País cria 278 mil empregos formais em setembro; salário médio cai

Folhapress

O Brasil abriu 278.085 empregos com carteira assinada em setembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência nesta quarta (26). O número é a diferença entre 1,92 milhões de contratações e 1,64 milhão de desligamentos registrados no mês.

Houve queda na comparação com o mês anterior, quando 285.314 novas vagas foram criadas, de acordo com dado atualizado da pasta.

O salário médio de admissão também caiu 0,64%, de acordo com a pasta. Quem foi contratado em setembro recebeu em média R$ 1.931,13, R$ 12,47 a menos que no mês anterior.

Todos os setores tiveram saldo positivo. De acordo com o governo federal, os cinco grupos monitorados registraram crescimento, com a área de serviços como a que mais abriu postos, com 122.562 novos contratos.

Veja os resultados a seguir:

– Serviços: 122.562 novas vagas;
– Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 57.974 novas vagas;
– Indústria geral: 56.909 novas vagas;
– Construção: 31.166 novas vagas;
– Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 9.474 novas vagas.

DIVISÃO POR REGIÃO

Na divisão pelas regiões brasileiras, as cinco apresentaram saldo positivo na geração de novas vagas, com a região Sudeste com o maior número de novas vagas, e a Nordeste com o maior crescimento.

– Sudeste (+108.219 postos, +0,49%);
– Nordeste (+86.658 postos, +1,25%);
– Sul (+38.179 postos, +0,48%);
– Centro-Oeste (+25.458 postos, +0,68%);
– Norte (+19.400 postos, +0,95%).

SALÁRIO MÉDIO CAIU

Segundo os dados divulgados, o salário médio de admissão em setembro foi de $ 1.931,13 no território nacional. Comparado ao mês anterior, houve decréscimo real de R$ 12,47, uma queda de 0,62%.

O resultado foi puxado pela queda no salário médio no setor de serviços.

– Serviços: R$ 2.048,31 (-1,58%);
– Indústria geral: R$ 1.987,68 (+0,41%);
– Construção: R$ 2.024,84 (+0,8%);
– Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: R$ 1.674,29 (0%);
– Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: R$ 1.705,59 (+3,82%)

METODOLOGIA

Os dados do Caged se referem apenas a vagas com carteira assinada, e são as próprias empresas que preenchem as informações em um sistema próprio. O levantamento não capta os dados do mercado de trabalho informal, como a Pnad Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por exemplo.

Como as companhias podem atualizar as informações de contratações e desligamentos de maneira retroativa, os dados podem variar de mês a mês.

Mundo está longe da promessa de acabar com desmatamento até 2030

Folhapress

O mundo não está no caminho para cumprir os compromissos assumidos para acabar com a perda de florestas e a degradação de terras até 2030 e, também, os de restaurar áreas já degradadas. E o Brasil, com seus elevados níveis de desmatamento, tem parte da responsabilidade.

E por que isso é importante? Desmatamento e degradação estão diretamente associados com mais emissões de gases-estufa e, consequentemente, com mais impulso à crise climática e menor possibilidade de evitar que o planeta ultrapasse o 1,5°C de aumento de temperatura.

É essa a conclusão de um relatório do Forest Declaration Assessment (em tradução livre, avaliação da declaração de florestas), divulgado nesta segunda (24).

O relatório leva em conta o documento assinado por 145 nações, em 2021, na COP26 (a conferência da ONU sobre mudanças climáticas), a Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra.

Também considera os compromissos assumidos na Declaração de Nova York sobre Florestas, que aponta para a necessidade de restauração de 350 milhões de hectares de matas.

Segundo a avaliação, ainda que as emissões associadas a desmatamento representem somente de 10% a 12% das emissões totais no mundo, a eliminação dessa fatia de gases é importante para conseguir atingir o que foi convencionado sob o Acordo de Paris.

O documento ressalta o exíguo tempo para eliminar o desmatamento, como acordado nas declarações internacionais. “Apesar de sinais encorajadores, não há nenhum indicador global em dia para a concretização dos objetivos de 2030”, aponta o relatório.

