Sem testes e rastreamento, Brasil não pode abrir mão de confinamento, diz OMS

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO – BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS)

Quarentenas não são um fim em si mesmo, mas uma forma de passar à frente do coronavírus em países onde a transmissão está fora de controle, como o Brasil, disse nesta segunda (25) o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan.

O diretor disse que compreende que os países se preocupem com o impacto econômico de medidas de restrição mais extremas, e que o ideal é isolar apenas quem contraiu o vírus ou está sob suspeita.

Para isso, porém, é preciso ter capacidade de testar todos os casos suspeitos, tratar os doentes, rastrear os contatos e colocá-los em quarentena. É justamente para ganhar tempo para montar essas estruturas que os confinamentos são necessários, afirmou o diretor-executivo.

“Uma vez implantada a capacidade de testar, rastrear e isolar, ela é muito mais efetiva, pois afeta uma proporção menor de pessoas, com menos impacto econômico”, disse Ryan.

Segundo ele, porém, “sem essa capacidade, não há alternativa que não o confinamento. A transmissão não vai embora sozinha”.

O diretor afirmou que “a transmissão no Brasil no momento está muito intensa, assim como em outros países da América do Sul, como Chile e Peru”.

Estimativas semanais divulgadas pelo Imperial College, centro de referência no acompanhamento de epidemias, mostram que a taxa de contágio do país esteve acima de 1 nas últimas quatro semanas. Isso significa que cada pessoa infectada, transmite a doença para mais de uma pessoa, na média, o que faz com que ela acelere sua disseminação.

Na tarde desta segunda, o Brasil registrava mais de 350 mil casos de coronavírus, o segundo maior número no mundo, superando 22 mil mortes.
Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanum Ghebreyesus, quarentenas e lockdowns funcionam como um bloqueio rodoviário, em que se procura reduzir a velocidade do coronavírus para tomar a dianteira e ser capaz de abafar a transmissão assim que ela acontecer.

“Se deixar ele ir aonde ele quiser, sem reduzir sua velocidade, será muito difícil combatê-lo. Esse vírus é muito perigoso, move-se muito rapidamente e é mortal. Quando passa de um patamar, cresce exponencialmente, e é isso que está acontecendo agora no Brasil”, disse o diretor-geral.

A OMS alertou também para o risco de repiques da doença mesmo nos países que já foram capazes de controlar a epidemia, caso eles não continuem rastreando de forma intensiva os casos suspeitos e fazendo seu isolamento.

“É diferente do que se costuma chamar de segunda onda, em que a doença começa a se reduzir até desaparecer, mas pode ressurgir após alguns meses. No estágio em que estamos, ela pode saltar em muito pouco tempo, provocando segundos picos”, afirmou Ryan.

Esse risco é elevado pelo fato de que a maior parte das pessoas ainda é suscetível ao coronavírus, disse a líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove. Segundo ela, há ao menos 20 estudos já em fase de pré-publicação mostrando que a porcentagem da população com anticorpos é baixa.

Países que estão saindo das quarentenas precisam ficar atentos, disse ela: “Esse vírus aproveita qualquer oportunidade para escalar, e é capaz de superacelerar a transmissão”.

Aos 63 anos, Morre Vadão, ex-técnico da seleção feminina de futebol

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O técnico Oswlado Alvarez, 63, o Vadão, morreu nesta segunda (25). Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de um tumor no aparelho digestivo que estava em estado avançado.

A informação foi confirmada pela CBF, onde Vadão trabalhou até o ano passado como técnico da seleção feminina.

Ex-meia-esquerda de passagem discreta por times do interior paulista, ele se destacou como treinador a partir do final da década de 1980. Ficou famoso como formador do que ficou conhecido como “Carrossel Caipira”, a equipe do Mogi Mirim que tinha no ataque Rivaldo, Leto e Válber.

Os três saíram da equipe para jogarem por Corinthians ou Palmeiras. Rivaldo seria eleito o melhor do mundo em 1999.

Como treinador, foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2001 pelo São Paulo. Também venceu estaduais no Paraná (Athletico-PR, em 1999) e Santa Catarina (Criciúma em 2013). Foi duas vezes técnico da seleção feminina, entre 2014 e 2016 e de 2017 a 2019. Foi campeão da Copa América em 2014 e 2018 mas não obteve bons resultados nos principais torneios que disputou. No Rio de Janeiro, ficou em quarto lugar na Olimpíada de 2016 e acabou eliminado nas oitavas de final do Mundial de 2019.

