Shopping Show especial do Shopping Rio Claro apresenta Roberto Carlos Cover

Apresentação especial em homenagem às mães acontece nesta quarta-feira (10) na Praça de Alimentação, a partir das 19h30

O Shopping Rio Claro tem uma apresentação muito especial na programação de shows gratuitos Shopping Show, e nesta quarta-feira (10) o espetáculo é em homenagem às mães, com o grande cover do rei Roberto Carlos, Roberto Guimarães.

A apresentação imperdível acontece na Praça de Alimentação a partir das 19h30, e promete muitas emoções com a interpretação impecável do rei feita por Roberto Guimarães. O repertório terá sucessos como “Detalhes”, “Esse Cara Sou Eu”, “Como é Grande o meu Amor por Você”, “Eu te Amo” e “Jesus Cristo”.

“Temos certeza que será uma apresentação que emocionará as famílias presentes no Shopping Rio Claro neste dia 10 de maio. Esse é o nosso presente para todas as mães que nos prestigiam dia após dia”, afirma Nancy Wanderley, Coordenadora de Marketing do Shopping Rio Claro.

Sobre o cantor Roberto Guimarães

O cantor Roberto Guimarães iniciou sua carreira aos 13 anos de idade na Rádio Vanguarda de Sorocaba, e em seguida foi convidado pelo Presidente do Clube União Recreativo para abrir o Primeiro Sarau de Compositores de Sorocaba e Região, sendo acompanhado pela Orquestra Sambarte/Biriba Boys. Posteriormente, se apresentou na TV Cultura no Programa “Gente Jovem”, comandado por Henrique Martins. Roberto Guimarães foi o vencedor do Programa do Chacrinha no Ginásio Municipal de Esportes de Sorocaba, e depois recebeu convite para participar da Caravana do Chacrinha, com Leleco, Nanato e todo elenco. Ele também venceu o Programa do Ratinho como Melhor Intérprete das Canções de Roberto Carlos.

ServiçoShopping Show especial– Roberto Carlos Cover
Data: 10 de maio
Horário: 19h30
Local: Praça de Alimentação do Shopping Rio Claro
Evento gratuito

Polícia Civil investiga motivação de assassinato de idosa em Rio Claro

Rio Claro registrou no final da manhã dessa terça-feira (9) o 13º homicídio do ano e a vítima foi uma idosa de 75 anos moradora da Avenida 24 entre as ruas 1 e 2. Marina Aparecida Grassi foi assassinada com vários golpes de faca e a autora, uma mulher de 42 anos, foi presa em flagrante.

Consta no boletim de ocorrência que, quando os policiais militares chegarem ao local, encontraram a vítima ensanguentada e morta no chão do quarto com os pés sobre a cama. Na cozinha se depararam com um comerciante contendo uma mulher que foi identificada como a autora do crime. Esse comerciante estava em seu estabelecimento que fica ao lado da casa da idosa e ouviu por gritos de socorro. Ele se dirigiu até o portão e foi atendido por uma mulher que disse que a idosa tinha levado um tombo e que não queria ser incomodada. Desconfiado por ter sido impedido de entrar, chamou por um outro vizinho e também pediu ajuda para sua funcionária. Os três forçaram o portão e entraram no local, onde encontraram Marina morta.

A autora, ao ver que o comerciante pediu para os amigos chamarem a polícia, retirou uma faca da bolsa e tentou atingi-lo. Eles entraram em luta corporal e o comerciante conseguiu desarmar a criminosa até a chegada da PM.

O Jornal Cidade teve acesso ao interrogatório da criminosa que alegou que estava indo em uma loja de utilidades na Rua 1 quando passou na casa da idosa cujo nome não sabia, mas a chamava de “Meu Anjo” e pediu um copo de água e permissão para ir ao banheiro. Alegou que ambas se conheciam, pois ela já tinha vendido algumas trufas de maracujá para Marina. Que após isso sentou-se no sofá da sala e que a idosa teria vindo com uma faca na mão para matá-la e que apenas agiu em legítima defesa e que não tentou roubar nada.

O caso foi registrado como homicídio e a Polícia Civil vai investigar a motivação do crime. Até o fechamento desta edição, o horário de velório e sepultamento da vítima ainda não haviam sido definidos.

