Olga Faneco e seu legado de amor à arte

Aos 90 anos, a artista Olga Cristofoleti Faneco fala sobre sua carreira como professora, pintora e restauradora de obras

A história de vida de Olga Cristofoleti Faneco, de 90 anos, é marcada pela dedicação à arte, à educação e ao restauro de imagens sacras e demais obras de arte na cidade e por toda região.

Filha de pais austríacos, teve dez irmãs e quatro irmãos. Nasceu em Rio Claro e seu amor pela arte recebeu influência direta de seu pai.

“Meu pai gostava muito de arte, sempre que acontecia algum evento na cidade, me levava junto, para que eu pudesse aprender”, relata Olga, que recebeu a reportagem do JC para uma conversa.

Com um legado de conhecimento e valorização do movimento artístico, Olga foi professora, pintora e uma das mais conceituadas restauradas de obras de arte.

Estudou na Escola Estadual “Joaquim Ribeiro” e teve aulas com a professora Ilara Machado, por quem possui uma grande admiração.

“Comecei minha carreira como professora do Ensino Fundamental, após fazer o Magistério no Joaquim Ribeiro, dei aulas em muitos grupos, em Santa Gertrudes também, depois disso dei aulas de artesanato na rede pública de Rio Claro. Foi quando soube da necessidade de um profissional que atuasse na restauração de obras de arte e resolvi aprimorar-me nesta área”, relata a artista.

Dona Olga formou-se no Instituto Técnico de Restauro Domingo Tellechea, em São Paulo, e teve aulas com um professor argentino a quem é muito grata pelo conhecimento que recebeu sobre restauro de telas e esculturas e também peças em bronze.

Preocupada sempre em atualizar seu conhecimento e técnicas, a artista rio-clarense realizou diversos cursos ao longo de sua jornada de valorização da arte, entre eles com o Diretor da Equipe de Restauração da Capela Sistina, Prof. Gianluigi Colalucci. Em Ribeirão Preto, no ano de 2006, Olga Faneco especializou-se em restauração de imagens sacras policromadas e decupagem artística.

RESTAURO

Diversas obras do município e da região foram restauradas pela artista, entre elas imagens sacras localizadas nas paróquias São João Batista, Santa Cruz, Santana, São Judas Tadeu, Bom Jesus, Boa Morte, em Ipeúna, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição e também na Capela da Santa Casa.

Restaurou obras também da Pinacoteca Municipal “Pimentel Junior”, Museu Histórico e Pedagógico “Amador Bueno da Veiga”, Museu “Theodor Koelle”, Museu do Eucalipto e outras instituições museológicas. Obras de Fazendas Históricas da Região e Colecionadores Particulares do Brasil.

Dona Olga também entregou à Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro uma obra pintada em tela, com a imagem de Jesus Cristo, que foi colocada e permaneceu durante muitos anos no Centro Cirúrgico da unidade hospitalar, com o intuito de abençoar os médicos durante os procedimentos.

Questionada sobre os trabalhos que mais gostou de fazer ao longo de sua carreira como restauradora, Olga Cristofoleti Faneco comenta sobre a imagem restaurada do padroeiro da cidade, São João Batista.

“Gostei de realizar todos os trabalhos, sempre os fiz com muita dedicação e respeito pelas artes, mas a imagem de São João Batista gosto demais”, conta.

Hoje, aposentada, Dona Olga aproveita sua história ao lado daqueles que ama. Mãe de três filhos, Georgina Carolina, psicóloga, Ilídia Maria, funcionária pública e técnica em museu, e Aquiles Faneco, músico, professor e produtor, sabe que influenciou os filhos da melhor maneira quando o assunto é arte.

“Meus filhos também sempre gostaram de arte, de conhecimento, tenho certeza de que os influenciei de maneira bastante positiva com meu trabalho e meu legado à área”, concluiu a artista.

Imagens mostram Olga realizando seus trabalhos de restauro, pinturas em tela e muito mais

Emoção e alegria de ser avós

JC traz dois depoimentos sobre a importância da convivência entre as gerações dentro da rotina das famílias

O Dia dos Avós será comemorado na quarta-feira (26), uma data para celebrar a importância das pessoas mais experientes da família. Os avós exercem papel crucial para a nossa sociedade, graças à experiência e sabedoria que eles acumulam ao longo dos anos, e irão passando de geração em geração, ao longo dos séculos.