A avaliação também afirma que, globalmente, é necessária uma redução anual de 10% no desmate para atingir o objetivo de 2030.

A parte tropical da Ásia é a única região do mundo no caminho certo para conseguir parar o desmatamento até 2030, segundo o documento, que aponta que as emissões por desmate de mata primária têm caído há cinco anos consecutivos nos países da região.

De acordo com o relatório, mecanismos legais robustos, como moratórias, são importantes para a proteção de florestas e foram postos em prática em anos anteriores. A moratória da soja no Brasil é um bom exemplo. A partir dela ficou proibida a comercialização do produto que tivesse origem em áreas com desmatamento. O PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal) também é citado pelos autores da avaliação.

Apesar disso, mais recentemente se observou um enfraquecimento ou reversão de tais mecanismos. Ao comentar o assunto, o documento cita o Brasil.

“Um estudo de 2021 mostrou que a Indonésia, assim como outros quatro países com florestas tropicais -Brasil, Colômbia, República Democrática do Congo e Peru- recuaram em regulações sociais e ambientais em anos recentes”, diz o relatório.

O caso da Indonésia é exemplificado com a não renovação da moratória do óleo de palma, que teve fim em setembro de 2021. Apesar disso, as ações anteriores no país associadas à palma levaram a consideráveis reduções na destruição e o menor desmate em 20 anos associado a essa plantação, apesar da expansão da produção, diz o documento.

De toda forma, o Brasil é o líder em desmatamento de floresta tropical no mundo e, pelo seu tamanho, a destruição no país dificulta a meta global de 2030. Apesar do peso brasileiro na conta, a América Latina, como um todo, teve uma redução líquida no desmate tropical em 2021, em comparação à média de 2018-2020.

Apesar dos dados preocupantes, há também “um progresso notável em esforços de reflorestamento nas últimas duas décadas”, que levou a novas florestas com tamanho comparável ao do Peru e ganhos de cobertura vegetal em 36 países, aponta o relatório.

Denúncia de irregularidade em repasses da zona azul para Prefeitura chega ao Ministério Público

O Ministério Público de Rio Claro recebeu nessa terça-feira (25) um relatório que aponta suposta irregularidade no repasse obrigatório dos recursos arrecadados pelo sistema de zona azul, no Centro de Rio Claro, à Prefeitura Municipal. O documento foi apresentado pelos vereadores Alessandro Almeida (Podemos) e Serginho Carnevale (União Brasil).

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Conforme o JC repercutiu anteriormente, a denúncia chegou ao Poder Legislativo após a análise de centenas de páginas de documentos oficiais da concessionária Estapar, responsável pela gestão do estacionamento rotativo na região central da cidade. Segundo o levantamento apresentado por Almeida durante sessão ordinária há alguns dias, haveria uma diferença nos valores que deveriam obrigatoriamente ser repassados ao Fundo Social de Solidariedade. Os documentos são referentes aos anos de 2019, 2020 e quatro primeiros meses de 2021, totalizando um período avaliado de vinte e oito meses.

Supostamente, há um déficit de R$ 1,6 milhão a menos que deixaram de ser repassados ao poder público. A concessão da zona azul se iniciou em 2006 e vale até o ano de 2026, segundo informou a Prefeitura de Rio Claro. Consultada, a Estapar informou que desconhece o assunto e comunicou, ainda, que não recebeu nenhuma solicitação formal sobre o tema.

“Cemitério” de veículos é localizado em Cordeiro

A Guarda Civil Municipal de Cordeirópolis, através do Pelotão Ambiental, localizou 14 carcaças de automóveis na segunda-feira (24), em uma área de canavial e também em um sítio próximo do local. De acordo com o GCM Marinaldo, responsável pelo Pelotão e que também atuou na ocorrência juntamente com o GCM Marcelo, o chamado veio através de alguns ciclistas.

“Essa área de canavial nas divisas de Cordeirópolis, Iracemápolis e Limeira é bastante utilizada por ciclistas para a prática esportiva e alguns deles passaram por lá, localizaram alguns dos veículos e acionaram a Guarda Civil Municipal”, conta o agente de segurança.