Rita Lee: a rainha do rock e sua forte ligação com a Cidade Azul

O Brasil perdeu, na segunda-feira (08), a rainha do rock nacional, Rita Lee Jones de Carvalho, aos 75 anos. Cantora, compositora, multi-instrumentista, atriz, escritora, ativista, Rita fez despontar seu nome na década de 60, durante o tropicalismo, com a banda Os Mutantes.

O anúncio da morte da cantora foi feito através de suas redes sociais oficiais. Um post que dizia “comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no fim da noite de ontem, cercada de todo amor de sua família, como sempre desejou”, foi publicado na manhã de terça-feira (09).

O velório será aberto ao público, no Planetário do Parque Ibirapuera, nesta quarta-feira (10), das 10 às 17 horas. Após, o corpo será cremado em uma cerimônia particular, conforme a vontade da artista.

RIO CLARO

Rita Lee sempre possuiu uma ligação com Rio Claro. Sua mãe, Romilda Padula Jones, carinhosamente chamada de Chesa pela família, é natural da Cidade Azul e trouxe por diversas vezes Rita, quando pequena, para passar férias na casa dos familiares.

A empreendedora Fernanda Padula é prima de Rita Lee. “A mãe de Rita é irmã do meu bisavô, Antonio Padula Neto, conhecido como Nico. Ele era o mais velho e Romilda a caçula, então quando o Nico estava  tendo seus filhos, a Romilda estava nascendo, era uma família de dez irmãos”, conta Fernanda.

Segundo a empreendedora, Chesa vinha para Rio Claro passar as férias, visitar a família, com a Mary, irmã mais velha de Rita, já falecida, com Virgínia, irmã do meio, e com Rita, que era a caçula.

“Todos foram criados com muita proximidade, por conta da idade. Eu me lembro do meu contato com Rita ainda criança, ela já mais velha, aquela tia que fazia bagunça com as crianças e eu, pequena, ficava com um pouco de medo, pois ela rolava no chão. Fui conhecer mesmo a dimensão da artista que ela é em 1992, em um show no PHD, me apaixonei pela profissional e desde então a segui em shows e em tudo que pude”, relata.

BIOGRAFIA

Em sua autobiografia, lançada em outubro de 2016, a artista abriu seu baú e narrou importantes passagens de sua vida, como alguns momentos vividos por seus pais na cidade de Rio Claro, onde se conheceram em um baile de carnaval no Grupo Ginástico Rioclarense.

Romilda Padula nasceu e cresceu na Cidade Azul. Já seu pai, Charles Fenley Jones, filho de imigrantes norte-americanos, nasceu em Santa Bárbara d’Oeste e, quando jovem, após formar-se dentista, veio para Rio Claro.

“Conheceram-se num baile de carnaval no clube Ginástico de Rio Claro, interior de São Paulo. Chesa, a esfuziante colombina italianinha, caçula de nove irmãos, avistou Charles, o desajeitado arlequim gringo, dentista recém-formado e novo morador da cidade. O que se sabe é que no fim da noite sobrou o papel do pierrô abandonado para Ulysses Guimarães, moço rio-clarense que também paquerava Chesa e sua amiga Dalva de Oliveira, com quem minha mãe dava canjas em festas e recitais da cidade. Diziam os italianos que Ulysses teria conseguido conquistá-la, não fosse a repentina chegada no pedaço do vilão americano”, contou Rita, em seu livro.

Bivalente contra Covid é aplicada em todas as salas de vacina

Vacina está disponível para todos a partir de 12 anos

A vacina bivalente contra a Covid está disponível em Rio Claro em todas as salas de vacina. A dose é aplicada a partir das 7h30 nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família, exceto a do Santa Elisa, que está em reforma. O atendimento é de segunda a sexta-feira. Nas unidades dos bairros Mãe Preta, Bonsucesso e Terra Nova, que funcionam em horário estendido, a vacinação segue até as 18h30, e nas demais unidades de saúde do município a vacinação é até as 16h30.

A Fundação Municipal de Saúde lembra que a unidade de saúde da Avenida 29 costuma ser a que recebe maior público, o que pode gerar filas. Por isso é aconselhado que as pessoas escolham uma das demais unidades para tomar sua vacina.

