Jardim “público” que necessita de intervenção

Antonio Archangelo

Até que ponto o direito de ir e vir pode prevalecer quando a sensação de segurança se esvazia? Esta é a realidade do Jardim Público de Rio Claro, formado pela união das praças XV de Novembro e Sargento Otoniel Marques Teixeira (um dos combatentes do Exército, que morreu durante a Revolução de 32 e que anteriormente dava nome à metade da Avenida 1 para a Avenida 3).

O principal espaço público da cidade, datado da metade do século XIX, teve seu ajardinamento iniciado por Siqueira Campos em 1886, militar e político partícipe do movimento tenentista e da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em julho de 1922.

Em 1990, o Jardim Público ganhou prolongamento da praça. Entre as intervenções no local, a mureta que fechava o jardim e as entradas em pórticos de ferro trabalhado (atualmente portal da Santa Casa), a gruta do leão, bem como os antigos bancos foram retirados. Monumentos e obras de arte: a do Índio – destruída por ação de vândalos, a de Diana Caçadora – furtada na última semana, e a do Anjo da Concórdia foram acrescentados, o coreto Fábio Marasca foi substituído.

MEDO: principal espaço público da cidade, datado do século XIX, é ocupado por andarilhos e prostitutas
MEDO: principal espaço público da cidade, datado do século XIX, é ocupado por andarilhos e prostitutas

Atualmente, o espaço convive com a presença de andarilhos e itinerantes, além da prostituição. De acordo com a secretária de Ação Social, Lucy Helena Wendel Ferreira, na realidade, as pessoas querem uma cidade limpa, certinha. Mas essas pessoas têm o direito de conviver.

“Todo dia o pessoal reclama das pessoas na Estação, no Jardim Público, na Marquise. É desagradável mesmo. Sempre estamos conversando com a redução de danos, que vai até o local, faz a entrevista. É terrível você ver a situação, mas temos que trabalhar muito para que as pessoas vivam com mais qualidade. A política de assistência social sozinha não dá conta, precisamos da Saúde. Precisamos dos consultórios de rua, para que estas pessoas retornem para suas famílias. Cabe lembrar que os vereadores criaram Frente Parlamentar em Defesa da População de Rua de Rio Claro. Uma vez por mês nos reunimos para discutir junto com o Executivo, Legislativo e demais entidades, como a UNESP, por meio do professor Silvio, especialista na questão”, lembra.

OBS.: Durante a reportagem, um grupo de andarilhos – incluindo o suposto filho de um promotor de Justiça – abordou a reportagem, chegando a fazer ameaças, impedindo a realização de fotos, e, sob ameaças, quiseram roubar o material fotográfico utilizado. Fazendo menção de estar armado, um dos indivíduos fez ameças, mas não obtiveram êxito.

Sisu: Ministério da Educação divulga resultado; confira a lista

Agência Brasil

O Ministério da Educação divulgou na manhã desta segunda-feira (18) o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na internet (clique aqui para acessar). Ao todo, 2.712.937 candidatos se inscreveram para 228.071 vagas em 131 instituições públicas de ensino superior. Os candidatos selecionados deverão fazer a matrícula nos dias 22, 25 e 26 de janeiro.

O Sisu usa as notas do Enem para selecionar candidatos às vagas em instituições públicas de educação superior em todo o país.

Lista de espera

Aqueles que não foram selecionados na primeira opção de curso poderão participar da lista de espera, também a partir de hoje (18). O prazo para que isso seja feito vai até 29 de janeiro. Basta acessar o portal do Sisu e clicar na opção que confirma a inscrição na lista de espera.

O resultado dos selecionados pela lista será divulgado no dia 4 de fevereiro. Caberá ao estudante procurar a instituição de ensino e fazer a matrícula.

