A febre dos food trucks já invadiu Rio Claro há algum tempo com a realização de alguns festivais gastronômicos do estilo na cidade. Agora, o destaque fica por conta da gravação do reality show culinário “Food Truck: A Batalha”, do canal privado GNT, na Cidade Azul.
Food trucks serão instalados no Jardim Público; pratos serão vendidos e vence quem lucrar mais (Imagem: divulgação/GNT)
Com produção da Moonshot Pictures, o programa envolve profissionais do mundo gastronômico que são desafiados a criar ou adaptar receitas para a realidade dos food trucks, incluindo até a venda direta ao público.
Em Rio Claro, os participantes Gabriel Izeppe Ribeiro, Guilherme Gambarotto e Gustavo Ribeiro irão comandar o food truck Meninos.
Já no time Meninas, Mariana Von Atzingen, Thais Zanella e Talita Fantucci. Todos deverão mostrar todo seu talento para lucrar mais que os concorrentes e ganhar o desafio.
PARTICIPE
A gravação acontece nesta quarta-feira (14), do meio-dia às 14h, na Praça do Coreto, no Jardim Público, região central do município. Toda comunidade está convidada para participar das filmagens. O preço dos pratos é estipulado pelos participantes do reality. E fica a dica: chegue cedo, pois as porções são limitadas.
Na última quinta-feira (8) foi realizado no Gabinete de Gestão Integrada Municipal, que funciona na Secretaria de Segurança e defesa Civil, uma reunião com os comandos militares que atuam no município. Na oportunidade, foram debatidas questões do setor para enfatizar parcerias que unem forças, dinamizam ações e contribuem para a redução da criminalidade em Rio Claro.
Encontro foi realizado no Gabinete de Gestão Integrada Municipal
Estiveram na pauta da reunião assuntos técnico-operacionais para a integração cada vez maior das policias e das secretarias municipais relacionadas à segurança pública com ações e programas destinados a suprir as necessidades do setor.
“Também debatemos detalhes sobre convênio de cooperação a ser celebrado entre o Estado e o Município para aprimorar aspectos técnicos, de pessoal e material na área de segurança pública”, disse o secretário municipal de Segurança, José Gustavo Viegas Carneiro. Segundo ele, o assunto foi levantado a pedido do Secretario Estadual de Segurança Pública, por intermédio da Subsecretaria de Projetos Estratégicos daquela pasta.
Presente à reunião, o prefeito Du Altimari disse que “ampliar o debate, juntar numa mesma mesa pessoas e instituições que estão mais diretamente ligadas às questões de segurança é sempre o melhor caminho para tomar atitudes que possam atender os interesses manifestados pela população com relação à segurança pública”. O prefeito lembrou que a administração municipal tem apoiado e contribuído, de várias formas, com as polícias civil e militar e ressaltou que a Guarda Civil Municipal também desempenha papel importante no combate ao crime.
A Polícia Militar de Rio Claro atendeu ocorrência de lesão corporal na madrugada desta segunda-feira (12) de feriado.
Um homem de 29 anos foi atingido de raspão no antebraço por um tiro de revólver na Lagoa Seca, no Cervezão. A vítima foi atendida no Pronto Socorro do bairro, da onde teria fugido.
As autoridades já o identificaram. Não há informações sobre o autor do disparo.
São 17h15 da tarde na Avenida Tancredo Neves. O comércio está prestes a fechar. No Terminal Rodoviário de Rio Claro às vésperas do feriado, é intenso o movimento de passageiros, motoristas, funcionários, faxineiras, taxistas e, às margens, especificamente na praça, os moradores de rua.
Quem são eles? Mendigos ou andarilhos? De onde vieram? Estão só de passagem? Por que moram na rua? A quem tanto incomodam? A reportagem do Jornal Cidade sentou na praça, e conversou com dois dos moradores de rua que se instalaram há alguns meses ao lado do Centro de Informações Turísticas (CIT). A dupla não quis se identificar, mas, concedeu entrevista.
Um dos andarilhos afirma que já está na praça há pelo menos oito meses: na foto, os pertences deixados pelo grupo no espaço
“Há 16 anos moro na rua. Sou de outro estado, mas com frequência venho para Rio Claro. Aqui na praça, nós ajudamos um ao outro. Tudo o que eu queria era uma casa, comprovante de residência, poder ter um lugar para morar e conseguir trabalho. Se conseguimos uma marmita, nós dividimos. Tudo é dividido entre o grupo. Pessoas para criticar, existem muitas. Para ajudar? Quase ninguém. Sem contar que a assistência da cidade é limitada. No albergue não pode dormir todo dia. Passagem de ônibus ganhamos uma única vez”, diz um deles.
