio Excelsior Jovem Pan AM1.410.

GM diz que motociclistas são os que mais desrespeitam as leis de trânsito

Sidney Navas

TENHA CAUTELA: alguns acidentes podem ser evitados. Para isso, basta observar e respeitar as leis de trânsito. Colabore para um trânsito mais seguro
TENHA CAUTELA: alguns acidentes podem ser evitados. Para isso, basta observar e respeitar as leis de trânsito. Colabore para um trânsito mais seguro

O trânsito é feito por todos nós, mas alguns preferem ignorar as leis e, por isso, os acidentes ainda continuam. Em Rio Claro, segundo o comandante da Guarda Civil Municipal, Wlademir Walter, a situação não é diferente da do resto do País, mas com um dado que chama a atenção.

“Aqui, cerca de 80% das ocorrências atendidas pela corporação envolvem os motociclistas. Boa parte não respeita a sinalização e avança o sinal de ‘PARE’ e o sinal vermelho dos semáforos”, observa.

Entretanto, ele ressalta que, felizmente, há uma parcela de motociclistas que não pode ser colocada no mesmo ‘balaio’. “É bom deixar claro que, por outro lado, muitos respeitam as regras e jamais cometem irregularidades como passar no sinal vermelho ou trafegar em alta velocidade. Isso é bom, mas, infelizmente, é uma minoria”, acrescenta.

Na última semana, o motorista João Fernandes da Fonseca se envolveu em uma batida no cruzamento da Avenida 11 com a Rua 10, no bairro Boa Morte. Lá, um motociclista avançou a sinalização existente no cruzamento atingindo em cheio sua camionete. “Foi um baita susto, mas apesar da violência do impacto, o rapaz já está em casa ao lado da família se recuperando dos ferimentos”, comenta o homem. Segundo ele, naquela região os acidentes são constantes e geralmente ocorrem por conta da imprudência.

A prefeitura informa que a equipe do departamento municipal de Trânsito substitui, em média, 100 placas por mês. A revitalização da sinalização de solo, também, é feita de maneira constante no Centro, Centro expandido e nos bairros. As substituições são feitas quando as placas estão desgastadas pelo tempo ou são danificadas em virtude de acidentes de trânsito ou por vandalismo. Em 2014 (de janeiro a setembro), foram substituídas 914 placas por desgaste natural, vandalismo ou acidentes que danificaram a sinalização.

Já em 2013, foram substituídas 451 placas por desgaste natural, vandalismo ou acidentes que danificaram a sinalização. Conforme as mesmas informações, a próxima intervenção viária será executada na Rua 6-A com Avenida 50-A. “O projeto para a remodelação e ampliação da rotatória já está pronto, foi discutido e aprovado pela comunidade e as obras deverão ser iniciadas em breve”, finaliza.

Usuários denunciam precariedade de pontos de ônibus

Adriel Arvolea

Pontos de ônibus com mato e alagados em dias de chuva dificultam a rotina de quem depende do transporte coletivo
Pontos de ônibus com mato e alagados em dias de chuva dificultam a rotina de quem depende do transporte coletivo

O Jornal Cidade tem recebido fotos de leitores que apontam para as condições dos pontos de ônibus de Rio Claro. Na Rua 3, esquina com Avenida 1, Residencial dos Bosques, o mato toma conta do espaço. Já a estrutura instalada na Avenida Francisco Matarazzo, em frente ao centro de compras, fica alagada nos dias de chuva.

Para Alex Carlos dos Santos, as condições do ponto do Residencial dos Bosques oferecem insegurança. “O problema é à noite. Uma pessoa pode se esconder no mato e atacar um passageiro. Além disso, no local, as sete lâmpadas dos postes estão queimadas. É inseguro pegar ônibus ali”, comenta Santos.

Há outros, ainda, sem coberturas. Usuários do transporte coletivo que utilizam a linha Boa Vista tem que enfrentar sol e chuva à espera do ônibus. Acontece que no ponto da Rua Jacutinga, com Avenida 68, não há cobertura. Existe apenas uma estrutura improvisada em concreto, cercada por lixo e sujeira.

