‘Pacto pela Saúde’ entra na Câmara Municipal de Rio Claro

Carine Corrêa

Com o objetivo de eliminar a fila de espera em torno de 37 mil pacientes na Saúde, a Prefeitura entregou nessa segunda-feira (8) à Câmara Municipal o Projeto de Lei (PL) ‘Pacto pela Saúde’.

O prefeito Juninho da Padaria (DEM) solicitou que o PL seja encaminhado em regime de urgência. “Quero agradecer à Câmara Municipal. Tivemos uma reunião na sexta-feira (5) onde já foi tratada a questão do encaminhamento do projeto que irá tramitar em regime de urgência conforme feedback que já tivemos dos vereadores”, detalhou o prefeito.

O democrata ainda sinalizou intenção de ter antecipado o PL e de ter apresentado a propositura durante o Carnaval: “Esse é o resultado da economia que tivemos com o cancelamento dos desfiles de Carnaval e dos cortes que fizemos”, revelou.

O secretário de Saúde, Djair Cláudio Francisco, detalhou que o ‘Pacto pela Saúde’ fará o atendimento à população por meio de carretas que ficarão dispostas no Espaço Livre na Avenida Visconde: “Quando nos deparamos com uma fila de espera grande em torno de 37 mil procedimentos entre exames e cirurgias, começamos a considerar a necessidade de empreendermos um mecanismo que pudesse atender a essa alta demanda. Não houve alternativa, senão estudarmos um procedimento que atendesse essa volumosa fila”, disse.

Polícia Civil indicia suspeitos por tentativa de homicídio

Lucas Calore

A Polícia Civil de Rio Claro indiciou os dois homens suspeitos de agressão contra o jovem Rafael Bandeira Barbosa, de 18 anos.

De acordo com a delegada seccional Drª. Adriana Galloni, o inquérito está instaurado desde a última semana e as investigações prosseguem.

“Estamos reunindo novas informações. Há imagens de câmera de segurança para serem analisadas. Prisões podem ser decretadas a qualquer momento”, revela.

Ambos os suspeitos prestaram depoimento na manhã desta segunda-feira (8) e alegaram legítima defesa. Saiba mais aqui. 

Rafael encontra-se internado na UTI e já passou por cirurgias. Mais informações sobre o caso você confere na edição impressa do JC nesta terça-feira (9).

Time do Emprego abre inscrições para 60 vagas

Divulgação

Rio Claro abriu nesta segunda-feira (8) mais duas turmas do Time do Emprego, programa estadual de inserção e recolocação no mercado de trabalho. São 30 vagas oferecidas pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) e 30 vagas pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Podem se inscrever maiores de 16 anos que estão desempregados ou em busca do primeiro emprego.

As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de maio na sede do PAT que fica na Avenida 3, número 536, entre as Ruas 6 e 7, Centro. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas. Informações pelo telefone (19) 3534-0422. Com relação as 30 vagas ofertadas pela Secretaria de Assistência Social, as inscrições devem ser feitas na sede da pasta que fica no Núcleo Administrativo Municipal (NAM), na Rua 6, número 3.265, Alto do Santana. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, telefone (19) 3522-1930. Em ambos os casos, é preciso levar CPF, RG e carteira de trabalho.

O curso terá início no dia 22 de maio e as aulas serão ministradas nos mesmos locais das inscrições. No PAT, as aulas acontecerão todas as terças e quintas-feiras, das 8h30 às 12h30, e na Secretaria de Assistência Social, às segundas e quartas-feiras, das 9 às 12 horas.

No total, serão realizados 12 encontros, dois a cada semana. Cada encontro irá abordar um tema relacionado ao mercado de trabalho. “O programa orienta o trabalhador na busca de um emprego compatível com seus interesses, habilidades e qualificações profissionais”, explica Laerte Tebaldi Filho, diretor do PAT de Rio Claro. “O Time do Emprego ajuda os trabalhadores a adquirirem um conhecimento que os acompanhará para muito além do emprego”, destaca Arlete Lima, do setor de Captação de Vagas do PAT.

