Favari Filho

Carmelita Brescansin, Leonel Arruda e Otto Dana discorrem sobre a impopularidade da presidente
Carmelita Brescansin, Leonel Arruda e Otto Dana discorrem sobre a impopularidade da presidente

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou na última terça-feira (21) pesquisa em que a aprovação do governo Dilma Rousseff caiu para 7,7%. A avaliação negativa ultrapassou de 64,8%, em março, para 70,9% no levantamento realizado entre os dias 12 e 16 de julho. De acordo com a CNT, foram entrevistadas ao todo 2.002 pessoas, em 137 municípios.

O Jornal Cidade ouviu lideranças políticas de Rio Claro que discorreram sobre a impopularidade da presidente e o atual momento que o Brasil atravessa com o aumento do desemprego e dos produtos na prateleira dos supermercados. A reportagem ouviu Carmelita Brescansin (presidente da Associação e Amigos Beija-Flor), Leonel Arruda (secretário-geral do PT) e Otto Dana (padre emérito da paróquia Sant’Ana).

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Carmelita Brescansin, que atua como líder comunitária na Zona Norte há mais de vinte anos, atribui a baixa popularidade ao custo de vida que, acredita, melhorou durante um período, porém “agora está tudo muito caro e quem paga o preço, infelizmente, é a população mais pobre”. Sobre o descontentamento, diz aconselhar a população de que agora é preciso esperar, pois “e se fosse outro candidato ou partido será que seria diferente?”, questiona.

Já Leonel Arruda imputa o fato ao turbulento momento da economia mundial que, segundo o secretário do partido, também afeta o Brasil. Porém, esperançoso, crê que a economia deva “começar a melhorar com a volta do crescimento da indústria no segundo semestre”. Leonel enfatiza que o momento deve ficar marcado na história do partido, pois “vai ser um grande legado do PT e do governo Dilma atravessar a maior crise economia dos últimos cem anos com um dos melhores níveis de emprego do mundo”.

“A situação está em um nível que nenhum outro presidente chegou, mas ao mesmo tempo em que Dilma Rousseff é vítima é também um bode expiatório de tudo que acontece no Brasil”, avalia Otto Dana. Para o padre emérito, a impressão que tem é de que tudo, “até mesmo uma enchente no Rio Grande do Sul, será atribuído à presidente”. Sobre a popularidade, compara: “Há um ano era muito alta, mas de repente começou a degringolar”. Contudo, concluiu pouco esperançoso, “uma vez apresentada uma agenda positiva, a situação pode melhorar e ultrapassar a fase negativa. Não fica como antes, mas chega até o fim do mandato”.

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