Basta dar uma volta por determinados comércios de Rio Claro para encontrar um produto que está com a venda proibida: o cigarro eletrônico.

“A procura e a venda aumentaram muito nos últimos tempos. A maioria que vem para adquirir é de jovens e sinceramente é um produto que não pode faltar aqui. Apesar de saber que foi proibido, não retirei o produto porque outros concorrentes estão vendendo; não existe uma fiscalização e na atual situação em que o mercado está, perder dinheiro não está no cronograma de ninguém, muito menos no meu. Cabe a cada um diante do que a Anvisa divulgou ver se vai continuar usando ou não o cigarro eletrônico. Se alguém chegar para comprar, eu vendo”, disse um comerciante ao JC com o compromisso de não ser identificado.

Esta semana a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).

O relatório técnico aprovado indica a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar, o que inclui todos os tipos de cigarro eletrônico, e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular destes produtos, tais como o aumento das ações de fiscalização e a realização de campanhas educativas.

Diferenças

O cigarro tradicional é um dos produtos que geram fumaça a partir da queima do tabaco. O uso do tabaco queimado é extremamente perigoso para a saúde humana, uma vez que essa fumaça gerada tem propriedades cancerígenas e capazes de causar danos aos tecidos dos órgãos do corpo humano, além de possuir elementos inflamatórios. Para se ter uma ideia mais exata, o cigarro normal possui mais de 7 mil substâncias tóxicas para o organismo.

Arte mostra como é o funcionamento dos dispositivos que estão proibidos no Brasil e em outros países

Já os cigarros eletrônicos são aparelhos mecânico-eletrônicos compostos por bateria de lítio e diferentes mecanismos de funcionamento, dada a enorme variedade de modelos presentes hoje no mercado. Esses produtos liberam menos substâncias danosas quando comparados aos cigarros de combustão, que são os tradicionais. Mas nem por isso dá para se enganar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, muitos deles liberam em seu vapor mais de 80 substâncias. Entre elas estão a nicotina, substâncias cancerígenas e com potencial explosivo, metais pesados, além de produtos utilizados na indústria alimentícia.

Cantor Zé Neto já fez alerta sobre os cigarros eletrônicos

Recentemente, o cantor Zé Neto, da dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano, veio a público dar seu depoimento sobre um problema que enfrentou relacionado ao uso de cigarros eletrônicos. Ele precisou se afastar dos palcos e por um tempo não pôde fazer o que mais gosta: cantar. O artista atribuiu a doença pulmonar ao uso de cigarro eletrônico e alertou sobre os malefícios provocados por ele. “Está tudo bem e realmente passei por problema sério no pulmão devido ao cigarro eletrônico. Quem mexe com essa porcaria, para com isso porque faz mal. Obrigado por quem rezou por mim, desejaram coisas boas por mim. Está tudo bem”, declarou o cantor em suas redes sociais. A lesão foi anunciada como um “foco de vidro no pulmão”, uma enfermidade que levava o artista a ter falta de ar.

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