A Associação Comercial e Industrial de Rio Claro (Acirc) está questionando a articulação do projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal para liberar a instalação de ambulantes na região central do município. Conforme o Jornal Cidade revelou na sexta-feira (11), a proposta quer autorizar esse tipo de comércio no quadrilátero central, no qual hoje é proibido. No texto dos vereadores, os ambulantes funcionariam em horário alternativo ao comércio tradicional.
“A Acirc compreende que a presença de ‘ambulantes’ na grande área central poderá prejudicar aqueles que são estabelecidos e têm portas abertas. Isso poderá ocasionar uma disputa injusta, se comparar os custos de cada um. As empresas estabelecidas são fiscalizadas, pagam muitos impostos, geram emprego e renda e ainda são assaltadas ou são assediadas por pedintes”, afirma o presidente da entidade, Antonio Carlos Beltrame.
De acordo com o representante dos comerciantes, a Acirc não se coloca contra o trabalho dos ambulantes, mas sim pelo fato de que “tem que haver paridade nas obrigações. Outro detalhe que preocupa é se a lei será de fato cumprida. Quem vai fiscalizar as irregularidades, afinal temos leis que não são cumpridas. Outro detalhe importante é que essa lei já foi alterada para os ambulantes ocuparem praças públicas, já não é suficiente?”, questiona.
Entenda
Os vereadores querem permitir que sejam autorizados novos comércios ambulantes (carrinhos de lanche, food trucks, etc.) no chamado quadrilátero central, entre a Rua 1 e a Rua 7, e da Avenida 7 até a Avenida 12, em horário diferente do comércio tradicional.
Além de permitir a instalação dos ambulantes neste trecho, os mesmos poderão executar as atividades das 18h à meia-noite de segunda a sexta-feira, aos sábados das 15h à meia-noite, e aos domingos e feriados das 9h à meia-noite. Para algum outro horário vai se requerer autorização expressa com pedido de protocolo individual.
Quanto a esses ambulantes no Centro, os equipamentos deverão ser retirados diariamente ao final do expediente. Caso contrário, serão multados e terão os materiais apreendidos. Quando ocorrer de o comércio em geral (lojas) estar em horário especial, os ambulantes serão obrigatoriamente transferidos para o Jardim Público ou Praça da Liberdade.
Considerada um dos bairros mais agradáveis para se viver na Cidade Azul, a Vila Paulista tem muita história! De acordo com uma agenda publicada pelo Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, reunindo depoimentos de moradores de diversos bairros da cidade, a Vila Paulista nasceu em 1887, após a linha férrea.
Ainda segundo a publicação, que possui informações dadas por José Paoli, Sylvio Andreozzy, Roberto Copriva e José Antônio, o loteamento do local foi feito pela Companhia Paulista, daí o nome Vila Paulista. As ruas do bairro não eram calçadas, mal demarcadas, com muitos eucaliptos. Seus primeiros moradores foram imigrantes alemães e italianos. A igreja de Santa Antônio sempre foi referência.
Seu comércio era formado por empórios que vendiam de tudo um pouco para a população que ali vivia. O bairro recebeu o apelido de “Vila das Cabras”, por conta de diversas criações do animal nos sítios ali localizados. A única interligação da Vila Paulista com o restante da cidade era a Rua P-7, onde se encontrava também a antiga portaria do então Horto Florestal.
O bairro cresceu com a chegada de uma grande fábrica têxtil. Chegou também a luz elétrica e atraiu ainda mais indústrias que transformaram a vida daquela região.
Hoje o bairro ocupa uma posição privilegiada na cidade, além de estar ao lado da Floresta Estadual “Edmundo Navarro de Andrade”, tem sido morada de muitas novas famílias que encontraram na localidade muito espaço para ser feliz!
Moradora do bairro há cerca de 30 anos, Lucimeire Aparecida da Silva fala um pouco sobre sua relação com a Vila Paulista.
“A gente gosta muito daqui, é um bairro gostoso para morar. Eu vim de São Paulo quando minha filha tinha sete anos e foram todos criados aqui. Recentemente mais comércios estão chegando por aqui, antigamente não tinha nada, agora temos mais praticidade com mercado, padaria, agropecuária, melhorou bastante na minha opinião”, diz.