Uma curiosidade é que o dia 26 de julho foi escolhido para celebrar o Dia dos Avós com origem bíblica. Essa data foi estabelecida pelo papa Paulo VI no século XX, como uma homenagem aos pais de Maria, mãe de Jesus, cujos nomes eram Ana e Joaquim.

Eliana Regina Mariano de Castro Wenzel, avó das meninas Catarina e Helena, cita sua experiência como avó nos dias atuais: “Para mim é algo maravilhoso, eu sou mãe de uma filha só e tenho duas netas, então para mim é um prazer acompanhar e cuidar delas. Enquanto minha filha trabalha, sou eu que ajudo e participo do desenvolvimento delas, na escola e em casa. O principal fator dos avós na vida da criança é a memória afetiva, você vive e participa em grandes partes dos momentos, e fornece o que os pais não podem estar dando, os avós são mais liberais, é uma memória infinita. Para mim é uma alegria fazer parte da vida das minhas netas, e com certeza, eu posso dar todo o carinho e atenção, a vó é uma ‘mãe com mais açúcar’, é uma delicia ser avó, é um presente participar da vida das minhas netas, é algo que não tem preço”.


Reginaldo Gomes, avô dos meninos João Lucca e Levy, relata sobre como é sua percepção como avô. “Ser vô para mim é uma fase muito bonita da minha vida, quando revivemos a infância e a adolescência, é muito bom ver nos netos a nossa falha como filhos, enquanto jovens, e podemos reviver tudo isso e corrigi-los. Podemos reviver neles tudo aquilo que nós fizemos, é algo que traz muita alegria em ver nossa família continuar através de nossos netos, com princípios e valores que muitas vezes são passados pelos avós, é uma fase muito boa, nós contribuímos diretamente com a evolução e crescimento deles. Pelo contrário, a disposição é um fator complicado, pois a disposição e força física já não são as mesmas. Porém, nós temos condições de ajudar nossos netos e passar tudo que vivemos no mundo até então para eles, como nós temos um fim, eles estão começando essa jornada, com certeza é uma oportunidade muito boa para ensinar e aprender, é assim que eu vejo a condição como avô, algo prazeroso e inesquecível!”

Obras no córrego Wenzel causam questionamentos

Moradores do Jardim São Paulo questionam corte de árvores e outras medidas; prefeitura afirma que remoção foi autorizada para o desassoreamento do córrego

O trecho de frequentes alagamentos é um problema antigo para os moradores do Jardim São Paulo. Na área onde está o córrego Wenzel, na região da Avenida 16 com a Rua 20, os terrenos e até as vias são tomados pelas águas com frequência. Há até aviso para que os motoristas não atravessem a região quando começar a chover. Recentemente, a prefeitura de Rio Claro realizou uma intervenção no local, com trabalho de desassoreamento do córrego.

O serviço despertou alguns questionamentos entre os vizinhos, principalmente devido à remoção de árvores das margens do córrego e também pelo fato de que o trabalho não teve continuidade na passagem da água sob a Via Castelo Branco. Leitores entraram em contato com o JC apresentando dúvidas sobre, por exemplo, a existência de autorização para remoção das árvores. Além disso, um morador questiona se existem laudos de órgãos competentes sobre a alteração no curso do córrego. Os vizinhos ainda se queixam de que não houve divulgação de informações sobre a obra e as devidas autorizações para sua realização. “Os alagamentos são alvo frequente de queixas dos moradores, logicamente que as obras são bem-vindas. Mas a forma como essa intervenção foi realizada gerou muitas dúvidas entre os vizinhos e o temor de que, ao invés de uma solução, essas alterações possam é trazer mais transtornos no futuro. Retirada de árvores de margem de córrego, por exemplo, será que é uma medida adequada?”, pergunta um dos leitores, que não quis ser identificado.

Procurada pela reportagem do Grupo JC de Comunicação, a Secretaria de Comunicação da prefeitura de Rio Claro informa que “o leito não foi alargado. O córrego passou por obra de desassoreamento e limpeza. Não houve alteração das características naturais do curso d’água. O material que assoreava o córrego está sendo levado do local para a destinação correta. As árvores que precisaram ser removidas foram retiradas com autorização, a partir de laudo técnico. Não foram removidas árvores nativas”.