No curso, os participantes vão receber dicas sobre como se comportar nas entrevistas de emprego e testes de seleção, aperfeiçoamento de habilidades, produção de currículo, noções de empreendedorismo, apresentação pessoal, comunicação e expressão, como gerir as finanças em período de desemprego, entre outros conteúdos.

Suspeitos de agressão contra jovem prestam depoimento

Lucas Calore

Os dois homens suspeitos da agressão contra o jovem Rafael Bandeira Barbosa, de 18 anos, enquanto transitava pela Avenida 29, em Rio Claro, na noite de sábado (29), prestaram depoimento ao delegado platonista do plantão policial de Rio Claro na manhã desta segunda-feira (8).

A condução do principal suspeito foi um trabalho realizado pela Polícia Civil e Guarda Civil Municipal de Santa Gertrudes, onde o rapaz trabalha. Ele é natural de Cordeirópolis, assim como o outro homem que estava junto no momento da agressão. Esse segundo suspeito foi prestar depoimento por espontânea vontade e chegou com a presença de advogado.

Rafael encontra-se internado e deverá passar por nova cirurgia em breve. Novas informações sobre o caso você confere na edição impressa do JC nesta terça-feira (9).

ÁUDIO: postos de combustíveis são alvos de criminosos

Da Redação

Um posto de combustíveis foi alvo de ação de bandidos na Avenida Presidente Kennedy na noite de sábado (6). Uma dupla de criminosos, com revólver, acabou presa. Na mesma noite, outro estabelecimento do tipo também registrou assalto, na Estrada dos Costas.

Outro caso semelhante ocorreu na noite desse domingo (7) em Rio Claro. O frentista de posto localizado na Avenida dos Estudantes foi abordado por dois criminosos armados, que levaram R$ 160,00 e mercadoria, incluindo doces.

Roubo

Um funcionário público, que limpa praças no município, foi rendido por três assaltantes que roubaram seu carro na praça da igreja São Benedito. A vítima conseguiu informações de que seu veículo estava em São Pedro. Naquela cidade, o trio de criminosos foi detido.

Confira mais detalhes no player abaixo com o colaborador Gilson Santullo, da Rádio Excelsior Jovem Pan News.

Aplicativos dominam todo tipo de serviços

Estadão Conteúdo

Agilidade na contratação, pagamento automático no cartão, serviço padronizado, geolocalização. Cada vez mais pessoas se rendem à “lógica Uber” na hora de contar com os mais diversificados tipos de serviços: do cuidador de cachorros na hora de viajar à faxineira semanal.

Cansada de ter problemas com empregadas domésticas fixas, a designer de móveis Renata Távora, de 30 anos, descobriu o aplicativo Parafuzos há um ano. Pelo menos uma vez por semana chama uma faxineira pela plataforma. Por ela, consegue escolher a quantidade de horas desejada e incluir serviços extra – como limpar a geladeira ou vidros de janelas. O preço é calculado automaticamente e a fatura vem no cartão. “Da última vez eu paguei R$ 147”, diz ela, que mora em um apartamento em Moema, zona sul de São Paulo.

Um dos sócios da empresa, Felipe Augusto Brasileiro, de 26 anos, conta que a ideia original foi criar “um Uber de serviços domésticos”. “Começamos oferecendo pequenos reparos, há três anos, mas a falta de padronização se tornou um problema. Então partimos para o ramo de limpeza doméstica”, explica. Deu certo: hoje 20 mil casas por mês são atendidas pelo app, que tem 2,5 mil profissionais cadastradas.

Regina Nakamura, de 48 anos, decidiu se inscrever no aplicativo há quase dois anos depois de passar por várias dificuldades profissionais. “É muito prático trabalhar assim e sou dona dos meus horários”, diz.

Foi uma necessidade particular que levou o empresário Eduardo Baer, de 32 anos, a fundar a DogHero, uma plataforma de anfitriões de cães – quase um AirBnb para pets, voltado a quem vai viajar e não tem com quem deixar o melhor au-migo. Baer foi um dos criadores do aplicativo iFood, de delivery de comida e, depois de uma temporada fora do País, estava de volta. “Falei para minha mulher que gostaria de morar em uma casa e ter um cachorro”, conta o empresário. Como o casal sempre gostou de viajar, esbarrou no problema: com quem deixar o bicho? Em agosto de 2014, depois de pesquisar e encontrar soluções semelhantes no exterior, nascia a DogHero: hoje com 10 mil anfitriões em 650 cidades do País e um crescimento mensal de 25%. E Baer, afinal, pode ter um mascote próprio? “Não”, ri ele, que mora em uma casa na Vila Madalena, na zona oeste. “Acabei me tornando um dos anfitriões cadastrados, então todo fim de semana tem um cachorro diferente em casa.”