Quem tem a partir de 12 anos deve tomar a bivalente, que é uma versão atualizada da vacina contra a Covid e pode oferecer proteção ainda maior contra as variantes da Ômicron. Para receber a vacina, é necessário que a pessoa já tenha tomado pelo menos duas doses de vacinas anteriores contra a Covid e o intervalo necessário da dose mais recente para o reforço com bivalente é de quatro meses.

A vacinação contra a Covid também continua para demais pessoas a partir de 6 meses. A vacinação infantil, para crianças de 6 meses a 11 anos, é realizada às segundas, quartas e sextas-feiras nas unidades básicas de saúde do Wenzel, Vila Cristina, Avenida 29 e Cervezão. Também nestas UBS são aplicadas primeiras e segundas doses nos maiores de 12 anos, de segunda a sexta-feira.

Conselho Tutelar tem 48 inscritos para eleição 2023

No dia 17 de maio sairá a habilitação dos candidatos que posteriormente, em junho, passarão por uma fase de prova. Eleição acontece no dia 1º de outubro

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Rio Claro encerrou na última sexta-feira (05) o prazo de inscrições para a eleição de novos membros do Conselho Tutelar do município. Foram finalizadas 48 inscrições para o pleito, no entanto, somente no dia 17 de maio que será publicada a lista dos candidatos habilitados após a análise documental. Os habilitados prestarão, na próxima fase, uma prova em 4 de junho.

A eleição acontece no dia 1º de outubro. Conforme o Jornal Cidade repercutiu anteriormente, o município passará a contar com dois grupos de trabalho, um na região norte e outro na região sul, com cinco conselheiros em cada equipe, num mandato de quatro anos. Pela primeira vez, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral, a votação ocorrerá com urnas eletrônicas.

Entre as previsões legais para os candidatos está a obrigatoriedade de o candidato comprovar residência fixa em Rio Claro há pelo menos quatro anos, ser maior de 21 anos, comprovar experiência na promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, em entidades registradas no CMDCA, em órgãos públicos ou privados que trabalhem diretamente com crianças e adolescentes, pelo prazo mínimo de dois anos, comprovados mediante declaração, contendo a descrição do trabalho realizado, tempo de atuação e tipo de contratação emitida pelo órgão público ou entidade devidamente registrada.

O Ensino Médio completo também é outra obrigação para o candidato, além da desvinculação a qualquer partido político há pelo menos seis meses da data da eleição, entre outros. A jornada de trabalho será de seis horas diárias e o salário de R$ 3.887.56 mensais.

Falta de merenda escolar tem cobrança e bate-boca no Legislativo

Vereadores cobraram agilidade na aquisição de alimentos para a merenda escolar e pediram a exoneração da servidora responsável

A suposta falta de alimentos na merenda escolar na rede pública de ensino foi criticada pelo vereador Moisés Marques (PP) na sessão dessa segunda-feira (08) na Câmara Municipal. Segundo ele, há falta de variados tipos de carnes na merenda. Na última semana houve ata de registro de preço para a aquisição dos produtos, porém o edital não previu a entrega de amostras, o que o vereador relata ser um problema para se verificar a qualidade dos alimentos. A homologação do certame será assinada nesta terça-feira e foram 12 empresas vencedoras, uma para cada item de alimento.

Mais de 10 empresas prestarão o serviço de fornecimento de carnes para alunos da rede pública municipal de ensino. Demora na compra dos alimentos foi criticada.

Moisés Marques (PP) levantou tema durante a sessão de ontem na Câmara e se envolveu em bate-boca com Andreeta.

O vereador Rodrigo Guedes (União Brasil), irmão do vice-prefeito Rogério Guedes, também falou do assunto. “Não sei com qual intenção a secretaria fez essa alteração no edital”, reclamou. O parlamentar quer que os funcionários da Secretaria Municipal de Educação façam diligências nas empresas que eventualmente forem contratadas. “Estamos de olho. Vamos fiscalizar. É o nosso trabalho”, acrescentou.
Rafael Andreeta (sem partido) disse que o problema não é de agora. “É crime servir [somente] ovo. (…) na Educação tem nutricionista, mas uma só não dá. Não quero saber de licitação, quero saber de comida no prato”, afirmou. O vereador Hernani Leonhardt (MDB) disse que a diretora responsável pelo pedido de compras na pasta é a responsável pelo problema e que o prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) deve exonerar a servidora do cargo.