Outro morador que estava ao lado, interrompe mostrando algumas marcas na pele. “Preciso me cuidar. Estava olhando esses dias para o meu corpo, e percebi como estou magro. Tenho uma doença, moça. Recebi ajuda de um homem da igreja, que doou medicamentos para esse problema que estou tendo na minha pele”, disse preocupado.
Entre uma pergunta e outra, o grupo comunicava entre si para dividir as tarefas. Logo um deles retira uma faca: foi pegar um queijo que estava guardado, para dividir com os outros colegas. “Você quer um pedaço?”, perguntou à reportagem. Ele revela que na praça ao lado do CIT, está há pelo menos oito meses. “A gente toma uma pinga e fuma para distrair; para sobreviver”, completou.
O colega mostra à reportagem o artesanato que faz para levantar dinheiro para comida. “A gente vai abordar os motoristas, eles nem abrem o vidro. Já fazem um sinal para que nem chegarmos perto”, relatou.
Transtornos
A permanência do grupo na praça já foi motivo de reclamações de moradores e comerciantes da região. Já houve relatos de andarilhos agressivos.
Contraponto
Na matéria “Especialistas avaliam a problemática envolvendo os moradores de rua”, publicada pelo JC em 25/jul, peritos no assunto foram questionados sobre a origem do problema e como poderia ser amenizado. O sociólogo Airton Moreira Jr. considera que a cidade é excludente na medida em que a especulação imobiliária leva à falta de opção por moradia. “Vivemos na cidade com terrenos cada vez mais caros e aluguéis cada vez mais insustentáveis. O aumento no número de pessoas em situação de rua passa por isso.”
Para a geógrafa Maria Magali Matias, as políticas sociais seriam importantes medidas de proteção “contra a violência gratuita que muitos sofrem”. Para ficarem alertas à noite, a fim de se defender, dormem durante o dia. Então por isso a expressão “vagabundo”.
Assistência Social
Segundo a Prefeitura, as pessoas em situação de rua são atendidas pela Secretaria de Ação Social. Sua abordagem, feita pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), inclui cadastramento, atendimento psicológico e contato com familiares (se for desejo do morador). Além disso, o Creas encaminha para a rede de serviços do município ou outras instituições de serviço social. Quem quiser comunicar a presença de moradores de rua, os telefones do Creas são 3523-6420, 3523-6439 e 3524-8679. Contatos à noite e em finais de semana são feitos à Casa Transitória: 3533-5277, 3517-8910 e 3524-8910.
Uma nova tentativa de furto em agência bancária foi registrada na noite de domingo (11). Bandidos invadiram a agência do Bando Santander localizada na Avenida 3, em frente ao Jardim Público, Centro de Rio Claro.
A ocorrência foi atendida pela Guarda Civil Municipal (GCM). De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Comunicações da GCM, a corporação recebeu uma ligação anônima informando sobre um possível furto em andamento no banco.
Bandidos atuaram na noite de domingo (11)
A viatura 4.36 da Guarda Civil Municipal compareceu ao local e constatou que a agência havia sido invadida através de um portão que dá acesso ao banco. Os bandidos abriram o cadeado e invadiram a agência por um buraco que fizeram na parede lateral e estavam tentando invadir a sala da tesouraria do banco. Os GCMs avistaram a luz acesa e as ferramentas utilizadas na tentativa de furto, mas nenhum indivíduo no local. A GCM acredita que, ao se depararem com a dificuldade do furto, os bandidos desistiram da ação e deixaram o local às pressas.
Os guardas civis preservaram o local da ocorrência até a apresentação dos dados no plantão policial.
Adotar um animal não é como comprar uma boneca ou um carrinho novo. É preciso de responsabilidade e consciência, pois a partir daquele momento, o novo integrante da família precisará de cuidados especiais e de muito amor, carinho e atenção.
Muitas crianças costumam pedir aos pais em datas comemorativas um animal como presente, mas é sempre importante que a família trate o assunto guarda responsável com a criança.
Michelle Crespo, ativista pelos animais, explica que animal não é brinquedo e que é preciso fazer com que os pequenos entendam isso. “Os laços de responsabilidade se criam a partir do momento que a família se estrutura para receber o animal adotado. Ler sobre os cuidados básicos, e inserir as crianças na educação e cuidado do animal, diariamente, faz com que esses laços sejam fortalecidos. Não tem como enjoar e dar embora, ou abandonar.”