Após o chamado, os profissionais partiram para o local para atender a ocorrência e diversos veículos completamente destruídos foram localizados.

SÍTIO

Durante patrulhamento padrão, na região onde os veículos encontravam-se, os guardas civis localizaram também um sítio, onde estaria funcionando um desmanche e outros quatro automóveis foram localizados completamente destruídos.

Ninguém foi preso e os carros foram todos encaminhados para o Pátio Municipal de Cordeirópolis. A ocorrência foi registrada e a situação será investigada pelo departamento competente.

ADN Construtora anuncia empreendimento com R$39 milhões de investimento e prevê abertura de centenas de empregos em Rio Claro

Serão 208 novas unidades habitacionais com bônus exclusivos de R$10 mil

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Após o sucesso de venda do Parque dos Girassóis e do Ipê Amarelo, a ADN Construtora anuncia o seu terceiro empreendimento em Rio Claro, dessa vez o Ipê Branco será construído com 208 novas unidades habitacionais. Considerada a 35ª maior construtora do Brasil, segundo ranking INTEC, a empresa amplia a presença na cidade com esse novo investimento na casa dos R$39 milhões e prevê a geração de centenas de novos empregos, movimentando assim toda economia local.  

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Conhecida pela excelência em suas obras e as entregas sempre no prazo, a população de Rio Claro terá mais uma oportunidade de conquistar o seu próprio imóvel. O Ipê Branco conta com bônus exclusivo de R$10 mil, descontos em cima do valor de tabela, além de ser 100% financiado, facilitando o acesso a uma moradia nova e completa. São apartamentos com 2 quartos a partir de 42 metros quadrados com acesso por elevador, varanda, piscina, quiosques gourmet, portaria 24h, pet place, espaço fitness, loja de conveniência autônoma 24h, car wash, Wi-fi e tudo que as pessoas precisam e sempre sonharam em ter no seu próprio condomínio, levando segurança, bem-estar, comodidade, lazer e praticidade ao dia a dia dos moradores.

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“Estamos construindo uma história brilhante junto a população e autoridades de Rio Claro. Não estamos aqui apenas para lançar empreendimentos. Estamos construindo sonhos, apoiando instituições sociais e realizando parcerias que fomentam o empreendedorismo e inovação na cidade, movimentando a economia e gerando empregos”, diz Pedro Donadon, CEO da ADN.   O Ipê Branco será construído a 5 minutos do centro da cidade, no Parque das Indústrias, com fácil acesso às principais avenidas, como a Brasil, próximo a rede bancária, escolas e comércios em geral.

Além de construir um novo condomínio, a ADN está levando para Rio Claro o programa Construindo Inovação, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, que tem como objetivo capacitar e desenvolver fornecedores locais e fortalecer toda a cadeia produtiva da construção civil. “Esse tipo de iniciativa mostra todo nosso compromisso com o desenvolvimento perene do município, dialogando e entendendo como podemos contribuir com a população rio-clarense”, diz Donadon.  

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Já através do Instituto ADN, promoveu a construção de uma quadra poliesportiva no Projeto Alvo – Comunidade Evangélica de Confissão Luterana, localizado no bairro Jardim Novo Wenzel. Responsável por atender mais de 70 crianças em parceria com a Secretaria da Educação, na faixa etária de 4 a 5 anos, além de jovens e adultos por meio de trabalho de educação cristã, o projeto entrega de cestas básicas, promove cursos de economia doméstica e oficinas de inclusão digital, capoeira, aula de dança, letramento, coral, arte e cultura.  “Ficamos felizes em assumir a missão de transformar a quadra poliesportiva do Projeto Alvo para que todas as crianças e jovens atendidos pela entidade possam usufruir de um espaço mais bonito e seguro. Com certeza, as atividades esportivas e de recreação nessa nova quadra proporcionarão mais alegria e comodidade a todos”, finaliza o executivo. Para o vice-presidente da Associação Luterana ALVO, Sérgio Antonio Martins, “a quadra irá contribuir com estas atividades e já estão programadas outras 3 atividades para o início de 2023, como Muay Thai, Taekwondo e expansão do Balé de uma das salas pequenas para a quadra aumentando o número de participantes”.