Então secretária de um escritório de advocacia, Gabriela Almeida da Silva, 25 anos, precisou recorrer ao serviço em 2015, quando teve de viajar. Gostou e acabou se tornando ela própria uma anfitriã. Em 2016 ficou desempregada e decidiu se dedicar apenas ao DogHero. Quase todo fim de semana tem um hóspede em sua casa. “Mês com feriados, como o de abril, são ótimos”, conta ela.

Cliente recorrente dela é a assessora de eventos Mara Lima, 37 anos. Ou melhor, seus cães “pitlatas” – mistura de pitbull com vira-lata – Caco e Thor. “Ela passa toda a confiança e manda informações e fotos deles por WhatsApp”, diz Mara.

No gol

Problemas mais inusitados também têm sido resolvidos pelos aplicativos. De olho na demanda dos peladeiros que nunca querem jogar no gol, o empreendedor Samuel Toaldo, de 33 anos, criou o Goleiro de Aluguel. Por R$ 30 a hora, contrata-se um sujeito para jogar no gol enquanto os amigos batem bola. Ele conta que a sua base tem hoje 8 mil goleiros cadastrados e intermedeia cerca de 800 aluguéis por mês.

Ex-auditor de uma metalurgia, Gustavo Peyerle, de 30 anos, morador de Curitiba, no Paraná, é um dos mais atuantes. Chega a fazer 25 jogos por mês. Quando perdeu o emprego, há um ano, “a renda com o aplicativo era o que quebrava o galho”. Hoje em dia, é motorista Uber ao longo do dia e Goleiro de Aluguel à noite. “Desde criança, eu sempre joguei no gol”, diz.

Há dois meses, a seguradora Ituran lançou no mercado o aplicativo 55 Guinchos, que oferece serviço de guincheiros seguindo a lógica do Uber. “Para o cliente, conseguimos padronizar o valor e garantir a qualidade do serviço”, conta o gerente de projetos da empresa Fábio Acorci, de 43 anos. Por enquanto disponível só na Grande São Paulo, o serviço já tem mais de 500 prestadores cadastrados – e já realizou 4 mil operações.

Colecionador de carros antigos, o administrador de imóveis David Pacheco e Silva, de 41 anos, usou duas vezes e foi convencido da eficiência. “Da primeira vez, o guincho chegou em 10 minutos – quando normalmente é um serviço que leva 1h30 para iniciar”, conta ele.

Já o aplicativo Loggi, de motoboys, foi o que salvou a administradora de empresas Laura Melaragno, de 30 anos, de não perder um voo para Londrina . “Eu estava na (avenida) 23 (de Maio) quando notei que havia esquecido a carteira com os documentos todos no trabalho. Acionei o aplicativo e um motoboy buscou o material no escritório, e chegou antes de mim ao aeroporto. Paguei R$ 25”, conta.

Área escolar segue abandonada no bairro Vila Operária

Laura Tesseti

Novamente o prédio que abrigava o antigo Colégio Vocacional de Rio Claro, localizado na Rua 2, no bairro Vila Operária, é motivo de reclamação por parte dos moradores e comerciantes da região.

Com mato alto e diferentes tipos de materiais descartados irregularmente no local, o espaço ao lado da Escola Estadual Chanceler Raul Fernandes é criadouro de mosquitos e animais peçonhentos. E ainda abriga usuários de drogas e moradores de rua.

“Já gastei todo o arame que tinha para poder deixar o portão fechado”, conta Ariovaldo Correa, que mora próximo da área. “É preciso dar uma destinação correta e adequada para esse prédio, é grande, espaçoso e serve para muitas coisas”, aponta. O comerciante Clayton Roth também partilha da mesma ideia de Ariovaldo: “Precisamos de providências, pois a insegurança é grande e a quantidade de insetos é assustadora. Esse prédio precisa de melhorias e uma destinação correta”, opina.

