Prefeitura prepara UPAs para atender pacientes com sintomas de coronavírus

A prefeitura de Rio Claro concluiu a preparação das duas unidades de pronto atendimento (UPA) para atender pacientes com sintomas gripais, incluindo o novo coronavírus (Covid-19). Os prédios da UPA da 29 e da UPA do Cervezão receberam melhorias e foram adaptados para realizar esse tipo de atendimento. Reparos foram feitos e novos equipamentos instalados para otimizar a gestão de recursos e atender as necessidades dos pacientes e profissionais de saúde. “Essas ações complementam as medidas que já implementamos para preparar o município e, principalmente, as unidades e profissionais de saúde, para o trabalho contra a doença”, comenta o prefeito João Teixeira Junior.
A maioria dos serviços nas unidades foi feita pela equipe de manutenção da Secretaria Municipal de Saúde. A UPA do Cervezão ganhou pintura nova; aplicação de produto higienizador em paredes que tinham problemas com bolor; manutenção das linhas de oxigênio, ar comprimido e vácuo; o grupo motogerador da unidade foi revisado; foram feitos reparos na porta da sala de emergência e portões de acesso de viaturas; concluída a instalação dos aparelhos de ar-condicionado; troca de lâmpadas; mudança de layout de ambientes e mobiliário; fixação dos dispensadores de álcool em gel; entre outras melhorias.
As adaptações feitas na UPA da 29 incluem troca de divisórias, reparo e modernização de portão, instalação de nova porta na sala de emergência, troca de fechadura automática na porta de acesso aos consultórios, substituição de luminárias e lâmpadas, adequação da sala de eletrocardiograma e atualização de treinamento das equipes nos novos protocolos e procedimentos. Todo o trabalho foi feito com apoio de funcionários e gestores da unidade. “Trabalhamos intensamente para preparar as equipes e unidades para enfrentar essa pandemia, mas é importante que a população colabore fazendo higienização e isolamento social”, destaca o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro.
Essas ações fazem do trabalho que vem sendo feito pela prefeitura de preparação da estrutura física da rede pública municipal de saúde para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O atendimento ambulatorial foi suspenso nas unidades de saúde (UBS e USF). “Nesse momento as unidades estão priorizando os atendimentos de quadros gripais”, informa o secretário Maurício Monteiro.
Porém, é necessário moderação na utilização desses serviços. Para evitar superlotação nas UPAs e aglomerações de pessoas, a recomendação é que os pacientes devem procurar as UPAs apenas em caso de febre alta e falta de ar. Quadros mais leves devem ser tratados em casa, a não ser que o paciente seja idoso ou tenha outras comorbidades. “Qualquer lugar com aglomeração de pessoas deve ser evitado e a UPA é um destes lugares”, observa a médica infectologista Suzi Berbert de Souza, diretora municipal de Vigilância em Saúde.
Em caso de dúvidas, as pessoas podem se informar sobre sintomas e transmissão de coronavírus no serviço de telemedicina criado pela prefeitura, o Tele Corona, que atende pelo número 2111-6999, de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas. “Temos médicos e profissionais preparados para orientar os pacientes e indicar se ele deve ou não procurar atendimento médico com base nas informações fornecidas por telefone”, informa Monteiro. O Tele Corona funciona em parceria com o Centro Universitário Claretiano.
Além dessas ações, a prefeitura também adotou outras medidas de combate e enfrentamento ao novo coronavírus como a suspensão das aulas na rede municipal pública de ensino, a prorrogação por 30 dias dos cortes de água, afastamento dos servidores com mais de 60 anos, suspensão do atendimento presencial na repartições públicas municipais, fechamento dos estabelecimentos comerciais não essenciais, entre outras iniciativas. Vale lembrar que até o momento Rio Claro tem um caso confirmado de Covid-19 e 47 suspeitos conforme boletim divulgado na manhã deste sábado (4) pela Vigilância Epidemiológica.

Isolamento impõe desafios a pais separados com guarda compartilhada

Agência Brasil

João Daniel de Souza Carvalho, 37 anos, não vê o filho de seis anos há três semanas. Dispensado do trabalho, ele hoje mora com o pai, que tem 70 anos e problemas pulmonares. Para proteger o idoso do novo coronavírus, combinou com a ex-esposa que a criança ficará com ela enquanto durar as medidas de isolamento no Distrito Federal, onde residem.