A Secretaria de Obras informa que fará a limpeza para desobstruir a rede de galerias, localizada na extensão da Avenida Francisco Matarazzo, em frente ao shopping. “A medida deverá dar vazão à água da chuva que ficou empoçada em um trecho da via”, explica em nota.

Também, reforça que tem feito, gradativamente, a substituição de alguns abrigos, principalmente nos bairros mais distantes da região central. As secretarias de Obras e de Mobilidade Urbana fazem periodicamente a substituição, limpeza e manutenção dos pontos de ônibus instalados no município. O munícipe pode entrar em contato com a Secretaria de Mobilidade Urbana pelo telefone (19) 3522-1919 ou pela linha 156 da prefeitura.

O município tem, aproximadamente, 140 pontos de ônibus com cobertura. Os pontos de ônibus pertencem ao município e são fabricados pela Fábrica de Artefatos de Cimento e Usina de Asfalto (Facua). As secretarias de Obras e de Mobilidade Urbana fazem periodicamente a substituição, limpeza e manutenção desses pontos.

WhatsApp 

As fotos da matéria foram enviadas por leitores ao Jornal Cidade via WhatsApp, que disponibiliza o aplicativo de mensagens como um canal de comunicação. Basta adicionar o celular da Redação – (19) 99942-4100 para enviar denúncias e sugestões. Todas as mensagens são respondidas pela equipe do JC.

Operação no trânsito deixa motoristas em alerta

Lucas Calore

Foto postada por um internauta nas redes sociais (Imagem: reprodução)
Foto postada por um internauta nas redes sociais (Imagem: reprodução)

Uma blitz realizada a noite de sábado (14) na Avenida Visconde do Rio Claro deixou motoristas em alerta. O fluxo de veículos na região ficou intenso.

O Detran de São Paulo em Rio Claro em parceria com a Guarda Civil e a Polícia Militar fizeram uma operação para uma campanha de trânsito seguro.

Viaturas e oficiais das corporações ficaram durante horas no trecho da Avenida próximo à Rua 14 e abordaram motoristas para verificar se haviam sinais de embriaguez ao volante.

Nas redes sociais o caso repercutiu e centenas de internautas comentaram sobre o ocorrido e postaram fotos. Alguns usuários afirmaram ter visto um carro do IML no local, o que não foi confirmado.

Mais detalhes sobre essa operação você confere nas páginas do JC. 

Brasileiros saem às ruas para protestar contra o governo Dilma

Ednéia Silva

Mapa do itinerário do protesto em Rio Claro, que terá início às 9h30 no Jardim Público
Mapa do itinerário do protesto em Rio Claro, que terá início às 9h30 no Jardim Público

Milhares de brasileiros prometem sair às ruas neste domingo (15) para protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Os organizadores prometem levar às ruas mais de 100 mil pessoas em mais de 200 municípios. Rio Claro também fará parte desses números com manifestação que terá início no Jardim Público.

O protesto está sendo organizado pelo Grupo Rio Claro “Vem Pra Rua” que convoca a comunidade rio-clarense para participar da mobilização local. A concentração terá início às 9h30 no Jardim Público, na Rua 3, em frente a agência do Banco Itaú. O objetivo, segundo o grupo, é “conscientizar sobre a insatisfação em relação à política nacional, desgoverno e contra a corrupção no país”.

Os participantes vão fazer passeata pelas ruas do Centro. O trajeto terá início na Rua 3, em frente ao Jardim Público, e depois seguirá pela Avenida 2, pela Rua 4, Avenida 1 até a Rua 6, sobe a Rua 6 sentido à Avenida 5, contornando a Praça da Liberdade e retornando pela Avenida 3 até a Rua 3, no Jardim Público, onde será encerrado o movimento.

Os organizadores fazem questão de frisar que o “movimento será familiar, apartidário, pacífico e respeitará a ordem pública”. Para garantir que isso aconteça, a manifestação contará com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM). Também foi solicitada ajuda da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário, do Corpo de Bombeiros e da Fundação Municipal de Saúde para eventuais necessidades do uso do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência).

