Corpo é encontrado no Guanabara e família cobra investigações

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Carine Corrêa

O corpo de Márcio Alves, de 32 anos, morador do bairro Jardim Guanabara, foi encontrado em Assistência nessa quarta-feira (24). Márcio estava desaparecido desde o dia anterior, por volta das 15h, quando uma forte chuva atingiu a cidade de Rio Claro.

A notícia sobre o aparecimento do corpo de Márcio abalou toda sua família, que reside em uma casa simples na Rua 6 com a Avenida 5. A irmã de Márcio, Andreia Alves de Souza, concedeu entrevista ao Jornal Cidade.

Ainda muito abalada, ela acredita que um amigo de Márcio tenha feito alguma ‘maldade’ contra ele. “Meu irmão tinha problemas mentais e era aposentado. Ele foi com esse rapaz até o córrego. Acredito que ele tenha feito algo contra o Márcio. Achamos perto do lugar onde eles estavam um preservativo, um pino de cocaína e uma garrafa de pinga. Fora isso, o rapaz que estava com o meu irmão apresentou versões diferentes sobre o ocorrido para o Corpo de Bombeiros, que esteve aqui na terça fazendo buscas ao meu irmão”, diz Andreia.

Corpo de Márcio Alves, morador do bairro Jardim Guanabara, foi encontrado nessa quarta-feira (24) em Assistência
Corpo de Márcio Alves, morador do bairro Jardim Guanabara, foi encontrado nessa quarta-feira (24) em Assistência

Andreia diz ainda que, mesmo depois que o Corpo de Bombeiros encerrou as buscas na terça, o seu companheiro junto com o filho mais velho entraram no córrego com esperança de localizar Márcio. “Acho que ele empurrou meu irmão. A única coisa que encontramos dele foi sua calça azul”, acrescentou.

A família de Márcio tentou contatar a família do rapaz que o acompanhou até o córrego. No entanto, uma mulher disse que só revelaria o lugar em que estava para a polícia, já que teme um linchamento.

Andreia conta que um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Márcio foi feito na manhã de quarta, poucas horas antes do corpo ser localizado. “Queremos exame pericial para saber se meu filho foi abusado ou se sofreu outro tipo de violência. Somos pobres e a situação fica ainda mais difícil”, diz o pai de Márcio, José Antonio Lopes.

O que diz a Polícia Civil de Rio Claro?

Não foi possível obter informações sobre esse caso na Polícia Civil. O delegado seccional de Rio Claro informou que o delegado plantonista estaria habilitado para conceder entrevista, mas a autoridade não atendeu à reportagem.

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