A moradora Lucimeire Silva ao lado de sua filha Leila Silva, também moradora do bairro
Ivo De Domênico é empresário na Cidade Azul, mora na Vila Paulista há poucos anos, mas sua história com a região é antiga.
“Minha relação com a Vila Paulista vem há bastante tempo, minha família foi praticamente estabelecida lá, meu avô tinha cerâmica no bairro. Agora estou morando por lá faz cerca de seis meses, em um dos empreendimentos lançados, e é muito bom”, relata o empresário.
Para Domênico, a Vila Paulista é um bairro que vem sendo redescoberto pelo rio-clarense.
“É um bairro supertradicional, pacífico e muito bem localizado. Estamos conectados a uma das principais vias de acesso da cidade, a Avenida 29, e é praticamente na região central, temos o Shopping também no bairro, sem falar dos privilégios de poder morar próximo a uma floresta estadual. É um bairro que vem recebendo novos empreendimentos, mudanças, chegada de novos comércios e precisa ser reestilizada, é uma localidade com um grande futuro”, pontua.
Ivo De Domênico é morador do bairro há cerca de seis meses, mas sempre teve uma ligação muito forte com a Vila Paulista
Enxergando um grande potencial na região, Ricardo Ferrari, diretor da Rino Imóveis, explica que há alguns anos os olhares estão voltados para o bairro, que cresce a cada dia.
“Há uns três anos mais ou menos, percebemos alguns vazios urbanos por aqui que poderiam receber investimentos. E temos um carinho especial pelo bairro, que é tradicional, um dos mais antigos de Rio Claro e percebemos a vocação dele para condomínios horizontais. Com isso, estamos indo para o quarto empreendimento, dois são lançamentos e temos dois entregues, percebemos uma transformação, novas casas, comércios vindos para essa região. E claro, a facilidade do bairro, estamos praticamente dentro da Feena, temos um ar puro, pela manhã chegamos a sentir o cheiro do eucalipto. Sem falar na locomoção, que se torna bastante ágil, já que estamos colados na Avenida 29 e praticamente a dois minutos do Shopping e cinco do Centro”, fala Ferrari.
Ricardo Ferrari é diretor da Rino Imóveis e investe na Vila Paulista
Paulo Paoli, ex-vereador de Rio Claro e personalidade conhecida no município, mas ainda mais na Vila Paulista. Morando no local durante toda sua vida, o empresário fala sobre o que mais gosta no bairro que defende com tanto carinho e respeito.
“Nasci neste bairro e moro aqui até hoje, são dezenas de anos e fico muito feliz em ver praticamente 100% da minha família por aqui ainda. Morar aqui é uma tranquilidade, é um bairro de amigos, temos fácil acesso às pessoas, locais que frequentamos, onde chegamos encontramos amigos. Muito gostoso, quase não vemos notícias policiais, que agora começou a ganhar uma nova vida, mas é uma maravilha morar na Vila Paulista”, fala Paoli.
Sobre o progresso que toma conta do bairro, Paoli aponta diversas melhorias.
“Temos a creche “Francesco Paoli”, que foi uma obra minha, uma solicitação minha, concluída pelo atual prefeito na época. Temos também condomínios que chegaram há pouco tempo, assim como os novos que estão sendo feitos. Vemos o bairro crescer e crescer muito. Temos poucos terrenos grandes, e as melhorias continuam chegando, que felicidade poder acompanhar tudo isso”, finaliza o ex-vereador de Rio Claro e morador do bairro há décadas.
Paulo Paoli foi vereador de Rio Claro e mora no bairro há décadas
Este domingo, Dia dos Pais, se torna uma data marcante para Daniel Rocha Braz. O rio-clarense que ficou conhecido no Brasil todo pela história que tem enfrentado finalmente conseguiu conquistar a casa própria para morar com os cinco filhos adotivos.
Daniel e o companheiro Jhonatan Wiliantan da Silva, que faleceu aos 29 anos no dia 4 de março deste ano, participaram do quadro “The Wall” do programa Domingão com Huck com o objetivo de conquistar uma quantia para comprar a casa própria. Quando a gravação foi ao ar, Jhonatan tinha falecido havia pouco tempo.
