Animal foi resgatado e receberá atendimento veterinário
A Patrulha Ambiental da Polícia Militar de Rio Claro foi acionada no começo da tarde desta segunda-feira (28), por uma moradora do bairro Jardim Donangela após uma maritaca ficar presa entre as folhagens de seu jardim.
O animal conseguiu escapar e foi parar do outro lado da rua, em um arbusto de cactos. Os agentes de segurança conseguiram resgatar o animal que estava bastante assustado e se debatia.
Segundo informações do Cabo Daniel, que efetuou o resgate, a maritaca sofreu alguns ferimentos leves devido aos espinhos dos cactos, mas receberá os cuidados necessários.
A Prefeitura de Rio Claro iniciou na manhã desta segunda-feira (28) uma nova etapa de recapeamento asfáltico no Centro Histórico de Rio Claro. A orientação da prefeitura é para que os motoristas redobrem a atenção ao trafegaram nas imediações da área em que estarão operários e máquinas.
Profissionais fazem recapeamento na Avenida 5 na manhã desta segunda-feira (28)
O trabalho teve início pela Avenida 5, no trecho entre a Rua 1 a Rua 14. “Assim que concluirmos os serviços na Avenida 5, vamos iniciar em outro local”, informa o diretor de Obras, Renê Moraca, destacando que a intenção da prefeitura é “empreender um ritmo nos serviços que cause o mínimo de transtorno possível ao trânsito”.
Esta é a segunda etapa de recapeamento que a prefeitura realiza em ruas de acesso ao Centro Histórico ou que fazem parte dele. Em 2010 foi iniciada a primeira etapa com recapeamento das vias públicas.
Estudo apresentado no último dia 24 pelo Ministério da Fazenda mostra que profissionais que participaram do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) não têm mais vantagem em retornar ao mercado de trabalho formal do que aqueles que não chegaram a fazer um curso pelo programa.
O estudo considerou o universo de 160 mil pessoas e a modalidade Bolsa-Formação, cujo objetivo é promover a oferta de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), com duração mínima de 160 horas. O período de abrangência é de 2011 a 2013.
O estudo considerou pessoas que foram demitidas ou pediram demissão a partir de 2011 e foram reinseridas no mercado de trabalho formal até o final de 2013. A comparação foi feita entre aqueles que participaram do Pronatec e os que se pré-matricularam no programa, mas não tiveram sua matrícula confirmada posteriormente.
“Os resultados do Bolsa Formação FIC relacionados à reinserção no mercado formal de trabalho em geral não conseguem dar um maior retorno na reinserção do que aqueles indivíduos do grupo de controle. Ou seja, pegando um indivíduo que se matriculou e não teve a matrícula confirmada e um indivíduo que teve a confirmação, os resultados não mostram diferença estatística na probabilidade de reinserção no mercado de trabalho”, explica o secretário adjunto de Políticas Macroeconômicas do Ministério da Fazenda, Fernando de Holanda Barbosa Filho.
Também em relação ao ganho salarial, com exceção de alguns estados, de acordo com Barbosa Filho, o resultado se mostra indiferente considerando esses dois grupos. Os dados serão disponibilizados na íntegra na semana que vem. A apresentação traz algumas ressalvas. As decisões tomadas pelos trabalhadores ao longo do curso podem ter influenciado o resultado da pesquisa. Além disso, o período analisado trata dos egressos da fase inicial do programa, no qual o mercado de trabalho esteve bastante aquecido.
É ainda possível que ganhos salariais obtidos com base no programa somente sejam detectados após maior período no emprego e não apareçam nos salários de admissão.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome reapresentou dados referentes aos impactos do Pronatec Bolsa Formação para os beneficiários do programa Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único. O estudo levou em consideração 2,6 milhões de trabalhadores, entre 2011 e 2014. Os dados podem ser acessados na internet.
Encontrar boas oportunidades de emprego sempre é um desafio para quem procura, mas felizmente alguns profissionais obtém êxito e sentem-se realizados na profissão.
Esse é o caso da emprega doméstica Fátima Aparecida Candido Madeira, de 61 anos, que trabalha em casas de família, em Rio Claro há 40 anos. “Trabalhava na roça, mas meu pai disse que a melhor coisa era sair e procurar oportunidade em casas de família, pois a roça não daria futuro, então segui seu conselho e fui em busca de novas oportunidades”, conta.