Homem é assassinado com 10 tiros no Parque São Jorge

Matheus Pezzotti

HOMICÍDIO: homem é assassinado com 10 tiros enquanto estava em um bar localizado no Parque São Jorge
HOMICÍDIO: homem é assassinado com 10 tiros enquanto estava em um bar localizado no Parque São Jorge (Arquivo JC)

Por volta das 18 horas deste domingo (17), foi constatado o segundo homicídio do ano em Rio Claro. Segundo informações da Polícia Militar, Edervane Moreira, de 31 anos, foi assassinado com 10 disparos de arma de fogo, sendo atingido na cabeça, costas, ombro, perna e bacia, enquanto estava em um bar na Rua 9, com a Avenida M43.

A viatura do Samu foi acionada e quando chegou ao local constatou que o indivíduo já estava sem vida. Ainda segundo a PM, não há testemunhas sobre o ocorrido e não soube precisar se o homicídio foi feito por apenas uma pessoa e se estava em algum veículo.

Vale lembrar que há um caso de um corpo desaparecido no bairro Bom Sucesso, mas a investigação ainda não confirmou se foi homicídio.

A matéria na íntegra você confere na edição impressa de terça-feira (19), do Jornal Cidade.

Motorista alcoolizado fica ilhado em estrada rural

Carine Corrêa

Condutor alcoolizado tenta atravessar área alagada
Condutor alcoolizado tenta atravessar área alagada

Neste sábado (16/jan), um homem que dirigia seu carro ficou ilhado quando tentou atravessar uma área alagada na estrada de Jacutinga, zona rural de Rio Claro. A Guarda Municipal foi informada e atendeu a ocorrência. Uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) socorreu o motorista.

Carro foi guinchado e levado ao plantão policial
Carro foi guinchado e levado ao plantão policial

O condutor do carro foi questionado e disse aos guardas que tentou atravessar a área alagada, mas não conseguiu e foi ajudado por algumas pessoas a sair de seu carro. Ele conduzia um Gol de cor preta, que foi encaminhado pelo guincho para o plantão policial. Os guardas municipais registraram que ele aparentava estar embriagado, e ele mesmo admitiu ter ingerido bebida alcoólica. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) foi coletado sangue do motorista para comprovação de embriaguez.

UVA: milagre do samba

Adriel Arvolea

A Unidos da Vila Alemã aborda a história da agricultura no desfile do Carnaval 2016
A Unidos da Vila Alemã aborda a história da agricultura no desfile do Carnaval 2016

O tema-enredo “Tirar da Terra o Milagre do Samba”, da Unidos da Vila Alemã (UVA), reverencia as riquezas que se plantam e extraem do solo; um retrospecto da agricultura desde os tempos dos homens das cavernas aos dias atuais. Na cheia do Nilo, o milagre do trigo. Na China, o café fez transformações. Passando pela Índia, especiarias e grãos. Cenário de riquezas e grandes navegações.

É com essa fartura que a UVA promete levantar o público na Passarela do Samba. A semente descoberta no princípio, que é a do samba, será colhida pela escola. Um nova era, então, vai germinar.
Tanto que a agremiação, entre dificuldades e superações, plantou e colheu. Uma colheita que promete ser rica e farta para o espetáculo que prepara para o Carnaval 2016. Ano em que completa três décadas de tradição na Folia de Momo.

Tirar da Terra o
Milagre do Samba

COMPOSIÇÃO: Betinho do Cavaco/ Eduardo Barsotti

 
São 30 anos de glória, amor
A minha Uva é superação 2x
Trago a Verde e Branco
Cultivada no meu coração

Ao sabor do vento, sublime sopro do criador
Uma semente voa, momento de rara beleza
Desde o tempo das cavernas fecundando o chão
Magia da natureza

Na cheia do Nilo, o milagre do trigo
Na China o café, fez transformações
Passando pela Índia, especiarias e grãos
Cenário de riquezas, e grandes navegações

A herança do negro, forte trabalhador
Faz a festa africana, batendo o tambor 2x
Que coisa boa, terreiro de bamba
Tirar da terra o milagre do samba

