Adriel Arvolea


O Café JC deste domingo (18) traz entrevista com os chefes do Grupo Escoteiro Santa Cruz de Rio Claro – 174/SP. Em entrevista aos repórteres Adriel Arvolea e Wagner Gonçalves, os chefes José Maurício Sanchez, Maria Antonieta Donato Sanchez e Conceição Aparecida Vitória falaram sobre o trabalho desenvolvido e a contribuição que presta à sociedade, sendo que em 13 de setembro deste ano completa 49 anos de fundação na cidade.

JC – Com as mudanças sociais e comportamentais na sociedade moderna, de que forma tem sido trabalhada a tradição do Movimento Escotista?
Chefe Maurício – “Infelizmente, parte da sociedade desconhece a nossa história. Seja pelo acúmulo de tarefas e a correria do dia a dia, perde-se um pouco o interesse por essa tradição. No entanto, ainda, somos o maior e mais antigo movimento para jovens do mundo. Na contramão dessa realidade, buscamos incentivar os escoteiros a participar mais de ações em sociedade”.

JC – Da experiência que acumulam no movimento, é possível diferenciar o comportamento de uma criança que participa do Escoteiro de outra que não faz parte?
Chefe Marô – “É possível, sim. Não somos um movimento corretivo, mas que tem regras. Primamos pela boa conduta e disciplina. Nada é imposto, tanto que elas participam de vivências, conversas, reuniões, aceitam e ficam no movimento. Por meio da orientação, educação e princípios de respeito que ensinamos, é uma condição natural que passa a ser agregada pela criança que reflete no seu dia a dia”.

JC – Hoje em dia, a procura pelo Grupo se dá por intermédio da família ou é algo espontâneo do interessado?
Chefe Conceição – “A maioria chega até nós por uma tradição familiar. É algo incentivado pelos pais, irmãos e pessoas próximas. E na realização de eventos somos procurados também pela comunidade”.

JC – Qual tem sido a contribuição do Grupo para com a sociedade?
Chefe Maurício – “Dentro das possibilidades e quando convidados, ajudamos em eventos sociais como a Campanha do Agasalho, Semana do Meio Ambiente e Campeonato de Balismo. Além disso, temos nossas ações entre grupo em que são transmitidos ensinamentos do escotismo”.

JC – Qual a importância do Escotismo para as famílias?
Chefe Marô – “Por meio das ações realizados, promovemos a integração das famílias. Dos princípios que acreditamos, ajudamos na formação do caráter de uma criança, adolescente e jovem que aqui está. E, também, é um ciclo que se renova com as gerações que integram o grupo”.

JC – De que forma se deu o contato de vocês com o Escotismo?
Chefe Maurício – Nos anos 60, morava na Avenida 12, com Ruas 4 e 5, onde existiam dois grupos: o Santa Cruz e o Curumim. Sempre quis conhecer o trabalho, mas meu pai não deixava. Às escondidas, acompanhava as reuniões dos grupos, quando fui chamado a participar e, posteriormente, com minha esposa Marô, entramos com o intuito de ajudar e sermos Escotistas.
Chefe Marô – “Sempre admirei o Escoteiro. Quando meu filho mais velho fez sete anos procurei a Conceição para que ele participasse. E assim foi com os outros três filhos que passaram por todas as fases. Eu e o Maurício começamos nas equipes de pais e depois como chefes”.
Chefe Conceição – “Comecei no grupo a convite de uma amiga, a Regina. Entrei em 1975 e estou até hoje. Para mim, é algo muito importante. Acredito que não aprendi tudo sobre o grupo, mas o conhecimento tem me ajudado a lidar com mais amor e carinho para as coisas, sem ser algo imposto.

JC – Aos interessados em saber mais do Escotismo, como devem proceder?
Chefe Maurício – “A sede do Grupo Santa Cruz fica na Rua 7, 88, Jardim Karan, com reuniões aos sábados, às 9h. Os telefones para contato são 3533.5454 (Maurício/Marô), 3525-3565 (sede – sábado de manhã) e 3534-7280 (Conceição). Há, também, o Grupo Marechal Rondon, que fica na Rua 13, 44, Bairro do Estádio, com reuniões às 14h do sábado”.

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