Fátima Madeira trabalha há 40 anos em casas de famílias em Rio Claro
A doméstica fala que procurou emprego em Rio Claro, assim como muitas outras mulheres pois é mais fácil de encontrar e também pela cidade ser maior. “Trabalho de segunda a sábado, cozinhando, limpando e também cuidando das crianças da família, amo o que eu faço e me sinto muito valorizada. Estou trabalhando com essa família há cinco anos atualmente, no meu primeiro emprego como doméstica fiquei 20 anos.”
Silvia Pedro Marino também é gertrudense, assim como Fátima e trabalha em Rio Claro. “Normalmente procuro emprego como cozinheira, mas quando começo, vou fazendo um pouco de tudo e acabo cuidando das crianças e do serviço todo da casa, gosto muito do que faço, sinto-me realizada”, explica.
Marino ressalta o fato da valorização que sente em relação ao seu serviço. “Vejo que em Rio Claro as famílias valorizam nosso trabalho, que é muito importante na organização da casa, faço feliz pois esse reconhecimento faz com que trabalhemos bem e sempre melhor.”
Grande parte das mulheres gertrudenses que trabalham como empregadas domésticas procuram casas na cidade de Rio Claro pois sentem que a cidade valoriza a profissão e o acolhimento por parte das famílias é bastante grande no município.
O Brasil teve o melhor primeiro semestre da história no número de doadores efetivos de órgãos, tanto em números absolutos quanto na taxa por milhão de população (PMP).
Os dados oficiais do Ministério da Saúde demonstram que entre janeiro e junho deste ano, 4.672 potenciais doadores foram notificados, resultando em 1.338 doadores efetivos de órgãos. Essas doações possibilitaram a realização de 12.2 mil transplantes.
Nesse mesmo período, o Brasil alcançou a maior porcentagem de aceitação familiar, que foi de 58%, superando os demais países da América Latina.
Zélia segura foto dos filhos Ana Carolina e Edmundo; a empresária doou os órgãos do filho que faleceu após um acidente
QUESTÃO CULTURAL
Para Ricardo Garcia, médico presidente da Comissão Intra hospitalar de doação de órgãos e tecidos da Santa Casa de Rio Claro, é preciso uma mudança cultural. “A morte mudou, antes as pessoas acreditavam que o ente querido morria apenas quando o coração parava de bater, mas a morte hoje é diagnosticada quando não existe mais a presença de função cerebral. Diagnosticamos a morte encefálica e a partir daí os procedimentos para doação podem ser realizados, se assim a família autorizar e respeitar a vontade do doador.”
O médico explica que a morte encefálica é irreversível e que a vontade de doar os órgãos após a morte deve ser discutida em família. “Não sabemos o que irá nos acontecer, então se temos essa vontade, precisamos passar para nosso responsável legal, que irá autorizar o procedimento quando necessário”.
O procedimento é bastante exato e após o anúncio da autorização da doação, a Unicamp é contatada e todos os exames são feitos para analisar a compatibilidade. “Após isso, equipes partem para a retirada dos órgãos para serem transplantados. O procedimento necessita de rapidez”, explica Garcia.
O processo de retirada e de recolocação dos órgãos é chamado de isquemia fria. Um coração aguenta de quatro a seis horas sem estar dentro do corpo de uma pessoa. “Quando a família é doadora, o corpo do ente é liberado para os procedimentos de velório e enterro de 24 a 36 horas, pois após a autorização da doação, diversos procedimentos são realizados”, fala.
O coração é o primeiro órgão a ser retirado quando existe o transplante. E a família recebe todas as informações sobre os órgãos que foram doados.
SANTA CASA
Em Rio Claro a Santa Casa registra mensalmente 30 óbitos e, apenas, 10 captações de órgãos por ano. “Esses números são baixíssimos, precisamos ter a consciência que a doação de órgãos é um ato de extremo amor pelo próximo. São vidas que podemos salvar”, pondera o médico.
ATO DE AMOR
Para Zélia Rodrigues Soares, empresária, o ato é uma questão muito maior do que pensar apenas em si e na família. A empresária perdeu o filho Edmundo Soares Meyer de 15 anos em um acidente de trânsito há alguns anos e optou pela doação dos órgãos que puderam ser transplantados. “O Edmundo ficou cerca de 15 dias internado na UTI antes de falecer, eu não me arrependo do ato, pois se não pudermos ajudar ou outros, o que faremos”, questiona.