CARINHO – Luiza com os pais Bruno e Marina e seus animais de estimação, Cláudio, o coelho, e Jéssica, sua tartaruga
A ativista fala que assim como a família precisa de um tempo para adaptar-se com o animal, ele também necessita de um período para sentir-se confortável em seu novo lar.
Para Luiza, ter um animal de estimação sempre foi uma vontade, mas para os pais, o pouco tempo em casa não permitia que isso acontecesse. “A Luiza sempre gostou e quis um animal, mas ficamos protelando por um bom tempo, pois trabalhávamos fora”, explica Marina de Moraes Teixeira do Amaral.
Até que um dia, Marina chegou em casa com Cláudio, o coelho de estimação que hoje faz a alegria da filha. “Gosto de brincar com ele, ele corre atrás de mim, ele me faz companhia”, conta a menina de seis anos.
O amor de Luiza pelos animais é evidente. “Ela prefere ficar com o Cláudio e com a Jéssica, uma tartaruga que ganhamos recentemente, do que brincar com brinquedos, ela chega da escola e já corre para perto dos bichos’, conta o pai o pai, Bruno Filier Teixeira do Amaral, que nunca teve animal de estimação e assume que levou um tempo para acostumar-se com a rotina.
Os pais contam que ensinam a filha sobre a importância do respeito pelos animais e que ela auxilia nas tarefas. “Usamos a alimentação tanto do Cláudio quanto da Jéssica para ensinarmos a Luiza a importância de comer alimentos saudáveis, pois eles comem frutas e verduras”, finalizam.
Melhorias estão sendo implantadas na via pública que dá acesso aos 2.096 apartamentos em construção ao lado do bairro Terra Nova, região Sul de Rio Claro. As guias começaram a ser instaladas e material foi depositado para melhorar as condições da via pública, acabando com os transtornos nos dias de chuva.
Com valor de R$ 200 milhões, a construção dos 2.096 apartamentos representa o maior investimento habitacional feito em Rio Claro para um único projeto. Quando os apartamentos estiverem prontos, Rio Claro terá reduzido significativamente o déficit habitacional entre a população de baixa renda, a qual o novo conjunto residencial é direcionado.
Obras acontecem o lado do bairro Terra Nova, região Sul
O empreendimento também tem gerado emprego para muitos trabalhadores. Para construir os apartamentos, a Direcional, empresa responsável pela obra, contratou montadores, carpinteiros, eletricistas, encanadores, pedreiros, pintores, azulegistas e serventes. A grande maioria de Rio Claro.
Os recursos para as obras são provenientes do projeto Minha Casa Minha Vida – do governo federal, que destina R$ 158,6 milhões, e do Casa Paulista – do governo estadual, que participa com R$ 41,3 milhões.
Para quem pensa que as crianças estão trocando as páginas dos livros pelos smartphones, a realidade é outra. O público infantil tem crescido respeitosamente nas livrarias, seguidos do infanto juvenil.
Amalha Maciel, gerente de uma livraria, fala sobre a importância do incentivo por parte da família e também da escola. “É preciso que a criança seja estimulada a ler, a conhecer esse universo tão mágico que nos leva para longe.”
Edilene lê para suas filhas, Eduarda de 9 anos e Bruna de seis; as pequenas adoram livros
A gerente aponta que o não conhecer profundamente o próprio interesse, ocasiona na falta de vontade na hora de procurar por um livro. “Muitas crianças não gostam de ler, pois passam por situações em que precisam encarar uma literatura que não aceitam bem. O fundamental é que cada um procure o que mais se identifica e a partir daí, a leitura não possui limites.”
Edilene Bissoli Casselli é mãe de Eduarda Bissoli Casseli de nove anos e Bruna Bissoli Casseli de seis e, cita o hábito como melhor forma de incentivo. “Desde pequenas compro livros para lermos juntas. A escola também manda alguns toda semana, acho importantíssimo isso, é dessa maneira que elas vão desenvolvendo o gosto e prazer pela leitura.”
Atualmente o primeiro contato com o livro não é só quando a criança aprende a ler. “Temos livros para banho, para a hora de dormir, com texturas, sons, cheiros, tudo para que a criança tenha o contato desde muito cedo”, explica Maciel. E a mãe Edilene confirma. “Livros coloridos e interativos fazem as crianças viverem a fantasia e a magia aprendendo. É agregar o prazer da leitura com a diversão, as meninas adoram publicações desse tipo.”
Sobre a internet prejudicar o interesse das crianças pelos livros, a gerente explica que isso não acontece. “Há quem pense que isso pode tirar o interesse da criança, mas não, a procura por livros de personagens da TV ou da internet mesmo é muito grande e eles possuem conteúdo, cativam os pequenos.”
