Em reunião realizada na noite desta terça-feira (17) a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística) reforça que o caminho para a solução e o avanço nas pautas prioritárias dos caminhoneiros é por meio do diálogo e defendeu a suspensão de ideia de greve da categoria.

Segundo informou a entidade, está agendada uma reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República, nesta semana e, por essa razão, destaca que a paralisação articulada pelos caminhoneiros autônomos de Santos não é o caminho e, portanto, pede a sua suspensão.

“Somos a favor das pautas prioritárias dos caminhoneiros, mas defendemos a suspensão desse movimento, porque conseguimos um canal de diálogo com a Secretaria-Geral da Presidência da República. Estamos mobilizando ônibus para as lideranças dos caminhoneiros participarem dessa agenda com o ministro Boulos nesta semana”, reforça Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, presidente da CNTTL.

Na reunião com o Governo Federal, serão tratadas as seguintes pautas prioritárias da categoria, entre elas, o fim da emissão de fretes abaixo do piso mínimo e a aplicação de multas, com possível cancelamento do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete, entre outras. A  CNTTL reforça que estará junto com os trabalhadores conforme decisão da maioria. 

Nesta quarta-feira (18) também ocorre reunião com os caminhoneiros autônomos de Santos a fim de desarticular a ideia de greve que esses motoristas anunciaram para a quinta-feira (19).

A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis.

Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação. A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, em meio à alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018. A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.

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