Bandeiras de partidos e movimentos sociais não serão aceitas. Os organizadores solicitam que os participantes se vistam com as cores da bandeira nacional: azul, amarelo, verde e branco. Eles recomendam ainda que em caso de infiltração de eventuais baderneiros, os manifestantes sentem-se no chão e identifiquem os elementos.

As manifestações anti-Dilma foram organizadas pelas redes sociais e rapidamente ganharam a adesão de milhares de pessoas que “curtiram” os posts e confirmaram presença nas mobilizações. Os principais organizadores são os grupos Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados Online.

Neste sábado, artistas e celebridades divulgaram vídeos apoiando o movimento e convocando a população brasileira para sair às ruas neste domingo (15). Os atores Humberto Martins, Caio Castro, Kadu Moliterno, Marcio Garcia, Malvino Salvador, os cantores Roger Moreira (Ultraje a Rigor), Lobão, o colunista Diogo Mainardi e a atriz Christine Fernandes são alguns dos que publicaram vídeos em apoio aos protestos.

Enquanto isso, a equipe do governo monitora os protestos na internet e tenta descaracterizar o movimento comparando-o a golpe. Na segunda-feira (16), a presidente Dilma Rousseff deverá se reunir com os ministros da cúpula do governo para avaliar os efeitos das manifestações deste domingo (15).

As manifestações contra o governo de Dilma Rousseff tiveram um prelúdio no último dia 8 durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e televisão. Moradores de várias cidades do país saíram às janelas e às ruas e demonstraram seu descontentamento através de protestos com gritos, vaias, bateção de panelas e buzinas. A manifestação foi chamada de “panelaço”.

Depois disso, e diante da mobilização planejada para este domingo, a CUT (Centra Única dos Trabalhadores) organizou uma manifestação pró-Dilma e em defesa da Petrobras. O governo tentou impedir o movimento com medo de um fracasso, mas ele foi realizado em várias cidades brasileiras, inclusive na Avenida Paulista em São paulo (foto abaixo).

Convidados discordam sobre impeachment de Dilma

Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

Lourenço Favari, Lucas Calore, Marcos Cardoso Junior, Kal Machado e Agnelo Matos durante o programa “Na Roça”
Lourenço Favari, Lucas Calore, Marcos Cardoso Junior, Kal Machado e Agnelo Matos durante o programa “Na Roça”

Os convidados do programa “Na Roça”, da Excelsior Jovem Pan AM, discordaram em relação ao motivos que poderiam levar ao impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Para o petista Agnelo Matos, ex-presidente da Câmara Municipal, grande parte dos juristas apontam a ausência de arcabouço jurídico para um processo de impeachment da governante. “Falta argumento jurídico em relação ao impeachment. Agora em relação às manifestações, somos favoráveis. Esta semana aconteceram manifestações sem nenhum incidente. Desejamos que as manifestações de domingo aconteçam na paz”, argumentou Agnelo Matos, que também apontou índices e programas de governo da presidente visando amenizar as críticas dos ouvintes que pediam, na maioria, a renúncia de Rousseff.

já o tucano Kal Machado, coordenador regional do PSDB na região, se baseou em análise feita pelo jurista Ives Gandra, onde aponta que “a luz deste raciocínio, exclusivamente jurídico, terminei o parecer afirmando haver, independentemente das apurações dos desvios que estão sendo realizadas pela Polícia Federal e Ministério Público (hipótese de dolo), fundamentação jurídica para o pedido de “impeachment” (hipótese de culpa). Não deixei, todavia, de esclarecer que o julgamento do impeachment pelo Congresso é mais político que jurídico, lembrando o caso do Presidente Collor, que afastado da presidência pelo Congresso, foi absolvido pela Suprema Corte”.

Seja contra ou à favor da saída da presidenta, para ambos os participantes, a noção de cidadania tem avançado recentemente. E que protestos como os registrados nos últimos anos sejam frequentes para conduzir a população às decisões políticas do Brasil.