Já Carol Gomes (Cidadania) lembrou que o vice-prefeito indicou a pessoa responsável por essa diretoria. “O pior é que o vice-prefeito e vereadores vão nas escolas e colocam a culpa no governo”, disse. A parlamentar corroborou pedido para que a funcionária seja exonerada. Serginho Carnevale (União Brasil) diz que as crianças é que acabam sofrendo com os problemas. Júlio Lopes (PP) e Adriano La Torre (PP) também se manifestaram sobre o tema e criticaram o planejamento da compra da merenda.

Corpo de pescador é localizado por bombeiros no rio Mogi Guaçu

Após quatro dias de buscas, bombeiros localizaram na manhã desta terça-feira (9) o corpo do pescador que estava desaparecido desde a manhã do último sábado (6), em Araras. Nelson Domingos Oliveira tinha 57 anos e estava junto com um amigo em um barco que acabou virando no rio Mogi Guaçu.

O companheiro de pescaria conseguiu sair do água porém Nelson foi arrastado pela correnteza e não foi mais visto. A Polícia Militar foi acionada, registrou a ocorrência e o Corpo de Bombeiros deu início as buscas logo após o acidente.

Alças de acesso serão fechadas para obras, em Cordeirópolis

Serviços começam hoje e seguem até sexta-feira (12) na SP-310

Os motoristas que passarem pelo km 161 da SP-310 – Rodovia Washington Luís, no trecho urbano de Cordeirópolis, a partir de hoje (09), terão de ficar atentos, principalmente se precisarem utilizar alguma das alças de acesso do dispositivo. Equipes da Eixo-SP estarão trabalhando no local todos os dias, das 7h às 17h, até sexta (12), para a execução de serviços de melhorias no pavimento, em ambos os sentidos.

Hoje a intervenção ocorre na alça de acesso a Cordeirópolis, no sentido Capital-Interior. Portanto, os motoristas que estiverem trafegando pela rodovia e precisarem acessar o município naquele ponto terão como alternativa fazer o retorno no dispositivo seguinte.

Amanhã, o fechamento ocorrerá em duas alças. Uma que dá acesso ao retorno para pista sentido Interior-Capital e em outra que serve como entrada para Cordeirópolis. Em ambas, a melhor alternativa para os motoristas será realizar o retorno no dispositivo seguinte.

Na quinta-feira, também serão interditadas duas alças. Desta vez, no outro sentido da rodovia. Portanto, os motoristas que estiverem trafegando na pista sentido Interior-Capital, na altura do km 161, e precisarem fazer o retorno ou acessar o município naquele ponto, terão de seguir até o dispositivo seguinte.

Na sexta-feira, no dispositivo do km 161, os trabalhos estarão concentrados na alça que dá acesso à pista no sentido Interior-Capital. Neste caso, os motoristas que estão no bairro Jardim Cordeiro e precisem acessar a rodovia neste sentido terão de seguir adiante pelo dispositivo, acessar a rodovia no sentido Santa Gertrudes e, em seguida, realizar o retorno no dispositivo seguinte.

Comércio de rua de Rio Claro tem horário especial esta semana

Lojistas atendem em expediente estendido em razão do Dia das Mães; uma das datas de maior movimento

A chegada do Dia das Mães que será celebrado neste domingo (14) traz ao varejo uma perspectiva de esperança: a data é uma das mais promissoras ao comércio. A semana do Dia das Mães sempre foi a segunda melhor data para vendas no comércio varejista, perdendo apenas para o Natal e, neste ano, o comércio de Rio Claro tem expectativa superpositiva.

Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta que mais da metade dos brasileiros (51,8%) pretendem comprar presentes para o Dia das Mães.

Em termos de gastos, a pesquisa aponta que a grande maioria dos que pretendem gastar (78,8%) deve desembolsar entre R$ 50 e R$ 300.

Entre os presentes mais procurados para a data estão roupas, produtos de beleza, móveis e eletrodomésticos e chocolates.

Horários

Nesta sexta-feira (12) o comércio de rua atende até as 22 horas. No sábado, das 9h às 18 horas e no domingo estará fechado.

