No início da noite deste domingo (3) foi encontrado corpo de um homem negro na antiga estrada com acesso ao município de Araras, na zona rural de Rio Claro.
Segundo primeiras informações, as viaturas da Guarda Municipal e da Polícia Civil já estão no local. A causa da morte seria homicídio.
A estrada está parcialmente interditada para o trabalho da Polícia Científica.
FORÇA TÁTICA
Na tarde de sábado (2), a equipe da Força Tática prendeu dois indivíduos acusados de matarem e atearem fogo no corpo de um homem de 50 anos. A dupla assumiu o crime e indicou o local onde deixaram a vítima.
Novas informações serão atualizadas em breve aqui no site do Jornal Cidade. As matérias na íntegra você confere na edição impressa do JC desta terça-feira (5).
Ferrugem atinge a estrutura metálica que forma a base para a colocação do teto
A s obras de ampliação da escola Hamilton Prado, na Rua 14, Vila Olinda, que atende alunos de ciclo I, seguem abandonadas. A situação do projeto se arrasta há seis anos, com o comprometimento do que foi construído inicialmente, como o avanço da ferrugem na estrutura metálica que forma a base para a colocação do teto, bem como o mato que rompe os pisos assentados. Além de anfiteatro, nova cozinha e refeitório, as melhorias vão contemplar a quadra da unidade de ensino.
A prefeitura informa que está preparando o edital de licitação para a retomada das obras de ampliação da unidade escolar. O edital deve ser publicado em breve. A estimativa inicial é de investimento em torno de R$ 1 milhão para concluir as obras. “É importante esclarecer que houve uma licitação, feita na administração 2005-2008, para obra de ampliação da escola. A empresa iniciou as obras em 2008 e não conseguiu concluir o serviço”, esclarece a administração.
Com a desistência da empresa, o atual governo municipal precisou fazer um levantamento técnico de tudo o que estava previsto naquele contrato e não foi realizado pela empresa contratada pela administração da época. “Novas planilhas tiveram que ser feitas e novo projeto teve que ser contratado, em uma série de procedimentos muito detalhados e demorados. Agora, com essas etapas concluídas, a prefeitura fará concorrência pública para contratar a empresa que terminará as obras na escola Hamilton Prado”, reforça em nota.
Por meio de requerimento, o vereador Júlio Lopes reivindica à prefeitura a retomada e a conclusão dos trabalhos. Conforme avalia, a obra é importante para atender a crescente demanda naquela região. “A escola Hamilton Prado atende região da cidade que cresce a cada dia. Para exemplificar a situação, basta lembrar que a prefeitura construiu mais de 400 apartamentos na Rua Jacutinga”, observa o vereador.
Além disso, prevê mais gastos para recuperar o que já foi construído com a retomada dos trabalhos. “O que se vê nesta escola é que o dinheiro público está sendo jogado fora. Isso mesmo, todo o serviço feito até o momento não vai valer para nada quando a obra for retomada. O piso, as estruturas metálicas do teto e das janelas e o próprio piso estão totalmente deteriorados com a ação do tempo”, conclui o parlamentar.
Rede
Atualmente, 55 escolas compõem a rede municipal de ensino em Rio Claro, com mais de 19 mil alunos atendidos. Segundo a titular da pasta, Heloísa do Carmo, a atual administração vem investindo não apenas na ampliação da estrutura física da rede municipal, criando mais vagas, mas, também, trabalhando pela qualidade crescente do ensino público. “É uma ação contínua que envolve dirigentes, professores, funcionários e as famílias de nossos alunos”, comenta a secretária.
Operários trabalham na construção de adutora no bairro Cidade Nova, em Rio Claro (foto divulgação)
Em tempos de crise hídrica, o investimento na redução do consumo e combate às perdas tem sido o encontrado pelas prefeituras para evitar o racionamento. Os municípios têm implementado ações e investido em melhorias na infraestrutura para diminuir os índices de perda d’água.
A Prefeitura de Ipeúna assinou, no último dia 24, contrato para adesão ao Plano Diretor de Combate às Perdas de Água, que vai beneficiar 14 cidades que fazem parte da Bacia PCJ – Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Uma empresa foi contratada para avaliar a situação do município com relação ao desperdício e apresentar um diagnóstico que permita que o governo municipal tome medidas para diminuir as perdas de água. O relatório deve ficar pronto em oito meses.