Zélia conta que a falta que sente do filho é dolorosa, mas que as pessoas precisam ser menos egoístas e sabem que podem salvar vidas.
Além de Edmundo a empresária também é mãe de Ana Carolina Meyer de 24 anos e está grávida de seis meses de mais uma menina. “Acredito no propósito de tudo, inclusive no de Deus, então pedi clareza naquele momento e percebi que o melhor a se fazer era ajudar o próximo, dando a chance de meu filho viver em outras pessoas”, finaliza, emocionada.
Garcia finaliza explicando que todos os órgãos podem ser doados, alguns dele até mesmo depois que o coração parou de bater, como ligamentos do joelho, ossos, córneas, válvula cardíaca e pele.
Foi em 1972 que a extinta Fepasa cedeu à Faculdade de Ciências e Letras de Rio Claro uma área pertencente ao então Horto Florestal Edmundo Navarro de Andrade. A Faculdade, em 1976, veio a dar origem à atual Unesp. O campus universitário Rio Claro está localizada na Vila Bela Vista.
Devido à proximidade com a universidade e o Horto Florestal, o Bela Vista é ocupado por muitos estudantes e também aposentados da antiga companhia ferroviária. Com uma paisagem privilegiada e muitas áreas verdes, o bairro deve ganhar ainda mais acessibilidade com a abertura do anel viário. Além da Unesp, o bairro conta com diversas praças e a Capela de Santa Luzia.
Bairro faz ‘divisa’ com a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, abriga a Unesp Rio Claro e a Capela de Santa Luzia
O morador Joel Carneiro de Castro comenta que o bairro é bastante tranquilo e bem desenvolvido, mas sugere um maior plantio de árvores. “Acho que falta mais arborização. Algumas áreas são bem ricas em árvores como a Unesp e o trecho do Horto, mas ainda falta”, diz.
Sebastiana Gonçalves dos Santos é só elogios para o bairro. Ela ressalta o desenvolvimento do local, com um grande comércio. “Gosto de tudo aqui, tem supermercado, papelaria, todas as coisas que a gente precisa”. Entretanto, a única coisa que diz sentir falta é de uma farmácia. “O que falta é uma farmácia, a mais próxima é na Vila Alemã, ou Cidade Nova.”
A estudante Marina Elisa de Oliveira diz que o bairro é bastante tranquilo durante o dia. “E fica perto da Unesp, eu estudo na Unesp então pra mim então é bom; as pessoas são amigáveis”, destaca.
Mesmo com a coleta de lixo acontecendo pela cidade, alguns pontos ainda reúnem sacos, sacolas e caixas de papelão poluindo o ambiente. Em uma praça localizada na Rua 10, entre as Avenida 30 e 32, no bairro Santana, existe uma lixeira que está transbordando devido a grande quantidade de lixo.
A situação incomoda e muito os moradores da região que, além do descaso em relação a coleta, convivem com a presença de animais oriundos dos detritos deixados na rua e a má conservação do espaço.
Com lindas árvores, a praça acaba não recebendo visitantes devido ao lixo e às péssimas condições de uso; clique para ampliar
Bancos estão quebrados. Paredes pichadas e papeis e plásticos espalhados pelo gramado da praça deixam o ambiente propenso a receber ainda mais intervenções negativas. A presença de usuários de drogas também é algo que incomoda quem vive por ali.
“O lixo aqui incomoda muito, os animais que aparecem por causa da demora na recolha, mas também existe o problema das pessoas que colocam as coisas aqui na lixeira mesmo sabendo que não é dia da coleta, então vai só acumulando e causando todo esse transtorno”, disse um morador que preferiu não se identificar.
Em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Rio Claro, o JC recebeu ainformação de que o poder público realiza limpeza periódica em todas as praças da cidade e orienta a população sobre o descarte correto do lixo, oferecendo serviços como o Cata Bagulho, coleta seletiva e disponibilizando seis ecopontos em várias regiões da cidade. Mas que irá verificar a questão da lixeira.
Sobre a presença de usuários de droga, a população deve acionar a Polícia Militar ou a Guarda Civil. Em relação aos bancos danificados, não houve resposta.