A quantia esperada não veio, porém uma corrente do bem tomou conta das redes sociais e Daniel conseguiu o valor para comprar o imóvel.
A oficialização e a assinatura do contrato aconteceram essa semana e, ao lado dos cinco filhos adotivos, ele falou ao Jornal Cidade sobre o momento: “É um misto de realização e saudade. Tenho certeza de que o Jhonatan está feliz e orgulhoso do que conquistamos. Porque essa casa é dele também. Quando assinei o contrato era como se a mão dele estivesse junto com a minha”, afirma.
O imóvel conta com três quartos, garagem e todo o espaço necessário para acolher os filhos João Miguel, Yarah, Harry, Wendel e Douglas: ”É com muito orgulho que eu anuncio que a casa está quitada. Foi paga à vista. Não terei mas todo o mês a preocupação com o aluguel e esse dinheiro agora será usado para outras despesas diárias. Agradeço demais a todos que colaboraram, torceram e oraram pela nossa família”.
Daniel atualmente está trabalhando como enfermeiro em uma unidade de pronto-atendimento em Piracicaba. Ele conta também com uma babá e uma rede de apoio para seguir em frente depois do duro golpe com a perda precoce do seu braço direito e companheiro: “É estranho dizer isso, mas o luto que as pessoas que perdem entes queridos têm eu não tive tempo de viver. Tive que me manter em pé pelas crianças e pelo amor que tenho por elas. Logo no início fiquei apreensivo, porque os cinco estavam no nome do Jhonatan, mas graças à minha advogada hoje tenho já a guarda provisória deles apenas aguardando a definitiva. Irei continuar honrando o nome do Jhonatan e da família linda que construímos e de certa forma sei que ele está comigo, me apoiando e me dando forças”.
A mudança para a nova casa vai acontecer em breve, pois será preciso organizar toda a mudança, arrumar o quarto das crianças e ajustar alguns últimos detalhes: “Sem dúvida é o melhor presente que eu poderia receber neste Dia dos Pais”, finalizou.
A história
Com uma relação sólida havia oito anos, em 2022, Daniel e Jhonatan adotaram cinco irmãos para não separá-los. A nobre atitude ganhou o cenário nacional. Em março de 2023, repentinamente e pegando a todos de surpresa, Jhonatan faleceu e Daniel se viu diante do maior desafio da vida: seguir em frente com as crianças.
A reportagem do Jornal Cidade conversou com Wiley Reis, mãe da criança de sete anos que está internada com o diagnóstico positivo de febre maculosa. No relato, a mãe falou sobre estado de saúde do filho e questionou os atendimentos que recebeu tanto na UPA da 29, quanto no Cervezão. Atualmente o menino está internado na UTI da Santa Casa de Rio Claro. No hospital, a mãe afirma que tem recebido todo o suporte no delicado momento.
JC: Quando a criança começou a apresentar os primeiros sintomas?
Mãe: “No dia 24 de julho ele começou a apresentar algumas marquinhas como se fossem picadas no braço. Parecia uma alergia e passou a reclamar de dores na perna. Teve febre acima de 39 graus. No dia seguinte, 25 de julho, uma terça-feira, procurei a UPA da 29 e a médica solicitou exames de sangue e urina. Tomou soro com dipirona e foi liberado. Em casa já, a febre voltou. No dia seguinte com mais dores e febre acima dos 40 graus retornei à UPA da 29 e questionei se não poderia ser dengue ou febre maculosa, mas o profissional me disse que era algo viral, para eu não me preocupar. Me repassou novos medicamentos, antialérgico e liberou o meu filho. Vendo que ele não estava bem ao sair da UPA da 29, fui até a UPA do Cervezão e a médica o avaliou e disse que ia tratar como febre maculosa o caso, me deu uma receita e disse que o tratamento ia ser em casa. Ao sair de lá fui até a farmácia, mas a receita estava sem assinatura e não me venderam. Voltei novamente à UPA do Cervezão e nisso tinha acontecido a troca de plantão. Aguardei mais uma hora para ser atendida por uma outra médica. Já era noite e eu desde manhã tentando resolver isso com meu filho passando mal. Quando essa outra médica nos atendeu afirmou que não era febre maculosa e o que o meu filho tinha era a doença ‘pé-mão-boca’, mudando o tratamento. Afirmou que ela era pediatra e que até domingo, no caso dia 30, meu filho já ia estar melhor”.