“Caminhando e cantando”: Protestos em todo o Brasil

Favari Filho

 

A data é feriado nacional, mas relembrada nas escolas, dada a importância da mudança no regime do país (Imagem: Reprodução)
Prefeitos da região falam sobre os efeitos da crise, as manifestações e analisam a atual conjuntura política

Neste fim de semana está marcada para acontecer uma manifestação contrária ao governo e a corrupção, convocando inclusive, entre outras coisas, o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A data foi marcada através das redes sociais e a dúvida que acomete a todos, inclusive os políticos partidários, é com relação à participação das pessoas comuns. Diversos endereços em cidades de todo o País foram divulgados pela internet, contudo as opiniões se dividem ainda nas redes sociais entre o que acreditam no fato de que podem comparecer uma infinidade de pessoas, e os que acreditam na organização do evento como um golpe da “elite branca” que quer “disputar um terceiro turno”.

Pensando em trazer o assunto à baila, o Grupo JC ouviu alguns prefeitos da região, inclusive de Rio Claro, para saber o que pensam sobre o novo e ainda desconhecido Brasil, que aflora com os jovens que parecem não se prender a ideologias. Para a Geração Z – que tem a internet não como um privilégio, mas um direito – o impeachment de Collor é apenas uma história arquivada na Wikipédia, diferente do que representou aquele momento, por exemplo, para os caras-pintadas, que têm o processo todo como parte de vida, ou seja, passado.

Muitos dos que reivindicaram contra Collor ocuparam e ou ocupam cargos públicos, mas o que há de diferente entre as atuais manifestações e a ocorrida há pouco mais de vinte anos? O mundo mudou muito durante todo esse tempo, contudo a maneira de externar a indignação para com os ‘mandos e desmandos’ dos governantes parece continuar a mesma, as manifestações. Não obstante, parece que os protestantes encontraram mais um aliado, a internet. Por isso, a incerteza diante desse introito ao novo mundo.

Nenhum dos três entrevistados concorda com o impedimento da presidente e todos têm mais ou menos o mesmo modo de pensar em relação ao tema. O prefeito de Rio Claro, Du Altimari, enfatizou que sempre defendeu e vai defender tanto as liberdades individuais quanto as coletivas. Altimari acredita que “as manifestações são legítimas desde que praticadas dentro dos princípios do Estado Democrático de Direito”.

Com relação ao impeachment acrescenta: “Acredito que essa solução seria antidemocrática, uma vez que não vejo base legal para o impeachment da presidenta”. Já com relação aos rumos da crise apontou: “Esse momento do Brasil deixa clara a necessidade de uma reforma política. Acredito que o financiamento público de campanha, o fim da reeleição e a adoção de mandatos de cinco anos são vitais para recompor a confiança na classe política do país”.

O prefeito de Analândia, Rogério Ulson, vê as manifestações como um direito da população. “As pessoas têm direito de cobrar e de expor seus pensamentos. A onda de protestos é o sintoma de uma sociedade descontente”, disse. Sobre o impeachment segue na linha de Altimari. “Não acredito que o impeachment possa ajudar o Brasil. Muito pelo contrário. Agravar a crise política que vivemos tende a piorar a crise econômica e institucional”. Para Ulson, o melhor caminho seria a presidente Dilma tentar melhorar o relacionamento com o Congresso e, principalmente, com a sociedade. “Desde os protestos de junho de 2013, que o governo vem perdendo popularidade e enfrentado essa crise. A população descontente cresce cada dia mais porque suas demandas não são compreendidas. O Brasil precisa de uma reforma política que aproxime o cidadão da administração pública”, explica.

Da mesma forma, o prefeito de Santa Gertrudes, Rogério Pascon, vê as manifestações como algo legítimo ‘desde que dentro da ordem pública’. Pascon também não enxerga com bons olhos o impedimento: “Acredito que o impeachment não seria uma boa alternativa nesse momento”. Analisando o cenário atual constata que o problema no País é crônico. “Não é de agora que estamos vivenciando essa situação nos meios políticos. Há alguns anos que vem se formando e se tornando um ciclo, agora a situação está visível. O descontrole das contas públicas federais está notório nos últimos dois anos e isso tinha que acontecer, tínhamos que passar por isso, vejo que ainda vamos passar por momentos difíceis”, finaliza.