O medo de João Daniel é que o filho ou ele possam se contaminar sem saber, por não apresentar sintomas. Para não correr o risco de carregar o vírus até o avô do garoto, ele conta que a ex-mulher concordou, apesar da relutância inicial, em dar uma pausa no acordo de guarda compartilhada, segundo o qual o pai ficaria com a criança em fins de semana alternados e todas as quartas-feiras.

Mas nem todos tem a sorte de uma solução amigável. Michele Santos, de 41 anos, considera mais saudável, tomadas todas as precauções, o revezamento entre os pais. Ela e o ex-marido, entretanto, ainda não alcançaram um acordo de guarda compartilhada na Justiça. Com o isolamento, um conflito que já se arrastava piorou, e agora ambos encontram dificuldade para conciliar a divisão no cuidado com os filhos de nove e três anos.

De fato, o contexto atípico da pandemia não costuma estar previsto em nenhuma negociação de guarda ou convivência. Por essa razão, “a gente tem visto uma maior movimentação dos pais sem saber como lidar com essa situação”, disse a advogada Renata Cysne, especialista em direito da família e integrante do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam). “É claro que para o antigo casal que já tinha uma situação muito litigante e aguerrida, a tendência é que se agrave”, acrescentou a defensora.

Complica o cenário o fato de que todos os estados e o Distrito Federal adotaram a suspensão de aulas como modo de reduzir a disseminação do novo coronavírus, o que faz com que crianças e adolescentes fiquem o tempo inteiro em casa.

Direito à proteção

O agravamento dos conflitos levou o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) a incluir a disputa pela guarda entre os principais pontos de preocupação para a garantia dos direitos à proteção dos menores durante a pandemia.

No documento que preparou sobre o assunto, o Conanda recomendou como melhor solução, para não expor a saúde da criança e do adolescente a risco, que o menor fique somente com um dos pais, e as visitas e períodos de convivência sejam substituídos por contatos via telefone e internet. Outra alternativa sugerida seria adotar o esquema previsto para as férias, em que os filhos ficam o máximo de tempo com cada genitor, havendo menos trocas de casa.

Para Ariel de Castro Alves, ex-conselheiro do Conanda e especialista em direito da Infância e da Juventude, a suspensão temporária da troca de casas é uma medida acertada.

“As crianças e os adolescentes devem ficar preferencialmente em companhia do genitor ou genitora que esteja menos exposto ao contágio de covid-19, evitando também locais de aglomerações e os deslocamentos”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil, após a divulgação das recomendações.

Direito à convivência

Na vida real, contudo, ter que lidar com todas as responsabilidades de casa, do trabalho remoto e do cuidado integral com os filhos é missão estafante, que não deveria ser assumida por apenas um dos genitores, considera Michelle Santos. Ela conta que precisou de muita discussão para finalmente entrar num entendimento com o pai das crianças para alternar o convívio a cada semana.

“Como existe essa questão conflituosa, de não ter esse acordo judicial, eu fiquei a maior parte do tempo com os meninos, até que fiquei muito cansada”, conta a mãe.  “Foi necessário [compartilhar os cuidados], porque eu já estava num momento de exaustão muito grande. Além da rotina de uma casa, tem comida, cuidados com a higiene, você precisa criar condições, atividades, e as atividades vão ficando escassas. As crianças têm muita energia. Tem também o lado emocional, elas sentem saudade do pai.”

A advogada Renata Cysne concorda ser mais salutar que se tente uma divisão dos cuidados com os pequenos. Ela indica uma abordagem gradual para resolver conflitos do tipo. “É um momento em que de forma geral os advogados têm recomendado o bom senso.”

Primeiro, é preciso avaliar se algum dos pais integra, mora ou precisa cuidar de alguém nos principais grupos de risco – pessoas maiores de 60 anos ou com doenças crônicas, por exemplo. Nesses casos, a orientação que têm sido dada pelos advogados, em geral, é que, de fato, um dos genitores deverá suportar o cuidado integral com os filhos até o fim das medidas de isolamento.

Contudo, a advogada afirma que, se não houver exposição a grupo de risco, o ideal é que se busque assegurar o direito da criança e do adolescente à convivência com ambos os pais, mantendo-se a divisão dos cuidados. Para isso, ela diz que o melhor seria aumentar ao máximo a continuidade do tempo de permanência em cada casa.