JC: Como foram os dias seguintes?
Mãe: “Na quinta, 27 de julho, ele passou o dia febril e eu dando o remédio para febre em casa. Na sexta o avô dele foi internado e na madrugada já morreu. Aquilo me acendeu mais uma alerta que poderia ser febre maculosa, mas como a pediatra tinha me dito que era ‘pé-mão-boca’, eu estava tratando como ela me orientou. Já no domingo, dia em que a médica me disse que meu filho estaria melhor, foi quando o quadro se agravou. Ele passou a reclamar de dor no coração e eu corri novamente para a UPA do Cervezão. Ele deu entrada com os batimentos cardíacos muito acelerados e imediatamente foi colocado no soro. Neste momento apareceram mais inúmeras pintinhas no braço dele e os exames feitos nele na hora deram extremamente alterados, o que levou ao pedido de internação na Santa Casa. No dia 31 de julho ele já estava na UTI e desde então segue no mesmo local”.
JC: Você afirma então que foi uma semana sem o tratamento adequado?
Mãe: “Exatamente. Foram duas passagens pela UPA da 29 mais duas pela UPA do Cervezão com diferentes profissionais, onde cada um me disse uma coisa. Em várias oportunidades eu questionei sobre dengue, febre maculosa. Sabemos que o quanto antes o tratamento se inicia é melhor. Meu filho foi medicado com remédio para febre e antialérgicos. Somente quando o quadro ficou muito grave, que houve a morte do avô e que meu filho internou, é que passaram a olhar com mais atenção. Não houve entendimento e essa negligência agravou a situação, tanto é que ele segue na UTI, sedado e intubado”.
O que diz a Fundação Municipal de Saúde
Confira a nota enviada ao JC: “Em relação ao ocorrido, a Fundação Municipal de Saúde está acompanhando o caso desde o seu início, tanto que o diagnóstico de febre maculosa só foi possível pela insistência que a Vigilância Epidemiológica teve para esclarecer o caso. Em relação a este ocorrido, a Fundação está levantando todos os atendimentos realizados em suas unidades para, de fato, apurar com toda a serenidade e rigor se, em algum momento, houve conduta fora dos protocolos que o caso necessitava. A Fundação está empenhada para, com transparência, avaliar o ocorrido. É importante também salientar que a febre maculosa pode ser muito grave e fatal e, por isso, a Fundação precisa da colaboração da população em respeitar as normas de cuidados que a Vigilância Epidemiológica, em conjunto com os demais profissionais da Saúde, determinou para que não haja a contaminação de mais pessoas. A Fundação salienta ainda que nas UPAs há um protocolo de atendimento, elaborado por profissionais especialistas, direcionado aos casos suspeitos. Além disso, a Fundação também tomou o cuidado preventivo de junto ao DRS aumentar seu estoque da medicação ideal para o tratamento desta doença, se tivermos novos casos. Neste momento, a Fundação está acompanhando o caso do paciente internado e é solidária com os familiares”.
Munícipe de 85 anos não teve acesso a remédio de alto custo
Aos 85 anos, o morador do bairro Jardim América, João Paulo da Silva, foi diagnosticado com osteoporose e osteoartrose e a indicação médica é para que ele faça um tratamento com o medicamento Denosumabe (Prolia), que tem um alto custo e pode variar de R$ 800,00 a R$ 1.000,00 ou até mais.
O idoso procurou então o Dispensário de Medicamentos da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro que fica na Avenida 2 e fez todo o processo burocrático na certeza de conseguir o remédio, mas foi informado de que Rio Claro não dispunha do mesmo, sendo então orientado a formalizar o pedido em Piracicaba.