O prefeito de Ipeúna, Ildebran Prata, considera reduzir as perdas de água um desafio porque elas comprometem os sistemas públicos de abastecimento. No caso de Ipeúna, o prefeito informa que as perdas estão “relacionadas com as redes de amianto, que são antigas e ultrapassadas”.
Segundo ele, as ferramentas gerenciais que serão obtidas com o plano serão fundamentais na busca de recursos para otimizar o sistema de abastecimento, aumentar a eficiência operacional e melhorar o atendimento à população. O índice de perdas na cidade é de 35,62%.
Em Rio Claro, o índice de perdas é de 35%. O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) vem tomando medidas para reduzir esse percentual. Uma delas é a substituição das comportas das Estações de Tratamento de Água (ETA) 1 e 2 e revestimento da central de distribuição da ETA 2. Além disso, o Daae substituiu a tubulação de cerca de 100 mil metros de rede de abastecimento. Também, houve investimento para a construção de sete reservatórios elevados e da barragem no rio Corumbataí.
O Daae elenca, ainda, a “recuperação e reativação do reservatório elevado de concreto da Vila Martins, que ficou desativado por cerca de 25 anos; implantação do monitoramento do nível dos reservatórios de água; início do processo de setorização e macro medição do sistema de abastecimento; troca e implantação de novos hidrômetros; implantação de mais de 24 quilômetros de novas adutoras; e ampliação da ETA 2”.
Segundo o Daae, muitas destas obras “já foram realizadas e outras estão em fase final de implantação”. Além disso, a autarquia ressalta que faz constantemente a manutenção corretiva e preventiva do sistema.
Em Santa Gertrudes, o índice de perdas caiu pela metade em três anos. De acordo com a Odebrecht Ambiental, que administra o sistema, as perdas eram de 50% quando a concessionária assumiu o serviço em 2011. Hoje, o percentual caiu para menos de 26%, um dos menores da região.
A empresa afirma que o trabalho para redução das perdas é contínuo e envolve várias ações, como agilizar o atendimento e correção de vazamentos que é feito em, no máximo, 2h45. Houve planejamento de investimentos para realização de trocas de rede completas, trocas de hidrômetro, setorização ou automação.
“As medidas preventivas praticadas pela Odebrecht Ambiental em Santa Gertrudes passam por investimentos em automação de todo o sistema de produção, reservação e distribuição de água, controle de bombeamentos com equipamentos eletrônicos, capacitação técnica das equipes, programas de caça-vazamentos, trocas de extensões completas de redes, uso de materiais de alta qualidade em redes e ligações, vistorias residenciais, dentre várias outras medidas”, explica a concessionária.
A empresa, também, conseguiu resultado positivo em Limeira com relação a perdas de água tratada. A cidade tem um dos menores índices de perdas do país: cerca de 15%. Na década de 1990, esse percentual era superior a 45%. Isso foi possível aos investimentos realizados, principalmente no controle de vazamentos.
Com luvas e máscara, Marcelo Raposo atende uma cliente em sue estúdios de tatuagem
Marcar a pele com cores e traços para toda a vida. A tatuagem entra cada vez mais na vida das pessoas, é tolerada por todos os setores da sociedade, mesmo aquela tia que acha tatuagem ‘coisa de bandido’. No entanto, com a popularização da tatuagem, a expansão dos estúdios pede mais atenção dos atuais e futuros clientes, já que para obter o desenho definitivo, não tem jeito: é preciso rasgar a pele com uma agulha que injeta a tinta na epiderme, ou seja, criar um ferimento. E com equipamentos e material contaminado, pode-se contrair um sem número de doenças, até mesmo HIV/Aids.
Marcelo Raposo, tatuador profissional há 12 anos, explica que, em primeiro lugar, o cliente deve procurar por uma indicação e, ao visitar o estúdio, manter-se alerta: “O cliente deve reparar na estrutura física do estúdio e se os profissionais estão usando equipamentos de segurança como luva, máscara, biqueiras e agulhas descartáveis”, explica. Procurar informações sobre o estúdio e os trabalhos dos profissionais antes de marcar a sessão, também é indicado.
