Investigação conjunta desarticula estrutura logística e financeira de organização criminosa que movimentava milhões no interior paulista.
A Operação Linea Rubra foi deflagrada para combater a expansão da facção criminosa Comando Vermelho em Rio Claro e região. A ação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil de Rio Claro e pelo GAECO de Piracicaba.
O objetivo principal da Operação Linea Rubra é estabelecer um limite ao avanço territorial do grupo criminoso. A investigação busca desarticular a estrutura logística, financeira e operacional da organização, que ocupa o vácuo de poder deixado após operações anteriores no município.
Medidas judiciais e bloqueio de bens na Operação Linea Rubra
A Justiça decretou medidas severas contra os investigados, incluindo 19 prisões preventivas e 26 mandados de busca e apreensão. O impacto financeiro é significativo, com o sequestro de R$ 33,6 milhões em contas bancárias e o bloqueio de 39 veículos e 12 imóveis.
Para o cumprimento das ordens, foram mobilizados 120 policiais civis, promotores de Justiça e 41 viaturas. A estrutura contou ainda com o apoio do Serviço Aerotático (SAT) e da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Liderança e vínculo com o Comando Vermelho
As investigações apontam que Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Bode”, assumiu o controle do crime local. Diferente de grupos anteriores, “Bode” passou a integrar o Comando Vermelho, tornando-se uma liderança da facção no interior paulista.
Atualmente, o líder e seu principal colaborador, Luan Barbosa de Almeida Félix, são considerados foragidos. Há indícios de que ambos estejam escondidos em comunidades do Rio de Janeiro, como o complexo Fallet-Fogueteiro, sob proteção da facção.
Esquema de lavagem de dinheiro e logística
A organização criminosa utilizava métodos profissionalizados, como “carros-cofre” com compartimentos ocultos para o transporte de drogas e valores. A movimentação financeira registrada superou R$ 1,19 milhão em menos de um mês.
O esquema de lavagem de dinheiro envolvia empresas de fachada, como construtoras e consultorias. O grupo utilizava “laranjas” e contas de passagem para movimentar recursos via PIX e TED, dificultando o rastreamento feito pelas autoridades.