Senhores do engenho, barões do café
Trabalhadores rurais, belos canaviais
O ouro verde, dos cafezais

Oh… terra fértil, Brasil celeiro do mundo
E nessa terra onde tudo que se planta dá
O samba eu vou semear
E uma nova era vai então, germinar
E uma nova era vai então, germinar

Recomeço e mudança de comportamento exigem ‘sofrimento’, explica psicóloga

Sidney Navas

PROMESSAS: não deixe que seus planos fiquem esquecidos no fundo de uma gaveta. Seja realista e muito persistente
PROMESSAS: não deixe que seus planos fiquem esquecidos no fundo de uma gaveta. Seja realista e muito persistente

Toda virada de ano, a maioria das pessoas aproveita para abandonar hábitos antigos e dar uma ‘guinada total’ no comportamento pessoal e profissional. Uns querem parar de fumar, enquanto outros apostam em dietas e na prática de exercícios físicos para melhorarem a qualidade de vida. Outros prometem ser mais dedicados no trabalho e ter mais paciência e tempo livre para a família e amigos, e por aí vai.

O problema é que muitas pessoas não conseguem cumprir tudo o que prometeram e logo desistem, aumentando a sensação de frustração e vazio. O pior é que isso é bem comum e dificilmente alguém tem êxito absoluto em ‘virar a página’ e recomeçar tudo de novo com a promessa de fazer tudo novo e diferente.

Os motivos para esse fracasso são vários, mas o principal deles é que uma boa parcela da população traça ‘metas inatingíveis’ ou então esperam alcançar os resultados num curto espaço de tempo, de uma hora para a outra. “Na verdade as promessas de ‘Ano Novo’ são compromissos consigo mesmo ou com os outros, e são, simbolicamente, uma tentativa de recriar o seu mundo, de recomeçar a vida abolindo o passado e apostando num futuro promissor, buscando um novo significado à maneira de viver a vida”, explica a psicóloga Lúcia Helena. Segundo a especialista, uma ‘lista menor’ e pensar bem sobre o que realmente é importante trazem uma nova possibilidade frente à vida, aumentando as chances de conseguir essas mudanças.

“É preciso antes de tudo estabelecer promessas palpáveis, possibilidades realizáveis, sempre com ‘os pés no chão’, pois isto envolve mudar hábitos enraizados e planejamento para sair da zona de conforto. É importante ser bem específico no que se quer, e elaborar metas a curto, médio e longo prazo, sem deixar de ser flexível quando necessário.

Acreditar e recomeçar sempre, passo a passo, lembrando que não existe mudança sem sofrimento”, completa. Ela lembra também que na visão de Carl Jung (psiquiatra e psicoterapeuta), a psique possui uma função religiosa, e o homem tem necessidade de dar sentido às coisas da vida. “Também temos o tempo profano e o sagrado”, observa. O importante é se esforçar e jamais esmorecer diante dos primeiros obstáculos e evitar que sua lista de promessas acabe no fundo da gaveta.

Grassmann fala sobre o futebol chinês

Matheus Pezzotti

Em 20 anos de carreira, o preparador físico Walter Grassmann possuí extenso currículo, como em passagens pelo Gyeongnam FC, da Coreia do Sul (à esquerda) e no Rio Claro FC
Em 20 anos de carreira, o preparador físico Walter Grassmann possuí extenso currículo, como em passagens pelo Gyeongnam FC, da Coreia do Sul e no Rio Claro FC

A China se firmou como potência econômica mundial e continua em um crescimento exponencial em todos os âmbitos. E no futebol não é diferente. O esporte é visto pelo presidente Xi Jinping como projeto de governo e, desde 2013, começou a ter intenso incentivo fiscal para empresas que investem no futebol e tiveram início as contratações de bons jogadores, técnicos, preparadores físicos e fisioterapeutas.