Planejamento para o Carnaval 2023 em Rio Claro deve ser concluído em 15 dias

A Secretaria Municipal de Turismo deve finalizar em duas semanas o planejamento para a realização da festividade do Carnaval em 2023. A ideia do titular da pasta, Guilherme Pizzirani, é concluir esse levantamento para se colocar em prática, posteriormente, a busca para a execução do evento. Na semana passada, a União das Escolas de Samba da Cidade Azul (Uesca) confirmou a ordem dos desfiles das agremiações. No entanto, o Carnaval contará também com outras atrações em diversos bairros de Rio Claro.

Uma comissão de eventos foi implantada dias atrás e servirá para colaborar com os trabalhos de preparação da festividade. “Já estamos pensando no Carnaval, ainda estamos formatando qual será o tamanho do Carnaval. Estamos há seis anos parados no tempo. Temos que ter muita cautela no retorno para não querer algo a mais que as escolas não podem oferecer. Neste momento sabemos que temos Cordeirópolis, que tem um grande investimento. O prefeito concorda que temos que fazer um Carnaval organizado, bem feito, mas que não precisa ser gigantesco”, comentou nessa terça-feira (25) Pizzirani em entrevista ao programa Farol JC.

O desfile planejado é de médio porte. As agremiações carnavalescas participarão indicando a quantidade mínima, por exemplo, dos integrantes que irão desfilar, bem como quantidade de alas e alegorias. Com o planejamento finalizado nas próximas semanas, a Secretaria Municipal de Turismo pretende iniciar os processos burocráticos para viabilizar o evento. Também está em andamento o trabalho para a realização dos eventos de Natal, que se iniciam em 3 de dezembro.

“Em 15 dias teremos uma boa formatação do Carnaval pronta. Penso em não se manterem aquelas coisas tradicionais. Queremos inovar, fazer diferente”, cita o secretário sobre plano de levar a festividade também para outros bairros, não somente à Passarela do Samba, no canteiro central da Avenida Brasil.

Susana Naspolini, repórter da Globo, morre de câncer aos 49 anos

Folhapress

A repórter da Globo Susana Naspolini morreu nesta terça-feira (25) de câncer, aos 49 anos. A informação foi confirmada pela filha dela, Julia, de 16 anos.

“Oi, amigos, Julia aqui. É com o coração doendo que venho contar pra vocês que a mamãe não está mais com a gente. Ela lutou muito, nossa guerreira! Agradeço muito pelas orações, muito mesmo, muito obrigada, mas infelizmente não deu”, escreveu a jovem no perfil da mãe.

Susana estava internada havia mais de uma semana em São Paulo. A jornalista foi diagnosticada com um câncer em fase de metástase no osso da bacia. Em setembro, ela passou oito dias internada no Rio de Janeiro em virtude de uma infecção e imunidade baixa.

Semana passada, Julia postou um vídeo também no perfil da mãe explicando a situação, que era considerada gravíssima pelos médicos.

“Ela estava com metástase no osso da bacia, já tinha se espalhado pra medula óssea desde julho. Então, ela vinha com uma quimioterapia mais forte, que fez ela perder o cabelo. Mas a metástase se espalhou por vários outros órgãos, entre eles o fígado. O fígado tá muito comprometido. Ele [o médico] disse que não sabem mais o que fazer, não sabem se tem mais alguma coisa pra ser feita, e o estado dela é muito grave. Eu não sei o que fazer”, disse a adolescente, na ocasião.

INÍCIO NO JORNALISMO

Susana Naspolini nasceu no dia 20 de dezembro de 1972, em Criciúma, Santa Catarina. Em 1991, aos 18 anos, enfrentou o câncer pela primeira vez. Na época, cursava jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e havia acabado de começar um curso de teatro no Tablado, no Rio de Janeiro, para seguir o sonho de trabalhar como atriz.