Sem teste

Ainda não ocorreram chuvas em volume considerável em Rio Claro desde a realização da obra de desassoreamento do córrego Wenzel.

Casal de Santa Gertrudes apresenta as trigêmeas Maisa, Melissa e Maite

Território de meninas!

Juntos há dois anos os jovens Kailaine Camargo, 20 anos, e Matheus Felipe Sacheti, 24 anos, planejaram dar início a uma família e a chegada de um bebê viria para selar ainda mais a união. Acontece que esse amor veio de maneira triplicada e natural para os moradores de Santa Gertrudes: “Eu descobri a minha gravidez com três meses e, quando fui fazer o primeiro ultrassom veio a notícia de que seriam três bebês. Confesso que foi um choque na hora e demorou um pouco para a ficha cair”, conta a mamãe.

Já Matheus chegou a achar que era brincadeira do médico: “A gente planejou um bebê e vieram três de uma só vez. Eu tenho um irmão gêmeo, mas sinceramente não imaginei que na primeira gravidez da minha esposa isso aconteceria”, revela o pai.

A gestação de Kailaine transcorreu de maneira tranquila e, mesmo carregando três bebês na barriga, ela conta que engordou apenas nove quilos: “Quem me via de costas falava que eu nem estava grávida. Enjoei um pouquinho no final da gestação, só”, revela.

Até que no dia 7 de junho, na Santa Casa de Rio Claro, nasceram Maite, Melissa e Maisa. As três estavam na mesma placenta e em bolsas diferentes: “Eram tantos profissionais na sala que nem deu para contar. A equipe da Santa Casa simplesmente foi maravilhosa e muito cuidadosa em todos os detalhes”, agradece Kailaine.

Em casa, a rotina agora é não ter rotina! Os papais de primeira viagem contam que estão descobrindo juntos os trejeitos para darem conta de três bebês: “Pode parecer cedo, mas elas já têm personalidades diferentes. Somos muito companheiros e isto ajuda muito. Não vou mentir que têm horas que bate a canseira, mas tudo vale a pena por elas. É um amor que transborda. Minha mãe está passando uns dias com a gente e tem sido muito importante, mas ela mora em outra cidade e logo terá que voltar ao trabalho”, diz Kailaine.

Já o papai Matheus é um show à parte: “Eu me confundo a toda hora. Têm momentos que eu acho que estou com a Melissa no colo e é a Maite. Quando eu acho que é a Maite, é a Maisa. A minha esposa me corrige toda hora. Elas são idênticas. Chegamos a comprar pulseirinhas, mas ainda estão largas. Já decidimos que, quando elas forem furar a orelhinha para colocar os brincos, vamos comprar de cores diferentes para ajudar a não fazer confusão!”, revela.

Gastos triplicados

Se o amor é três vezes maior agora, os gastos também… A mamãe precisou deixar o emprego e o papai é operador de empilhadeira. As fraldas são muitas por dia e sem dúvida toda ajuda é bem-vinda. Por exemplo, Maite, Maisa e Melissa ainda não têm carrinho, apenas o bebê-conforto.

Doações podem ser feitas via Pix no e-mail: [email protected].

Galeria de fotos

De 37 países, Brasil é o 2º com maior proporção de jovens nem-nem

Percentual de jovens brasileiros sem estudar e trabalhar é de 36%

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Os jovens brasileiros estão em desalento, e é preciso ouvi-los para construir soluções. A análise é da pesquisadora Mônica Peregrino, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), especialista em juventude, mas também está na voz de lideranças juvenis que alertam para o desperdício de talentos, da força e da energia dos jovens.blankblank

Em mais uma reportagem da série especial sobre jovens nem-nem, a Agência Brasil ouviu especialistas e jovens que apontaram políticas necessárias para enfrentar a falta de oportunidades que atinge 36% dos jovens brasileiros, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Estudar e trabalhar é uma característica muito singular do jovem brasileiro, trabalhar é uma parte bastante importante da identidade dos jovens, ao contrário de outros países”, pontua a professora da Unirio, Mônica Peregrino. No artigo Tendências na Transição Escola-Trabalho, ela apresenta a situação do jovem brasileiro na pesquisa das juventudes Ibero-Americanas. De acordo com o estudo, que ainda será publicado, o jovem brasileiro, principalmente os mais pobres, sofrem ausência de integração.