“Se no convívio o pai e a mãe ficavam com as crianças em finais de semana alternados, e o pai mais um dia dentro da semana, por exemplo, temos recomendado que esse pernoite seja juntado, que o final de semana puxe esse pernoite”, explica a advogada. Ela também sugere adotar aquilo que foi acordado para o período de férias, em que o menor costuma ficar algumas semanas com um genitor e depois com o outro. “Isso faz com que diminua o trânsito das crianças”.

Sem acordo

O especialista Arial de Castro Alves faz coro ao ressaltar que, em tempos de pandemia de covid-19, a guarda compartilhada deve ser efetivada “com bom senso e diálogo entre os genitores, visando o ‘melhor interesse’ e a ‘proteção integral das crianças e adolescentes’, conforme o artigo 227 da Constituição Federal e os artigos 1° ao 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente”.

Ocorre que nos conflitos familiares nem sempre reina o bom senso, sendo por vezes necessária a intervenção da Justiça para garantir o melhor interesse do menor. Para essas situações, Renata Cysne recorda que, no momento, o judiciário tem funcionado em regime de plantão, o que aumenta a responsabilidade dos advogados de buscarem um entendimento sem a intervenção de um juiz.

“A gente tem tentado buscar o representante da outra parte, redobrado o esforço por um acordo extrajudicial, para minimizar essa busca do judiciário, minimizar essa sobrecarga”, disse a advogada. Ela ressalta que, nos casos mais graves, é possível acionar a Justiça com pedidos urgentes, mas que hoje em dia isso pode ser feito inteiramente pela internet, evitando-se ao máximo sair de casa.

“O que a gente não tem recomendado de forma nenhuma é que, por exemplo, se busque delegacias para reclamar de descumprimento de decisão judicial”, aconselhou a representante do IBDFam.

Saudades

Mesmo sem a intermediação de um advogado, João Daniel acabou seguindo à risca tais recomendações. Ele conta que com muito custo tem resistido à vontade de ir visitar o filho, com quem mantém contato diário pela internet ou telefone. “É melhor manter essa distância física do que ele perder o avô”, avalia.

Quando a saudade aperta, ele diz que pensa em ir de carro para ver o filho de longe, mas acaba desistindo com receio de confundir ou abalar o emocional da criança. “A gente explicou que o vovô é mais frágil e por conta da doença ele não pode vir visitar. Ele entendeu, não chora nem nada”, diz o pai.

Tóquio, Osaka, Istambul e Seul são únicas metrópoles sem isolamento

 (FOLHAPRESS) 

