Retomada de obra em escola depende de processo licitatório

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Adriel Arvolea

obra escola
Ferrugem atinge a estrutura metálica que forma a base para a colocação do teto

A s obras de ampliação da escola Hamilton Prado, na Rua 14, Vila Olinda, que atende alunos de ciclo I, seguem abandonadas. A situação do projeto se arrasta há seis anos, com o comprometimento do que foi construído inicialmente, como o avanço da ferrugem na estrutura metálica que forma a base para a colocação do teto, bem como o mato que rompe os pisos assentados. Além de anfiteatro, nova cozinha e refeitório, as melhorias vão contemplar a quadra da unidade de ensino.

A prefeitura informa que está preparando o edital de licitação para a retomada das obras de ampliação da unidade escolar. O edital deve ser publicado em breve. A estimativa inicial é de investimento em torno de R$ 1 milhão para concluir as obras. “É importante esclarecer que houve uma licitação, feita na administração 2005-2008, para obra de ampliação da escola. A empresa iniciou as obras em 2008 e não conseguiu concluir o serviço”, esclarece a administração.

Com a desistência da empresa, o atual governo municipal precisou fazer um levantamento técnico de tudo o que estava previsto naquele contrato e não foi realizado pela empresa contratada pela administração da época. “Novas planilhas tiveram que ser feitas e novo projeto teve que ser contratado, em uma série de procedimentos muito detalhados e demorados. Agora, com essas etapas concluídas, a prefeitura fará concorrência pública para contratar a empresa que terminará as obras na escola Hamilton Prado”, reforça em nota.

Por meio de requerimento, o vereador Júlio Lopes reivindica à prefeitura a retomada e a conclusão dos trabalhos. Conforme avalia, a obra é importante para atender a crescente demanda naquela região. “A escola Hamilton Prado atende região da cidade que cresce a cada dia. Para exemplificar a situação, basta lembrar que a prefeitura construiu mais de 400 apartamentos na Rua Jacutinga”, observa o vereador.

Além disso, prevê mais gastos para recuperar o que já foi construído com a retomada dos trabalhos. “O que se vê nesta escola é que o dinheiro público está sendo jogado fora. Isso mesmo, todo o serviço feito até o momento não vai valer para nada quando a obra for retomada. O piso, as estruturas metálicas do teto e das janelas e o próprio piso estão totalmente deteriorados com a ação do tempo”, conclui o parlamentar.

Rede

Atualmente, 55 escolas compõem a rede municipal de ensino em Rio Claro, com mais de 19 mil alunos atendidos. Segundo a titular da pasta, Heloísa do Carmo, a atual administração vem investindo não apenas na ampliação da estrutura física da rede municipal, criando mais vagas, mas, também, trabalhando pela qualidade crescente do ensino público. “É uma ação contínua que envolve dirigentes, professores, funcionários e as famílias de nossos alunos”, comenta a secretária.

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