São Paulo atinge 55% de isolamento social; maior taxa dos últimos 21 dias

ISABELLA MENON-SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Véspera do feriado, o domingo (24) no estado de São Paulo registrou 55% de taxa de isolamento, o menor desde último dia 3 de maio, quando o isolamento chegou a 59%.

Na capital paulistana, o índice chegou a 57% no dia que os termômetros da cidade marcaram 11,2°C, recorde de frio do ano, segundo o InMetro (Instituto Nacional de Meteorologia).

O feriado de 9 de julho, que comemora a Revolução Constitucionalista, foi antecipado para esta segunda-feira (25) a fim de aumentar a taxa de isolamento e conter o avanço do coronavírus.

O governo monitora a movimentação dos cidadãos por meio de dados de celular. Durante a quarentena, autoridades da saúde afirmam que a meta é uma redução de mobilidade de 70% da população -o parâmetro se baseia na taxa que permitiu à Itália estabilizar o número de casos.

Até esta segunda-feira, o estado registra 83.625 casos e 6.220 mortes pelo novo coronavírus. Ainda de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. A pasta também informa que 16.814 pacientes, internados em hospitais devido complicações da Covid-19, já tiveram alta.

Além disso, dos 645 municípios de São Paulo, 510 já registram casos de infectados, o que representa 79,06% do território paulista. Um estudo do Instituto Butantan mostrou que se a taxa média de isolamento de 47%, a expectativa seria que todo o estado terá casos e óbitos por Covid-19.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI do estado é de 73,80%, uma ligeira melhora se comparada com sábado (23), que marcou 75,70%.

A história se repete? 100 anos depois, pandemia da Covid-19 se assemelha à gripe espanhola

O avanço dos casos de Covid-19 em vários países e suas consequências relacionadas à falta de leitos e equipamentos, inexistência de vacinas ou medicamentos, além das consequências econômicas, levam pesquisadores a relembrar que há 100 anos, mais exatamente no período de 1918 a 1920, o mundo enfrentava uma outra grande crise causada por uma doença, no caso a gripe denominada de espanhola.

A comparação é inevitável diante da semelhança em alguns aspectos, como mostram na página à esquerda algumas edições do jornal O Alpha, que circulava em Rio Claro mostrando as notícias sobre as mortes e as dificuldades trazidas pelas gripe espanhola. As antigas edições deste jornal estão no acervo do Arquivo do Município. Algumas foram publicadas pela autarquia em sua página no Facebook (Arquivo Público e Histórico de Rio Claro).

Para a historiadora e coordenadora do arquivo Talita Gouvêa Basso, a afirmação de que a história se repete é questionável. “É sabido que a História não se repete, o contexto do ano de 1918 é singular e passado. Mas como documentos de arquivo nunca ficam ‘velhos’, é preciso consultá-los para (re)conhecer o nosso tempo. A pesquisa histórica permite estabelecer relações entre 1918/1920 e 2020, nas sempre embasadas no trabalho científico que deve respeitar diferenças de tempo e de espaço”, pondera a historiadora.

Falando, então, em semelhanças, é possível encontrar nos recortes das notícias referentes ao período 1918/1920 as dificuldades do setor de saúde para atender os pacientes, o crescimento do número de mortes (e até mesmo a dificuldade em dar conta dos sepultamentos), os prejuízos econômicos e até mesmo as divergências políticas em plena pandemia.

Segundo artigo publicado no site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, “a pandemia ocorrida em 1918 e 1919, conhecida como ‘Influenza Hespanhola’, tem sido considerada uma das mais devastadoras e letais da história. Esta enfermidade alastrou-se por todas as regiões do planeta e deixou o maior número de infectados e mortos, se comparada com as pandemias ocorridas até então. Ela teria vitimado 20 milhões de pessoas em todo o mundo (mas alguns estudiosos falam em 50 milhões de mortos). A denominação dada ao surto de 1918 vem do fato de que na Espanha não eram segredo os estragos feitos pela gripe. As notícias sobre a pandemia eram publicadas livremente pelos jornais, o que dava a impressão de que lá havia muito mais doentes do que em outras regiões”.