 Em cerca de duas semanas, quase todas as grandes metrópoles reduziram suas atividades ao mínimo possível. Uma das exceções é justamente a maior delas, Tóquio, cuja área metropolitana abriga 35 milhões de pessoas.
Além da capital japonesa, Osaka (19 milhões), Istambul (15 milhões) e Seul (9 milhões) não adotaram restrições amplas, mas apenas ações pontuais e recomendações para tentar conter o coronavírus.
O Japão, assim como a Coreia do Sul, aposta em testes em massa e no isolamento de áreas com focos do coronavírus. Na capital japonesa, algumas redes de comércio e serviços resolveram parar por conta própria até meados de abril, como uma empresa que controla 200 locais de caraoquê.
Já Istambul segue aberta por decisão do presidente Recep Tayyip Erdogan. O país fechou escolas e bares e vetou eventos de massa, mas não recomendou que as pessoas fiquem em casa, para que a economia siga em plena atividade. O prefeito Ekrem Imamoglu, que é opositor de Erdogan, pede que a cidade entre em quarentena obrigatória, pois a maior parte dos casos do país foi registrada ali.
A reportagem conferiu a situação de 38 megacidades, em um recorte que levou em conta o total de população e sua relevância internacional. Assim, foram analisadas as 32 cidades com mais de 10 milhões de habitantes e mais 6 áreas metropolitanas de grande simbolismo: Wuhan, Seul, Teerã, Londres, Madri e Nova York.
A restrição de atividades começou na China, em janeiro, e foi adotada em efeito dominó a partir da segunda metade de março, em uma sequência de anúncios quase diários: em Madri (no dia 15), Paris (17), Bancoc (18), Buenos Aires (19), São Paulo (20), Nova York (22) e Londres (23).
Em seguida, a Índia decidiu por uma paralisação abrupta, que fechou algumas das cidades mais cheias do mundo no dia 25, como Nova Déli, Mumbai e Calcutá. E no dia 30, dois países reticentes, México e Rússia, também determinaram restrições, que atingiram a Cidade do México e Moscou.
Para Valter Caldana, professor de urbanismo do Mackenzie, esse movimento deixou clara a articulação internacional cada vez maior entre prefeitos e governadores. “Em menos de 15 dias, uma rede de cidades parou o mundo, não uma rede de chefes de Estado”, avalia. As ações tentam retardar a propagação do vírus, para preparar o sistema de saúde e evitar que haja um número explosivo de casos em poucos dias, o que levaria ao colapso dos sistemas de saúde.
As cidades adotaram estratégias idênticas: restringem a saída de casa, com exceção para comprar comida e remédios, ir ao médico ou trabalhar em funções essenciais. O que varia são a intensidade das medidas e a forma de exigir seu cumprimento. Na China e na Rússia, são usados apps para rastrear os movimentos. Na Índia, policiais nas ruas foram flagrados batendo nas pessoas com pedaços de pau para obrigá-las a voltar para casa.
A maior parte dos governos disse que pretende retomar a rotina em meados de abril, embora haja grandes chances de o prazo ser estendido, pois não está claro quando será atingido o pico da epidemia.
Na China, as cidades vão retomando as atividades aos poucos. Informações oficiais apontam que houve estabilização no número de novos casos no país, mas o comércio enfrenta problemas. Mesmo com o relaxamento das restrições no fim de março, lojas e restaurantes não voltaram ao faturamento de antes da crise. Em cidades como Xangai e Pequim, menos gente tem se animado a ir às compras ou sair para comer, apesar dos apelos do governo, relataram comerciantes ao jornal South China Morning Post.
Outro ponto é saber se a reabertura será para valer. Cinemas, bares e restaurantes que haviam reaberto fecharam de novo em algumas cidades, por ordem das autoridades. Em Xangai, atrações turísticas baixaram as portas pouco após retomarem as atividades.
“A China é a primeira sociedade tentando reabrir, e não tem exemplos para se inspirar, então faz isso de forma muito mais conservadora. Quando for a nossa vez, poderemos aprender com o que foi feito lá”, diz Renato Cymbalista, professor de urbanismo da USP.
Para ele, a quarentena deverá trazer modificações profundas. “As pessoas perceberam que muitas atividades que faziam presencialmente podem ser feitas à distância, e isso vai mudar a cara das cidades como conhecemos hoje. Das milhões de lojas fechadas, milhares provavelmente não voltarão a abrir”.
Caldana projeta que a volta à normalidade poderá ser um tanto abrupta. “Muitas demandas estão represadas e uma retomada repentina pode gerar um tranco. Mas a capacidade de adaptação das cidades é maior do que se imagina.”

‘Tempestade inflamatória’ ajuda a explicar mortes pela Covid-19

(FOLHAPRESS)