A Vigilância Sanitária de Rio Claro (Visa) informou, via assessoria de imprensa, que a licença de funcionamento dos locais tem validade de um ano e deve estar visível para o cliente. Atualmente, 12 estúdios estão licenciados na cidade. No último ano nenhum estúdio foi interditado, mas a Visa autuou alguns deles por uso de tintas clandestinas, de agulhas sem registro e por falta de atendimento das legislações sanitárias. Com a tatuagem feita, o cliente deve usar água corrente fria e sabonete bactericida; evitar exposição ao sol e após o quarto dia, uma camada fina de pomada cicatrizante indicada.
Em janeiro deste ano, o avanço da erosão no acostamento da avenida entre o Condomínio Lírios e a Rua 16-MP foi apontado como fator de risco para acidentes
Durante reunião com os moradores das proximidades da Avenida dos Estudantes nessa quinta-feira (31), a Secretaria de Mobilidade Urbana apresentou um pré-projeto à comunidade referente à duplicação da Avenida dos Estudantes.
“A prefeitura trabalha para duplicar a Avenida dos Estudantes. Os estudos estão em fase embrionária e um pré-projeto foi apresentado na reunião do dia 31 para os moradores do Residencial Florença”, explica a assessoria de imprensa da pasta.
Segundo informado, a reunião discutiu questões relativas ao trânsito naquelas imediações, tendo em vista as inúmeras reclamações sobre os perigos na via e a ocorrência de acidentes na via.
Em janeiro deste ano, o avanço da erosão no acostamento da avenida entre o Condomínio Lírios e a Rua 16-MP foi apontado como fator de risco para acidentes.
Embora um semáforo de pedestres tenha sido implantado na altura da Rua 9-MP, o trecho, ainda, é motivo de reclamações entre os moradores da região.
Para garantir a segurança de pedestres e motoristas na estrada vicinal, a Prefeitura informa que obras nas vias de acesso auxiliam o tráfego à Avenida dos Estudantes, como a implantação das rotatórias ampliadas das Avenidas 50-A e 80-A.
“A prefeitura, também, já anunciou o recapeamento da Avenida José Felício Castelano, que dá continuidade à Avenida dos Estudantes”, completa.
A lista de reclamações, também, reivindicam outras melhorias, como calçadas adequadas para a passagem de pedestres e animais soltos na pista que podem acarretar em acidentes.
Em 2012, um caminhão que transportava vidro tombou em uma curva da Avenida. O incidente aconteceu no mês de março daquele ano.
Apesar do motorista ter apresentado apenas ferimentos leves, testemunhas afirmaram que no local seria necessário a implantação de uma lombada para induzir a redução de velocidade dos veículos.
Três meses depois, um acidente na Avenida dos Estudante tirou a vida de um policial. Na época, Frederico Pavlinscenkyte, de 24 anos, morreu após se envolver numa grave colisão. O PM ocupava uma motoneta Biz.
Na ocasião, o pai da vítima chegou a prestar depoimento à reportagem. “Essa avenida é muita perigosa e constantemente registra violentas colisões. A via é sinalizada, mas outras intervenções são necessárias. Se nada for feito, novas mortes irão acontecer”, desabafou na oportunidade Wladimir Pavlinscenkyte, o pai da vítima.
Stratocaster, composta por Luciano Kruger (vocal), Clecinho (guitarra), Felipe Gianei (baixo) e Fernando Gonçalves (bateria)
O Festival de Música de Inverno de Rio Claro em seu último dia, domingo (3), tem apresentações de manhã e à noite. A partir das 11 horas o Casarão da Cultura recebe recital de flauta e violão. Já à noite, a partir das 19 horas, a Noite do Rock and Roll marca o encerramento do festival. A entrada é gratuita.
O recital será apresentado por Marcelo Fernandes Pereira, no violão, e Myriam Hidber Dickinson (Suíça), tocando flauta. No repertório estão obras brasileiras e europeias.
Às 19 horas, começa a Noite do Rock and Roll que contará com duas atrações. Abrindo a noite, temas acústicos serão interpretados por João Rodrigo (voz e violão) e Vitor Bortolin (voz e violão). Em seguida, às 20 horas, sobe ao palco do Casarão da Cultura a Banda Stratocaster, composta por Luciano Kruger (vocal), Clecinho (guitarra), Felipe Gianei (baixo) e Fernando Gonçalves (bateria).
