“Tudo passa se você tem fé”, afirma leitora

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Lucas Calore

A leitora Renata Ramalho relata sua luta contra o câncer nos últimos dez anos
A leitora Renata Ramalho relata sua luta contra o câncer nos últimos dez anos

Já é sabido que o câncer de mama é o tipo da doença que mais mata mulheres no Brasil. Desde o diagnóstico até a tão aguardada cura pode-se levar de meses a anos.

 São períodos difíceis que as mulheres enfrentam, mexendo com seus aspectos psicológicos e físicos. A cada ano surgem novas alternativas para o combate ao câncer de mama. E, claro, as mulheres com a doença não medem esforços para se curar.

EXPERIÊNCIA

A rio-clarense Renata Ramalho é uma dessas mulheres. Em 2006, aos 32 anos, ela foi diagnosticada com câncer de mama juntamente com a doença de Paget, um tipo de tumor que acometeu parte do seio.

“Eu tive uma lesão na mama direita que foi bem difícil de ser identificada. A biópsia correta foi feita pelo meu dermatologista com uma punção na pele. Eu não tive nódulos, por isso houve dificuldade para o diagnóstico”, conta.

Já na semana seguinte Renata passou por procedimento cirúrgico e retiraram as duas mamas, a segunda por opção, que foram reconstruídas com próteses na própria cirurgia. “Na ocasião não fiz quimioterapia, pois não era indicado, já que o câncer era localizado”, detalha.

NOVA LUTA

Quase três anos depois, em dezembro de 2008, Renata começou a tossir muito e descobriu que estava com metástase em cinco lugares no corpo. “Fiquei muito assustada no início, mas rapidamente a quimioterapia fez efeito e em duas semanas a tosse foi diminuindo. Essa fase é muito pesada, fiquei careca e muito inchada”, relata. Renata seguiu fazendo quimioterapia intensa por seis meses e ficou livre de metástase, o que parecia um milagre, segundo ela.

Após esse período, seguiu fazendo quimioterapia todo mês para manutenção da sua saúde e desde março de 2014 passou a fazer um novo tratamento, a terapia-alvo, que está se destacando na medicina. A terapia-alvo tem como foco combater apenas as células cancerígenas das pacientes diagnosticadas. O direcionamento da ação dos medicamentos faz com que apenas elas sejam destruídas no corpo.

Isso faz com que os efeitos colaterais sobre as outras células saudáveis sejam mínimos e o tratamento, mais eficaz. Dificilmente haverá queda de cabelo, por exemplo, e a disposição da mulher no dia a dia seguirá normalmente. “O melhor desses quase dez anos é a lição de que tudo passa se você tem fé. Espero ter contribuído com informações e esperança”, finaliza.

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