Uma espécie de tempestade inflamatória provocada pela Covid-19 em diversos órgãos ajuda a explicar as mortes provocadas pela doença, que até agora ceifou mais de 300 vidas no Brasil e cerca 60 mil no mundo.
As mortes pela infecção pelo Sars-CoV-2 são, de modo geral, ligadas à síndrome respiratória aguda grave. Isso pode ser traduzido como grandes áreas de inflamação e edemas no pulmão, ou seja, o órgão fica inchado e começa a sofrer acúmulo de água. O líquido no tecido pulmonar dificulta trocas gasosas e, consequentemente, a respiração.
“É como se fosse um afogamento”, diz Décio Diament, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e infectologista no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e no Hospital Sírio-Libanês.
Mesmo que a principal causa de morte pela Covid-19 seja a insuficiência respiratória, causada pela lesão pulmonar provocada pelo vírus, o pulmão não é o único órgão a ser afetado. Pesquisadores descobriram que o vírus se aproveita de uma proteína (a ACE-2, em inglês, ou ECA-2, em português) na membrana das células para fazer a invasão. Essas proteínas também estão presentes em células do coração, dos rins e até no intestino, o que quer dizer que o Sars-CoV-2 também pode se instalar nesses órgãos.
Segundo Luciano Drager, diretor científico da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), há indícios de lesão no músculo cardíaco, que, inflamado (miocardite), tem sua função piorada, o que, consequentemente, pode levar a arritmias.
Por isso, a infecção é mais preocupantes e mais letal em quem tem doenças cardíacas prévias. Basicamente, o órgão é mais suscetível a um quadro mais grave e tem menos defesas para suportar o ataque, diz Drager.
O mesmo vale para idade. Conforme o tempo passa, além da imunidade ficar mais fragilizada, os órgãos acumulam história, quilometragem. O pulmão fica com função reduzida, o coração se torna mais rígido e há declínio de função renal. “É o mesmo que ocorre com a nossa visão, que vamos perdendo”, afirma o diretor científico da Socesp.
Além de pessoas com cardiopatias e pneumopatias, os diabéticos têm apresentado números elevados de mortes. “O risco para diabéticos que se internam por qualquer problema já é maior, principalmente em doenças infecciosas”, diz Simão Lottenberg, endocrinologista da Unidade de Diabetes do HC da USP e do Hospital Israelita Albert Einstein.
Hipertensão e outros problemas de saúde também são mais comuns em pessoas com diabetes, o que pode elevar ainda mais o risco de morte.
Tudo isso que ocorre em nível macro tem início nas tentativas de defesa celular do corpo contra o Sars-CoV-2. Quando as células percebem a invasão, uma das estratégias de combate é a autodestruição celular para evitar a multiplicação do vírus.
As células de defesa também tentam barrar o vírus fagocitando as células que têm proteínas estranhas, produzidas quando os vírus já sequestraram o maquinário celular.
Além disso, há as células que, sequestradas, replicam o vírus até morrerem e liberarem os invasores.
Todo esse cenário bélico de sequestro e destruição celular causa uma forte resposta de defesa no corpo, o que explica a inflamação nos diferentes órgãos afetados pelo novo coronavírus.
Os alvéolos pulmonares, essenciais para a respiração, são uma das vítimas da destruição que o vírus provoca. Quando há grande perda de alvéolos, a pessoa entra em insuficiência respiratória aguda e precisa de ajuda de máquinas para respirar.
Com a ampla inflamação em processo nos órgãos afetados, o metabolismo aumenta, há descargas de adrenalina e o coração bate mais rapidamente e sofre mais, principalmente nos indivíduos com problemas prévios no órgão.
Em caso de diabetes, há estudos antigos, não relacionados ao novo coronavírus, que mostram relação entre a glicose e a replicação de vírus em células pulmonares e uma piora na função pulmonar ligada à hiperglicemia.
Em quadros infecciosos, há ainda liberação de hormônios de estresse na circulação, que, por sua vez, bloqueiam a ação da insulina. “Isso faz com que o controle da glicemia seja mais difícil”, diz Lottenberg. “A natureza previu o estresse, mas não o diabetes.”
Em determinado momento a própria resposta inflamatória exacerbada, na defesa contra o coronavírus, torna-se prejudicial para o paciente. “A própria hiper-resposta acaba danificando os tecidos”, diz Lottenberg.
“Tudo isso sobrecarrega muito o indivíduo. É um estresse sistêmico”, completa Drager.
Por fim, varia de pessoa para pessoa como o corpo conseguirá reagir à invasão do vírus. “Você tem um espectro desde pessoas sem sintomas até o indivíduo que vai morrer. Isso é determinado por vários fatores, mas o principal é a capacidade de responder ao vírus”, diz Diament.

Quarentena altera celebração do Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos marca o início das celebrações da Semana Santa na Igreja Católica. Tradicionalmente, as paróquias realizam procissão e celebram missas com a bênção dos ramos, relembrando a aclamação de Jesus Cristo ao chegar a Jerusalém. Neste ano, porém, a quarentena de combate ao coronavírus promove mudanças na forma de celebrar a data. Neste domingo (5), com todas as missas e outras atividades religiosas presenciais suspensas, a celebração será virtual.