Velo Clube perde para a Ferroviária por 2 a 0 e segue sem vencer fora

Matheus Pezzotti

O jogo foi equilibrado, mas a Ferroviária teve melhor aproveitamento nas finalizações (Foto: Leonardo Fermiano)
O jogo foi equilibrado, mas a Ferroviária teve melhor aproveitamento nas finalizações (Foto: Leonardo Fermiano)

Não foi dessa vez que o Velo Clube venceu fora de casa nesta série A-2 e o tabu é mantido. Jogando na Fonte Luminosa, na tarde do último sábado (14), pela 10ª rodada, o Rubro-Verde foi derrotado por 2 a 0 pela líder Ferroviária, que mantém 100% de aproveitamento jogando em casa, com cinco vitórias.

Os gols foram marcados por Alan Mineiro, aos 35 minutos do primeiro tempo e por Elder Santana, de cabeça, aos 35 da etapa final. A Ferrinha segue isolada em primeiro, com 25 pontos e o Velo Clube, em 12º, com os mesmos 11.

O JOGO
Início bastante movimentado, com os dois times indo ao ataque, tocando bastante a bola. E logo aos sete minutos, o Rubro-Verde desperdiçou a sua melhor chance. Valdo Gigante recebeu, disputou com a zaga, levou a melhor, mas, na pequena área, chutou para fora e perdeu chance incrível.

O Velo Clube seguia melhor, forçando a Ferrinha a recuar e dominava o jogo, mas aos 22 minutos, Bruno Moraes acertou uma cotovelada em Niander que foi substituído. O volante precisou levar cinco pontos no queixo e Marquinhos entrou em seu lugar. Milton Mendes aproveitou e também mudou, tirando Negueti e colocando o meia Danilo Sacramento.

As substituições inverteram o panorama do jogo e os donos da casa acertaram a marcação e começaram a dominar o meio de campo.

Aos 35, Alan Mineiro recebeu e bateu cruzado do meio da rua e a bola bateu na trave antes de entrar. O Velo respondeu com Judson, mas Rodolfo fez milagre, defendendo duas tentativas do meia, na pequena área.

No segundo tempo, os times voltaram criando oportunidades, mas parando nos goleiros e o jogo seguiu equilibrado. Mas aos 35, após escanteio, Elder Santana escorou tirando de Rafael para marcar o segundo da Ferrinha que depois, recuou para assegurar o placar.

O Velo Clube volta a jogar na próxima sexta-feira (20), às 20h, contra o Catanduvense, no Benitão, pela 11ª rodada.

FICHA TÉCNICA
FERROVIÁRIA 2 x 0 VELO CLUBE
Local: Fonte Luminosa, em Araraquara.
Público: 3.001 pagantes.
Renda: R$ 32.930,00.
Árbitro: Raphael Claus.
Assistentes: Luis Felipe Prado Silva e Willian Rodrigues Deodato.
Cartões amarelos: Luan, Milton Júnior, Bruno Moraes e Roberto (Ferroviária) e Leleco (Velo Clube).
Gols: Alan Mineiro aos 35’/1T e Elder Santana (cabeça) aos 35’/2T (Ferroviária).

FERROVIÁRIA
Rodolfo; Paulo Henrique, Negueti (Danilo Sacramento), Luan e Alcides; Renato Xavier, Alan Mineiro, Milton Júnior e Marcos Vinícius (Elder Santana); Bruno Moraes (Fio) e Roberto. Técnico: Milton Mendes.

VELO CLUBE
Rafael; Misael, Duda, João Victor e Calixto; PC, Ricardinho, Niander (Marquinhos)
e Judson (Renatinho); Leleco e Valdo Gigante (Diego Higino). Técnico: João Vallim.