“Não estudar e não trabalhar é presente em todas as faixas socioeconômicas: se vê que é praticamente residual entre os grupos mais providos, mas três vezes maior nos grupos mais pobres. Não é uma questão de desejo pessoal, esses jovens têm uma dificuldade de engajamento institucional.” 

O estudo mostra ainda como se dá a transição entre a escola e o mercado de trabalho. “No estudo se vê claramente que a transição para os mais ricos é suave, já essa transposição dos jovens mais pobres, é muito mais abrupta e sem a mediação da possibilidade de estudar e trabalhar”, observa Mônica.

São Paulo (SP) - 21/07/2023 - Relatório Education at a Glance, de 2022, mostra que o Brasil é o segundo país na esfera da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com maior proporção de jovens, com idade entre 18 e 24 anos, que não estudam e nem trabalham, os chamados nem-nem. O país fica atrás apenas da África do Sul. Na faixa etária considerada no relatório da OCDE, 36% dos jovens brasileiros estão sem trabalho. Foto:Paulo Pinto/Agência Brasil
Relatório Education at a Glance, de 2022, mostra que o Brasil é o segundo país com maior proporção de jovens. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A pesquisadora lamenta, no entanto, que, entre os jovens mais pobres, esta situação de nem estudar, nem trabalhar os deixa à margem da sociedade. “As consequências para os mais pobres, as mulheres, e principalmente entre pretos e parte dos pardos, é que se faz uma transição para a vida adulta por fora dos engajamentos sociais regulares, como escola e trabalho, portanto por fora das políticas públicas, dos direitos de cidadania, que são questões de integração.”

Na avaliação de Mônica Peregrino, as últimas reformas no país dificultaram a manutenção do jovem na escola e a entrada no mercado de trabalho. “A reforma do ensino médio, que estabelece um tempo maior de estudo dos jovens, está, em contrapartida, diminuindo significativamente, em nível dos estados, a escolarização regular noturna, isso é empurrar esses indivíduos que estavam tentando se integrar”, adverte. “Já a reforma trabalhista precarizou um trabalho que já era bastante problemático e piorou a qualidade do trabalho para os jovens.”

Diante disso, o que se vê é o desalento da juventude. “Existe um movimento em busca de integração, mas existe um desalento juvenil, um cansaço, uma falta de horizonte, estes últimos anos cobram seu preço, e os efeitos disso é que há muito mais dificuldades desses jovens para se integrarem às possibilidades plenas da sociedade”, considera a professora.

Para desenvolver ações eficazes, segundo ela, é preciso ouvir os jovens. “Temos que ouvir os jovens e as suas necessidades específicas. Por exemplo, muitas mulheres jovens têm dificuldades de estudar porque não têm com quem deixar suas crianças, então precisamos de creches ou espaços que possam comportar os cuidados dos filhos dessas mulheres, seria um elemento importante.”

Ações de incentivo e estímulo ao aprendizado também podem ter bons resultados, opina Mônica Peregrino. “Ter uma política de reavivamento de ensino de jovens e adultos seria outro elemento importante, porque essas pessoas que estão à beira da sociedade entram nesses espaços pelas instituições que conseguem compor as beiradas. São necessárias políticas de suporte para a educação, para o trabalho e de suporte à composição entre estudo e trabalho, principalmente que garantam que o jovem vai poder estudar e trabalhar ao mesmo tempo.”

Políticas de permanência

Na opinião da recém-eleita presidente na União Nacional dos Estudantes (UNE), Manuella Mirela, é preciso aproveitar o momento para avançar economicamente e assim, envolver os jovens.

“O Brasil atravessa a sua janela demográfica – momento em que a população economicamente ativa é a maior que todo o restante – e é neste momento que o país pode produzir, avançar economicamente, criar reservas para quando entrarmos no ônus demográfico previsto para a próxima década”, ressalta.

“Os chamados nem-nem representam uma grande preocupação e é, sobretudo, um grande desperdício da força e energia da juventude, tanto para o jovem, que se vê em meio ao trabalho precarizado para gerar renda e sem perspectivas, quanto para o desenvolvimento nacional para essa e as próximas gerações”, completa.

Para Manuella, o momento é de retomar os incentivos aos jovens. “Precisamos de agenda de retomada para o trabalho decente, para conter o avanço da ‘uberização’, programas para conter evasão escolar e universitária – as políticas de permanência – e um ensino médio com foco em formação técnica sem negligenciar as disciplinas tradicionais”, afirma.

Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz ressalta a evasão do jovem da escola. “O ensino médio é um gargalo educacional, em que temos índices de evasão muito altos – 500 mil por ano. A ideia é que essa etapa aprimore o pensamento crítico, ofereça base para as graduações e prepare para o mundo do trabalho. Porém, não acontece. Muitos estudantes abandonam a escola para gerar renda para suas famílias, porém acabam caindo no trabalho precarizado, autônomo, sem direitos trabalhistas.”

Jade lamenta que a condição precária e, portanto, fora das estatísticas, levam esses jovens para essa situação. “Assim, se enquadram no nem-nem, quando, na verdade, estão vivendo o extremo da ‘uberização’ – e sem qualquer condição de continuar a formação, quanto mais seguir para a graduação.”

A solução, no entendimento dela, é o investimento na educação. “Pensando na etapa do ensino médio, o Brasil precisa de investimentos em escolas técnicas, para conter essa evasão e garantir que esse estudante possa migrar do trabalho precarizado para o decente, obter renda, ser força de trabalho para o desenvolvimento nacional e ainda seguir para o ensino superior”.

Edição: Juliana Andrade

Rio Claro investe mais de R$ 4,6 milhões em reformas de prédios da Saúde

Onze prédios da Fundação de Saúde receberam melhorias e outros três estão com obras em andamento

As unidades de saúde do Jardim Brasília, do Santa Elisa e da Avenida 29 recebem obras de reforma. Essas três unidades se somam a outros 11 prédios que na atual administração foram entregues reformados à população. As obras visam reforçar a estrutura de atendimento na rede municipal de saúde pública de Rio Claro.

As 14 obras representam investimentos que ultrapassam R$ 4,6 milhões, incluindo recursos municipais e também estaduais e federais.

“São conquistas importantes para a população, que resultam de uma gestão que vem sendo feita com transparência e planejamento para atender as necessidades da comunidade, especialmente no setor de saúde”, observa o prefeito Gustavo, agradecendo o apoio da câmara municipal, que inclusive articulou com deputados emendas parlamentares. “Estes recursos estão sendo fundamentais para que as obras sejam realizadas”, acrescenta o prefeito.

As unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família são referência para a comunidade dos bairros. É lá que o paciente é acolhido e onde tem acesso a atendimentos médicos, de enfermagem, curativos, vacinação, atendimento odontológico, entre outros serviços. “O setor de atenção primária é parte essencial para a qualidade do setor de saúde e o município está investindo nisso”, observa Marco Aurélio Mestrinel, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Além das reformas, outra importante obra está em andamento em Rio Claro. A prefeitura está construindo no Cervezão, o Hospital Público Municipal, uma conquista histórica para a população, com investimentos de R$ 6,3 milhões.

Domingo trânsito será interditado na Rua 1 com a Avenida 24

Interdição é necessária para obras em rede de esgoto

Neste domingo (23) das 7h30 às 12 horas, o cruzamento da Avenida 24 com a Rua 1, na Vila Aparecida, estará com o trânsito interditado aos veículos.

A interdição é necessária para que a empresa BRK realize obras na rede de coleta de esgoto.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário pede aos motoristas que redobrem a atenção ao trafegarem por aquela região na manhã deste domingo.

Região de Rio Claro tem superávit de US$ 115,4 milhões no semestre

É o que revela estudo da Fiesp, baseado em dados das regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

No primeiro semestre de 2023, as exportações referentes à área da Diretoria do CIESP de Rio Claro, que também abrange os municípios de Araras, Leme, Santa Gertrudes, Corumbataí, Itirapina e Ipeúna, totalizaram US$ 300,8 milhões no período, com decréscimo de 60,9% na comparação interanual. As importações somaram US$ 185,5 milhões, o que significa queda de 10,1%. O superávit da balança comercial ficou em US$ 115,4 milhões.

Os itens mais exportados foram açúcares e produtos de confeitaria (13,9%), cerâmicos (13,8%) e preparações alimentícias diversas (11,7%). As importações concentraram-se em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (23,3%), plásticos e suas obras (12%) e produtos químicos orgânicos (9,6%). Os maiores destinos das exportações foram os Estados Unidos (15,1%), Argentina (13,4%) e México (8%). As compras tiveram como principais origens a China (28,8%), Estados Unidos (11,7%) e Itália (7,4%).