Num trabalho que muitas vezes corre junto com esse incentivo, diversos blogueiros apresentam novas edições para as crianças e principalmente para os adolescentes, fazendo com que o interesse pela leitura aumente, tornando isso um ciclo. Edilene conta que faz de tudo para que as meninas se interessem cada vez mais pelos livros e responsabiliza-se em proporcionar o que há de mais divertido a elas.
Na última semana começaram a ser realizados os serviços para a implantação das galerias para captação de águas pluviais em trecho do Anel Viário, entre as avenidas 24-A e 62-A. A limpeza da área e instalação de tubulação antecedem a colocação de asfalto.
A pavimentação será feita entre a Avenida Judiciária e Avenida 62-A. O trabalho finaliza uma das obras viárias mais importantes de Rio Claro e que era esperada há cerca de três décadas, interligando o bairro Bela Vista ao Distrito Industrial.
A região do trecho em obras do Anel Viário dá acesso à Unesp e ao novo fórum criminal do município
Além do asfalto, serão implantados trechos de calçadas, ciclovia e paisagismo. O investimento nesta parte final da obra é de R$ 1.310.700,37 e o período mínimo de serviços é estimado em seis meses.
A região do trecho em obras do Anel Viário dá acesso à Unesp e ao novo fórum criminal do município que está em construção e à Cidade Judiciária, onde irá funcionar o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, que está sendo finalizado.
Em sua totalidade, o trecho do anel viário que está em obras passa pelos bairros Bela Vista e São Miguel, e dará acesso aos bairros Bandeirantes, Bela Vista, Vila Indaiá, Vila Alemã, Vila São José, Arco-íris, Jardim Vilage, Vila Verde, Parque Mãe Preta, Vila Industrial e Vila Cristina. A região possui uma população estimada em 40 mil habitantes.
A praça no Jardim Ipê, localizada na Rua 4-A com as Avenidas 40-A e 42-A, recebe na quarta-feira (14), às 15h30, placa em homenagem póstuma à professora Sheron Regina Barbi Machado.
A partir de projeto de lei da vereadora Raquel Picelli, o espaço recebeu oficialmente a denominação em dezembro de 2013. De acordo com a vereadora, a praça contém a história da população que ali convivia, incluindo a professora Sheron. “A praça era a extensão de seu lar, onde toda a família e demais vizinhos se reuniam”, comenta Raquel Picelli.
Praça fica na Rua 4-A com as Avenidas 40-A e 42-A
Filha de José Luiz Barbi e Maria Aparecida Barros Barbi, a professora Sheron Regina Barbi Machado desde os 14 anos dedicou-se ao trabalho voluntário e em 1998 formou-se pelo Instituto de Educação Joaquim Ribeiro.
Em 2001 estagiou na escola Profa. Djiliah Camargo de Souza, iniciando sua carreira de professora na escola que tanto amava. A escola é localizada em frente à praça Jardim do Ipê, local onde Sheron viveu sua infância e mocidade.
Além da escol Djiliah, a professora exerceu sua profissão em outras unidades, como Armando Grisi, Victorino Machado, Silvio de Araújo e Benedito José Zaine. Durante toda a sua vida a homenageada não deixou de participar do trabalho voluntário e sempre que possível reunia-se na Praça Jardim do Ipê com amigos e família. Formou-se em pedagogia em Araras e cursou pós-graduação em São Carlos.
A exposição “De tempo a tempo” está no Casarão da Cultura de Rio Claro e pode ser visitada até o dia 30 de novembro. A mostra é um panorama da diversidade artística da pinacoteca municipal Pimentel Jr. O horário de visitação é das 12 às 18 horas, de segunda sábado.
Estão expostas obras tratadas dentro do projeto de preservação do acervo
Um dos destaques da exposição é sala sensorial para o público de baixa visão e pessoas com deficiência. Esse material inclui maquetes táteis e textos e etiquetas em braile. “Além disso, nosso objetivo é atrair público diversificado e, para isso, montados uma mostra que fala a vários níveis de sensibilidade”, comenta a analista cultural da Secretaria Municipal da Cultural, Ilídia Maria Faneco.
Estão expostas obras tratadas dentro do projeto de preservação do acervo, que está sendo realizado com recursos obtidos pelo município após seleção da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural do Estado de São Paulo.
Para obter esses recursos, Rio Claro participou de seleção aberta ano passado pelo governo do estado, visando a preservação de materiais museológicos. O projeto de Rio Claro foi um dos cinco contemplados entre 49 inscritos.