A Banda é formada por experientes músicos com influências como jazz, blues, funk, soul e rock’n’roll clássico. No repertório estão músicas de Elvis, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Led Zeppelin, Queen, Gary Moore, entre outros artistas que marcaram história na música.
Vitor Bortolin e João Rodrigo Contim, amigos desde o cursinho pré-vestibular (1996), juntaram suas experiências musicais e em 2007 iniciaram uma grande parceria. O repertório eclético é estruturado pela bagagem e experiências musicais da dupla.
O Casarão da Cultura fica na Avenida 3, 568, esquina com a Rua 7.
Os policiais rodoviários dizem que o motorista acusado de fechar o outro veículo se evadiu do local
Por volta das 10h40 de ontem, sábado (2), acidente envolvendo uma carreta e um GM Astra fechou momentaneamente a rodovia Wilson Finardi (SP-191), na altura do quilômetro 58, perto do pedágio de Araras. Os policiais militares rodoviários que atenderam a ocorrência contaram à reportagem do Jornal Cidade que apesar dos danos materiais, felizmente ninguém ficou ferido.
Ainda segundo as mesmas informações, o condutor do Astra trafegava no sentido Rio Claro-Araras quando foi fechado por outro veículo. O Astra invadiu a pista contrária e bateu na defensa metálica. Para evitar uma colisão frontal, o motorista da carreta que estava descarregada desviou, mas perdeu o controle do caminhão, invadindo também a pista contrária, batendo logo em seguida no guard-rail.
Os policiais rodoviários dizem que o motorista acusado de fechar o outro veículo se evadiu do local, mesmo sabendo que tinha acabado de causar um acidente. Até o fechamento desta edição, ele não tinha sido localizado.
Funcionários da concessionária que administram a rodovia Wilson Finardi, também, foram acionados para ajudar na ocorrência e a carreta, bastante danificada, teve que ser rebocada para um local seguro.
Enquanto isso, o trânsito no dois sentidos teve que ser fechado, causando pequeno congestionamento. Por volta das 12h30, o tráfego já tinha sido liberado e a ocorrência foi apresentada na delegacia de polícia de Araras.
O médico Leandro Bianco de Moraes, responsável pela oncologia clínica da Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro
A identificação precoce é a melhor arma para lutar contra o câncer. Por isso, é tão importante que a população faça exames preventivos para aumentar as chances de cura da doença. Para falar sobre o assunto, o Café JC traz neste domingo (3) uma entrevista com o médico Leandro Bianco de Moraes, responsável pela oncologia clínica da Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro. A entrevista foi realizada pelos jornalistas Ednéia Silva e Wagner Gonçalves.
JC – Quais os tipos de câncer que o Centro de Oncologia da Santa Casa atende?
Leandro Bianco de Moraes – O hospital oferece atendimento para pacientes com câncer pelo SUS há seis anos. Temos tratamento para tumores urológicos, ginecológicos, do trato digestivo, de cabeça e pescoço e sarcomas de pele. O centro não atende tumores hematológicos (leucemia, linfomas e mielomas) e câncer de pulmão e de cérebro que precisam ser encaminhados para outros serviços. Nós temos estrutura para realizar esses atendimentos, mas falta credenciamento no SUS.
JC – O hospital pretende solicitar esse credenciamento?
Leandro Bianco de Moraes – A reabilitação de credenciamento é realizada todo ano e a próxima deve acontecer no início de 2015. No momento, pretendemos sedimentar as especialidades já atendidas. Num segundo momento, vamos reestudar essa possibilidade.
JC – A Santa Casa, também, realiza cirurgias?
Leandro Bianco de Moraes – Sim. Temos uma equipe formada por dois cirurgiões gastro que operam tumores no estômago e intestino; dois mastologistas (mama); dois urologistas (próstata, rim e bexiga); um cirurgião plástico (pele e reconstrução de mama); e um cirurgião oncológico (cabeça, pescoço e ginecológicos). Todas essas cirurgias são feitas, também, pelo SUS. A equipe é multidisciplinar. Além dos médicos, temos enfermeiras, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, entre outros profissionais voltados para o atendimento integral do paciente e não apenas para a doença.
JC – Nos últimos anos, parece ter havido crescimento do número de casos de câncer. A incidência da doença realmente está maior?