Rafael Cervone, presidente do CIESP, salienta que “a indústria, cujo avanço e fortalecimento temos defendido perante o governo, pode contribuir de modo cada vez mais significativo para ampliação das vendas internacionais, tanto em volume quanto pelo fato de incluir produtos de alto valor agregado na pauta de exportações”. Ele lembra, também, que a entidade presta assessoria na área do comércio exterior às empresas associadas. Para isso, basta entrar em contato com a Diretoria Regional ou com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3549-3232 ou e-mail: [email protected].

Estado reverte déficit

No primeiro semestre de 2023, a balança comercial do Estado de São Paulo registrou superávit de US$ 137 milhões, revertendo saldo negativo de US$ 2,29 bilhões em igual período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, as exportações paulistas foram de US$ 36,16 bilhões, com aumento de 1,5% ante os US$ 35,63 bilhões de 2022. As importações diminuíram de US$ 37,92 bilhões para US$ 36,02 bilhões, com recuo de 5%.

12º Chá Beneficente da Saúde acontece neste sábado (22) com “show de prêmios”

Evento tem início a partir das 14 horas, no salão São Pedro, no Cidade Nova

Acontece neste sábado, a partir das 14 horas, no salão São Pedro, da igreja matriz Nossa Senhora da Saúde, na Avenida 4-A, 244, no bairro Cidade Nova, em Rio Claro, mais uma edição de um tradicional evento da paróquia: o Chá Beneficente da Saúde.

CARDÁPIO

Com adesões custando o valor de R$ 50,00, o evento terá uma vasta opção de comes e bebes. Haverá patês e torradas, salgadinhos diversos, fritos e assados, lanches salgados, bolos, bolachinhas diversas, chás, chocolate quente e sucos.

A compra das adesões acontece na secretaria da paróquia. Informações podem ser conseguidas pelo telefone (19) 2111-5687. O evento, que antes recebia o nome Chá da Primavera, acontece pela décima segunda edição e é bastante aguardado pela comunidade.

De acordo com o Pe. Wanderley Calça, responsável pela paróquia, o momento é para lá de especial, com interação entre as pessoas, festividade e muita diversão.

“É um momento de muita alegria para todos nós, podermos nos reunir, aproveitar um delicioso chá, com tantas opções e também, claro, o nosso tão esperado Show de Prêmios, que acontece durante o chá”, finaliza.

ONG Artevida faz evento para reformas necessárias em prédio

Prédio localizado na Rua 15, 432, no Bonsucesso, precisa de reformas e Paella arrecadará verba necessária

Nascido através do sonho de amigas preocupadas com o futuro de crianças e suas famílias, o Núcleo Artevida foi fundado em 2004 realizando diversos projetos envolvendo menores da região do Bonsucesso. No ano de 2007, a instituição conseguiu realizar a compra de dois terrenos e em 2009 a mudança aconteceu.

“Começamos com um projeto envolvendo as crianças em atividades educacionais e usávamos os espaços que nos eram emprestados, com o passar dos anos compramos os terrenos e em 2009 mudamos para nossa sede com apenas três cômodos construídos”, conta Ana Maria Helmeister, voluntária do Artevida e uma das sócias-fundadoras.

O projeto atende atualmente 62 crianças de 6 a 15 anos, dos bairros Bonsucesso, Novo Jardim Wenzel e Bom Retiro no período contraescolar, em situação de vulnerabilidade, encaminhados pelo CRAS.

Reparos

A instituição existe há muitos anos e, segundo Ana Maria, algumas reformas tornaram-se fundamentais para a qualidade e segurança.

“É preciso realizar melhorias no prédio, na nossa estrutura que foi crescendo com o passar dos anos. Temos convênios com a prefeitura municipal e com o CMDCA e os valores recebidos são diretamente utilizados na compra de alimentos que são servidos para as crianças atendidas e também para o pagamentos dos funcionários que trabalham no espaço”, relata a sócia-fundadora.

A quem tiver interesse em ser voluntário do projeto ou contribuir de outra maneira, o contato é (19) 99281-4645.

Falta de medicamento de alto custo interrompe tratamento de menina de 12 anos

Mãe questiona e Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro e Estado se explicam

A reportagem do Jornal Cidade foi procurada por uma mãe que denunciou o descaso em relação à área da saúde e o descontentamento em ver o tratamento da filha Bárbara Monteiro Silva, de 12 anos, ser interrompido em razão da falta de um medicamento de alto custo.