NOVO PRÉDIO

Pertencente ao Governo do Estado, após reformas, o prédio passaria a abrigar a Etec Professor Armando Bayeux da Silva. E nessa espera já se passaram cerca de seis anos.

Questionado, o Centro Paula Souza, responsável pela Etec de Rio Claro, localizada na região central, informou por meio de assessoria de comunicação que foi realizada uma vistoria na área que pertencia à E.E. Chanceler Raul Fernandes para se levantarem as intervenções necessárias. Os dados estão sendo analisados para que sejam tomadas as providências cabíveis.

O deputado estadual Aldo Demarchi atribui a demora das obras no espaço à crise financeira do país: “A transferência da Etec ‘Bayeux’ para o Chanceler está em discussão há pelo menos seis anos, mas avançou a partir do segundo semestre de 2014, quando os técnicos do Centro Paula Souza apresentaram o projeto arquitetônico das reformas à Prefeitura. Foram sugeridas algumas alterações e o projeto executivo saiu por volta de março de 2015 e custou R$ 1,1 milhão. Logo na sequência, porém, ocorreu a crise na economia do País e a consequente queda na arrecadação de tributos, o que prejudicou a realização da obra”, explica. O deputado prossegue: “no âmbito da Assembleia Legislativa, tenho apoiado a iniciativa por meio de emendas orçamentárias e contatos com o Centro Paula Souza e a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico”, diz Demarchi, aluno do Bayeux na década de 1960. “Vamos trabalhar para que eventuais entraves sejam superados e a reforma seja concluída”, promete.

50 milhões de brasileiros têm algum amigo ou parente que foi assassinado

Estadão Conteúdo

O pai do estudante Diego Cassas Ribeiro, morto aos 18 anos com quatro tiros em São Paulo, ainda não consegue entrar no quarto do filho. O crime aconteceu em 2013, no estacionamento de um restaurante do McDonald’s no bairro de Pinheiros. A família de Ribeiro compõe a estatística mostrada por uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública feita pelo Datafolha em todo o País. Um em cada três brasileiros acima de 16 anos tem ao menos um amigo ou parente que foi vítima de homicídio, o que equivale a cerca de 50 milhões de pessoas (35%).

O Fórum é uma organização sem fins lucrativos que reúne acadêmicos e profissionais da área de segurança e tem missão de promover debates e análises sobre o tema.

O número da amostra é maior entre a população negra (38%) do que entre os brancos (27%), e entre os mais pobres (36%) do que entre os mais ricos (32%). Em 12% dos casos, o responsável pela morte foi um policial.

Nas últimas duas décadas, o Brasil somou cerca de 1 milhão de assassinados. Um dos objetivos da pesquisa era mensurar como a violência altera a rotina dos “sobreviventes”, pessoas do círculo da vítima que ainda convive com a insegurança. O levantamento integra uma iniciativa internacional denominada Instinto de Vida, que cobra a redução dos homicídios em países da América Latina.

Impacto

“O homicídio é uma realidade que está muito perto de nós e atinge a todos numa velocidade muita grande. Os números representam uma tragédia para o País”, disse ao Estado o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima. “Também é triste notar como os crimes impactam o cotidiano dos que continuaram vivendo.”

Para Marcelo Cassas, irmão do estudante morto há quatro anos, o principal impacto foi psicológico. “Até hoje, meu pai não consegue entrar no quarto do meu irmão, nem ver fotos dele. Minha mãe sofreu muito com depressão e só agora está se livrando dos remédios”, conta. “A dor é para o resto da vida.”

Condenado pelo homicídio, Caio Rodrigues está foragido e nunca foi preso. A família da vítima oferece R$ 10 mil por informações que levem à captura do procurado. “Ele vai ser pego no tempo de Deus”, diz Cassas.