É o caso de Walter Grassmann. Filho de Waldemar e Rosemarie Bóbbo, o paulistano morou muitos anos em Rio Claro, ainda visita a cidade nas férias e a tem em seu coração.  Como jogador, foi goleiro tanto do Rio Claro FC como do Velo Clube na década de oitenta. Aos 55 anos, iniciou a carreira somente como preparador físico em 1988, no Linense, com o técnico Tonho.

Com extenso currículo, passou por inúmeros times do Brasil e do mundo, com destaque para conquistas do Rio-São Paulo, em 2001, com o São Paulo, o vice da Copa Paulista em 2005 e o acesso à elite do Paulistão em 2006, com o Galo Azul. Ao trabalhar no Atlético-PR em 1999 e 2000, tornou-se amigo do diretor Samir Aidar. O libanês indicou uma comissão técnica brasileira para trabalhar no Olimpic Beirut FC em 2002 e, desta forma, iniciou sua carreira internacional. Depois, Walter retornou ao Brasil e, em 2012, foi contratado pelo Daegu FC, da Coreia do Sul. No ano seguinte, trabalhou no Changchun Yatai FC, da China, e novamente no Daegu FC. Em 2014, foi para o Gyeongnam FC, da Coreia do Sul, e voltou para o Changchun Yatai FC em 2015. “Não retornei mais ao futebol brasileiro, pois sempre tive o desejo de trabalhar e residir em outros países, com o objetivo de chegar a uma seleção e disputar uma Copa do Mundo ou voltar a uma Asia Champions League [já disputou em 2003, com o Olimpic Beirut FC] e chegar a um Mundial de Clubes”, diz.

Walter também comentou sobre as diferenças em relação ao trabalho realizado no Brasil e nos países asiáticos. “São enormes, como o período de pré-temporada com 60 a 75 dias em média, mas a ciência parece não ter desembarcado em muitos clubes da Ásia e áreas como a fisiologia, nutrição, psicologia, fisioterapia estão defasadas ou inexistentes e isso sobrecarrega os profissionais estrangeiros, mas estou totalmente adaptado e consegui implantar meu sistema de trabalho alicerçado na Ciência do Treinamento, mesclada com minha experiência de 28 anos de profissão”, afirma.

Grassmann comenta que a valorização financeira é um dos fatores mais importantes para escolher o mercado asiático, mas o reconhecimento do trabalho não tem a mesma valorização, com exceção dos grandes clubes, e não acredita que a China seja um país do futuro no futebol.“O maior interesse é o financeiro e isso será mantido somente se os objetivos governamentais forem alcançados nos próximos 10 anos. Se a China voltar a disputar uma Copa do Mundo e atletas chineses entrarem no mercado, então acredito que os altos investimentos continuarão. Mas um fator que deve ser revisto com urgência na China é o seu trabalho de base. Sem uma formação adequada, jamais a China terá uma seleção forte e competitiva, pois o dinheiro não compra tudo, mas pode financiar a contratação de profissionais que iniciem uma estruturação nesse processo em conjunto com os chineses e, paralelamente a isso, intercâmbios constantes com clubes formadores ao redor do mundo”, ressalta. Walter ainda não definiu o clube em que vai trabalhar na temporada, mas prefere seguir fora do Brasil pela questão financeira e não descarta retornar, no futuro, a um grande clube do país.

Chuvas prejudicam produção de verduras, mas preços não sobem

Laura Tesseti

Maria Carrocher trabalha na Feira de São Benedito e diz sentir muito os efeitos da chuva
Maria Carrocher trabalha na Feira de São Benedito e diz sentir muito os efeitos da chuva

O período de chuvas que o país enfrenta prejudica diversos setores, incluindo a produção e venda de verduras, frutas e legumes. Em Rio Claro, é possível sentir a queda na produção e na qualidade dos produtos ao visitar as feiras que acontecem na cidade.  A triste realidade foge das mãos dos comerciantes e produtores da cidade, que tentam de todas as maneiras não repassar o custo para os clientes, com o intuito de ainda conseguirem lucrar com o que a chuva não estragou.