Na cidade vizinha também não conseguiu e fez contato com o Jornal Cidade que encaminhou a demanda para a Secretaria Estadual de Saúde que, após analisar os dados do munícipe, informou que: “o medicamento Denosumabe (Prolia) não pertence ao rol de componentes fornecidos pela assistência farmacêutica estadual”.
“Além de certa burocracia para realizar atendimento aos contribuintes necessitados, a administração pública poderia ter tornado o processo menos sofrido, me repassando a informação correta e não me encaminhando até Piracicaba. Por fim, lamentável a resposta do Estado. A saúde é direito de todos e dever do Estado. Está no artigo 196 da Constituição Federal”, afirmou o idoso.
Agências bancárias poderão ser multadas caso não cumpram uma série de determinações em discussão no Poder Legislativo
Volta para o plenário da Câmara Municipal, na próxima segunda-feira (14), o projeto de lei de autoria do vereador Diego Gonzales (PSD) que cobra de agências bancárias e casas lotéricas estrutura mínima para atendimento aos clientes que ficam em filas externas. O texto já foi aprovado em primeiro turno na última semana e volta para a segunda e última votação. Caso seja novamente aprovado, seguirá para sanção do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD).
A proposta do vereador passa a obrigar os estabelecimentos a disponibilizar uma estrutura àqueles clientes que estão aguardando atendimento na área externa. Caso a lei seja aprovada, os bancos e lotéricas deverão oferecer tenda ou cobertura de proteção à ação ambiental (sol e chuva) na área de recuo em que a agência está localizada.
“A disponibilização de acesso adequado, cadeiras para espera de atendimento, sobretudo de idosos, deficientes, gestantes e mulheres com crianças de colo, respeitando-se o distanciamento mínimo”, prevê o texto. As agências bancárias e casas lotéricas deverão dispor de funcionários identificados para cuidar da organização da fila externa e dos protocolos de segurança. Caso não cumpram com a lei, uma multa de 300 UFMRC será aplicada. O valor corresponde a quase R$ 1,2 mil.
No ano passado, o Poder Legislativo já havia provocado outra pressão sobre atendimento aos clientes. Com atualização de uma lei do ano de 2005, aumentou o valor das multas aplicadas pela demora nas filas e passou a obrigar as empresas financeiras a instalarem placas informando que o estabelecimento está obrigado a proceder o atendimento de seus usuários e clientes no prazo de 15 minutos em dias normais e em até 30 minutos na véspera e no dia subsequente aos feriados prolongados e dias de pico no serviço bancário, sob pena de multa.
Outra mudança estabelecida foi obrigar as agências bancárias a não impedir a entrada de pessoas sob o pretexto de aglomeração, devendo dispor de pessoas suficientes ao atendimento e organização dentro da agência sob pena de suspensão do alvará de funcionamento pelo período de um mês.
Para que os dois clubes de futebol profissional da cidade tenham condições de atender as exigências da Federação Paulista de Futebol (FPF) em campeonatos da série A-2, a prefeitura de Rio Claro está realizando obras de ampliação das arquibancadas em um dos dois estádios municipais.
A ampliação está sendo feita no Estádio Municipal Augusto Schmidt Filho, construído pela prefeitura há mais de 50 anos, e inaugurado em janeiro de 1973 num jogo entre Rio Claro FC e Corinthians.
O secretário municipal de Esportes, Yves Carbinatti, lembra que a federação paulista exige estádio com capacidade mínima de 8.000 lugares para jogos da série A-2. “A cidade de Rio Claro finalmente terá um estádio assim, que atende a exigência, sem precisar montar aquelas arquibancadas tubulares”, afirma.
As obras já foram iniciadas e terão um custo superior a R$ 660 mil, sendo R$ 500 mil de emenda parlamentar do deputado Olim e R$ 164 mil da prefeitura.
O estádio municipal Schmidtão passará de 6.200 lugares para mais de 8.000 lugares. “É um investimento relevante para o esporte rio-clarense, que tem tradição centenária no futebol profissional”, ressalta o prefeito Gustavo.
