Fiscalização de rotina identificou irregularidades na documentação e maus-tratos aos animais apreendidos
Uma fiscalização de rotina realizada pela Polícia Militar Ambiental resultou na apreensão de 23 aves em Araras mantidas em cativeiro de forma irregular. A ação, voltada ao combate aos crimes e infrações contra a fauna, também identificou diversas situações de maus-tratos aos animais e terminou na aplicação de R$ 85 mil em multas ao responsável pelo criadouro.
Durante a vistoria, os policiais encontraram quatro trinca-ferros, 17 coleiros/papa-capins, um canário-do-reino e uma calopsita. A importância do combate aos crimes ambientais na região foi destacada pela ocorrência.
Segundo a Polícia Ambiental, as aves eram mantidas em condições inadequadas. Foram observadas gaiolas sujas, água contaminada por fezes ou inexistente, e recipientes de alimentação vazios, além de um ambiente pouco arejado.
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Irregularidades na documentação e multas
A fiscalização também constatou irregularidades na documentação do plantel. Doze aves silvestres estavam sem anilhas de identificação, enquanto apenas um dos animais cadastrados encontrava-se regularizado.
Outras 20 aves permaneciam com o cadastro desatualizado, evidenciando falhas na gestão e responsabilidade do criador. Esta situação levou às sanções previstas em lei.
Diante das infrações, foram lavrados três autos de infração ambiental, totalizando R$ 85 mil em multas. Essa soma reflete a gravidade das infrações encontradas.
Foram R$ 69 mil por maus-tratos às 23 aves, R$ 6 mil pela manutenção de 12 aves silvestres sem anilhas de identificação e R$ 10 mil pelo plantel desatualizado de 20 aves.
Tratamento e bloqueio de cadastro
As 23 aves foram apreendidas e encaminhadas ao Instituto Belas Aves. Lá, passaram por avaliação médico-veterinária para recuperação e cuidados especializados.
De acordo com o laudo técnico, os profissionais confirmaram os maus-tratos e identificaram suspeita de Circovírus Aviário, uma doença viral que afeta aves. Por essa razão, todos os animais permanecerão em quarentena, recebendo tratamento e os cuidados necessários para sua reabilitação.
Além das autuações, a Polícia Militar Ambiental solicitou o bloqueio do Cadastro Técnico Federal (CTF) do criador, em razão das irregularidades verificadas durante a fiscalização, impedindo novas atividades ilegais.