Maria Carrocher trabalha na feira de São Benedito há mais de 40 anos vendendo verduras e legumes, e conta que as chuvas estragaram mais da metade do que estava plantado. “Tem chovido muito nos últimos dias, do que estava plantado apodreceu boa parte, mais da metade, tivemos que jogar fora, conseguimos recuperar um pouco para vender”, conta a produtora. Mas nem de todo mal é a água que chega. Para Geraldo Camilo Tomazini, que também trabalha na feira de São Benedito, mas vende laranjas, a chuva faz-se necessária.

“Tem prejudicado é claro, mas essa chuva é necessária, pois o solo precisa estar úmido no período da seca. Muitas propriedades rurais não possuem sistema de irrigação, então precisamos dessa chuva, sem falar nos infinitos benefícios que ela traz para os problemas enfrentados no Brasil”, fala o limeirense que vem para Rio Claro participar da feira.

Sobre os preços, Maria Carrocher explica que não tem como subir, pois a qualidade do produto não está boa suficiente para que isso aconteça. “Os preços das verduras e dos legumes não subiram e acredito que nos próximos meses isso não irá acontecer, pois a chuva prejudica a produção e a qualidade cai, não tem como aumentarmos os valores, pois os consumidores não comprarão, ainda mais diante da crise econômica no país”, finaliza a produtora.

Carnaval 2016 tem venda de camarotes a partir desta 2ª

Divulgação

Posto de venda de ingressos para o Carnaval 2015 no Shopping Center de Rio Claro
Posto de venda de ingressos para o Carnaval 2015 no Shopping Center de Rio Claro

As vendas de camarotes e frisas para assistir aos desfiles das escolas de samba no Carnaval 2016 de Rio Claro começam na segunda-feira (18). O ponto de venda funcionará no Shopping Rio Claro, das 10 às 22 horas. Na quarta-feira (20), serão iniciadas as vendas de ingressos para as arquibancadas.

Os camarotes com dez lugares têm preços que variam de R$ 500,00 a R$ 1.500,00. Os camarotes da primeira fila, mais próxima da Passarela do Samba, custarão R$ 1.500,00, os da segunda fila, R$ 1.000,00 e os camarotes da terceira fila serão vendidos por R$ 500,00. Já as mesas de pista com cinco cadeiras (conhecidas como frisas) custarão R$ 750,00 (na frente dos camarotes), R$ 600,00 (na primeira fila lateral aos camarotes) e R$ 500,00 (na segunda fila lateral aos camarotes).

Quem optar pela compra de camarotes e frisas poderá fazer o pagamento dos valores com cheque pré-datado, que será depositado no dia 1º de fevereiro, ou por depósito bancário, em conta específica fornecida pela Comissão Organizadora do Carnaval (COC). Os ingressos para as arquibancadas começarão a ser vendidos na quarta-feira, também no Shopping. O pacote de ingressos para as três noites de desfile – sábado, domingo e terça-feira – custa R$ 15,00 e um litro de leite, que será destinado a entidades assistenciais da cidade. O plantão de vendas terá um telefone de informações: 99852-5956. O carnaval de Rio Claro terá desfile das escolas de samba e blocos nas noites de sábado, domingo e terça-feira.

Quanto custa ter uma casa segura?

Carine Corrêa

Jornal Cidade procurou um especialista no assunto, para que possa responder à seguinte pergunta: quanto custa ter uma casa segura?
Jornal Cidade procurou um especialista no assunto, para que possa responder à seguinte pergunta: quanto custa ter uma casa segura?

Proporcionalmente ao aumento da criminalidade, as pessoas têm procurado mais equipamentos de segurança que sejam capazes de blindar a violência, como furtos e roubos em residências. Pensando nisso, o Jornal Cidade procurou um especialista no assunto, para que possa responder à seguinte pergunta: quanto custa ter uma casa segura? Tayná de Azevedo é especialista em segurança pública e privada, e fornece com mais propriedade informações sobre um sistema de seguro capaz de ‘garantir a paz’.“Para ter um sistema adequado, a pessoa investe em média R$ 2.000 com a instalação de cerca elétrica, câmeras de monitoramento e alarme residencial”, estima Azevedo.