Rio Claro entra na reta final no processo de revisão do Plano Diretor da Cidade. Os munícipes podem participar da elaboração da minuta enviando emendas ao projeto. O prazo para envio de sugestões termina às 18 horas da próxima sexta-feira, dia 2 de outubro. As emendas podem ser enviadas pelo site da prefeitura (www.rioclaro.sp.gov.br) ou pelo e-mail [email protected].
No site da prefeitura a população pode ter acesso à minuta do texto e aos mapas do projeto de lei de revisão do Plano Diretor. O documento será apresentado para a comunidade em duas audiências públicas que serão realizadas nos dias 7 e 8 de outubro, às 19h30, no auditório do NAM (Núcleo Administrativo Municipal), na Rua 6, 3.265, no Alto de Santana.
Comunidade participa de audiências públicas para discutir a revisão do Plano Diretor de Rio Claro (foto divulgação)
“Quanto maior o número de pessoas da comunidade participando das discussões, maior a possibilidade de que surjam propostas para aprimoramento do documento”, comenta a secretária de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente, Olga Salomão, coordenadora dos trabalhos de revisão.
“A participação da população no processo de planejamento da cidade é de fundamental importância para que tenhamos, no futuro, a cidade ideal, desejada por todos, sem desigualdades e problemas urbanos”, acrescenta. E para que a cidade cresça e se desenvolva é preciso que haja planejamento e o cidadão tem o direito e o dever de intervir na realidade de seu município.
“A democratização desse processo é fundamental para transformá-lo num projeto compartilhado por toda a comunidade, para que o planejamento deixe de ser uma solução apenas técnica e ser convertido em resultados de articulação política entre os atores que modelam e transformam o espaço urbano”, destaca.
A secretária observa ainda que a falta do Plano Diretor pode acarretar prejuízos para a cidade tais como crescimento desordenado, invasões de áreas e ocupações irregulares sem condições urbanísticas e infraestrutura. Isso sem contar os problemas ambientais de difícil reversão. “Além disso, a ausência de regras que organizam as posturas do município geram uma série de conflitos de convivência e de uso e ocupação do solo, que ficam sem parâmetros para fiscalização e, consequentemente, solução”, comenta.
Vale lembrar que a elaboração do Plano Diretor é obrigatória para os municípios com mais de 20 mil habitantes, conforme determina o Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal. O documento é importante porque orienta o crescimento e o desenvolvimento da cidade.
“É elaborado com a participação da sociedade e define os instrumentos de planejamento urbano para reorganizar os espaços da cidade, direcionar as ações do poder público e da iniciativa privada, atendendo as necessidades coletivas e garantindo a melhoria da qualidade de vida da população”, conclui Olga.
A minuta do texto e os mapas do projeto de lei do Plano Diretor estão disponíveis para consulta no site da prefeitura: www.rioclaro.sp.gov.br, onde também pode ser acessado o edital de convocação para as audiências publicado no Diario Oficial do Município do dia 11 de setembro.
PLANO MOBILIDADE
A Prefeitura de Rio Claro também está elaborando o Plano Diretor de Mobilidade Urbana. A população pode participar enviando sugestões ou proposições pelo site www.planmobrc.com.br.A primeira audiência pública para apresentar o diagnóstico do setor à comunidade foi realizada no dia 26 de agosto com a participação de mais de 120 pessoas. A próxima audiência será realizada no dia 6 de novembro.
Pronto e aprovado, o plano será incorporado ao Plano Diretor de Uso e Ocupação do Solo, definindo as diretrizes que devem ser seguidas para que o sistema de mobilidade da cidade seja reestruturado de forma a facilitar e induzir as definições do Plano Diretor. A elaboração do PlanMob atende a Lei Federal nº 12.587/2012.
A chuva que caiu no final da noite desse domingo (27) pegou os rio-clarenses de surpresa. Muita gente que estava na rua para ver o fenômeno da superlua com o eclipse teve que se abrigar para se proteger.
A região no entorno da Praça da Liberdade, no Centro, amanheceu completamente suja nesta segunda-feira (28) após a forte chuva da madrugada
Segundo Danilo de Almeida, coordenador da Defesa Civil de Rio Claro, os ventos chegaram a 62,9 km/h e foi registrado um volume de 10,8 mm de chuva na cidade.