Idosa é assassinada a facadas em Rio Claro

Uma idosa foi assassinada nesta manhã de terça-feira (09) em Rio Claro. O crime aconteceu na residência da vítima, na região da Rua 1 com a Avenida 24. A acusada de matar a vítima a facadas foi detida e está sendo apresentada na Polícia Civil, onde a ocorrência é registrada nesse momento. A identidade da idosa vítima do crime ainda não foi divulgada. Segundo informações de moradores da região, a acusada era conhecida por vender pães para a vizinhança. Novas informações em breve.

Morre Rita Lee, maior estrela do rock brasileiro e ícone dos Mutantes, aos 75 anos

LAURA MATTOS (SÃO PAULO, SP, FOLHAPRESS)

Cantora citou em autobiografia a infância e histórias vividas em Rio Claro

Morreu nesta segunda-feira, dia 8, a cantora Rita Lee, rainha do rock brasileiro e nome que despontou durante o tropicalismo com a banda Os Mutantes, na década de 1960. Ela estava em sua casa, na capital paulista, com a família.

Reclusa nos últimos anos, a cantora recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão em 2021. Após tratamentos, em abril de 2022, a doença teria entrado em remissão.

Rita Lee escreveu sobre sua morte bem ao seu estilo: “Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá. Fãs, esses sinceros, empunharão meus discos e entoarão ‘Ovelha Negra’, as TVs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória. Nas redes virtuais, alguns dirão: ‘Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk’.”

O trecho está em sua autobiografia, na qual relata no mesmo tom, sempre direto e reto, tanto passagens divertidas, a exemplo das travessuras na infância e na adolescência, quanto trágicas, como o abuso de álcool e drogas e o estupro que sofreu aos seis anos, por um técnico que foi a sua casa consertar uma máquina.

A cantora citou também em sua autobiografia momentos vividos por ela e seus pais na cidade de Rio Claro. Eles que se conheceram em um baile de carnaval no Grupo Ginástico Rioclarense.

Romilda Padula, mãe de Rita Lee, nasceu e cresceu na Cidade Azul. Já seu pai, Charles Fenley Jones, filho de imigrantes norte-americanos, nasceu em Santa Bárbara d’Oeste e, quando jovem, após formar-se dentista, veio para Rio Claro.

Rio Claro e Rita Lee

Sem autopiedade, se refere a si própria com bom humor e sarcasmo, assim como aos outros -um forte traço da construção de sua imagem como a maior roqueira do Brasil.

A experiência artística não começou muito bem. Quando Rita tinha entre seis e sete anos, a conceituada pianista Magdalena Tagliaferro lhe deu aulas de piano em troca de um tratamento que fez com seu pai, Charles, dentista de origem americana.

Em uma audição, a menina ficou tão nervosa que fez xixi no banquinho do piano. A professora a aconselhou a não seguir adiante na música porque ela tinha medo de palco.

Acontece que Rita, nascida em São Paulo em 31 de dezembro de 1947, morava na Vila Mariana, e o pacato bairro da zona sul, entre os anos 1950 e 1960, era terapia contra essa fobia. Na região, colégios tradicionais como o Marista Arquidiocesano, Cristo Rei, Bandeirantes e o Liceu Pasteur, onde Rita estudou, realizavam festas juninas, da primavera, pró-formaturas e outras, com palcos para apresentações em que os alunos experimentavam uma liberdade que contrastava com o autoritarismo da época.

Rita não seguiu o conselho da professora de piano e, na adolescência, participou de diferentes conjuntos, cantando e tentando tocar instrumentos, até chegar ao quarteto de meninas Teenage Singers.

A brincadeira ficou mais séria quando elas conheceram, em um festival no teatro João Caetano, em 1964, os meninos do Wooden Faces, do qual fazia parte Arnaldo Batista, que já se destacava no baixo. Aproximaram-se, Rita e Arnaldo, com 16 anos, iniciaram um namoro e, com o tempo, as bandas se uniram.

Do entra e sai de integrantes, ficaram seis, entre eles os namorados e Sérgio, irmão caçula de Arnaldo, guitarrista, que aos 13 anos largou a escola para se dedicar à música. Tornaram-se o Six Sided Rockers, que, além dos shows escolares, tocaram em programas da TV Record.

Em 1966, gravaram um compacto, com novo nome, O’Seis. Brigas e rearranjos depois, viraram três, com Rita Lee (principal vocalista e percussão) e os irmãos Arnaldo Batista (vocal, teclado e baixo) e Sérgio Dias (vocal e guitarra).

