Tela de Tarsila do Amaral bate recorde e é vendida por R$ 57,5 milhões em leilão

CLARA BALBI – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Tarsila do Amaral quebrou mais um recorde na noite de quinta (17). Sua tela “A Caipirinha”, de 1923, foi arrematada por R$ 57,5 milhões num leilão na Bolsa de Arte, em São Paulo, se tornando assim a obra mais cara de um artista brasileiro numa venda pública. Os lances, que começaram em R$ 47.613.848,66, foram disputados por três colecionadores e duraram cerca de 15 minutos.

O último detentor do título era Alberto da Veiga Guignard, cuja pintura “Vaso de Flores” foi vendida por R$ 5,7 milhões em 2015. Mas a própria Tarsila já tinha quebrado o recorde pelo menos duas vezes antes – em 1995, quando o “Abaporu” alcançou US$ 1,3 milhão na Christie’s em Nova York, e em 1986, quando a gravura “Cidade” foi adquirida por US$ 370 mil.

Mesmo assim, o montante alcançado com “A Caipirinha” ainda é menor do que aquele que o MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, pagou por outra tela de Tarsila, “A Lua”. A cifra que circula no mercado é de US$ 20 milhões, ou quase R$ 75 milhões na época – os valores são estimados, já que a venda não foi divulgada oficialmente.

Ainda existe a possibilidade de que o comprador, que é brasileiro, mas não teve o nome revelado, tenha que devolver o quadro. Isso porque ela é alvo de uma disputa judicial entre Carlos Eduardo Schahin, filho do empresário Salim Taufic Schahin, envolvido no escândalo da Lava Jato, e os 12 bancos credores a quem seu pai deve mais de R$ 2 bilhões.

A venda do quadro é uma forma de ajudar a sanar essa dívida. Mas Carlos Eduardo afirma que a obra foi vendida a ele pelo pai em 2012, por R$ 240 mil. Enquanto isso, os credores questionam a legitimidade da operação, dizendo que a obra nunca chegou a sair das mãos do Schahin pai.

Esse também foi o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo, o TJSP, ao julgar o caso em segunda instância. Advogado de Carlos Eduardo, Márcio Casado aguarda o julgamento de um recurso no STJ. Enquanto isso, os R$ 57,5 milhões obtidos com a venda do quadro no leilão serão mantidos numa conta específica até que o fim da disputa judicial envolvendo a obra.

Casado, aliás, disse que entrou com uma petição para invalidar o leilão de agora. Ele diz que os bancos não seguiram a recomendação da Justiça da última quinta (10), ao negar um pedido de suspensão do leilão, de notificar eventuais compradores de que o julgamento de um recurso pode fazer com que “A Caipirinha” volte a ser propriedade do seu cliente.

Em nota, o escritório que representa os credores, Gustavo Tepedino Advogados, afirma que o leilão respeitou “todas as condições exigidas pela lei e pelo Poder Judiciário, que reconheceu a validade do certame”
Pintado em 1923, quando Tarsila vivia com Oswald de Andrade em Paris, “A Caipirinha” é considerada “a primeira obra realmente moderna” do país, segundo o diretor da casa de leilões Bolsa de Arte, Jones Bergamin.

Numa ocasião anterior, ele afirmou à reportagem que é raro aparecer uma obra dessas no mercado. “Seria a cereja no bolo de uma coleção”, disse o marchand.

Elektro tem nova sede de atendimento em Rio Claro

A partir de segunda-feira (21), o Espaço de Atendimento ao Cliente da Elektro, em Rio Claro, estará localizado em um novo endereço: na Avenida 7, n° 190, entre Ruas 2 e 3, no Centro. O espaço é amplo, climatizado e oferecerá os seguintes serviços: ligação nova, alteração de data de vencimento da conta, troca de nome do titular, pedido de desligamento da unidade consumidora, e outros.

O atendimento no local será das 8h às 17h. Com a mudança, o atendimento na Avenida 16, no Jardim São Paulo, será encerrado nesta sexta-feira (18). “No espaço, a Elektro disponibilizará dois totens de autoatendimento que oferecerão ao cliente um serviço mais ágil. Priorizamos a escolha de um local de fácil acesso, na região central da cidade”, comenta Nilton Rio, gerente de atendimento ao cliente da Elektro.

A Elektro reforça os canais de atendimento virtual, como o WhatsApp. O aplicativo é simples, evita o contato presencial e, consequentemente, o risco de contágio pelo novo coronavírus.

Prazo para contestar auxílio emergencial negado acaba hoje

AGÊNCIA BRASIL

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) têm até hoje (18) para contestar o bloqueio, o cancelamento ou o indeferimento do auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras). Os pedidos podem ser feitos desde o dia 9 no site da Dataprev, estatal que processa os requerimentos do auxílio emergencial.blankblank

O processo será inteiramente virtual, dispensando a necessidade de ir a uma agência da Caixa Econômica Federal ou a um posto de atendimento do CadÚnico.

Segundo o Ministério da Cidadania, a pasta promove mensalmente um pente-fino entre os beneficiários do auxílio emergencial para verificar se eles atendem a todos os requisitos definidos pela lei que criou o benefício. Quem não se enquadra em um dos critérios é excluído da lista de beneficiários, mesmo tendo recebido alguma parcela.

De acordo com a pasta, a verificação é necessária para garantir que o público-alvo do auxílio emergencial seja atendido e impedir que pessoas que não precisam do benefício recebam a ajuda. Entre as principais situações verificadas, estão morte, descoberta de irregularidades ou obtenção de emprego formal durante a concessão do auxílio

Contestações

Começou ontem (17) o prazo de contestação para trabalhadores informais que tiveram o auxílio emergencial extensão negado por não atenderem aos novos critérios de concessão. O prazo vai até o dia 26.