A superintendente Mônica Frandi Ferreira destaca que, nesse período de quarentena, em que o Arquivo não pode atender o público de forma presencial, o número de consultas acabou sofrendo um aumento através das consultas digitais. “Enquanto que a média de consultas girava em torno de 126 documentos por mês, apenas em abril foram consultados 279 documentos em 44 atendimentos via e-mail (contra os 24 atendimentos remotos e 10 presenciais, no mês de março); número atingido satisfatoriamente, porque aliado ao trabalho de organização, pudemos disponibilizar a versão eletrônica das informações”.

Arquivo tem edições históricas dos jornais

Nos últimos três anos, foram registradas 1.033 consultas aos jornais e periódicos

“O Alpha” foi um jornal de caráter noticioso e literário, que teve a sua primeira edição publicada em 06 de janeiro de 1878, sob a responsabilidade do Sr. Augusto Cintra. No período de maior circulação, que compreende os anos de 1901 a 1927, o jornal “O Alpha” manteve os seus assinantes bem informados dos assuntos nacionais e internacionais. Nesse sentido, os redatores garantiram amplo destaque para a gripe espanhola, doença que assolou o mundo entre 1918 e 1920,

As edições do extinto jornal integram o acervo do Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro.

A superintendente do Arquivo, Mônica Frandi Ferreira, fala sobre a preservação da coleção de jornais, “que entre 2001 e 2004, o Arquivo de Rio Claro em parceria com o Arquivo do Estado de São Paulo e o Centro David Rockfeller da Universidade de Harward, nos Estados Unidos da América, desenvolveu projeto que resultou na microfilmagem/digitalização de 47 títulos dos periódicos que compõem a hemeroteca rio-clarense, incluindo o jornal ‘O Alpha’. O trabalho de conservação desses documentos é cotidiano e permanente”. O Arquivo está instalado no Núcleo Administrativo Municipal – NAM, na Rua 6, no Santana.

Veja abaixo algumas edições do “O Alpha” de 1918 e do Jornal Cidade de 2020 e compare as informações:

Águia da PM ajuda a impedir roubo de caminhonete em Rio Claro

Uma operação para impedir uma tentativa de roubo de caminhonete em Rio Claro na manhã desta segunda (25) contou com o apoio do helicóptero águia, da Polícia Militar.

Segundo informações da PM, um homem acionou o 190 pois percebeu que dois indivíduos estavam tentando roubara sua caminhonete no Jardim Santa Elisa e, como estava nas imediações, a equipe do Águia auxiliou os policiais de RC na busca dos criminosos.

Os ladrões conseguiram fugir, mas o roubo foi impedido e nenhum item foi subtraído.

Retomada do comércio é tema de reuniões nesta semana

Com a quarentena se estendendo cada vez mais devido ao avanço da Covid-19, vários setores da economia se sentiram prejudicados. Agora, com uma estabilidade maior no quadro da pandemia, já se discute uma possível retomada destes setores.

Nesta terça-feira (26), será realizada uma reunião entre o Governador de SP, João Doria, e prefeitos de municípios do estado, incluindo Juninho da Padaria. O tema da reunião será o que deve ser feito após o final desta etapa de quarentena, no dia 30 de Maio.

“Se Deus quiser teremos boas notícias. Esperamos que seja autorizado para começarmos com a retomada a partir do mês que vem”, comentou o prefeito de Rio Claro à reportagem do Jornal Cidade.

Após a reunião com Doria, Juninho deve se reunir, a partir de quarta-feira (27), com representantes de diversos setores (Sincomércio, Acirc, Ciesp, Fiesp, etc.) para traçar o que chamou de ‘Plano Rio Claro’ para a retomada.

“Vamos abrir o diálogo para construir juntos este novo momento. Sabemos que não vai voltar igual antes, as coisas vão mudar, e precisamos conversar para estarmos alinhados e visando o melhor para a cidade”, explicou Juninho da Padaria.

Asmática, motorista de aplicativo sofre, mas vence a Covid-19

 Falta de ar não é novidade para Leticia Helena Teixeira Brandão, 43 anos, mas ela foi levada a uma nova, e desagradável, experiência quando se contaminou com o novo coronavírus. Asmática, ela viu seu sofrimento aumentar quando os sintomas da doença começaram a aparecer, no dia 18 de março.

“Já sou asmática, mas a falta de ar é absolutamente pior do que uma crise de asma. Também tive muita tosse e sentia como se a cabeça e a boca estivessem muito, muito quentes”, conta Leticia, que é motorista de aplicativo na capital paulista.

