Após assassinato, imóvel no Centro é fechado

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Sidney Navas

Depois da localização de corpo parcialmente carbonizado, imóvel foi desocupado e lacrado
Depois da localização de corpo parcialmente carbonizado, imóvel foi desocupado e lacrado

Guardas municipais e policiais civis acompanharam na quinta-feira (23) a remoção de vários objetos e de quatro pessoas que ocupavam de maneira ilegal um imóvel localizado na Rua 1, ao lado do prédio dos Correios. O trabalho durou todo o dia e os invasores seriam levados para a Casa Transitória, segundo informações do secretário municipal de Segurança Pública, José Sepúlveda. Os acessos ao interior do imóvel foram fechados.

No final da tarde de quarta-feira (22), um corpo parcialmente carbonizado foi encontrado em um dos cômodos da edificação. A Polícia Científica também apreendeu alguns objetos manchados com sangue. Uma corda, um cobertor e um facão foram alguns dos materiais encaminhados para investigação. José Sepúlveda afirma que o imóvel pertence à própria prefeitura municipal e, em ocasiões anteriores, andarilhos, moradores e rua e usuários de drogas já haviam sido retirados de lá. “O problema é que eles arrombam os acessos e voltam a ocupar o espaço. Esse tipo de problema, que é social, acontece nos quatro cantos da cidade”, observa Sepúlveda.

O secretário ressalta que várias vezes a GCM compareceu àquele local depois de receber denúncias e reclamações. “Em todas as vezes que se encontra algum indício de crime, os suspeitos são conduzidos até a Delegacia de Polícia para as providências cabíveis ao caso”, disse. Na noite da última terça-feira (21), a PM teria apreendido determinada quantidade de crack em uma lixeira da edificação abandonada.

Para os comerciantes que assistiam aos trabalhos de remoção, de nada adiantará essa intervenção e em breve o local será invadido novamente. A dona de uma loja, que preferiu não se identificar, contou que esse problema é antigo e que os invasores arrebentam portões e cadeados e novamente se instalam no imóvel. José Sepúlveda disse que um portão de ferro seria colocado para impedir novas invasões e prometeu também reforçar o patrulhamento na região para inibir atos de vandalismo e invasões.

Funcionários do Instituto Médico-Legal afirmaram à reportagem do JC que até a tarde de quinta o corpo queimado continuava sem identificação. O delegado que preside esse inquérito, Alexandre Della Coletta, não foi localizado para dar detalhes a respeito da investigação e/ou informar se alguém tinha sido preso. Um suspeito teria sido ouvido.

1 COMENTÁRIO

  1. É realmente a segurança na antiga estação é muito precaria, os andarilhos tomaram conta dos bancos destinados aos usuarios de onibus, mal cheiro e brigas, lamentavel.

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