O outro estádio municipal é o Benito Agnelo Castellano, construído pelo Velo Clube e inaugurado em 1972, numa partida contra o Palmeiras. Em 2008, a prefeitura desapropriou o estádio Benitão que passou a ser patrimônio do município.
Produção está em desenvolvimento com grupo de haitianos de Rio Claro
O cineasta Rogério Borges, roteirista e diretor dos filmes em circulação “Lugar de Ladson” e “Arrimo”, está trabalhando em seu novo projeto: “Caminhos Haiti-Rio Claro”. O projeto é um filme documentário interativo, no qual o espectador define os caminhos que a obra deve percorrer, numa espécie de game digital, podendo escolher qual personagem haitiano acompanha, conhecendo sua história e os bairros da periferia de Rio Claro.
O cineasta Rogério Borges produz um filme documentário interativo, no qual o espectador define os caminhos da obra
Nos encontros com a comunidade, diversos problemas foram relatados, a começar pela dificuldade do idioma, assim que chegam aqui, mas com principal destaque para o desemprego entre a comunidade, que conta com moradores do Cervezão, São Miguel, Jardim Novo I, Bonsucesso, Jardim Independência, Cidade Nova, entre outros.
O grupo de haitianos participantes no projeto é composto por Junal Deronsle, Boyer Milfort, Jacsonne Pierre, Widson Jacques, Santa Odelus e Cledonor Penor
Para Borges: “São histórias que precisam ser contadas, são pessoas que vivem aqui e constroem essa cidade, e muitas vezes têm dificuldades de acesso e inserção na sociedade local. Penso que um filme interativo é uma maneira de trazer o espectador para viver junto um dia na vida de cada pessoa/personagem, criando elos culturais e comunitários, reconhecendo existências e subjetividades, de modo que desperte a empatia, algo que o cinema faz de melhor”.
O diretor pretende formar uma equipe através de uma oficina específica para os haitianos, de modo que participem da criação de suas narrativas, ao mesmo tempo em que façam uma formação técnica em audiovisual, abrindo novas oportunidades. Além do diretor e dos haitianos, a equipe conta com a artista local e estudante de Geografia da Unesp, Ashley Kauany, e a produtora rio-clarense Bruna Epiphanio.
Início da noite de ontem foi marcada pela mudança no tempo. Defesa Civil registrou a queda de duas árvores
Depois de uma tarde de sexta-feira (11) de muito calor e céu azul, o início da noite foi marcado por uma mudança brusca com a chegada de uma ventania que levantou muita poeira por toda a cidade de Rio Claro.
Quem estava a pé pelas ruas e avenidas se assustou e teve que proteger olhos e boca. De acordo com a Defesa Civil, por volta das 18h, a medição do vento na região do Bairro do Estádio chegou a 30,6 km/h.
Duas quedas de árvores foram registradas: uma na região da Vila Aparecida e outra na Vila Paulista.
A mínima registrada ontem foi de 17,7 graus e a máxima chegou a 34,3 graus.
Para hoje, sábado (12), o tempo segue seco e, no domingo, dia 13, uma nova frente fria deve se aproximar do litoral paulista. Não há, para Rio Claro, previsão de chuvas neste fim de semana, de acordo com a análise feita pelo Ceapla/Unesp/Prefeitura de Rio Claro. No entanto, a partir de segunda-feira, dia 14, pode chover em boa parte do Estado de São Paulo, principalmente em nossa região, mesmo sendo um volume aquém do esperado, informa o técnico Carlo Burigo.
Cuidados tempo seco
Com a umidade do ar baixa é importante beber bastante água e evitar banhos muito quentes que possam ressecar a pele. O uso de hidratantes também é indicado. Aposte em uma alimentação saudável e se possível umidifique os ambientes (pode ser com toalhas úmidas ou até mesmo baldes com água no quarto e sala).
A Caixa Econômica Federal sorteia, na noite deste sábado (12), no Espaço da Sorte, em São Paulo, as dezenas premiadas do Concurso 2.620 da Mega-Sena.
As apostas podem ser feitas até as 19h de hoje, tanto nas casas lotéricas de todo o Brasil quanto pela internet no site das loterias Caixa. O sorteio será às 20h, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Caixa.