Economistas dizem que não dá para prever quanto o dólar ainda pode subir

Agência Brasil

Os brasileiros que precisam comprar dólar para viajar ou para outros compromissos têm acompanhado com apreensão a valorização da moeda norte-americana, principalmente nas últimas semanas. Apesar de o dólar ter subido também em relação a outras moedas, por conta de uma expectativa de aumento dos juros da economia americana, o que pode levar à redução do fluxo de capital para países emergentes, é na comparação com o real que o dólar apresenta uma de suas maiores altas.

Desde o início do ano, a moeda subiu cerca de 5% frente ao peso mexicano e ao peso chileno, 8% em relação ao rand, da África do Sul, e 13% sobre a lira, da Turquia. Na comparação com o real, a alta chegou a 22,2% em 2015, sendo 13,76% somente em março. Nesta semana, a valorização acumulou 6,3%, sendo 2,7% somente na sexta-feira (13).

O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Mauro Rochlin credita a “alta desmedida” do dólar ao receio de que o ajuste fiscal proposto pelo governo, de R$ 66 bilhões, não se concretize, o que poderia levar o país a perder seu grau de investimento e impactar a inflação. “Basicamente, eu resumiria essa disparada [do valor do dólar] como resultado do que a gente chama de aversão ao risco. A alta do dólar acaba refletindo essa maior aversão ao risco, esse medo de que as coisas fujam ao controle, e, então, o dólar parece ser um porto seguro diante disso.”

Segundo o economista da FGV, a alta mais acentuada da moeda norte-americana nas últimas duas semanas está relacionada ao cenário político do país: manifestações nas ruas, divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com nomes de parlamentares supostamente envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras e crise entre poderes Executivo e Legislativo. “Tudo isso ajudou a formar um cenário muito mais turbulento, que gera a aversão ao risco. Depende muito de como os fatos vão se desenrolar em termos políticos para saber que impacto isso pode ter sob o câmbio. A questão política está em aberto”.

O economista Carlos Eduardo de Freitas, conselheiro presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) e ex-diretor do Banco Central, explica que a alta do dólar tem uma vertente estrutural de realinhamento dos preços, reduzindo os custos de produção e aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Mas ele também acredita que a desconfiança sobre a implementação do ajuste fiscal anunciado, depois do Congresso devolver a medida provisória que tratava do assunto, gerou uma pressão maior nos últimos dias.

Segundo ele, é natural que, num primeiro momento, o mercado exagere na especulação, retornando em seguida, mas o componente conjuntural de preocupação dificulta previsões sobre a trajetória da moeda. “Não dá para saber até que ponto subirá o dólar e onde ele encontraria o equilíbrio econômico. Acho que a alta está um pouco acentuada nos últimos dias, muito por força da insegurança com a posição do governo. Em economia, e na vida, a expectativa, às vezes, é mais importante até do que a ocorrência das coisas”.

Para Rochlin, à medida que o ambiente político melhorar, o governo conseguir provar coesão com a base aliada no Congresso, aprovar medidas de ajuste fiscal, se os números de inflação não forem tão ruins e o cenário se mostrar menos turbulento, a alta do dólar pode ser revertida.

“Eu não digo reversão para R$ 2,80, mas talvez se estabilizando em um patamar um pouco mais baixo, ao redor de R$ 3 ou R$ 3,10, que seja. Eu acho que isso é possível. Depende do desenrolar dos fatos”, disse Rochlin. Para quem terá compromissos em dólar em breve, então, o economista da FGV ressalta que o recomendável sempre é comprar aos poucos, ao longo de semanas e meses: “Assim, por mais que aumente o dólar, você terá comprado o dólar a um preço médio, diluindo os riscos”.

Velo Clube encara a líder Ferroviária fora de casa visando quebrar tabu

Matheus Pezzotti

O atacante Leleco retorna ao time para reforçar o ataque que tem criado, mas pouco tem balançado as redes nesta série A-2
O atacante Leleco retorna ao time para reforçar o ataque que tem criado, mas pouco tem balançado as redes nesta série A-2

Neste sábado (14), o Velo Clube vai até Araraquara encarar a líder Ferroviária, às 16 horas, pela 10ª rodada da série A-2.

