Ao fundo, a presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, durante sessão no Senado (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Antonio Archangelo

Ao fundo, a presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, durante sessão no Senado (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Ao fundo, a presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, durante sessão no Senado (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A partir das 11h desta quarta-feira, 31 de agosto, o Senado Federal dá início ao julgamento da presidente Dilma Rousseff (PT). A sessão, que não tem hora para ser concluída, decidirá se a presidente cometeu crime de responsabilidade. Se culpada, Dilma perderá o mandato, que será assumido de forma definitiva pelo seu vice Michel Temer (PMDB).

Para o diretor titular do Ciesp de Rio Claro, Anselmo Quinelato, “o impeachment provavelmente entrará para a história como o marco do fim de um ciclo e começo de outro. O ciclo que se inicia é cercado de incertezas e poderá ser positivo para o país, dependendo muito de como a sociedade brasileira irá reagir”, citou à reportagem.

“Temos necessidade urgente de reformas estruturais, já tão faladas e nunca feitas. Estamos vivendo mais uma janela de oportunidades que poderá ou não ser bem aproveitada. Sou otimista de que a sociedade brasileira aprendeu muito com este processo e saberá cobrar mais da classe política e dos governos para que façam o que deve ser feito, não apenas com responsabilidade fiscal, mas também com responsabilidade moral, ética, administração eficiente e transparência”, opinou.

O que diz o PT

Procurado para comentar a situação, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Claudinei Ceccato, disse que o partido possui “posição comum sobre isto, ou seja, é golpe. Porque condenar uma presidenta eleita legitimamente pelo voto é um golpe. Ainda mais sem nenhuma condenação”, lembrou. Ele pediu para a reportagem procurar Alan Rios para comentar mais profundamente a situação, mas o dirigente não retornou à reportagem até o fechamento desta edição.

Já a assessoria do prefeito municipal Du Altimari (PMDB), ao ser questionada, retornou com a afirmação: “você tem informação de quando acaba o julgamento? Não dá pra comentar antes, não é?”.

QUARTA-FEIRA, 31

“Vamos esgotar todos os oradores hoje e, amanhã, nós iniciaremos o julgamento. Farei o relatório, os encaminhamentos e, finalmente, a votação”, disse Lewandowski ao abrir a sessão na terça-feira, 30.

Para o impedimento definitivo são necessários pelo menos 54 votos entre os 81 senadores. Quatro senadores poderão se manifestar antes do início da votação, sendo dois a favor do impeachment e dois contra, por no máximo cinco minutos cada.

Lewandowski fará a seguinte pergunta para iniciar a votação:

“Cometeu a acusada, a Senhora Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?”

Senadores a favor do impeachment deverão votar “Sim” e os senadores contrários “Não”. A votação, que será aberta, será registrada em painel eletrônico.

Após o fim da votação, Lewandowski escreve e lê a sentença e pedirá que todos os senadores a assinem. O documento será publicado na forma de uma resolução. A acusação e a defesa serão informadas oficialmente do resultado e o presidente interino Michel Temer comunicado.

Se Dilma for absolvida, ela será imediatamente reabilitada ao mandato, do qual está afastada desde maio. Se for condenada, ficará inelegível por oito anos a partir de 2018, ano em que ela encerraria o segundo mandato.

 – Com informações do G1

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