VÍDEO: Torre da Igreja Santa Cruz é marco da cidade

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Adriel Arvolea

A imponente torre da Santa Cruz tem cerca de 300 degraus. Além do sino principal que marca as horas, há outros dois que são acionados durante encontros litúrgicos
A imponente torre da Santa Cruz tem cerca de 300 degraus. Além do sino principal que marca as horas, há outros dois que são acionados durante encontros litúrgicos

O toque dos sinos é histórico em Rio Claro. Vista a distância, a torre da Igreja Santa Cruz, com cerca de 50 metros de altura, mantém esse tradição desde o século XX. Erguido em 1966, o campanário abriga um sino de 550 quilos. O seu badalar marca o tempo de meia em meia e horas inteiras. Vidas são regidas ao toque da nota musical Sol. Em cada ponto cardeal, há um relógio indicando as horas.

De acordo com o Padre Jacob Jovino Tomazella, a torre foi projetada pelos padres estigmatinos que vieram da Itália, de Verona, para o Brasil, em Rio Claro, por volta de 1915. Os religiosos italianos não concebiam uma Igreja sem o campanário. Também, relembra que o sino já existia mesmo antes de 1950, época em que era sustentado por uma estrutura de madeira. Após a construção do campanário, o relógio foi inaugurado em 18 de junho de 1967.

A imponente torre tem cerca de 300 degraus. Além do sino principal que marca as horas, há outros dois que são acionados durante encontros litúrgicos. “O sino principal, que marca as horas, pesa 550 quilos e toca a nota musical Sol. Os demais, um de 410 kg (nota Lá) e outro com 310 kg (Si), são acionados manualmente para anunciar a hora das celebrações litúrgicas”, explica o pároco. Cada sino tem um motor independente, com comandos próprios, bem como um balancim, que aciona o balanço. O que marca as horas tem dois pesos – um faz o relógio funcionar e pesa 136 kg; o segundo faz bater as horas.

Apesar da beleza da torre e dos badalos do sino marcar a vida dos rio-clarenses, uma tragédia aconteceu durante a concepção da sua estruturando, vitimando três pessoas. “Os padres Simeão e Constantino, com o mestre de obras Zezinho, estavam no elevador de material de construção civil quando o cabo que o prendia se rompeu, provocando a queda”.

A manutenção do relógio e da parte elétrica conta com o apoio de voluntários da comunidade, e, também, com a dedicação de um dos padres. “José Luís Stancati, o Teleco, por 20 anos, trabalhou para a manutenção da iluminação da torre, bem como a que tínhamos no Natal. Hoje, Padre Ésio Juncioni e Pascoal Brochini cuidam da parte elétrica e dos sinos. João Bortolotti, semanalmente, faz a manutenção do relógio, com a ajuda de Roberto Hernandes”. Com quase meio século em funcionamento, é claro que atrasos no relógio são inevitáveis, mas sempre presente no dia a dia dos rio-clarenses.

1 COMENTÁRIO

  1. Uma observação, o terceiro homem que estava no elevador da torre em construção, e que morreu juntamente com os padres Simeão di Lenardi e Constantino Tognoni era o Presidente da Associação Antoniana, Joaquim Rodrigues de Camargo, o Quinzinho. Não se tem notícias do mestre de obras Zezinho citado na matéria.

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