Leandro Bianco de Moraes – Existem dois motivos que explicam essa impressão: o envelhecimento da população e a melhora dos métodos diagnósticos. A idade avançada é um fator de risco para câncer. Por outro lado, há 30 anos não se tinha tanta precisão nos diagnósticos. As pessoas morriam com a doença sem que ela tivesse sido identificada.
JC – Como fazer a identificação precoce diante de dificuldades de agendamento de exames e consultas na rede pública?
Leandro Bianco de Moraes- Sem sombra de dúvida é necessário que haja política pública que invista em medidas preventivas facilitando o acesso rápido do paciente a métodos diagnósticos e isso é responsabilidade do poder público. O diagnóstico tardio impossibilita o tratamento curativo que passa a ser somente para controle da doença.
JC – Como a população pode se prevenir contra o câncer?
Leandro Bianco de Moraes – Existem algumas medidas que podem ser adotadas para diminuir as chances de contrair a doença. Não fumar; não beber; praticar atividades físicas; evitar comidas gordurosas e defumados; aumentar a ingestão de verduras, legumes e frutas, que têm efeitos protetores contra a doença; usar protetor solar; e usar preservativos, pois algumas doenças sexualmente transmissíveis estão associados ao câncer como HPV (colo de útero) e HIV (linfomas). Além disso, trabalhadores que têm contato com produtores desencadeadores de câncer, como benzeno e amianto, devem usar proteção no trabalho.
JC – Qual a melhor idade para fazer exames preventivos?
Leandro Bianco de Moraes – O Inca recomenda a mamografia para mulheres a partir dos 50 anos, enquanto a Sociedade de Mastologia sugere a partir dos 40 anos. No caso de câncer de próstata, a identificação é feita por meio de coleta do PSA e toque retal. Há controvérsia sobre qual a melhor idade para realizar os exames. A colonoscopia é recomendada para homens a partir dos 50 anos. As mulheres com vida sexual ativa devem fazer o exame de papanicolau anualmente.
JC – A medicina avança rapidamente, mas não se fala em cura do câncer. Por que isso acontece?
Leandro Bianco de Moraes – As dificuldades em se tratar o câncer acontecem porque a doença se manifesta de diferentes formas nas diferentes pessoas. Por isso, a dificuldade em se criar uma medicação eficaz. As pesquisas atuais estão concentradas na identificação de alvos celulares que são comuns em todos os tumores para que o tratamento possa ser alvo dirigido. A quimioterapia e radioterapia atacam todas as células, malignas e benignas. O tratamento direcionado seria mais efetivo com menos efeitos colaterais.
Anfetamínicos estão proibidos por resolução da Anvisa
Projeto de Decreto Legislativo do Senado (PDS) 52/2014, aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado no último dia 16, suspende a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu, no final de 2011, o uso de inibidores de apetite.
A norma da Anvisa vetou a comercialização de medicamentos à base dos anfetamínicos anfepramona, femproporex e mazindol e impôs restrições à comercialização e ao registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos atualmente para redução do apetite.
O endocrinologista Rodrigo Garcia explica que a função desses medicamentos é auxiliar, já que o tratamento para perda de peso deve ser a mudança de hábitos alimentares e a introdução dos exercícios físicos à rotina do paciente. No entanto, apenas estão indicadas para início de tratamento em pessoas obesas (Índice de Massa Corporal acima de 30): “Como se trata de uma doença crônica, de difícil tratamento e que leva a várias condições mórbidas, o uso de medicações que auxiliem na perda e manutenção desta perda são sempre bem vindas e de grande valia, desde que usadas de forma correta e sob supervisão”, defende o profissional.
Garcia explica que quando a proibição dos anfetamínicos ocorreu, as sociedades médicas foram contrárias. “O uso de drogas anfetamínicas tem seus riscos, porém a obesidade também os tem e, com certeza, os riscos do uso dessas medicações não são maiores do que os benefícios”, pontua.
Para o endocrinologista, os riscos do uso dessas drogas são divulgados e conhecidos, sendo portanto necessária a indicação e supervisão de um especialista, que escolhe a dose e o tempo de uso.
A decisão da CCJ ainda não coloca os medicamentos proibidos de volta nas prateleiras das farmácias, já que a proposta deve passar por votação em Plenário e, caso seja aprovada, seguirá para promulgação.