No entanto, precisou interromper os estudos após descobrir um linfoma. Fez 12 sessões de quimioterapia em São Paulo e perdeu os cabelos durante o tratamento.

Aos 19 anos, Susana foi contratada pelo SBT em Florianópolis e trabalhou na emissora até se formar.

Depois, foi para a RBS, afiliada da Globo no Sul do país, onde atuou por dois anos como editora-chefe e apresentadora do telejornal local. Teve também uma breve passagem pela TV Vanguarda, afiliada da TV Globo em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Em 2001, conheceu o marido, Maurício Torres. Ele, que trabalhava no Esporte da Globo no Rio, indicou Susana para uma vaga de repórter temporária na GloboNews em 2002.

Após dois anos na função de repórter, foi para o Canal Futura. Passou ainda pela produção da Editoria Rio da TV Globo e pela equipe de reportagem dos telejornais “Bom Dia Rio” e “RJTV”. Em 2008, em sistema de rodízio com outros repórteres, começou a apresentar o “RJ Móvel”, parte do “RJ1”, o quadro que mudaria sua carreira. A partir de 2013, ela se tornou a principal apresentadora do quadro.

Na atração, moradores da capital fluminense denunciavam à emissora problemas como obras paradas, praças abandonadas ou ruas esburacadas. Era aí que Susana entrava em ação, convocando uma autoridade, do Executivo municipal ou estadual, para prestar esclarecimentos ao vivo e dar um prazo para a resolução da questão. A data era marcada pela repórter em um grande calendário. No dia designado, Susana voltava ao local para cobrar a solução prometida.

Tudo isso era feito com muito bom humor pela jornalista, que buscava sentir as mazelas da população na pele. Para tanto, escalava muros e árvores, entrava em buracos, andava de bicicleta em pistas acidentadas e brincava em brinquedos mal conservados.

Era comum vê-la usando fantasias e adereços para ilustrar o problema. Certa vez, se fantasiou de jacaré para cobrar a reforma de uma ponte no Recreio dos Bandeirantes. Em outra ocasião, fez uma “dança da chuva” para protestar contra falta de água em Nova Iguaçu. Para comemorar a recuperação de uma praça em Bangu, simulou uma cerimônia do Oscar, usou vestido longo, andou de skate e desceu no escorregador.

Os moradores me contam os dramas e criamos juntos as situações. É minha obrigação saber o que dá ou não para fazer ao vivo. Se não conseguem andar de bicicleta, eu preciso mostrar isso. Se o morador coloca saco plástico no pé para passar pelo esgoto, vou botar também. Susana Naspolini ao UOL, em 2019

“Não estou criando nem aumentando. O repórter é um ser humano como qualquer outro, que está ali cumprindo a obrigação de mostrar um problema. Essa é a minha luta”, disse, em entrevista ao UOL em 2019.

A resposta da população era de carinho: Susana costumava fazer entradas ao vivo tomando café, comendo churrasco e às vezes até ganhando presentes dos personagens de suas matérias.

O jeito descontraído levou a jornalista para as arquibancadas da Sapucaí no carnaval, cobrindo a reação popular aos desfiles. Em 2017, passou a apresentar também o “Globo Comunidade”, transmitido no domingo de manhã, que exibia matérias produzidas por editorias locais do Rio de Janeiro.

Depois de enfrentar o câncer pela primeira vez em 1991, Susana voltou a lutar contra a doença dezenove anos depois, em 2010, aos 37. Ela descobriu um micronódulo no seio, um câncer de mama, e após a radioterapia, fez mastectomia total no seio direito. Durante o tratamento, descobriu também um tumor na tireoide.

Em 2016, voltou a enfrentar o câncer de mama e passou cerca de seis meses longe da televisão. No final do ano, voltou a comandar o “RJ Móvel” com direito a festa com flores e bolo nas ruas de Campo Grande, zona oeste do Rio, além de homenagens de colegas e telespectadores.

Em 2020, Susana foi diagnosticada com câncer na bacia. A jornalista buscava manter os seguidores atualizados sobre o tratamento, sempre com um sorriso largo, e afirmou que era confortada pela respostas das pessoas que a acompanhavam.

