Uma ocorrência de violência doméstica registrada na Rua 6, no Jardim Araucária, em Rio Claro, mobilizou a Guarda Municipal e resultou na condução de um casal ao plantão policial na noite desse domingo (11). A vítima relatou que, após uma discussão, o companheiro teria arremessado um tijolo contra sua cabeça. Acionados, os guardas compareceram ao local e constataram sinais de agressão. O suspeito, por sua vez, negou o ataque. Na delegacia, ambos foram ouvidos. Abalada, a vítima solicitou medida protetiva para se afastar do agressor e preservar a própria segurança. Diante dos relatos e dos indícios reunidos, a autoridade de plantão entendeu que havia elementos suficientes para a caracterização do crime e determinou a prisão em flagrante. O caso segue para análise da Justiça, e novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias.

Em outro atendimento relacionado à violência doméstica, a Guarda Municipal voltou a ser acionada na noite desse domingo, desta vez na Rua Edivaldo Manoel dos Santos, no Jardim dos Ipês, em Santa Gertrudes. No local, a vítima contou que foi agredida dentro de casa, teve objetos pessoais danificados e também sofreu ameaças. Os guardas confirmaram os sinais de agressão e registraram a ocorrência. Em depoimento, a mulher relatou o medo vivido e solicitou medida protetiva para garantir sua segurança. O companheiro afirmou que houve apenas uma discussão e disse que a empurrou. Apesar da versão apresentada por ele, os indícios apontaram para agressões e ameaças, o que motivou a prisão em flagrante do suspeito. O pedido de proteção segue sob análise da Justiça, e o caso continua sendo acompanhado pelas autoridades.

Já na manhã de domingo, uma situação diferente, envolvendo o possível descumprimento de medida protetiva, mobilizou a Polícia Militar em uma residência localizada na Rua Antonic Devuri, no Jardim Paulista, em Santa Gertrudes. Os policiais foram acionados após uma mulher informar que o ex-companheiro estaria no imóvel, apesar da restrição judicial em vigor. Na delegacia, ela declarou possuir medida protetiva válida e afirmou que, ao chegar ao local, encontrou o homem saindo da casa. Ele apresentou versão diferente, dizendo que a mulher havia deixado o imóvel por vontade própria e que cessou qualquer contato após receber a intimação oficial. Mensagens anexadas ao inquérito indicam que houve comunicação entre os dois mesmo com a medida vigente, o que pode sinalizar uma mudança no contexto inicial. Como não ficou comprovada, naquele momento, a intenção de desrespeitar a decisão judicial, não houve prisão em flagrante. O caso segue em investigação, e novas testemunhas ainda serão ouvidas.

Em Itirapina, a escalada da violência ganhou contornos ainda mais graves na manhã de sexta-feira (09), quando um homem de 31 anos foi preso no bairro Campo do Imã após uma sequência de agressões contra a companheira, de 39 anos. A vítima conseguiu sair da casa com o filho e pedir ajuda depois que o agressor adormeceu. Segundo o depoimento, a violência começou durante a madrugada, após ela pedir para descansar, momento em que o homem teria reagido com socos no rosto. Ainda de acordo com o relato, ele jogou álcool sobre o corpo da mulher e, em seguida, ateou fogo. A vítima conseguiu apagar as chamas e impedir que o incêndio se espalhasse pela residência, mas sofreu queimaduras, principalmente em um dos braços. Ela afirmou que permaneceu por horas dentro do imóvel, junto da criança, sob o controle do agressor. A fuga foi possível quando ele dormiu, e uma vizinha ajudou a acionar a Polícia Militar. A mulher recebeu atendimento médico. Com autorização da vítima, os policiais entraram na casa e localizaram o suspeito, que foi detido. O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado. O acusado permanece preso, à disposição da Justiça, enquanto a vítima segue em tratamento médico.