Com prateleiras originais centenárias e obras raras, Gabinete recebe cerca de 100 pessoas por dia
O prédio amarelo que destoa das construções ao redor, na Avenida 4, guarda raridades centenárias em suas prateleiras e redefine o termo ‘respeite os mais velhos’ que tanto ouvimos no dia a dia. Inaugurado em 1890, o prédio atual do Gabinete de Leitura tem 124 anos recebendo leitores de todas as idades – e sobrevivendo a muitos deles.
Na verdade, o Gabinete de Leitura começou a funcionar no município um pouco antes, ainda no império, em 1876, inaugurado em 23 de julho, tendo portanto há poucos dias completado 138 anos de existência na cidade, conforme dados contidos na publicação Rio Claro Sesquicentenária, de 1978, do Museu Histórico e Pedagógico “Amador Bueno da Veiga”, ligado, então, à Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia paulista.
Tombado em 1985, o prédio é, segundo o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), “uma construção de alvenaria de tijolos onde foi empregada a mão de obra livre e apresenta uma fachada eclética com elementos do estilo neoclássico”.
Em São Paulo, apenas outros dois Gabinetes resistem, em Jundiaí e Sorocaba – todos implantados em cidades que se desenvolviam ao longo da linha férrea.
Municipalizado, o Gabinete atende pelo nome Biblioteca Pública Municipal “Lenyra Fracarolli” e tem 50 mil exemplares entre livros e revistas disponíveis, com 30 mil sócios cadastrados, segundo dados da prefeitura.
Segundo a coordenadora Cristina Babone, entre 80 e 100 pessoas entram no Gabinete todos os dias. “Circula uma média diária de 120 livros e o gabinete possui um posto digital municipal”, diz. Ela, também, destaca o horário estendido do local, entre 8h e 20h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados, das 8h às 13h. “Eventualmente mestrandos e doutorandos nos procuram, mas acredito que por não estar digitalizado o acervo não é de conhecimento da maioria e poucos sabem de sua importância”, pondera. O Gabinete de Leitura fica na Avenida 4, 427, entre Ruas 5 e 6, Centro. Informações: (19) 3532-4077.
Outras bibliotecas
Biblioteca Pública Municipal “Maria Victoria Alem Jorge” – Rua 2, 2880, Vila Operária, anexo ao Lago Azul. Telefones: 3522-8002 ou 8000/ramais 8026 e 8028. Em-mail: [email protected]. Aberta de segunda à sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. Biblioteca Municipal “Zeverina Quillici Tedesco” – Rua M 15, 411, Cervezão. Telefone: (19) 3524-5792. Aberta de segunda à sexta-feira, das 8 às 17h, aos sábados, das 8 às 12 h, com acervo voltado para o público infanto-juvenil. Projeto Livro Vivo – antiga Estação da Avenida 1, das 8 às 17h, e mais seis pontos. Está em fase final de organização uma biblioteca no bairro Mãe Preta.
O professor e coordenador pedagógico do programa, Jaime Leitão
Com o tema “Criatividade além da superfície”, o sexto encontro do Programa JC na Escola acontece na próxima quinta-feira (07). Desta vez, a atividade conta com a participação da consultora em comunicação escrita, Sandra Baldessin, que realiza palestra sobre criatividade.
Segundo a professora e escritora, a ideia é trabalhar a desconstrução do senso comum, do lugar comum, para chegar à criatividade, não em busca de algo inédito, mas de um novo olhar criativo sobre as coisas de sempre. “Isso é fundamental para professores”, aponta a escritora, que lembra que a criatividade é essencial para toda a comunidade.
“Não são as coisas que são inéditas, é o nosso olhar, a nossa perspectiva que pode mudar tudo”, descreve Sandra.
O professor e coordenador pedagógico do programa, Jaime Leitão, também segue trabalhando o tema da criatividade aliado a uma abordagem com o jornal.
Leitão traz sugestões de atividade aos professores de como trabalhar a criatividade em sala de aula. Dentre as sugestões, estão o trabalho com o recorte do jornal e colagem. Ou ainda, a construção de poemas com palavras, aleatórias, escolhidas no jornal.
A Palestrante
Formada em Letras, Sandra Baldessin atua como consultora em produção e revisão de textos. Realiza oficinas de leitura e linguagem criativas. Seus trabalhos, em prosa e poesia, têm sido publicados em inúmeras antologias e alternativos literários.
