Sem repasses de verbas municipais, instituto interrompe atendimentos na Feena e gera preocupação em famílias de pacientes com autismo e outras condições
Famílias de cerca de 90% de atendidos pelo Instituto de Equoterapia, que fica localizado na Feena, foram surpreendidos na última semana com um comunicado da direção que lamentou não poder continuar com o trabalho desenvolvido por falta de recursos.
“Foi com muita tristeza que fizemos esse anúncio, pois sabemos da importância que o trabalho tem na vida dos atendidos. Grande parte é autista, mas tem também praticantes com Síndrome de Down, AVC. Muitos chegaram aqui sem se comunicar, com a coordenação motora comprometida e à medida que as aulas aconteciam a evolução era nítida”, afirma Jamil Wohlers da Rosa, presidente do Instituto de Equoterapia.
Jamil conta que são poucos os praticantes que conseguem arcar com os custos das aulas: “A maioria depende desse repasse que vem através do IPTU e ISSQN da Prefeitura de Rio Claro. Enviamos os projetos, mas a informação que temos é que está tudo parado e sem essa aprovação e liberação não temos como dar continuidade. A manutenção é alta em diversas frentes: cavalos, estadia, pista coberta, aluguel, profissionais, água, energia. Com recursos conseguiríamos até tentar os atendimentos que hoje são 63 praticantes, mas agora nem isso podemos. O Instituto de Equoterapia não tem viés político, quer apenas garantir a continuidade do trabalho. Essa interrupção abrupta não impacta apenas o praticante, mas toda a sua estrutura familiar”, finaliza Jamil.
A reportagem do Jornal Cidade procurou a Prefeitura de Rio Claro questionando sobre a regulamentação do IPTU Solidário e também perguntou sobre possíveis medidas para resolver o problema, mas não obteve resposta. Ao mesmo tempo, decreto publicado ainda ontem (4) pela municipalidade regulamentou as novas regras para captação dos recursos pelas entidades.