Na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Rio Claro, a transmissão da missa acontece a partir das 9 horas por meio da página no Facebook e também no YouTube, no canal TV Oração. “O Domingo de Ramos nos introduz no clima espiritual da Semana Santa. Em casa, poderemos acompanhar a Missa pelas redes sociais que transmitem essa celebração. Prepare um ramo à frente da TV, computador ou celular, assista por inteira à Santa Missa e, no momento da Oração da Bênção dos Ramos, piedosamente pegue-o na mão para receber a bênção. Utilize o Ramo Bento para colocar na porta da entrada da sua casa”, orienta o pároco Renato Andreatto. Para os fiéis que não conseguirem ter ramos em casa neste domingo, a paróquia fará ao longo do mês a distribuição das plantas utilizadas na bênção. Neste caso, a orientação é para que os fiéis compareçam aos poucos, ao longo do mês, na paróquia localizada na Rua 2-A, entre avenidas 28 e 30, na Vila Aparecida, para fazer a retirada. Ao longo da semana, as celebrações referentes à preparação para a Páscoa prosseguem com transmissões que podem ser acompanhadas através de computadores e celulares. A orientação é para que os fiéis fiquem em casa.

Acompanhe:

De acordo com a diocese de Piracicaba, na região de Rio Claro as seguintes paróquias contam com transmissões de celebrações através da internet:

Paróquia Nossa Senhora Aparecida

facebook.com/paroquianossasenhoraaparecidarioclaro/

Youtube através do canal da TV Oração: www.youtube.com/TVOração

Paróquia Nossa Senhora da Saúde

facebook.com/ParoquiaNossaSenhoraDaSaude/

Paróquia São João Batista

facebook.com/saojoaobatistarc/

Paróquia São Joaquim – Santa Gertrudes

Facebook: Paróquia São Joaquim – Santa Gertrudes

Rio Claro registra morte com suspeita de coronavírus

O município de Rio Claro aguarda o resultado de testes pelo Instituto Adolfo Lutz que irá apontar se o adulto do sexo masculino que faleceu hoje em Rio Claro estava ou não infectado pelo coronavirus.
O óbito em investigação foi incluído no boletim divulgado na noite deste sábado (4 abril 2020) pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro.
O prefeito João Teixeira Junior, que tem cobrado rapidez do governo estadual na divulgação de resultados de testes de coronavirus, anunciou nesta semana que o município está investindo na compra de kits de testes para coronavirus.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro, a prioridade de uso dos testes será para profissionais de saúde e pacientes com quadro clínico grave.

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Coronavírus: Secretaria Estadual da Saúde registra 2º caso positivo em RC; Prefeitura não foi notificada

A Secretaria de Estado da Saúde atualizou neste sábado (4) que o município de Rio Claro registrou o segundo caso positivo de coronavírus (Covid-19). 

O Governo Estadual não identifica o paciente e nem fornece outros detalhes, tampouco se o mesmo mora atualmente na cidade e o local do contágio da doença.

Rio Claro tem ainda 43 casos suspeitos conforme boletim divulgado neste sábado (4) pela Vigilância Epidemiológica.

Nota da Prefeitura

Embora não tenha informado oficialmente as autoridades sanitárias do município, o governo estadual divulgou neste sábado (4 abril 2020) informação que registra um segundo caso de coronavírus em Rio Claro.

“É lamentável que o Governo Estadual mais uma vez tome atitude como esta, a cidade de Rio Claro teria que ser a primeira a ser informada”, afirma o prefeito João Teixeira Junior. Na semana passada, quando divulgou o primeiro caso de Rio Claro, os setores estaduais também fizeram divulgação pública sem informar o município.

“Já verificamos nos sistemas da Vigilância Epidemiológica Estadual, no do Adolfo Lutz e também na regional de saúde e, até agora, em nenhum deles consta a confirmação deste segundo caso”, informou o secretário municipal de Saúde de Rio Claro, Maurício Monteiro, às 19h30 deste sábado.

“Temos divulgado boletins diários, sempre com os números oficiais, e dependemos das confirmações oficiais por parte do Instituto Adolfo Lutz e governo estadual”, ressalta o prefeito Juninho.

Boletim divulgado às 17 horas deste sábado aponta que Rio Claro tem 43 casos suspeitos de coronavírus em investigação, com 16 pacientes internados e um caso confirmado.

“Também vamos continuar cobrando mais rapidez do governo estadual na liberação dos resultados de testes de coronavirus. Temos pacientes internados, alguns na UTI, e ainda não temos os resultados para nenhum destes pacientes”, observa o prefeito.