No dia 22, ela buscou atendimento no Hospital Igesp, na Bela Vista (zona central de SP). Após fazer um raio-X, já foi colocada em uma sala isolada para realizar a tomografia. “Saindo o resultado da tomografia, eu fui internada no mesmo momento. O pulmão estava como vidro fosco, característico de Covid-19. Fiquei lá cinco dias, mas não precisei de respirador”, lembra.

No tratamento, ela diz que assinou um termo para tomar a cloroquina e sangue, se fosse necessário. Além disso, fez uso dos medicamentos Rocefin e Tamiflu. “Todos não sabiam muito bem como lidar com as medicações, afinal, é um vírus novo. Meio que eu brinquei com todos que éramos cobaias, e eles riam.”

Após a alta médica, dia 26 de março, ela ficou isolada em casa com o marido, Rael, 43, que também precisou ficar afastado do trabalho, mas não apresentou sintomas da Covid. “Até hoje ele está aguardando o INSS. Não consegue retornar [a trabalhar], nem receber seu salário. Ele tinha dois atestados, não precisava disso tudo.”

Para não ter contato com passageiros, Leticia voltou a trabalhar, mas fazendo entregas para sites de compras. “Meu marido me ajuda enquanto não retorna ao trabalho dele. Por causa da asma, é uma ajuda maravilhosa. Não ia conseguir sem ele.”

Mesmo após tanto tempo recuperada, ela diz que ainda sofre com os efeitos da doença. E faz um apelo.

“Não me recuperei até hoje pois as crises de asma pioram muito, é uma fraqueza que ainda fica. Fora que para nós, asmáticos, é terrível usar máscara, pois sufoca. Faço até um apelo, se alguém tiver uma ideia de máscaras para asmáticos, nos ajude. Somos muitos que sofrem com essa situação.”

Caixa abre neste feriado em todo estado de SP para pagar auxílio emergencial

CRISTIANE GERCINA – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A Caixa Econômica Federal não irá interromper o calendário de pagamento do auxílio emergencial e manterá as agências abertas em todo o estado de São Paulo nesta segunda-feira (25).

Mas, por se tratar do feriado da Revolução Constitucionalista, celebrado em 9 de julho, que foi adiantado para tentar aumentar o isolamento social dos paulistas em meio à pandemia do novo coronavírus, o atendimento no banco estatal será em um horário menor do que o habitual, das 8h às 12h.

Segundo a Caixa, a intenção de funcionar no dia do feriado é evitar aglomerações. “O objetivo do atendimento durante a antecipação do feriado da Revolução Constitucionalista é evitar a sobreposição de calendários de pagamento e aglomerações”, diz nota da estatal.

O banco pagará nesta segunda o auxílio para 1,9 milhão de beneficiários do Bolsa Família com NIS (Número de Identificação Social) final 6. Também podem sacar a grana os trabalhadores informais nascidos em agosto, que vão retirar a primeira parcela.

As filas que se formaram na Caixa para o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial chegaram a fazer com que cidadãos esperassem por oito horas para ter atendimento dos funcionários do banco estatal.

BALANÇO DO PAGAMENTO

Em balanço divulgado na semana passada, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o pagamento do benefício já foi feito para 48 milhões. No entanto, do total de beneficiários aprovados, 2 milhões ainda não sacaram a primeira parcela.

Esses cidadãos têm um prazo de até 90 dias para sacar os valores, conforme regulamentação da lei 13.982, que instituiu o benefício. Caso não saquem o montante, a grana volta para o Tesouro Nacional.

O auxílio emergencial é um benefício pago a informais e famílias carentes na pandemia do novo coronavírus. O valor da parcela é de R$ 600, mas pode chegar a R$ 1.200 no caso das mães chefes de família.

A Caixa Econômica Federal não irá interromper o calendário de pagamento do auxílio emergencial e manterá as agências abertas em todo o estado de São Paulo nesta segunda-feira (25).

Mas, por se tratar do feriado da Revolução Constitucionalista, celebrado em 9 de julho, que foi adiantado para tentar aumentar o isolamento social dos paulistas em meio à pandemia do novo coronavírus, o atendimento no banco estatal será em um horário menor do que o habitual, das 8h às 12h.

Segundo a Caixa, a intenção de funcionar no dia do feriado é evitar aglomerações. “O objetivo do atendimento durante a antecipação do feriado da Revolução Constitucionalista é evitar a sobreposição de calendários de pagamento e aglomerações”, diz nota da estatal.

