Os moradores de Rio Claro puderam observar ao longo dessa quarta-feira (11) uma nuvem de poeira pairando sobre o município, sobretudo nas extremidades da cidade. Além da fumaça ocasionada por um incêndio registrado em área da Floresta Estadual ‘Edmundo Navarro de Andrade’, no início da noite de terça-feira (10), o que também colabora com a sensação de poluição são os materiais particulados no ar.

É o que aponta a Cesteb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Segundo os dados do órgão, Rio Claro passou a registrar por volta do meio-dia de ontem na estação de medição instalada pelo órgão no Jardim Guanabara estrutura de qualidade “ruim” no ar, com destaque para as partículas inaláveis. Entre as 4h da manhã de terça-feira e as 12h de quarta-feira, a estrutura registrada era “moderada”.

Com o índice “ruim”, a Cesteb informa que os efeitos à saúde atingem pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas, e que idosos e crianças têm os sintomas agravados. “População em geral pode apresentar sintomas como ardor nos olhos, nariz e garganta, tosse seca e cansaço”, comunica o sistema da Companhia.

O técnico Carlo Burigo, do Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) da Unesp Rio Claro, diz que a frente fria no litoral paulista está promovendo uma ventania na região, o que colabora para a propagação da poeira. “Essa ventania está fazendo a poeira levantar na região das cavas de argila e onde há colheita de cana, isso ajuda a aumentar a poeira. A umidade relativa do ar, na estação do Ceapla no Bela Vista, foi de 33%. Nessa região onde não há vegetação, ficou abaixo de 30%. Infelizmente até a próxima semana não há previsão de chuva e essa poeira deve continuar na atmosfera”, conclui.

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