Com 58.467 homicídios registrados em 2015, dado mais recente, a pesquisa aponta ainda que 71% da população considera esse patamar “muito alto”. Para 23%, o índice é “alto” e para 4%, “médio”. O Datafolha ouviu 2.065 pessoas acima de 16 anos em 150 cidades, entre 3 e 8 de abril. A margem de erro é de dois pontos

“Podemos ser julgados no futuro como monstros morais por conviver com esse sentimento de indiferença diante de 60 mil homicídios anuais”, diz Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça e presidente para a América Latina da Open Society (organização fundada pelo bilionário George Soros para promover democracia). “Não se indignar é ser cúmplice”, diz, ao dizer que é preciso “reagir com o cérebro” e estudar os fatores que levam à violência.

Moradores de rua terão apoio durante operação

Lucas Calore

A presença de moradores em situação de rua no Jardim Público, no Centro de Rio Claro, já se tornou comum. Quem passa pela praça pode observar dezenas deles utilizando bancos e o Coreto para se abrigar.

De acordo com a Prefeitura Municipal, estima-se que cerca de 100 pessoas nessa condição existam em todo o município. A administração afirma que todas são acompanhadas pelo Instituto Viver e Conviver (IVC), que presta serviços ao município por meio de parceria com a Secretaria de Assistência Social.

Ações

São promovidas ações visando à identificação das famílias e indivíduos em situação de rua, além da construção do processo de saída das ruas e oferta de acesso à rede de serviços e benefícios assistenciais.

A gestão da Cidade Azul anunciou que recentemente cinco pessoas em situação de rua, após participarem de treinamento, passaram a contribuir com mão de obra na Horta Solidária, recebendo auxílio financeiro.

Inverno

Todo ano é realizada a Operação Inverno, que presta auxílio a essa população. A exposição ao risco de hipotermia e ao desconforto das baixas temperaturas é combatida com ações de atendimento durante o período da noite. Os trabalhos estão sendo organizados e devem ter início nas próximas semanas e seguir até o mês de agosto.

Trabalhos

No município de Rio Claro, o Serviço Especializado em Abordagem do Instituto Viver e Conviver é realizado das 8h às 17 horas de segunda a sexta-feira, em locais onde permanecem pessoas em situação de rua.

Casa de Saúde ajuda mulher a encontrar família

Vivian Guilherme

Por longos três anos, a família de Alessandra Gonçalves de Jesus procurou por ela. Desaparecida desde 2014, a mulher de 43 anos viveu durante três meses em situação de rua, no município de Itirapina. Localizada pela equipe de assistência social daquela cidade, Alessandra foi encaminhada para cuidados à Casa de Saúde Bezerra de Menezes, em Rio Claro.

Quando chegou ao hospital, Alessandra não sabia prestar informações sobre sua família, seu passado, entre outros detalhes. Segundo a equipe que cuidou da paciente, a partir do momento em que recebeu cuidados na Casa de Saúde, ela começou a mostrar progressos e a se lembrar, aos poucos, da cidade em que morava, dos nomes de familiares e de outras informações.

Com as poucas informações prestadas por Alessandra, a equipe do Bezerra se uniu para localizar os familiares da paciente. Foram várias tentativas até conseguir localizar a família na pequena cidade de Catuji, no interior de Minas Gerais. A direção da Casa de Saúde entrou em contato com a família, que veio buscá-la no último dia 30 de abril.

Segundo o presidente da Casa de Saúde, João Carlos Sanchez, “o trabalho demonstra que a instituição luta incessantemente pela reinserção social do paciente”. O diretor administrativo Aparecido Chagas do Nascimento lembra que “existem outros pacientes na mesma situação e que buscam a localização dos parentes ou interação social”. A diretoria ressalta ainda que os familiares e a paciente permitiram a divulgação de suas imagens e história. A nova diretoria da Casa de Saúde assumiu os trabalhos há pouco mais de um ano.

Rio Claro vai receber R$ 1,1 milhão para investir no Programa Vivaleite e sociais

O prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, assinou nea última sexta-feira(5), o repasse de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) para o fundo municipal e a renovação do convênio do Programa Vivaleite. A cerimônia de assinatura foi realizada na Câmara Municipal de Piracicaba com a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro. Foram liberados para este ano R$ 8,3 milhões para os 27 municípios da região de Piracicaba, sendo R$ 5,7 milhões do FEAS e R$ 2,5 milhões do Vivaleite. Desse montante, Rio Claro irá receber R$ 1.159.316,43.

