Na foto: Subsecretária do MMA, Ana Beatriz de Oliveira; geólogo e coordenador do CREA/RJ, Adriano Magalhães Sampaio; professor da UFMT e presidente da Febrageo, Caiubi Kuhn; ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; coordenador do Comitê Científico do Projeto Geoparque Corumbataí, José Perinotto; pró-reitor da Proec/Unesp, Raul Guimarães; coordenador do CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jocy Cruz; assessora de gabinete do MMA, Jane Vilas Bôas
Iniciativa liderada por docentes de Rio Rio Claro busca criar diretrizes para conservação e uso sustentável do patrimônio geológico
Representantes da Unesp de Rio Claro e da Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura (Proec) participaram de uma reunião estratégica com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, para apresentar uma proposta de política nacional de geodiversidade. O encontro, realizado na última segunda-feira (16), focou na estruturação de normas voltadas à conservação, valorização e uso sustentável do patrimônio abiótico brasileiro.
A comitiva contou com a presença de José Alexandre Perinotto, coordenador do Comitê Científico do Projeto Geoparque Corumbataí e professor do IGCE/Unesp Rio Claro; Fábio Augusto Vieira Reis, vice-diretor do IGCE; e Raul Borges Guimarães, pró-reitor da Proec. A proposta entregue busca preencher uma lacuna legislativa, promovendo ações que impactam diretamente a educação ambiental, o turismo e o planejamento territorial em todo o país.
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De acordo com o professor Perinotto, a política nacional de geodiversidade é urgente, pois o Brasil ainda não possui um arcabouço normativo próprio para elementos como rochas, minerais, solos e paisagens naturais. “Enquanto a biodiversidade já é contemplada por políticas públicas, a geodiversidade ainda carece de legislação específica”, explica o docente. A ministra Marina Silva acolheu o documento e o encaminhou para análise técnica da pasta.
Contribuição acadêmica e o Geoparque Corumbataí
O pró-reitor Raul Borges Guimarães destacou que a Unesp teve participação ativa na construção do texto, utilizando a experiência acumulada no Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). A universidade mantém estruturas fundamentais para essa área, como o Museu de Minerais e Rochas e o Museu de Paleontologia e Estratigrafia, que fundamentam a pesquisa e a extensão sobre o tema.
Guimarães reforça que esse movimento científico está conectado à proposta de vinculação do Geoparque Corumbataí à Rede de Geoparques Mundiais da Unesco. Para ele, o papel da universidade pública é essencial para articular o conhecimento científico com as demandas da vida pública, especialmente em pautas que envolvem o substrato onde a vida acontece.