“Queremos justiça”, diz família

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Carine Corrêa

Na foto, uma das testemunhas em frente à casa onde o aposentado residia com a esposa
Na foto, uma das testemunhas em frente à casa onde o aposentado residia com a esposa

Dois meses depois da tentativa de assalto no Bairro São Miguel que resultou na morte de Joventino Ferreira Pessoa, de 75 anos, a família faz um apelo às autoridades: “Queremos justiça”.

Ainda muito abalada, Carmelita Rodrigues, uma das filhas do aposentado, diz que o sossego virá somente quando o outro envolvido no crime for preso. “Nós estamos sofrendo muito, ainda mais com o Dia dos Pais. Além disso, meu pai estava na expectativa de conhecer o seu neto, por parte do filho caçula”, comenta Carmelita.

Joventino foi baleado na tentativa de assalto no dia 26 de maio. Sua morte aconteceu no dia 22 de junho, quase um mês depois da entrada dos ladrões em sua casa. “Vê-lo todos os dias no hospital aumentou ainda mais o sofrimento. Com o efeito dos remédios, ele estava confuso e relatava os momentos por que passou quando os dois rapazes invadiram sua casa. Ele misturava as palavras com as cenas do assalto”, contou.

Duas pessoas foram identificadas pela Polícia Civil de Rio Claro por participação neste crime – o primeiro latrocínio (roubo seguido de morte) deste ano no município. Um deles foi preso horas depois da tentativa de assalto, a partir do relato de duas testemunhas. O jovem que foi preso responderá por tentativa de latrocínio e por roubo.

“Os investigadores traziam as testemunhas para a delegacia, quando em determinado momento elas reconheceram os ladrões, que estavam sentados em um ponto de ônibus”, diz. “Pouco antes, eles tinham roubado uma bicicleta. Assim que balearam o idoso, eles roubaram a bicicleta de uma vítima, que inclusive reconheceu o suspeito que conseguimos prender”, informou na época o delegado Alexandre Della Coletta, que está à frente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

O outro rapaz está foragido. Della Coletta informou que recentemente foi realizada uma diligência em Ribeirão Preto. Informações repassadas à equipe de investigadores apontavam que o pai do foragido residia naquele município. “Quando chegamos ao imóvel indicado, o pai do suspeito não estava mais morando na residência”, disse o delegado nessa sexta-feira (7).

Como aconteceu?

Os dois jovens foram reconhecidos por duas vizinhas do aposentado que testemunharam parte do episódio. O assalto foi articulado em um baile funk. Depois de “combinada”, a estratégia da dupla seria praticar o delito em uma casa vulnerável. Eles escolheram uma residência na Avenida 66-A, no bairro São Miguel, onde residia Joventino junto com a esposa. Eles entraram pelo telhado. O objetivo da dupla era esperar que o idoso abrisse a porta da cozinha, para que pudessem ter acesso ao interior da casa. A esposa do idoso informou ao marido que havia escutado um barulho. Com essa informação, ele saiu munido de um facão e reagiu ao assalto. Anteriormente, a dupla já havia praticado outros delitos em conjunto.

Sigilo

Qualquer informação sobre o paradeiro do rapaz foragido pode ser repassada ao Departamento de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil, pelo telefone 3524-9000, ou através do 197 e 181. O anonimato será mantido.

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