“Acho que a vida ganha mais sentido quando a gente compartilha das histórias felizes às mais difíceis. Quando descobri o diagnóstico e fui para o Instagram contar, recebi tanto carinho que me deu uma injeção de ânimo. Isso faz muita diferença no meu estado de espírito. As histórias vão te estimulando a melhorar”, contou, em entrevista a Universa, em abril deste ano.

Em julho de 2022, a doença se espalhou para a medula óssea, exigindo uma quimioterapia mais forte, venosa. No mês seguinte, ela publicou um vídeo em que raspava os cabelos com a ajuda da filha.
Em setembro, Susana passou oito dias internada para tratar uma infecção e imunidade baixa. Ela comemorou a alta com uma publicação ao lado dos profissionais de saúde nas redes sociais.

Em outubro, Julia, filha da jornalista, informou que a metástase se espalhou por vários outros órgãos, comprometendo o fígado e deixando a jornalista em estado gravíssimo.

Susana ficou viúva em 2014, após a morte precoce do marido, Maurício Torres. O jornalista esportivo morreu em 2014, aos 43 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar. O apresentador do “Esporte Fantástico (RecordTV) ficou internado por cerca de um mês após passar mal em um voo entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Inicialmente, constatou-se uma arritmia cardíaca, mas exames mais rigorosos detectaram uma infecção que não regrediu, mesmo com o uso de antibióticos. Na época, a única filha do casal, Julia, tinha 8 anos.

“A morte dele foi tão sofrida. Aprender a não ter ele nas nossas vidas foi tão difícil que não foi porque eu estava doente que ficou pior. Teria sido muito bom se ele estivesse ao meu lado por causa do câncer, mas também na Páscoa, no Natal, no cinema de sábado à noite, nos problemas”, disse Susana ao UOL, em 2019.

Em 2021, a jornalista perdeu o pai, Fúlvio Naspolini, que morreu após contrair uma bactéria na UTI depois de fraturar a perna em uma queda.

A luta contra o câncer e as mortes do marido e do pai levaram a jornalista a escrever dois livros: “Eu escolho ser feliz” (Editora Agir) e “Terapia com Deus” (Editora Petra).

Susana deixa a filha, Julia, de 16 anos, e a mãe, Maria Dal Farra Naspolini.

Falecimentos: confira a necrologia de 26/10/2022

Duzolina Conti Teo – 87 anos. Faleceu dia 24, às 09h30, em Rio Claro. Era viúva de Luiz Carlos Conti, deixou a filha Carla c/c Ronaldo, e 2 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Helton Jone Rosa – 34 anos. Faleceu dia 24, às 07h00, em Santa Gertrudes. Deixou viúva Sandra Cristina Braga Rosa, irmãos e sobrinhos. Foi sepultado no Cemitério Municipal de Santa Gertrudes;

José Dirceu Flor, Dirceu Carroceiro – 73 anos. Faleceu dia 24, às 12h22, em Rio Claro. Era viúvo de Maria de Fatima Ferreira da Rocha Flor, deixou os filhos Lucio (falecido), Elisangela, Adriana, Tatiane, Edson, Edilson, Fabiano, Paulo, Roberval, Cesar, 14 netos e 11 bisnetos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Maria Aparecida Siqueira – 95 anos. Faleceu dia 24, às 12h45, em Rio Claro. Era viúva de Benedito Siqueira, deixou os filhos Paulo, João Alberto, Cinara, Silmei, 6 netos e 5 bisnetos. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Nenhum eleitor poderá ser preso a partir desta terça-feira

A partir de hoje (25), nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, exceto em casos de “flagrante delito” ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável. Está também prevista prisão para pessoas que impeçam o direito de as pessoas transitarem livremente. As medidas valem até 48 horas após o segundo turno das eleições, conforme previsto no Código Eleitoral.blankblankDe acordo com o Artigo 236, membros das mesas receptoras e fiscais de partido também não poderão ser detidos ou presos durante o exercício de suas funções, “salvo caso de flagrante delito”.