Passaram a ser Os Bruxos e foram convidados a se tornar banda fixa no programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, da Record. O apresentador, fã do livro “O Império dos Mutantes”, sugeriu que se tornassem Os Mutantes. Em 15 de outubro de 1966, estrearam no programa, com ousadia e originalidade, tocando, com guitarras, a Marcha Turca, de Mozart.

Deram a primeira entrevista, à Folha, e a cantora assim definiu o grupo: “Ele vem de outro planeta para tomar conta do mundo. É moço, inteligente e vai longe, porque encontrou o mundo cheio de mediocridade”. Esse moço adorava guitarra, o que não era visto com bons olhos por gente influente da MPB.

Em julho de 1967, Elis Regina organizou a Marcha Contra a Guitarra Elétrica, passeata com artistas contra a “americanização” da música brasileira. Entre os presentes estava Gilberto Gil, que, curiosamente, três meses depois protagonizaria o que ficou conhecido como resposta àquela manifestação.

Ele convidou Os Mutantes para acompanhá-lo na música “Domingo no Parque”, no 3º Festival de Música Popular Brasileira da Record. Com arranjos do maestro Rogério Duprat, a apresentação marcou a introdução da guitarra na MPB. As vaias efusivas e a conquista do segundo lugar no festival atestaram que aquilo vinha mesmo de outro planeta e que ainda ia longe.

Além de um rock sem a ingenuidade do iê-iê-iê da Jovem Guarda, o grupo chamou a atenção pelos figurinos e pela performance no palco, e nisso a liderança era de Rita. Depois de um vestido curto e de um coração vermelho desenhado com batom na bochecha, no festival de 1967, ela subiu o tom em 1968.
No 3º Festival Internacional da Canção, o FIC, em que Os Mutantes acompanharam Caetano Veloso em “É Proibido Proibir”, Rita se apresentou com um vestido de noiva emprestado da atriz Leila Diniz, que havia usado o figurino em uma novela.

O evento ficou marcado pelo discurso de Caetano contra a reação da plateia, que vaiava e arremessava ovos, tomates, latas e garrafas nos artistas. “Vocês não estão entendendo nada. Se vocês forem em política forem como são em estética, estamos feitos”, esbravejou.

Rita adorou, não tinha paciência com jovens de esquerda que só aplaudiam músicas de protesto, com letras e arranjos mais óbvios, e não entendiam quão transgressor podia ser a mistura da canção popular brasileira com o pop internacional em meio a experimentações sonoras.

Essa foi a base da tropicália, movimento artístico liderado por Gil e Caetano, do qual Os Mutantes fizeram parte. No LP “Tropicália”, de 1968, a banda participou de três faixas, entre elas “Panis Et Circensis”, com o provocativo refrão “Essas pessoas na sala de jantar/ Estão ocupadas em nascer e morrer”.

Rita e os irmãos Batista investiram em composições próprias e lançaram em 1968 o primeiro LP. Até 1972, quando Rita sairia do grupo, seriam mais quatro, um por ano, emplacando hits como “Top Top”, “Balado do Louco”, “Vida de Cachorro” e “Ando Meio Desligado”.

Fizeram de tudo nesse tempo, programas de TV, shows, entrevistas, musical no teatro, campanhas publicitárias e até participação em longa-metragem -“As Amorosas”, de Walter Hugo Khouri. Além de um som de vanguarda e de qualidade, os três encantavam com a mistura de carinha angelical a atitudes endiabradas.

Em tempos extremamente machistas, causava ainda mais impacto a irreverência de Rita, que só crescia. Em 1969, ela voltou a usar, no 4º FIC, o vestido de noiva, mas com um novidade -colocou um enchimento na barriga para se fazer de grávida.

A performance se deu na apresentação de “Ando Meio Desligado”, na qual os Mutantes partem do efeito da maconha para algo romântico (“Ando meio desligado/ Eu nem sinto meus pés no chão/ Olho e não vejo nada/ Eu só penso se você me quer”). Na foto da contracapa do LP, Rita está na cama com os irmãos Batista, todos nus.