Esta notícia está em atualização, novas informações serão publicadas neste link.

Mulher de 28 anos morre por Covid-19 sete dias após parto na Bahia

(FOLHAPRESS) 

Uma mulher de 28 anos morreu nesta sexta-feira (3) em Itapetinga, cidade de 76 mil habitantes do sudoeste da Bahia, com diagnóstico de Covid-19. Ela havida dado a luz a uma criança há sete dias.
Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia, a vítima morava na região de Trancoso, em Porto Seguro, mas tinha se deslocado para a cidade de Itapetinga para realizar uma cesária. Ela teve alta após o parto, mas apresentou um quadro de insuficiência respiratória sete dias depois e voltou a ser internada no hospital municipal da cidade.
Esta é a sétima morte por Covid-19 na Bahia e a segunda em uma cidade do interior do estado. Ao todo, a Bahia registra 290 casos do novo coronavírus.

SP, Rio, DF, Ceará e AM podem entrar em fase de aceleração descontrolada do coronavírus, diz ministério

 (FOLHAPRESS) 

Passados 37 dias desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, a transmissão no país está em fase inicial, mas a alta incidência de casos em quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas) e no Distrito Federal já indica uma transição para fase de aceleração descontrolada nesses locais.
A avaliação consta de novo boletim epidemiológico sobre a doença elaborado pelo Ministério da Saúde e divulgado neste sábado (4).
No documento, antecipado pela Folha de S.Paulo, a pasta faz uma revisão da trajetória do vírus e reconhece gargalos diante de uma possível fase aguda da epidemia, como a falta de testes e leitos suficientes.
Em pouco mais de um mês, o Brasil já soma 9.056 casos do novo coronavírus, com 359 mortes.
Para fazer a análise, o documento aponta quatro fases para a epidemia: localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle.
A avaliação da pasta é que, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas e no Distrito Federal, a taxa de incidência já fica acima da nacional, de 4,3 casos por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, já é quase o triplo: 13,2 casos a cada 100 mil habitantes.
Por isso, a pasta reforça a recomendação para que os estados mantenham medidas de distanciamento social. “Este evento representa um risco significativo para a saúde pública, ainda que a magnitude (número de casos) não seja elevada do mesmo modo em todas os municípios”, aponta o ministério, que avalia o risco nacional como muito alto.
Um dos principais motivos é a falta de estrutura da rede de saúde. Segundo o documento, a rede atual de laboratórios é capaz de processar 6.700 testes por dia. No momento mais crítico da emergência, porém, serão necessários 30 mil a 50 mil testes por dia.
A pasta diz finalizar parcerias para ampliar a testagem -chegou a anunciar, por exemplo, 22,9 milhões de testes. “No entanto, não há escala de produção nos principais fornecedores para suprimento de kits para pronta entrega nos próximos 15 dias.”
Os leitos de UTI e internação também não estão ainda “devidamente estruturados e em número suficiente para a fase mais aguda da epidemia”, diz a pasta, que aponta ainda “elevado risco para o SUS”.
“E apesar de alguns medicamentos serem promissores, como a cloroquina associada à azitromicina, ainda não há evidência robusta de que essa metodologia possa ser ampliada para população em geral”, informa.
Estados que implementaram medidas de restrição de circulação devem mantê-las até que o suprimento de equipamentos e profissionais seja suficiente, conclui o documento.
O texto não traz informações de quando isso deve ocorrer. Afirma, no entanto, que medidas de restrição e distanciamento social têm ajudado a estruturar a rede de saúde “para o período de maior incidência da doença, que ocorrerá dentro de algumas semanas”.

NBB: Liga mantém disputa e aprova auxílio a árbitros

Os clubes que disputam a atual temporada do NBB se reuniram na última quinta-feira (2), através de videoconferência, para uma avaliação referente ao prosseguimento do Novo Basquete Brasil-12. Com representantes de todos os 16 times, entre eles o diretor do Leão, Marcelo Tamião, a presidência e os diretores executivos da Liga Nacional de Basquete, a reunião analisou o momento da pandemia do coronavírus no Brasil, assim como as discussões internas referentes às equipes e os acordos vigentes de parceria no campeonato.