Uma árvore caiu na Rua 2 com a Avenida 28, perto da Praça Fausto Santomauro, na Avenida Visconde do Rio Claro. Houve também registro de rompimento de fiação elétrica em postes.
Equipe da Defesa Civil trabalha na remoção de árvore que caiu com o temporal
Na região dos bairros Vila Nova e Vila Cristina houve apagão e as ruas ficaram totalmente escuras durante a madrugada. Há previsão de novas pancadas de chuva para esta segunda-feira (28).
No início da noite deste domingo (27), um indivíduo foi baleado, aparentemente, com quatro tiros. Não se sabe, ainda, o calibre da munição. Segundo informações da Polícia Militar, a violência foi registrada na Avenida 50 com Rua 26, Jardim das Paineiras.
Socorrida por populares, a vítima foi encaminhada ao Pronto Atendimento do Cervezão. O caso é grave com risco de morte. Boletim de Ocorrência sobre o caso está em andamento.
Mais informações no Portal JC em breve.
Atualização às 20h18
A vítima é J.A.S., 28 anos, e tem passagem nos meios policiais. O Boletim de Ocorrência foi lavrado como Tentativa de Homicídio.
Localizada no Jardim das Palmeiras, a área destinada à recreação e prática esportiva carece de manutenção e alambrado, por isso moradores do bairro se mobilizaram e tomaram a dianteira
As famosas peladas de fim de semana, ou ao menos aquelas que acontecem nas ruas, utilizando traves improvisadas, demonstram o interesse das pessoas pela prática de esportes, em especial pela paixão nacional dos brasileiros: o futebol. Dessa forma, existem algumas localidades que têm áreas destinadas para os munícipes se exercitarem de maneira segura e com mais conforto, por meio das quadras e campos.
No entanto, alguns desses lugares acabam por ficar sem a devida manutenção e se tornam inviáveis para uso. Por isso, o Jornal Cidade recebe relatos de pessoas que pedem por melhorias em áreas de lazer em determinadas localidades do município. Desta vez, um grupo de moradores do Jardim das Palmeiras decidiu fazer diferente e tomou a iniciativa de ir à frente e começar o trabalho por eles mesmos, em prol do bem-estar da comunidade.
A quadra está localizada no Jardim das Palmeiras, na Avenida 3, entre as ruas 10 e 11, e apresenta sinais de degradação pelo tempo e falta de manutenção, o que impossibilita que jovens e adolescentes se utilizem do espaço para diversão e esporte.
Nesse contexto, há pouco mais de um mês e meio, Bruno Gabriel e um grupo de amigos decidiram mudar o visual do local e se propuseram a revitalizar a área. A equipe de reportagem do Jornal Cidade passava pelos arredores, quando foi surpreendida pelo grupo, que estava com enxadas nas mãos e trabalhava para retirar o mato alto do entorno do campo.
A iniciativa chamou a atenção de uma loja que comercializa produtos de pintura. Bruno comenta que a boa ação serviu como impulso para que novas melhorias fossem feitas, pois logo depois “decidimos começar a pintar a quadra, demarcando as áreas, e deixando com uma aparência melhor para jogar”.
Os primeiros resultados surgiram à medida que o local ganhava novo aspecto visual. Em pouco tempo, o local passou a ser frequentado por moradores do bairro e das localidades vizinhas. No entanto, o morador apresenta a demanda: “ainda tem muito o que fazer para melhorar, por isso gostaríamos que as autoridades, a prefeitura nos ajudasse a deixar o lugar em bom estado”. A necessidade de manutenção periódica e mesmo a necessidade de reparos foram destacadas pelos moradores, que pediram pela ajuda dos servidores públicos, como de vereadores.
O JC, em comunicação com a prefeitura de Rio Claro, apresentou a situação sobre o que já foi realizado e os pedidos feitos pela comunidade, no que diz respeito à restauração, bem como ao fornecimento de materiais, como redes para as traves, alambrado e cercas. Em nota, a assessoria de comunicação informou que “a orientação é para que os interessados procurem a Secretaria Municipal de Esportes”, e apresentem as necessidades. Nesses e em casos similares, os munícipes podem ir até a secretaria, que fica na Rua 9, com a Avenida 23, no Bairro do Estádio.