O encontro desta quinta-feira acontece em dois horários. No período da manhã, as atividades têm início às 8 horas, com aula até as 11 horas.
Já no período da tarde, o encontro começa às 13h30 e segue até as 16h30. O JC na Escola é realizado no Centro de Treinamento do Jornal Cidade, que fica anexo à Gráfica do Grupo JC, na Rua 18, esquina da Avenida Tancredo Neves.
O JC na Escola trabalha com a capacitação dos profissionais ligados à educação e recebe apoio cultural da Tigre e Odebrecht Ambiental, e Secretarias Municipais da Educação de Rio Claro e Santa Gertrudes.
É o profissional que vai avaliar a necessidade da extração e, também, quais medicamentos devem ser tomados
O 3° molar, ou dente do siso, rende histórias escabrosas de muitas pessoas, que sofrem com seu surgimento e, mais comumente, com sua extração. Com algumas recomendações e muita atenção, o paciente pode enfrentar a cirurgia para retirada do dente sem muito sofrimento.
Há quatro dentes do siso, dois superiores e dois inferiores, e nem todos precisam ser retirados. “A extração do siso deve ser feita apenas quando não nasceram corretamente na boca. Caso o dente não comprometa a arcada dentária, ele funciona como os demais dentes do fundo, na fase final da mastigação, e não precisa ser retirado”, explica o cirurgião-dentista Fábio Vanzelli.
É o profissional que vai avaliar a necessidade da extração e, também, quais medicamentos devem ser tomados antes e depois da cirurgia. “Caso o paciente apresente-se com suas defesas orgânicas debilitadas, ou haja inflamação ou infecção no local da extração”, avalia Vanzelli.
O paciente pode contribuir com a cicatrização e melhora do quadro pós-cirúrgico tomando todos os medicamentos receitados, fazendo dieta líquida e fria nos primeiros dias, passando para dieta pastosa sem consumir alimentos granulosos, duros ou consistentes. Vanzelli lembra que essa alimentação reduz o risco de infecções, inchaços e sangramentos, mas nada de ficar no macarrão instantâneo e no sorvete apenas. “É importante que tanto a dieta líquida quanto a pastosa sejam nutritivas, mantendo o sistema imunológico fortalecido”, diz. Compressas geladas nas primeiras horas também ajudam.
Para manter o local da extração protegido e em processo de cicatrização, devem-se evitar bochechos, sucção ou cuspir nas primeiras 24 horas, além de escovar os dentes de forma mais suave que o habitual e evitar os dentes vizinhos do extraído.
Quem já tem o mau hábito de fumar deve se preparar para pelo menos 7 dias sem cigarro, já que suas toxinas podem dificultar a cura do tecido machucado. Cerveja gelada então, nem pensar: a baixa temperatura pode ser adequada, mas o álcool interage com muitos medicamentos e cria efeitos colaterais ou diminui a eficácia do remédio.
Seguindo todas essas recomendações, é esperado que em sete dias o paciente já possa ter os pontos removidos. “Deixar pontos na boca, além do previsto pelo dentista, pode resultar na retenção de alimentos, bactérias e impurezas que dificultam a cicatrização, arriscando a saúde dos dentes vizinhos e de todo o restante da boca”, alerta o dentista. Há pontos chamados reabsorvíveis, que, então, podem ser deixados na boca por tempo indeterminado.
Em todo caso, alguns problemas podem ocorrer: infecção, amortecimento do lábio inferior ou da língua devido a dano no nervo, rigidez mandibular e alveolite – essa ocorre quando o coágulo de sangue que se forma no local da extração para dar início à cicatrização desloca-se ou se desfaz.
E se você acha que extrair os quatro sisos em uma mesma sessão é loucura, saiba que, conforme a avaliação do dentista, pode ser feito. Segundo Vanzelli, “deve-se levar em consideração a necessidade e indicação da extração de uma só vez; a condição de saúde e de conforto emocional do paciente; o tempo de exposição do paciente ao estresse da cirurgia”, pontua.
Se você ainda não retirou os sisos e não conhece a condição deles, o primeiro passo é escolher um profissional capacitado, fazer uma visita e, em caso de cirurgia, seguir as recomendações à risca.