O projeto foi elaborado por equipe técnica formada por Ilídia Faneco, a conservadora e restauradora Daisy Estrá – curadora da exposição – e a museóloga responsável Diná Terezinha Camarinha Queiroz Jobst.
A exposição no Casarão da Cultura tem o apoio da Secretaria Municipal de Obras, Orquestra Filarmônica de Rio Claro, Colégio Koelle, Antiquário Cia do Tempo, Ufscar e Shopping Rio Claro.
Nesta segunda-feira (12), é comemorado o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Para falar um pouco sobre o data, o JC conversou com o pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, José Alves de Faria, conhecido entre a comunidade religiosa como Padre Pedroso.
Ordenado padre há 23 anos, Pedroso está a frente da paróquia em Rio Claro há seis anos. “Em agosto do ano que vem completo sete anos na paróquia”, contou.
De acordo com ele, a celebração dá início às comemorações de 300 anos de aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. “Este ano marca o primeiro triênio preparatório dos 300 anos, que deve contar com a presença do Papa Francisco em 2017. Quando Maria apareceu no Brasil, em 1717, no Vale do Paraíba, era um contexto de escravidão e sofrimento. Então ela surgiu como um sinal de libertação”, explica.
De acordo com Padre Pedroso este ano marca o início das celebrações de 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida
FESTA
Em Rio Claro, conforme já divulgado nas páginas do Jornal Cidade, está em andamento a Novena e Festa da Padroeira do Brasil. Neste sábado (10) e domingo (11), às 18 horas, acontecem as duas últimas celebrações com os padres Sebastião e Jucimar, respectivamente.
Na segunda-feira (12), serão realizadas missas às 3h30, 5h30, 7h30, 9h30, 11h30, 13h30, 15h30, 17h30 e 19h30. Cada celebração será feita por um padre diferente e o bispo Dom Fernando será responsável pela celebração das 17h30.
“A presença do bispo, bem como dos outros padres é muito importante. O bispo vem para a cidade representando o presbitério, a fé do povo, a comunhão da diocese e partilhar a nossa alegria nesta data”, enfatiza Pedroso ao lembrar que apenas três paróquias da Diocese de Piracicaba mantém o título de Nossa Senhora Aparecida e Rio Claro é uma delas.
Padre Pedroso só não estará presente na primeira missa, às 3h30, pois estará em vigília em Santa Bárbara. As outras celebrações marcadas para o mesmo dia contarão com a presença do pároco, que acompanha os padres convidados.
COMUNHÃO
Muitos fiéis tem dúvidas se podem ou não comungar em todas as celebrações que vão acontecer no dia 12. O padre explicou que não há restrições quanto ao número de vezes, mas orientou que as pessoas orem por outras pessoas. “Pode comungar quantas vezes quiser, em todas as missas, desde que coloque na sua comunhão os doentes, idosos, família, saúde, o Papa, os pecadores. É importante rezar para os diferentes e não apenas para os iguais. Comungar só para si não tem sentido. E como Maria é a mãe de todos os povos, as pessoas podem rezar para todos também”, esclarece.
PAPA
Para Pedroso o Papa Francisco é o papa da misericórdia. “No contexto histórico atual, ele veio fortalecer a esperança de uma igreja melhor, uma sociedade melhor”, comenta.
O padre reconhece o êxodo de fiéis da igreja católica e coloca como motivo os pecados da instituição. “Há uns 10 anos a igreja perdeu muitos fiéis por conta dos pecados da igreja, que pecou muito. Com entrada do Papa Francisco a igreja pediu perdão por seus pecados e os fieis estão retornando para nossa igreja”, reflete.
Questionado se o Papa é um reformista dentro da instituição, foi enfático: “Ele não é reformista, ele veio reforçar a fé católica”.
HOSPITAL
Pedroso destacou o apoio à campanha Pró-Hospital de iniciativa da comissão de leigos, da pastoral da saúde e que tem a frente o padre Antônio Sagrado Bogaz. “Toda iniciativa que é para o bem da cidade é bem aceita, pois é a missão da igreja”, diz.
POLÍTICA
Sobre o envolvimento da igreja com a política, o padre enfatizou que ambas devem estar próximas. “A igreja tem que estar próxima da política. Ela não pode militar por partidos. O partido da igreja é que todos os povos vivam em sua plenitude. Por isso, entre as atribuições da igreja está a missão de mobilizar, conscientizar e fazer com que todas as pessoas tenham discernimento. Não tem como separar igreja e sociedade”, garante.