Rio Claro irá receber R$ 318 mil neste ano para custear o Programa Vivaleite que atende 460 crianças de seis meses a cinco anos e 11 meses no município. A cota municipal prevista no Vivaleite é de 796 crianças. Cada criança tem direito a retirar 15 litros de leite por mês. A distribuição é feita às segundas e sextas-feiras nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF). São distribuídos mensalmente 11.940 litros de leite para famílias com renda mensal per capita de meio salário mínimo.

Para o fundo municipal serão transferidos R$ 841,2 mil para investimento em programas sociais. Os recursos repassados pelo Fundo Estadual de Assistência Social são utilizados na execução dos serviços tipificados, ou seja, aqueles de realização obrigatória pelo município.

Procuradores estão no Brasil para apurar compra de votos para Rio-2016

Estadão Conteúdo

Procuradores do Ministério Público Financeiro da França estão em Brasília para investigar, em parceria com colegas brasileiros, suposto esquema de compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização dos Jogos Olímpicos no Rio em 2016. A suspeita é de que delegados da organização tenham recebido propina em troca do voto favorável na disputa com Madri, Tóquio e Chicago pelo direito de organizar a competição no Brasil.

A suspeita de que houve pagamento ilegal para a compra de votos de delegados do COI para a organização da Rio-2016 e de Tóquio-2020 vem sendo investigada pelo Ministério Público Financeiro de Paris, que já encontrou indícios concordantes de corrupção em ambos os casos.

Segundo as investigações, três dias antes da sessão do COI que definiria a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, realizada em outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, duas transferências que totalizaram US$ 2 milhões (R$ 6,3 milhões pela cotação atual) foram realizadas pela Matlock Capital Group, empresa com sede em Miami, nos Estados Unidos, e de propriedade do empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, em favor de membros da família do então presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) e membro do COI, Lamine Diack.

Nessa época, o Grupo Facility, de Arthur Soares, tinha contratos de prestação de serviços da ordem de R$ 3 bilhões firmados com o governo do Rio, sob gestão de Sergio Cabral.

Os depósitos foram realizados pela Matlock em dois momentos: um primeiro de US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões) em 29 de setembro de 2009, em favor da empresa Pamodzi Consulting, de propriedade de Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack. Uma segunda transferência, de US$ 500 mil (R$ 1,5 milhão), também proveniente da mesma empresa, beneficiou uma conta de Papa Diack na Rússia. Segundo o MP Financeiro da França, o voto de Lamine Diack em favor do Rio seria crucial para obter a adesão de dirigentes africanos, que votam em bloco nas sessões do COI.

A investigação do MP apura os vínculos entre Arthur Soares e Sérgio Cabral e a existência de um pacto de corrupção em torno dos Jogos de 2016, que envolveria as obras públicas com as quais o governo brasileiro se comprometeu junto ao COI.

Um dos focos de suspeita dos investigadores é se houve vínculos entre empreiteiras que se beneficiaram dos projetos de infraestrutura para a Rio-2016 e a suposta compra de votos. Mesmo depois de um primeiro desenho do parque olímpico ter sido fechado entre os técnicos do COI e da Rio-2016, a construtora Odebrecht, por exemplo, pediu mudanças nas instalações.

Uma vez vencida a disputa em Copenhague, empreiteiras brasileiras ficaram com grande parte dos contratos dos Jogos, alguns deles sem licitações e sem concorrência. À Odebrecht restaram obras como o Porto Maravilha e a Linha 4 do Metrô, além da Vila dos Atletas e o Parque Olímpico e outras instalações e estruturas de transporte. Em um levantamento feito pelos investigadores, constatou-se que, dos R$ 38 bilhões previstos no orçamento original dos Jogos do Rio, a empresa, que está no epicentro da Operação Lava Jato, ficou com contratos avaliados em R$ 26 bilhões.

Em nota, a construtora optou por não entrar em detalhes. “A Odebrecht não se manifesta sobre eventuais investigações e reafirma que vem cooperando com autoridades brasileiras e estrangeiras. A empresa está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas.”

Jornal Cidade RC
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