Na reunião os clubes aprovaram um auxílio financeiro aos árbitros que atuam nesta temporada do NBB. Vale ressaltar que, diferente de outros profissionais que possuem um vínculo empregatício com as organizações esportivas, o quadro de arbitragem presta serviço para a Liga, sendo remunerados a cada partida atuada. Os valores e o tempo de auxílio aos árbitros ainda serão aprovados pelo Conselho de Administração da LNB na próxima semana.

Outra definição foi a redução de até 20% no salário-base do corpo executivo da Liga Nacional de Basquete para os próximos cinco meses. A medida faz parte de um pacote de economia de gastos dentro do orçamento da entidade.

Em reunião realizada na semana passada, os clubes decidiram, de forma unânime, com apoio de atletas e treinadores, que a temporada irá seguir partindo automaticamente para a fase de playoffs. A tabela de classificação final ficou definida pela ordem dos times através do aproveitamento de vitórias até o último jogo realizado na temporada regular (dia 15/03).

Sendo assim os quatro primeiros colocados (Flamengo, Franca, São Paulo e Minas) já estão automaticamente classificados para as quartas de final e esperam os vencedores dos seguintes confrontos das oitavas: Mogi x Bauru; Pinheiros x Paulistano; Corinthians x Unifacisa; e Botafogo x Rio Claro.

O Rio Claro Basquete segue com as atividades paralisadas e aguarda a definição da Liga de uma data para planejar a sequência da temporada. Os atletas seguem mantendo a parte física em casa com orientação direta da comissão técnica do Leão.

Elektro alerta sobre contas durante a quarentena

A Elektro, responsável pela distribuição de energia elétrica na cidade de Rio Claro, não irá cortar a luz de clientes inadimplentes nos próximos três meses. Isso, porém, não significa que não seja necessário pagar as contas.

Em entrevista à Rádio Excelsior/Jovem Pan News, o analista institucional da Elektro, André Fernandes, explicou que quem não pagar terá acúmulo de contas no futuro: “Não haverá suspensão do fornecimento, mas o vencimento das faturas continua. O pagamento deve ser feito. Sabemos do momento delicado e por isso estamos dando alternativas aos clientes. Até para que isso não vire uma bola de neve no futuro”.

Para facilitar o pagamento, a Elektro anunciou que os clientes podem optar por pagar as contas com o cartão de crédito. Neste caso, o consumidor pode pagar em uma parcela sem juros ou até em 12 vezes.

Para pagar as faturas no cartão, os clientes devem acessar o site da Elektro e clicar em “Pagar com Cartão”.

População pode doar alimentos para ajudar famílias vulneráveis durante pandemia

A prefeitura está mobilizando a população de Rio Claro para ajudar quem precisa durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O município está realizando campanha emergencial para arrecadação de alimentos que serão destinados às famílias afetadas financeiramente pela crise.

“Muitos pais e mães de família sobrevivem do trabalho informal e, por conta da pandemia do coronavírus e as medidas necessárias de isolamento social, perderam sua fonte de renda e nosso objetivo é ajudar essas famílias”, comenta Paula Silveira Costa, presidente do Fundo Social de Solidariedade.  “Peço o apoio da comunidade para que possamos ajudar quem mais precisa de nosso auxílio nesse momento difícil que estamos vivendo”, reforça o prefeito João Teixeira Junior.

A comunidade pode doar alimentos não perecíveis: arroz, feijão, óleo, açúcar, leite, trigo e macarrão etc. As doações podem ser feitas até o próximo dia 12 nos pontos de coleta: Paço Municipal (Rua 3), Núcleo Administrativo Municipal (NAM – Rua 6), CEU Mãe Preta, subprefeitura do Cervezão, Udam +, supermercado Furquim, supermercado Irmãos Casagrande, supermercado Examine, varejão Horti Mais, Mercadão das Frutas, supermercado Tropical (Jardim das Palmeiras), Spani Atacadista, Covabra (Santana e Cervezão) e Assaí Atacadista.

Em caso de doação acima de dez quilos, o doador pode entrar em contato com o Fundo Social pelo telefone 3526-7171 para a retirada no local. O atendimento telefônico é feito de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. As doações serão recebidas pelo Fundo Social e encaminhadas ao Banco de Alimentos, gerenciado pela União de Amigos (Udam), que fará a distribuição aos necessitados.

Jornal Cidade RC
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