O banco pagará nesta segunda o auxílio para 1,9 milhão de beneficiários do Bolsa Família com NIS (Número de Identificação Social) final 6. Também podem sacar a grana os trabalhadores informais nascidos em agosto, que vão retirar a primeira parcela.

As filas que se formaram na Caixa para o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial chegaram a fazer com que cidadãos esperassem por oito horas para ter atendimento dos funcionários do banco estatal.

BALANÇO DO PAGAMENTO

Em balanço divulgado na semana passada, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o pagamento do benefício já foi feito para 48 milhões. No entanto, do total de beneficiários aprovados, 2 milhões ainda não sacaram a primeira parcela.

Esses cidadãos têm um prazo de até 90 dias para sacar os valores, conforme regulamentação da lei 13.982, que instituiu o benefício. Caso não saquem o montante, a grana volta para o Tesouro Nacional.

O auxílio emergencial é um benefício pago a informais e famílias carentes na pandemia do novo coronavírus. O valor da parcela é de R$ 600, mas pode chegar a R$ 1.200 no caso das mães chefes de família.

Bancos funcionarão nesta segunda-feira

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que nesta segunda-feira (25) seus bancos associados manterão suas atividades operacionais inalteradas, para assegurar a prestação dos serviços bancários essenciais à população, inclusive a continuidade do crédito da segunda parcela do auxílio emergencial, que começou a ser feito no último dia 18.

No entanto, sensíveis à necessidade de que sejam observados os cuidados para mitigar a situação de risco à saúde pública decorrente da Covid-19, a Febraban recomenda aos clientes e usuários da rede bancária que evitem ao máximo deslocamento até às agências bancárias, uma vez que estarão funcionando de forma contingenciada, com equipes reduzidas e horários restritos de funcionamento das 10 às 14 horas, nos termos da Circular nº 3.991, editada pelo Banco Central em 19 de março de 2020.

Já o feriado de segunda-feira altera o atendimento dos serviços públicos municipais de Rio Claro na próxima semana. A maioria das repartições públicas não terá expediente. Uma das exceções é a coleta de lixo domiciliar.  Os moradores de bairros onde há coleta é feita às segundas-feiras podem colocar o material para ser recolhido como de costume.

Rio Claro registra a décima morte por Covid-19

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro divulgou na tarde deste domingo (24) boletim que registra o décimo óbito por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O paciente, um homem com mais de 60 anos, estava internado e faleceu no sábado (23). Dos dez óbitos registrados no município de Rio Claro por coronavírus, apenas um paciente tinha menos de 60 anos. Faleceram por coronavírus em Rio Claro seis mulheres e quatro homens.

O município tem 70 casos positivos, sendo que 31 resultados foram apontados em testes rápidos, que precisarão ser confirmados em exames de laboratório. O boletim também aponta cinco casos suspeitos e 33 pacientes recuperados. O número de pacientes internados subiu de 13 para 14, sendo seis em UTI. Não há óbito em investigação.

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Sesi Rio Claro: cinco vezes mais refeições

Seis vezes por semana um verdadeiro mutirão é montado no Sesi de Rio Claro em prol da solidariedade. Sem aulas e com os alunos em casa por conta da pandemia do novo coronavírus, a cozinha da instituição de ensino era para estar fechada, mas tudo mudou diante da necessidade de ajudar o próximo. Em torno de 1.800 refeições são preparadas e embaladas de segunda a sábado para na sequência serem distribuídas a quem precisa por meio de ONGs, igrejas e projetos sociais locais.

“Tudo o que a gente aqui faz se revela por meio de uma bandeira chamada educação. A gente faz esporte, cultura, com a perspectiva de educar. E na alimentação, na nutrição não poderia ser diferente. Ativamos nossos parceiros que foram fundamentais para que essa corrente do bem se concretizasse e essas refeições balanceadas chegassem até a mesa de quem precisa. As histórias são muitas e alguns desses beneficiados têm essa refeição como a principal e única do dia”, disse Ricardo Alexandre Machado, diretor regional do Sesi.

Um desses parceiros é a Casa das Crianças. Somente eles buscam no Sesi 238 refeições: “Ligamos para as famílias das 140 crianças que atendemos e, como neste momento de pandemia não podemos recebê-las, àqueles que aceitaram a ajuda estamos entregando e o retorno tem sido extremamente positivo”, afirmou Cleber Batista, que trabalha na administração do local.

Jornal Cidade RC
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