Tayná explica ainda que, antes de implantar o sistema, é necessário avaliar outros fatores, como a localização do patrimônio e a vulnerabilidade do bairro. “Primeiro é preciso entender onde e como vou proteger o patrimônio. Exemplo: vou proteger um patrimônio cujo valor é inferior à despesa que terei para brindá-lo, ou moro em um bairro onde ninguém usa sistema de segurança e o número de furtos a residência é baixo. Neste último caso, colocar um sistema complexo de segurança pode chamar a atenção”, avaliou.

O especialista ainda atenta que investir em segurança requer investimento também na manutenção dos equipamentos. A conta de energia, por exemplo, pode ter um aumento em até R$ 30 com um sistema de segurança que inclui câmeras de monitoramento. Há também as mensalidades que são cobradas pelas empresas especializadas para dar suporte ao cliente. “Essas mensalidades variam entre R$ 100 e R$ 150”, frisou. Problemas nos equipamentos também significam outros gastos: se uma cerca elétrica é danificada, precisa ser reparada imediatamente, segundo Tayná. A compra de um cachorro de grande porte treinado pode resultar em um investimento na ordem de R$ 3 mil. “Lembrando que cachorros treinados exigem que o proprietário tenha conhecimento em treinamento”, observou.

Ele lembra ainda que vigias de rua são um serviço considerado clandestino pelos órgãos de Segurança Pública e pela Legislação.

Obras das novas oficinas ferroviárias devem começar em meados de 2017, diz secretário

Antonio Archangelo

O secretário de Gestão dos Programas de Transporte, do Ministério dos Transportes, Luciano Castro, ao centro
O secretário de Gestão dos Programas de Transporte, do Ministério dos Transportes, Luciano Castro, ao centro

Em entrevista exclusiva à Coluna, o secretário de Gestão dos Programas de Transporte, do Ministério dos Transportes, Luciano Castro, disse que o projeto de transferência das oficinas terá início em sua forma física em 2017.

“Estamos fazendo todo o procedimento via DNIT. Ele irá bancar o projeto, e as obras não têm vinculação ou condicionante para que isso se viabilize. Isso é importante para o município, pois vai liberar uma área de expansão urbana importante para a cidade. Esta situação é extremamente importante para a cidade. Do outro lado, esse novo pátio ferroviário também gerará uma expectativa de expansão, além de trazer um ponto administrativo onde a Rumo, que hoje está no Paraná, poderia se transferir para cá com toda a administração da Rumo. Uma possibilidade real. Devo conversar com o pessoal da Rumo em Brasília e saber se existe este real interesse expresso. Deixaria o Paraná e viriam para cá”, citou.

Castro lembrou ainda que “estão vivendo um momento em que estão administrando dívidas que não foram honradas no passado e que chegaram a R$ 2 bilhões. Mas esta semana o governo liberou R$ 1 bilhão para quitação de dívidas e prometeu liquidar o passivo de dívidas do DNIT, criando uma expectativa de retomada de obras e gerando uma expectativa positiva. Retomar obras significa retomar empregos, retomar empregos significa melhoria de renda”, complementou.

O secretário citou que o investimento inicial para o projeto Executivo de transferência das oficinas é estimado em R$ 2 milhões. Após aprovação do projeto executivo, o ministério colocará no orçamento do ano que vem em torno de R$ 60 milhões para construção da obra, se não houver parte administrativa. E R$ 100 milhões se houver a parte administrativa. “Uma expectativa extremamente positiva para que isso realmente possa acontecer”, conclui o secretário que visitou Rio Claro na tarde de sexta-feira, 15.