A aposta simples, com a marcação de seis números, custa R$ 5.
O prêmio está acumulado e é estimado em R$ 115 milhões.
Cetesb orienta população a denunciar situação envolvendo a disseminação do mau cheiro e prováveis causas do problema
O constante mau cheiro registrado na atmosfera de Rio Claro ao longo desta semana tem gerado desconforto a milhares de moradores da cidade. A reportagem do JC recebeu várias reclamações envolvendo a percepção dos munícipes sobre o fato. O odor que tem se disseminado pelo ar tem sido registrado em dezenas de bairros.
Ontem (11), leitores de locais como Jardim Village, Jardim das Palmeiras, Distrito Industrial, Jardim Portugal, Bela Vista, Cidade Jardim, Jardim Conduta, Jardim Itapuã, Vila Saibreiro, Jardim Floridiana, Arco-Íris, entre outros, se queixaram sobre a questão que vem incomodando desde o começo da semana.
O Jornal Cidade procurou a Defesa Civil de Rio Claro para averiguar se houve algum tipo de reclamação registrada pelo departamento. Segundo o diretor Danilo de Almeida, nenhuma queixa foi apresentada no telefone 199.
Foi levantada a suspeita de que o mau cheiro tem sido causado por produtos químicos ou por intervenções em canaviais do município, como restilo de cana-de-açúcar. Desta forma, a reportagem questionou a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que também não recebeu reclamações. No entanto, fez orientações.
“Até o momento, a Cetesb não recebeu nenhuma reclamação sobre este assunto. Caso a situação persista, a população deve ligar no Disque Cetesb 0800-011-3560 e escolher a opção 7, para que haja uma ação imediata feita pela equipe que estará de plantão na Agência Ambiental de Piracicaba. Se possível, informar a provável fonte. As condições meteorológicas dos últimos dias, com baixíssima umidade relativa do ar, podem estar associadas a este desconforto”, finaliza.
Elizabeth dos Santos Christofoletti – 75 anos. Faleceu dia 10, às 22h00, nesta cidade. Deixou viúvo José Roberto Christofoletti, os filhos Elaine e Bruno. Foi sepultada no Crematório Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).
Ercilia Rodrigues Donda – 77 anos. Faleceu dia 10, às 20h50, nesta cidade. Deixou viúvo Alirio Donda, as filhas Sonia c/c Antonio, Nilva c/c Laercio, a neta Susan Fernanda c/c Tiago, e a bisneta Sophia Vitoria. Foi sepultada no Cemitério Evangélico (Funerária João de Campos).
Francisco Andrade Lopes, Chico Bonfim – 96 anos. Faleceu dia 9, às 08h41, nesta cidade. Deixou viúva Maria José Oliveira Lopes, os filhos Francisco Lucio, Antonia c/c Aparecido, Francisco c/c Aurea, Expedito, João c/c Geralda, Milton, Edilson, Francisco c/c Fernanda, Luzanira c/c Luiz, Maria, Maria c/c Cristiano, Adriano c/c Vanessa, Adriana c/c Marcelo, Antonia Patricia c/c Edivan, vários netos e bisnetos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).
Lucia Helena Cezario – 49 anos. Faleceu dia 11 nesta cidade. Deixou os filhos Viviane e João. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim.
Marcio José Batista, Timaia – 42 anos. Faleceu dia 9, às 02h20, nesta cidade. Deixou a filha Thifany Victória, irmãos, cunhado e sobrinhos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).
Nair Nardini Peruchi – 94 anos. Faleceu dia 9, às 22h10, em Limeira. Era viúva de Batista Peruchi, deixou os filhos Alairce viúva de Valdemir, Vilma c/c Claudemir, Rosa Maria, Antonio Francisco (falecido), 9 netos e 9 bisnetos. Foi sepultada no Cemitério Municipal Cascalho, em Cordeirópolis (Funerária João de Campos).
Virginia Rigato Scarparo – 73 anos. Faleceu dia 10, às 13h40, nesta cidade. Deixou viúvo Valdir Scarparo, os filhos Marcia c/c Devair, Marcos c/c Edilaine, e 3 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista (Funerária João de Campos).