‘Temos R$ 208 milhões investidos’, diz presidente do Conselho Fiscal do IPRC
O entrevistado desta semana é o servidor municipal Daniel Carlos Carrilo, atual presidente do Conselho Fiscal do Instituto de Previdência de Rio Claro (IPRC). Lotado na Secretaria de Obras desde 1992, ele já foi delegado e secretário do Sindicato dos Servidores Municipais de 2001 a 2004 (delegado) e 2005 e 2008 (secretário).
JC – O que é o Conselho Fiscal? Carrilo – O Conselho Fiscal é um órgão fiscalizador da administração das receitas e das despesas do IPRC, composto por cinco membros eleitos, por eleição direta, e que na primeira reunião designa quem é o presidente. O conselho fiscal confere o que está entrando e saindo do Instituto, o Deliberativo tem uma função mais abrangente. Emitimos pareceres e o Deliberativo é que vai deliberar, baseado nesses pareceres.
JC –Passados sete anos, você acha que foi uma boa escolha criar um Regime Próprio de Previdência para os servidores? Carrilo – É bom frisar que, por lei, não seria obrigatória a criação, foi uma iniciativa da administração municipal. Houve a opção para grande parte do funcionalismo, os que eram celetistas poderiam optar pelo INSS ou pelo IPRC. Houve setores em que os funcionários alegaram pressão para adesão ao regime próprio. A justificativa na época era devido à economia. Além da contribuição previdenciária, os estatutários não possuem FGTS e com isso o município economizou muito com a mudança.
JC –Quando se fala em celetistas e estatutários, você sabe dizer qual percentual de servidores que hoje confiam a aposentadoria ao IPRC? Carrilo – Em 2008, no Daae, em torno de 50 adotaram o IPRC, a maioria é do INSS. O Du também abriu uma nova janela para esta mudança. Acredito que mais de 50% dos servidores hoje são vinculados ao IPRC. O funcionário que optou pelo IPRC garantiu alguns benefícios que não atendem os celetistas, como a licença-prêmio, sexta parte, embora alguns celetistas tenham conseguido tais benefícios via decisão judicial. Boa parte dos municípios da região possui regime próprio de Previdência.
JC – Hoje, como membro do Conselho, se tiver o poder da caneta, criaria o IPRC? Carrilo – Eu vejo vantagem. Particularmente é vantajoso para o funcionário e para o município. Vamos imaginar o extremo: que o serviço público tenha que demitir funcionários, existe uma sequência legal, e o celetista é demitido antes do estatutário, por exemplo. JC – Mas sobre as perdas recentes, como no caso do Fundo Roma, não contribuem para enfraquecer a tese de que o IPRC é um bom negócio? Carrilo – A questão do Fundo Roma é uma questão delicada. Não foi feito no nosso mandato, a aplicação foi feita anterior ao atual superintendente. Muito do que aconteceu foi feito sem que a gente tivesse conhecimento. Segundo tudo que se apurou internamente e no MP, não se vê culpa e sim uma escolha infeliz. No investimento feito em 2010, a estimativa de perda foi de R$ 6 milhões, de um total de R$ 10 milhões, que ainda seguem aplicados lá, agora com outro nome, e outro administrador.
JC – O “sumiço” deste dinheiro não causa prejuízo a longo prazo ao IPRC? Carrilo – É um dinheiro que causa impacto e o município acaba assumindo esta perda através do cálculo atuarial. O município paga a parte patronal e o déficit atuarial é revisto todo ano, inclusive em relação aos atrasos que o município cometa.
JC – Quem define os investimentos? Carrilo – A maior parte do patrimônio do município está investido na Caixa Federal. Ela tem os fundos onde trabalha este dinheiro. O Instituto é bem conservador, não se arriscando em fundos que poderiam gerar rentabilidade maior. Além do Banco do Brasil e bancos privados, de acordo com a legislação vigente. O IPRC tem uma assessoria da área de investimentos, é a “Crédito e Mercado”, ela não determina, ela sugere. Ela indica de acordo com análises. Quem decide é o superintendente, muitas vezes consultando o comitê de investimentos – que são servidores que ajudam na política de investimentos. Atualmente cerca de R$ 208 milhões estão em investimentos, alocados em diversos fundos públicos e privados.