Foi demais para o conservador Flávio Cavalcanti, um dos mais populares apresentadores de TV do país, que quebrou o disco no ar. Mais sinal de sucesso, impossível. Do Brasil, a repercussão passou a ser internacional, com a presença nos palcos do Midem, tradicional evento do mercado fonográfico em Cannes, em 1969, e do Olympia, em Paris, em 1970. Na turnê francesa, o LSD se tornaria parte da banda.

Substâncias alucinógenas passaram a fazer parte do café da manhã, almoço e jantar de uma espécie de comunidade hippie que os Mutantes formaram na Serra da Cantareira, a Mutantolândia.

Mais do que farra, para o trio, assim como para muitos músicos naquela época, as drogas eram um caminho artístico, de expansão mental. O descontrole, contudo, logo apresentaria a conta para os jovens. Ao longo da vida, a cantora iria enfrentar um entra e sai de internações por abuso de álcool e drogas.

Casamento e banda viveram idas e vindas, até que ambos acabaram para Rita quando ela foi expulsa dos Mutantes em 1972, episódio do qual guardou muita mágoa. Da raiva e da depressão, emergiu a ânsia de provar que, apesar de “o clube do Bolinha dizer que, para fazer rock, era preciso ter colhão, também dava para fazer com útero, ovários e sem sotaque feminista clichê”.

Compôs “Mamãe Natureza”, que falava das incertezas pós-Mutantes: “Não sei se eu estou pirando/ Ou se as coisas estão melhorando/ Não sei se vou ter algum dinheiro/ Ou se eu só vou cantar no chuveiro”. A música lhe deu a certeza de que conseguia compor, fazer arranjos, cantar e tocar sozinha. Ela não estava pirando em seguir carreira solo e logo ia ter “algum dinheiro”.

Quem acreditou na força de Rita sem os Mutantes foi André Midani, presidente da gravadora Philips, poderoso do mercado fonográfico. Mesmo antes da expulsão, por insistência dele, a cantora havia feito dois discos solo.

Rita formou, pós-Mutantes, a banda Tutti Frutti e alugou uma casa na represa Guarapiranga para a sua comunidade sexo, drogas e rock’n’roll. Em 1975, o disco “Fruto Proibido” marcou a nova fase da cantora e uma ruptura na música brasileira. Com capa cor-de-rosa e canções com temática feminina, como “Luz Del Fuego”, “Ovelha Negra” e “Agora Só Falta Você”, mostrou que era, sim, coisa de mulher “Esse Tal de Roquenrou”, outro sucesso do LP.

Em 1976, ela foi presa por porte de drogas, em um raro momento que estava limpa. “Se tivessem vindo uns dois meses atrás, iam achar muita coisa, mas agora estou grávida e não tem nem bituca aqui”, disse aos policiais que entraram no seu apartamento. Rita estava no terceiro mês de gravidez de um namorado recente, Roberto de Carvalho, baterista da banda de Ney Matogrosso.

Apesar de não se envolver diretamente com política, a cantora não era flor que se cheirasse para a ditadura. Inimiga da “moral e dos bons costumes”, amiga de Gil e Caetano, havia testemunhado contra um policial acusado de matar um rapaz em um de seus shows.

Solo fértil para a polícia “plantar” maconha. Foi grande a repercussão da prisão. Quando ela teve um sangramento, Elis Regina foi à delegacia e não saiu de lá até que um médico fosse chamado, em um episódio que deu início a uma forte amizade entre as duas e selou definitivamente a paz entre a MPB e a guitarra elétrica.

A quebra de fronteiras entre ritmos e influências, com a qual Rita já flertava antes mesmo da tropicália, tornou-se central na consolidação de sua carreira a partir do encontro com Roberto de Carvalho.

Com ele, como escreveu na autobiografia, seu “rockinho radical virou rockarnaval, tango, bossa, pop, bolero e tal”. Roberto foi morar com Rita, e vivenciaria ao seu lado a gravidez e o nascimento do primeiro filho sob prisão domiciliar. Era só a primeira barra de muitas que enfrentaria ao lado da cantora.

Após o nascimento do primeiro dos três filhos do casal, Rita deixou os Tutti Frutti e iniciou com o marido a terceira fase de sua carreira, que seria a definitiva e a mais bem-sucedida. Entre o final dos anos 1970 e início dos 1980, explodiu com uma trilha sonora autobiográfica do casal apaixonado, em que uma mulher pela primeira vez cantava sem pudor sobre desejos sexuais.