E para conquistar os três pontos, o Rubro-Verde terá que quebrar um tabu por ainda não ter vencido fora de casa, com três derrotas e um empate. Para isso, o técnico João Vallim, que terá o retorno do atacante Leleco, que cumpriu o segundo e último jogo de suspensão pela expulsão no empate em 2 a 2 contra o União Barbarense em casa, afirma que manterá o time com a mesma postura, jogando ofensivo, mesmo contra o primeiro colocado da tabela que possui 100% de aproveitamento jogando em casa, ao vencer os quatro jogos que fez na Fonte Luminosa e não se preocupa em ainda não ter vencido fora de casa.

“A gente sabe que vai ser muito difícil, já que a Ferroviária, além de líder, venceu todos os jogos que fez jogando em sua casa, mas nos preparamos forte durante a semana e estamos muito focados para fazer um bom jogo. O fato de ainda não ter vencido fora de casa não incomoda, isso vai acontecer naturalmente. Vamos manter a mesma forma de jogar, o time está melhorando jogo a jogo e vamos jogar buscando a vitória do começo ao fim do jogo”, afirma o treinador velista.

A Ferroviária jogará sem três titulares. O volante Jairo, com dores na coxa, segue vetado pelo departamento médico, o volante Renan foi expulso na vitória por 3 a 2 contra o Rio Branco em casa e o atacante Tiago Adan, que recebeu o terceiro cartão amarelo. Porém, o técnico Milton mendes terá o retorno do lateral-direito Paulo Henrique e do volante Milton Júnior, que cumpriram suspensão automática.

No treino da última sexta-feira (13), o comandante da Ferrinha tirou o meia e camisa 10 Danilo Sacramento e testou Marcos Vinícius no ataque e pode promover alterações na equipe, que tem como uma das principais armas ofensivas Alan Mineiro, que soma cinco gols nesta série A-2 e marcou os três gols da vitória na última rodada e segue na briga pela artilharia que tem Diogo Acosta, do São Caetano, como o jogador que mais marcou até o momento, com sete gols.

A partida terá transmissão da rádio Excelsior Jovem Pan Sat, 1410 kHz.

Record vai gravar nova novela em Santa Gertrudes

Fabíola Cunha

Vista aérea da Fazenda Santa Gertrudes (Foto: Diga Xis)
Vista aérea da Fazenda Santa Gertrudes (Foto: Diga Xis)

A belíssima Fazenda Santa Gertrudes vai ser novamente cenário de uma novela de época. “A Escrava Mãe”, da Record, terá cenas gravadas no local, que já emprestou a bem conservada estrutura para “A Escrava Isaura”, da mesma emissora – além de “Esperança”, novela sobre a imigração de italianos da Rede Globo. A nova novela da Record vai contar justamente as origens de Isaura.

A secretária de Cultura de Santa Gertrudes, Letícia Tonon, esteve na Rádio Excelsior Jovem Pan AM 1410 khz na manhã dessa sexta-feira (13) e comentou que o grande atrativo da propriedade é justamente remeter o espectador ou visitante para a época em que foi fundada e viveu seu auge: “É uma fazenda dos tempos áureos do café, tem arquitetura francesa e o único material local usado foi a madeira e o barro, o resto foi tudo importado. Ela está conservada então é uma ótima locação para realizar novela de época”, diz.

Segundo a secretária, as gravações estão previstas para começar no dia 1º de maio e devem durar 8 meses, conforme informações da produtora Casablanca, contratada pela Record para rodar a novela.

Letícia também explica que a secretaria municipal tem intermediado contato com figurantes para as gravações: “A gente está dando uma força como por exemplo para entrar em contato com figurantes, porque a novela aborda o período da escravidão, então de 70 a 80% dos figurantes precisam ser afrodescendentes e podem entrar contato com a gente, estamos sendo uma ponte”, explica.

A secretária de Cultura do município vizinho, Letícia Tonon
A secretária de Cultura do município vizinho, Letícia Tonon

A chegada de uma equipe grande de profissionais envolvidos com a gravação da novela deve também movimentar o comércio, como restaurantes e supermercados.

