O colaborador é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação.

Jaime Leitão

Chegar a ser atleta olímpico em um país como o Brasil é resultado de uma tarefa hercúlea que se estende por muitos anos, com inúmeros obstáculos. Quantas maratonas diárias são vencidas: pegar horas de ônibus para ir ao centro de treinamento, fazer bico em atividades variadas para sobreviver. Quando consegue atingir índice para participar de uma Olimpíada, já pode se sentir vitorioso ou vitoriosa.

Quantos desses atletas que competiram em Tóquio enfrentaram lesões, cirurgias, devido a contusões, quedas e outros problemas de saúde devido ao esforço desmedido, colocando o corpo e a mente à prova de maneira ininterrupta.

Quando ganha medalha, seja ela de ouro, prata ou bronze, vê todo o seu trabalho de preparação ser reconhecido, mas, logo após, já pensa nos próximos Jogos, para os quais terá que se preparar ainda mais porque a disputa é dura, contra representantes de países que garantem aos seus atletas uma estrutura que representa uma retaguarda que aqui falta.

Os atletas brasileiros que conquistaram medalhas em Tóquio têm motivos de sobra para comemorar, chorar, rir e contar cada um o seu drama, a sua angústia, que enfrentaram e venceram para atingir o tão sonhado pódio.

Vida de atleta olímpico não é fácil. É briga permanente contra carências, desamparo, incerteza.

No salto, na corrida, na natação, na luta, no jogo, quanta emoção rola, quanta vontade de vencer, de ser alguém que superou os seus próprios limites por amor ao esporte que proporcionou a eles e elas dar um novo sentido às suas vidas.

Bravos e bravas atletas, com medalha ou sem medalha, merecem o nosso aplauso e que sejam mais reconhecidos, muito mais do que foram até agora.

BASQUETE:

Senti muita falta do nosso basquete, o masculino e o feminino, que não foram classificados para ir a Tóquio. Um esporte que já foi campeão mundial, o masculino duas vezes, e o feminino 1, e que já ganhou medalhas olímpicas, não poderia ficar de fora da Olimpíada.

Já tivemos atletas extraordinárias: Hortência, Paula, Janeth. No masculino: Amaury Passos, Vlamir Marques, Hélio Rubens, Ubiratan, Oscar Schmidt e muitos outros. Que na França o nosso basquete volte à cena, à quadra e tenha condições de disputar e vencer.

O colaborador é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação.

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