Em uma sequência de hits que fariam dela um fenômeno do mercado fonográfico, convidava o parceiro para relaxar na banheira, sem culpa nenhuma, em plena vagabundagem, em “Banho de Espuma”, vestir fantasias e tirar a roupa, molhada de suor de tanto se beijar, em “Mania de Você”, ficar de quatro no ato e exigir “Vê se me dá o prazer te ter prazer contigo”, em “Lança Perfume” -esse sucesso, aliás, ganhou versões em várias línguas, hebraico inclusive.

A cantora se tornou a cara de um feminismo menos sisudo. Foi convidada pela Globo para o especial “Mulher 80” e para criar a música de abertura do TV Mulher, que virou hino feminista, com versos assim: “Sexo frágil/ Não foge à luta/ E nem só de cama/ Vive a Mulher/ Por isso não provoque/ É cor-de-rosa choque”.

Ela só não fazia sucesso com censores. Em 1981, por exemplo, das 30 músicas que submeteu à Censura, só nove foram liberadas para a gravação do LP “Saúde”. Quase todas explodiram nas rádios. No ano seguinte, o LP “Flagra” vendeu dois milhões de cópias.

Multi-instrumentista, era versátil não só no palco. A personalidade transparente, o ar despudorado e o raciocínio rápido tornaram-na figura constante na mídia. Comandou o “Radioamador”, na 89 FM, o “TVLeezão”, na MTV, o “Madame Lee”, no GNT, e integrou, no mesmo canal, o primeiro time de apresentadoras do “Saia Justa”.

Em 1991, lançou o LP “Bossa’n’roll”, seu projeto financeiramente mais bem-sucedido. Mas chegou ao fundo do poço. Diante do ultimado de Roberto em relação a álcool e drogas, foi morar sozinha. Em seu sítio, trocava legumes por receitas de tarja preta.

Certo dia, de tão chapada, despencou da varanda, teve o maxilar esfacelado e perdeu 40% da audição do ouvido direito. Roberto cuidou de sua recuperação, e quando ela tirou os pontos e conseguiu cantar “Mania de Você”, a pediu em casamento. Na saúde e na doença, ainda enfrentariam muitas recaídas de Rita, até que ela tomasse uma decisão mais firme de ficar “careta” a partir do nascimento da primeira neta, em 2005.

Foi o que deu tranquilidade à “vovó do rock” nos últimos anos. Após a aposentadoria dos palcos, em 2013, viveu com Roberto em uma casa de campo onde pintava, cozinhava, escrevia e cuidava dos bichos de estimação, esses, aliás, companhias da vida toda. Ativista da causa animal, teve de tudo, de cães e gatos a jiboia e jaguatirica.

A ideia de se aposentar veio na turnê dos 45 anos de carreira, em 2012, que se encerraria em Aracaju. A despedida foi a sua cara. Ao ver policiais abordando pessoas da plateia que fumavam maconha, interrompeu o show: “Me dá esse baseadinho que eu vou fumar aqui e agora. Seus cafajestes, filhos da puta”. Foi detida.

Com o incidente, uma nova despedida foi marcada para 2013, no Anhangabaú, em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. Nada mais justo que tenha sido na cidade que nasceu e da qual, como cantou Caetano, Rita foi a mais completa tradução.

Na autobiografia, escreveu que seu maior gol foi ter feito um monte de gente feliz e que, quando morresse, cantaria para Deus: “Obrigada, finalmente sedada”. E, seu epitáfio, definiu, deve ser o seguinte: “Ela não foi um bom exemplo, mas era gente boa”.

Polícia Rodoviária prende mulher com dinheiro falso na Washington Luís

Na última sexta-feira, dia 05 de maio, na SP-310, no km 181 da Pista Sul da Rodovia Washington Luís, em Rio Claro (SP), a Polícia Rodoviária recebeu queixa de que uma mulher havia passado notas falsas no pedágio.

Após iniciar as buscas, os policiais conseguiram localizar o veículo descrito na ocorrência e a mulher motorista. Na abordagem, foram encontradas diversas notas de R$50 e R$100,00, totalizando R$8.400,00 em dinheiro falso. A indiciada foi encaminhada ao departamento de polícia de Rio Claro, ficando presa e à disposição da justiça.

Dinheiro encontrado pela Polícia Rodoviária.
Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.