Fundada em 1854 pelo Barão de São João de Rio Claro, o nome da fazenda não deriva do município, mas sim de uma homenagem do barão à memória de sua mãe, D. Gertrudes Galvão de Moura Lacerda. Com arquitetura francesa, a fazenda preserva toda sua estrutura até os dias de hoje.

“Escrava Mãe” é a próxima novela do horário nobre da emissora Record. É um trabalho do autor Gustavo Reiz, baseado num argumento do vice-presidente Marcelo Silva.

Prevista para estrear em outubro deste ano, “Escrava Mãe” deve começar a ser gravada pela Record na tecnologia 4k, espécie de “ultra HD” que eleva a qualidade das imagens. Tal recurso já é comum no exterior, fato que leva a emissora a crer no sucesso de vendas da novela para outros países.

Além disso, o fato da trama contar a história da mãe da protagonista de “A Escrava Isaura” – uma das mais comercializadas de toda a história – também anima o canal paulista, que pretende transformar o folhetim num dos principais itens de seu acervo.

Buracos: usuários reivindicam melhorias

Carine Corrêa

A deformidade do asfalto em alguns trechos da cidade estão provocando reclamações entre motoristas – principais usuários das vias – e entre pessoas que moram próximo a essas aberturas na pavimentação.

Na Avenida 56, entre as Ruas 28 e 29, no Jardim Paulista II (divisa com o Parque Universitário), a moradora Izabel Cristina Ferreira encaminhou a reclamação de um buraco via WhatsApp da redação do JC (9-9142-4100). “Há meses esse buraco está aberto e há uma infiltração que complica mais ainda a situação. Já liguei para a Prefeitura, mas até agora nenhuma providência foi tomada”, se queixa Izabel.

Buraco em asfalto no Cidade Jardim
Buraco em asfalto no Cidade Jardim

Na Rua 8 no bairro Cidade Jardim, os motoristas também cobram do poder público reparos no asfalto, no trecho com a Avenida 31.

No bairro Santa Cruz, na Avenida 12, próximo a esquina com a Rua 9, o leitor Eduardo Silva denunciou a deformidade na pavimentação ao JC. “Cadê a Prefeitura? Cadê o departamento de obras? Quando machucar alguém nesse buraco, eles serão os responsáveis. Tem comércio, tem ciclistas. Todos pagam imposto”, reclamou.

O asfalto está cedendo na Avenida 9, com a Rua 14
O asfalto está cedendo na Avenida 9, com a Rua 14

O caso mais agravante é no Jardim das Palmeiras. O asfalto está cedendo na Avenida 9, com a Rua 14. “Chuva após chuva, a rua está quase sumindo e a cratera aumentando”, denuncia o leitor Jones Lima.

A reportagem do JC esteve no local e foi informada pela moradora Maria Aparecida Pessoa que a área foi isolada pela Defesa Civil. “Já reclamei para a Prefeitura e liguei para o departamento responsável que faz remoção de árvores. O risco da árvore cair é muito grande.

A Defesa Civil esteve aqui na segunda-feira (09) e voltou nesta quinta-feira (12). Além disso, os galhos estão sobre a rede elétrica, podendo causar o rompimento dos fios”, alerta Maria Aparecida.

Em relação ao asfalto no bairro Jardim Palmeiras, a concessionária Odebrecht Ambiental (responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto em Rio Claro) esteve no local e informou que a rede de esgoto encontra-se em condições normais de operacionalidade. “No local há um rompimento de galeria de água pluvial, ou seja, tubulação de água de chuva.”, esclarece a concessionária.

A Prefeitura foi informada sobre o problema na tubulação e dos buracos, no entanto, informou apenas por meio da assessoria de imprensa que “a Secretaria de Obras monta relação de atendimento priorizando os casos mais graves e as solicitações feitas por meio do serviço 156, Ouvidoria Municipal, requerimentos e outros”. O governo municipal ainda alegou que em período de chuva, o serviço se torna bem mais lento, já que não é possível fazer o serviço com o asfalto molhado.

Jornal Cidade RC
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