Alunos decidiram parar durante dois dias (foto: arquivo)

Carine Corrêa

A divergência se mostra não apenas na esfera política, mas também na acadêmica. Nos últimos dias 18 e 19 em Rio Claro, alunos da ‘Mobilização Estudantil’ da Unesp entraram em contato com o JC para informar sobre a paralisação que ocorreu no câmpus do bairro Bela Vista. A paralisação, segundo a mobilização, ocorreu em virtude do corte de recursos que atingiu os três eixos da universidade: a pesquisa, o ensino e extensão.

 Alunos decidiram parar durante dois dias (foto: arquivo)

Alunos decidiram parar durante dois dias (foto: arquivo)

No entanto, a coordenação do ‘Unesp Livre Já’ – movimento apartidário organizado por estudantes da Unesp – entrou em contato com o JC e rebate a posição dos universitários da ‘Mobilização Estudantil’. “Estamos vendo inúmeras pautas que não condizem com a capacidade de qualquer universidade pública se manifestar, como por exemplo lutar contra o que eles chamam de ‘golpe’, fazendo referência à atual conjuntura política brasileira”, afirmou o graduando em Geografia, Felipe Lintz.

Para Felipe, muitas votações na universidade para decidir pelas paralisações ou não ocorrem em horários inadequados. “A gestão da Unesp fica, em grande parte, nas mãos dos professores e funcionários que, até agora, só estão pensando em beneficiar a eles próprios. Ainda, calam outros que procuram melhorias na universidade. O ‘Unesp Livre’ não só quer o fim das greves, mas quer trabalhar com o estudante por uma universidade mais eficiente e que realmente atenda a população paulista. Isso é dar valor aos pesados impostos que o cidadão do Estado de São Paulo, assim como todos no resto do país, tem de arcar”, acrescentou o coordenador do movimento.

Unesp
Vale lembrar que a direção do câmpus informou via assessoria de imprensa que “o corpo discente da unidade aprovou a realização de atividades nos dias 18 e 19 de maio para discussão de temas relacionados à atual situação da Universidade, envolvendo, entre outros, suspensão da contratação de docentes e servidores técnico-administrativos, segurança no câmpus e permanência estudantil”.