Doar sangue é doar vida! A frase de efeito chama a atenção e de fato é real. A constatação foi feita pela moradora de Santa Gertrudes, Rosalina Santos de Lima Spagnol, de 62 anos e enfrentou desafios em relação a sua saúde.

A moradora do bairro Bom Sucesso descobriu uma insuficiência renal em 2012 e foi aí onde todos os desafios começaram.

“Minha pressão começou a subir muito e fiquei com a insuficiência, fiz tratamento, até que meu rim parou. Fiz hemodiálise por três anos – durante o tempo que fazia, tomei bolsas de sangue, ficava internada, passava mal, mas tomava o sangue e era o que me levantava, pois passava muito mal, ficava muito fraca, com anemia profunda e quando eu tomava, eu melhorava”, relata.

Rosinha, como é carinhosamente conhecida, ficou internada na Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro e recebeu as bolsas através do Bando de Sangue da Santa Casa. E relata brevemente as situações que passou por lá.

“A última vez que tomei sangue por conta do rim foi em 2022, durante uma internação de 40 dias, o órgão que fui transplantada em 2016 parou, deu rejeição. Fiquei na Santa Casa, tomei sangue várias vezes novamente, pois estava entre a vida e a morte. Aí meu rim voltou a funcionar, após mais seis meses de hemodiálise. No total, cheguei a tomar cerca de dez bolsas de sangue só por conta da situação envolvendo o rim”, conta a vendedora.

Entre 2024 e 2025, Rosinha precisou novamente de sangue.

“Acabei colocando uma bolsa de colo por oito meses e acabei precisando de sangue também novamente, durante duas situações”, conta.

Muito grata, a vendedora disse que reza todos os dias pelas pessoas que doaram sangue ao Banco de Sangue de Rio Claro, pois só assim conseguiu sobreviver a tantas situações preocupantes envolvendo sua saúde.

“Eu só tenho gratidão por quem doou o sangue, pois foi o que salvou minha vida. O sangue que recebi foi vida para mim, pois se não fosse isso, eu estava morta hoje, graças a Deus e graças ao sangue que eu recebi. Quem puder, tem que doar sangue, pois é vida, agora estou melhor, graças a Deus, estou fazendo tratamento em São Paulo por conta do intestino, farei nova cirurgia e vai dar tudo certo”, finalizou.

E QUEM DOA SANGUE?

Durante uma visita ao Banco de Sangue da Santa Casa de Rio Claro, a reportagem do Jornal Cidade conversou com algumas pessoas que estavam por lá, algumas já doadoras e outras cumprindo este papel pela primeira vez!

Ligia Pecin Meira, de 40 anos, natural de Rio Claro, estava doando o sangue pela segunda vez. Atuando na área de vendas com EPIs, a profissional falou sobre o ato.

“Eu acho que faz bem não só para quem recebe quando doamos, mas para nós que estamos aqui podendo realizar essa ação. Antes eu tinha vontade, mas não podia doar por conta do peso e hoje consigo. A primeira vez vim por uma pessoa que estava precisando e agora fui chamada novamente pela busca ativa”, conta.

Lizi Ellen Brandão de Souza tem 47 anos e estava no local fazendo sua primeira doação.

Atuante na área da automação, a doadora relatou que a sobrinha está internada, precisando de doações e prontamente foi até o Banco de Sangue.

“Estou doando por conta da minha sobrinha que está precisando e com certeza voltarei outras vezes para doar novamente, afinal é um ato de extremo amor”, disse.

Vitor Vinicius Domiciano, aos 23 anos, também doava pela primeira vez.

Advogado recém-formado, soube que uma bolsa de sangue pode salvar várias vidas e isso chamou sua atenção.

“Conversamos sobre o assunto no meu ciclo de amigos e resolvi doar, pois soube que podemos com uma bolsa ajudar mais de uma pessoa. Tenho amigos próximos também que são doadores e temos que passar essa ideia sempre para frente”, relatou. O jovem disse ainda que pretende continuar realizando doações.

João Pedro Cristofoletti Ragazzo, de 21 anos, atua na área de Ciências da Computação e também estava doando sangue pela primeira vez.

“Vi através das redes sociais a campanha do Bando de Sangue e resolvi doar. Conheci o procedimento agora e com certeza pretendo continuar doando mais vezes, afinal é uma forma de ajudar as pessoas que precisam”, finalizou.

DOE SANGUE

As doações são de segunda, quarta e sexta-feira, das 7 às 11, com necessidade de agendamento pelos telefones (19) 3535-7241 ou (19) 99288-9737.

O QUE É PRECISO PARA DER UM DOADOR DE SANGUE?

É preciso ter entre 18 e 69 anos, 11 meses e 29 dias;

Pesar no mínimo 50 quilos;

Não estar de Jejum (apenas evitar alimentos gordurosos);

Estar descansado e em boas condições de saúde;

Não fumar no mínimo duas horas antes e uma hora após a doação;

Maiores de 60 anos não podem realizar a doação pela primeira vez.

NÃO doe sangue se você:

Estiver gripado, resfriado, em processo alérgico ou infeccioso;

For alcoolista crônico, ou tenha ingerido bebida alcoólica nas últimas 24h;

Estar grávida ou amamentando;

Tiver sito exposto para doenças sexualmente transmissíveis;

Tenha realizado cirurgia ou endoscopia/colonoscopia há menos de seis meses;

Piercing, maquiagem definitiva e tatuagem há menos de 12 meses;

For portador de doenças transmissíveis pelo sangue (sífilis, malária, doença de chagas, hepatites “B” e “C”, HIV, HTLV) ou tenha contraído hepatite “A” após os 11 anos de idade;

Homem: tiver doado há menos de 60 dias (máximo quatro vezes nos últimos doze meses);

Mulher: tiver doado há menos de 90 dias (máximo três vezes nos últimos 12 meses).

IMPORTANTE!

É obrigatória a apresentação de documento com foto, emitido por órgão oficial, preferencialmente o RG e o endereço completo, inclusive com CEP.

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