Sistema de rastreio do MED 2.0 permite identificar contas sucessivas para bloquear transações e aumentar as chances de recuperar valores
O MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução) recebeu atualizações importantes para aumentar a segurança dos consumidores em transações financeiras. De acordo com orientações do Procon-SP, o sistema estabelecido pelo Banco Central visa ampliar as chances de recuperação de valores perdidos em golpes.
A principal inovação do MED 2.0 é o sistema de rastreio que vai além da primeira conta que recebeu o crédito. Agora, é possível identificar outras contas envolvidas no fluxo financeiro, bloqueando transferências e saques de forma mais abrangente.
Obrigatoriedade e abrangência do novo sistema
Todas as instituições financeiras são obrigadas a aderir ao MED 2.0. As novas regras também são válidas para casos de falhas operacionais do próprio banco, garantindo uma camada extra de proteção ao usuário do sistema Pix.
No entanto, é importante destacar que o mecanismo não se aplica a situações em que houver erro de digitação ou equívoco do próprio consumidor. O foco do MED 2.0 é estritamente o combate a fraudes e falhas sistêmicas das instituições.
Como solicitar a devolução pelo MED 2.0
Para utilizar o MED 2.0, o consumidor que for vítima de fraude deve agir com rapidez. A comunicação imediata ao banco aumenta significativamente a possibilidade de reaver o dinheiro antes que os valores sejam dispersados.
O contato pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco, de forma automatizada. Ao selecionar a transação via Pix no app, o usuário encontrará uma opção específica para contestação. Após a denúncia, o banco do cliente comunica a instituição recebedora para análise conjunta.
Limitações e comprovação de fraudes
Embora o MED 2.0 represente um avanço, ele não garante a devolução automática dos valores. O ressarcimento depende da comprovação da fraude pelas instituições e, obrigatoriamente, da existência de saldo na conta que recebeu o dinheiro.