“Minha filha foi diagnosticada com baixa estatura idiopática. Ela não produz o hormônio do crescimento, tanto é que tem 12 anos e apresenta a estatura de uma criança de oito anos. Em razão disso, ela precisa de um medicamento de alto custo chamado Somatropina. Acontece que desde o início do mês eu tenho ido na farmácia de alto custo de Rio Claro e a informação que recebo é que o medicamento está em falta. O valor dele é em torno de R$ 1.200,00 e, se e tivesse esse dinheiro, eu compraria, mas eu não tenho”, afirma a mãe Edneide da Costa Monteiro.

Procurada, a prefeitura de Rio Claro informou: “O medicamento em questão é fornecido pelo governo estadual, cabendo ao município a parte de logística de retirada em Piracicaba e entrega ao paciente aqui. Para que o município possa fazer a entrega do medicamento, é necessário que o mesmo seja providenciado pelo governo estadual, o que ainda não aconteceu. Tão logo o medicamento seja entregue ao município, será disponibilizado aos pacientes”.

A reportagem então fez contato com o governo do Estado, que por sua vez declarou: “A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF) do Estado de São Paulo informa que todas as farmácias de alto custo encontram-se abastecidas com o medicamento Somatropina 12UI. Em relação ao caso da paciente B.M.S.,o medicamento está disponível na Farmácia de Medicamento Especializado (FME) de Piracicaba, unidade referenciada para o município de Rio Claro, em que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) deve retirar, por malote, para dispensar à paciente”.

Diante do impasse, o Jornal Cidade novamente fez contato com a prefeitura de Rio Claro para entender se tinha ocorrido algum problema com a logística. Desta vez uma data para a chegada do medicamento foi repassada: “O município foi informado na quinta-feira (20) que a medicação havia chegado em Piracicaba. A retirada dos medicamentos fornecidos pelo governo estadual por meio do programa de alto custo é feita por equipe da Fundação Municipal de Saúde semanalmente, seguindo calendário definido pela regional de saúde. A próxima data estabelecida ao município para essa retirada é a próxima terça-feira, em expediente que costuma durar o dia todo. Deste modo, o medicamento estará disponível aos pacientes em Rio Claro na quarta-feira (26)”.

Copa do Mundo Feminina: bancos abrem uma hora mais tarde na segunda (24)

Agências abrirão uma hora mais tarde quando jogos puderem impactar o atendimento ao público, flexibilizando horário como acontece no mundial masculino

Em razão do elevado interesse pela Copa do Mundo de Futebol Feminino, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que os bancos terão horário especial de atendimento presencial ao público nas agências, abrindo uma hora mais tarde, nos dias de jogos da seleção brasileira que se iniciarem as 8 horas. Quando os jogos forem realizados mais cedo, sem impacto, portanto, no horário normal de funcionamento das agências bancárias, não haverá necessidade de alteração do expediente. Cada banco adotará política própria para os colaboradores que não trabalham em agências. A flexibilização segue política já adotada durante jogos da Copa do Mundo masculina.

A decisão está de acordo com a Resolução nº 4.880, de 23 de dezembro de 2020, do Conselho Monetário Nacional, que autoriza as instituições financeiras a estabelecer o horário de atendimento ao público em suas dependências.

Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e mobile banking, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição, a seu critério.

“Os meios eletrônicos são uma alternativa prática e extremamente segura e oferecem praticamente a totalidade das transações financeiras do sistema bancário. Internet banking, mobile banking e caixas eletrônicos podem ser utilizados para pagamento de contas, checagem de saldo e extrato e transferências, entre outros serviços”, ressalta o diretor-adjunto de Serviços da FEBRABAN, Walter Faria.

Confira abaixo o horário diferenciado de expediente bancário nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina:

Nos jogos com horário previsto às 8 horas (de Brasília)

  • Nos Estados com horário igual ao horário de Brasília, o atendimento ao público será das 11h às 17h.
  • Nos Estados com diferença de 1h em relação ao horário de Brasília, o atendimento ao público será das 10h às 16h.
  • Nos Estados com diferença de 2h em relação ao horário de Brasília: das 9h às 15h.
  • Nas agências em Fernando de Noronha (1h antes do horário de Brasília): das 12h às 18h.
Jornal Cidade RC
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