Segundo a legislação, nenhuma autoridade poderá, desde cinco dias antes e até 48 horas após o encerramento da eleição, “prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto [direito de transitar livremente]”. Caso ocorra “qualquer prisão”, o detido deverá ser imediatamente conduzido à presença do juiz competente, a quem caberá verificar a ilegalidade da detenção. Confirmada a ilegalidade, caberá ao juiz relaxar a prisão e responsabilizar eventuais coautores da detenção.

Polícia Federal cumpre mandados contra pornografia infantil em Valinhos e Sumaré

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira, 25/10, dois mandados de busca e apreensão na região de Campinas, visando reprimir crimes de pornografia infantil. Os mandados foram expedidos pelas 1ª e 9ª Varas Federais de Campinas e estão sendo cumpridos nas cidades de Valinhos e Sumaré, nas residências de investigados suspeitos de disponibilizar e compartilhar em redes sociais imagens e vídeos com conteúdo de pornografia infantil.

Oito policiais participam da ação, que tem por objetivo interromper as práticas ilegais e apreender celulares e outras mídias para instrução da investigação criminal e detalhamento da ação dos suspeitos. A princípio não há ligação entre os investigados. Há indícios de que um dos investigados seja suspeito de, não só disseminar arquivos, mas também de proceder à produção de imagens com conteúdo de pornografia infantil, podendo, portanto, responder ainda por estupro de vulnerável.

Em caso de condenação, os investigados podem responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas chegam a 10 anos de reclusão e multa. Se comprovado o crime de produção e estupro de vulnerável, as penas somadas podem chegar a 27 anos de prisão. As investigações estão abrangidas pela Operação Hora da Infância VII e terão continuidade com a análise do material apreendido, nesta data, por exame pericial, inclusive para identificação de vítimas.

A Polícia Federal informa que mantém um grupo especializado na repressão de tais crimes na Delegacia de Polícia Federal em Campinas e que conta com o apoio do SERCOPI/DRCC (Serviço de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil, da Polícia Federal, em Brasília), além de estar instrumentalizada com programas eficazes e cruzamentos de dados, utilizados durante as investigações, que ajudam a identificar com mais agilidade pessoas que promovem a disseminação de arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil.

Campanha contra a pólio e multivacinação vai até sábado em Rio Claro

Rio Claro tem 65,12% de cobertura vacinal contra a poliomielite. Números da Fundação Municipal de Saúde apontam que foram vacinadas 6.357 crianças de 1 ano a menores de 5 anos, e que mais de 3 mil crianças que deveriam estar vacinadas até agora não tomaram a vacina.

“Ainda dá tempo dos pais levarem as crianças para tomarem a dose contra a pólio e garantirem a proteção dos seus filhos”, destaca Giulia Puttomatti, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Esta é a última semana da campanha de multivacinação e vacinação contra a poliomielite.

Nesta campanha de multivacinação, destinada a pessoas com menos de 15 anos, 6.161 crianças e adolescentes compareceram a uma unidade de saúde e 4.698, ou seja, 76,25% delas, estavam com alguma dose atrasada e receberam a vacina correspondente à idade e ao calendário vacinal.

A situação reforça que pais ou responsáveis devem levar as crianças e adolescentes a uma unidade básica de saúde ou unidade de saúde da família. O atendimento é de segunda a sexta-feira a partir das 7h30. Nas unidades dos bairros Mãe Preta, Bonsucesso e Terra Nova a vacinação segue até as 18h30, e nas demais unidades de saúde do município a vacinação é até as 16h30. Não há vacinação nas unidades do Boa Vista, Guanabara e São Miguel. No sábado haverá plantão de vacinação no Panorama e Vila Cristina.

O objetivo da campanha de multivacinação é ampliar as coberturas vacinais e, para isso, são aplicadas as vacinas que compõem o plano nacional de imunização, que protegem contra cerca de 20 doenças. A vacinação contra a gripe também continua e atende toda a população a partir de 6 meses de idade.

Jornal Cidade RC
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