Especialista e músicos falam sobre a relevância do astro inglês David Bowie

Murillo Pompermayer

À frente do seu tempo, David Bowie influenciou gerações e se notabilizou por suas facetas
À frente do seu tempo, David Bowie influenciou gerações e se notabilizou por suas facetas

Aos 69 anos celebrados há poucos dias, o músico inglês David Bowie morreu no último domingo (10) após árdua luta contra um câncer. Por conta de sua ida, esquecer o início de 2016 será impossível. Mas não se trata de um partir definitivo. Bowie deixa um legado que assegura sua permanência entre nós. João Rodrigo Contim, músico há 20 anos, diz que David Bowie é uma das figuras mais influentes no mundo musical. Contim pondera que uma geração que vinha da explosão dos Beatles deparou-se com a inovação de Bowie, mudando o conceito estético, visual e sonoro do rock. Para ele, tratava-se de um intérprete com ideias e loucuras do mundo contemporâneo. Contim fala, também, da influência do britânico no Brasil. “Ele influenciou músicos como Lulu Santos e Rita Lee. Nos anos 80, a banda gaúcha Nenhum de Nós regravou sua canção ‘Starman’, em português ‘O astronauta de mármore’, um hit que explodiu nas rádios brasileiras”, conta. O músico assevera que Bowie se foi, mas sua trajetória continuará inspirando novos artistas por várias gerações.

“Ele é um desses ‘seres extraterrestres’ que ‘pousaram’ na Terra no século XX, e revolucionaram o mundo da música, assim como Elvis Presley, Jimi Hendrix, Beatles e Bob Marley”, diz Contim. Para o também músico Gustavo Gazana, há 15 anos na estrada, é difícil resumir todo o legado que Bowie deixou para gerações do passado, do presente e do futuro. Gazana, que possui, inclusive, uma tatuagem feita em homenagem ao ídolo, conta que na música Bowie misturou rock, cabaré, jazz, soul, funk, música eletrônica, e tantas outras. “Bowie costumava dizer que tinha uma ‘plastic soul’, misturando gêneros musicais, pulando de um para o outro, conectando vários”, descreve. O jornalista e escritor Ricardo Alexandre, ex-diretor da Bizz, Trip e Época São Paulo, afiança que duas coisas, sobretudo, lhe chamam a atenção quanto à história de Bowie e sua importância. A primeira, conforme Alexandre, é com relação ao fato da maior parte dos grandes artistas da história do rock – àqueles a quem chamamos de gênios –, ter vindo de bandas; de agremiações; de conjuntos musicais; e que tiveram ali sua identidade difundida em algo coletivista, como Paul McCartney e John Lennon. O jornalista afirma não ter dúvidas de que Bowie foi o maior artista solo de todos os tempos.

“Foi um artista que urdiu a sua identidade ali, como uma individualidade. Isso é algo que me chama muito a atenção. E ele o fez com muita competência. Leva-se em consideração não só a parte estética, plástica, política e social de sua obra, que é o que mais chama atenção, mas especialmente a musical”, pondera Alexandre. O segundo aspecto que garante intrigá-lo no que diz respeito a Bowie é que, apesar de ter começado no final dos anos 60, e ter se transformado num ídolo popular nos anos 80, ele atravessa toda a década de 70 assumindo para si um lado bastante evidente desta década, mas muito pouco explorado como arte, que é o cinismo. “O Bowie foi um cara que, desde o início, vestiu personagens que contaram histórias a partir de ‘alter egos’. É muito interessante que, na década do ego, tenha optado por explorar ‘alter egos’. Isso só mostra a genialidade dele, o quanto soube, mais do que ninguém, talvez, lidar com o cinismo e a superficialidade do universo pop”, salienta. Por fim, Ricardo Alexandre diz que David Bowie atravessou uma carreira absolutamente brilhante neste sentido, a ponto de transformar a própria morte em arte no clipe da música “Lazarus”, divulgado há apenas alguns dias.

Jornal Cidade RC
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