Ao editar a medida provisória que estendeu o auxílio emergencial por até três parcelas com metade do valor original, o governo endureceu os critérios. Um dos exemplos foi o uso de dados fiscais de 2019, em vez de 2018, para prorrogar o benefício. Quem não se enquadrou nos novos parâmetros teve a extensão negada.

O Ministério da Cidadania também reabriu o prazo para quem teve o auxílio cancelado por indícios de irregularidade verificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pela Controladoria-Geral da União (CGU). Os requerimentos podem ser feitos até o dia 20.

A pasta também abriu prazo para que beneficiários do Bolsa Família que tiveram o auxílio emergencial extensão cancelado, bloqueado ou negado possam requerer o benefício. Os pedidos poderão ser feitos a partir de domingo (20) até o dia 29. Todos os processos são exclusivamente feitos na página da Dataprev na internet.

Rio Claro tem mais 59 casos de Covid e ultrapassa 6.000

Rio Claro tem 59 novos casos de coronavírus. A informação consta em boletim divulgado na quinta-feira (17) pela Secretaria Municipal de Saúde. O município tem 157 mortes provocadas pela Covid-19 e dois óbitos em investigação.

Com os casos registrados nas últimas 24 horas, o total de casos positivos é 6.048.

O número de pessoas internadas é 65, sendo 27 em leitos públicos e 38 em leitos particulares. Deste total, 18 pessoas estão em unidades de terapia intensiva. Até o momento, 5.540 pessoas se recuperaram da Covid-19 em Rio Claro.

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STF permite que Estado imponha restrições a quem não tomar vacina contra Covid-19

MATHEUS TEIXEIRA – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira (17) para determinar que a vacina contra a Covid-19 pode ser obrigatória desde que exista uma lei nesse sentido. A corte deixou claro que a imunização forçada é proibida, mas liberou a União, estados e municípios a aprovarem lei que restrinja direitos das pessoas que não quiserem se vacinar.

Prevaleceu o voto do relator, ministro Ricardo Lewandowski. Ele defendeu que a vacinação compulsória pode ser implementada por “medidas indiretas” e citou como exemplo a vedação a frequentar determinados lugares ou a exercer certas atividades.

Os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Dias Toffoli acompanharam o relator.

O ministro Kassio Nunes Marques foi o único a votar de maneira distinta até o momento. O magistrado afirmou que a vacinação obrigatória é constitucional, mas que depende de “prévia oitiva” do Ministério da Saúde e que só pode ser usada como “última medida”.

A maioria, porém, concedeu autonomia a governadores e prefeitos para impor a obrigatoriedade e manteve a linha adotada pelo Supremo desde o começo da pandemia do coronavírus no sentido de esvaziar os poderes do governo federal.

“Tais medidas, com as limitações acima expostas, podem ser implementadas tanto pela União como pelos estados, Distrito Federal e municípios, respeitadas as respectivas esferas de competência”, disse.

R$ 4 milhões: ex-diretor de Compras da Prefeitura é preso após se apresentar na delegacia

O ex-diretor da Central de Compras da Prefeitura de Rio Claro, Valdemar Naidhig Neto se apresentou às autoridades na tarde desta quinta-feira (17) e ficará preso temporariamente por cinco dias.

Exonerado pelo prefeito Marco Antonio Bellagamba há alguns dias, Neto foi alvo de uma operação para cumprimento de mandado de busca e apreensão e de prisão temporária em sua residência, na quarta (16), no bairro Jardim Mirassol. No momento da operação, no entanto, Neto estava fora de casa e não foi localizado.

Segundo a defesa do ex-diretor, hoje, ao saber do mandato de prisão temporária através do JC, ele decidiu se apresentar na delegacia para “provar sua inocência”. Neto é apontado como um dos principais responsáveis pela articulação da compra dos R$ 4 milhões em EPIs pela Prefeitura.

Assista na página do Facebook do JC entrevista ao vivo com o advogado Ariovaldo Vitzel, que faz a defesa do ex-servidor público: clique aqui para acessar. Mais informações você confere no JC impresso desta sexta-feira (18).

Jovem de RC é uma das participantes do evento virtual ‘A Economia de Francisco’

A rio-clarense Flávia Mengardo Gouvêa, 32 anos, formada em Relações Internacionais, com mestrado em História e MBA em Gestão de Negócios, participou recentemente do evento virtual global “A Economia de Francisco”. A jovem representou a Diocese de Piracicaba no evento que contou com mais de 2.000 empresários e estudantes com menos de 35 anos de todo o mundo. Jovens de mais de 40 países puderam acompanhar a transmissão ao vivo, de Assis, pela internet.

Flávia explica que foi uma grande oportunidade para trocar experiências e pretende partilhar as informações colhidas, durante o encontro, para sala de aula, visto que, atualmente, é docente na área de economia. “Fazer parte da Economia de Francisco me fez sentir uma grande alegria, pois entendo que mudanças no mundo sejam urgentes. Minha jornada começou em 2019, quando fiz minha inscrição para o Evento Internacional, atendendo ao chamado do Papa e inspirada na espiritualidade de São Francisco”, comentou.

A rio-clarense lembra que conseguiu a bolsa de viagem do evento e também apoio da própria Diocese de Piracicaba. Porém, devido à pandemia da Covid-19, o evento acabou não ocorrendo na Itália na data prevista, em março, acontecendo somente em novembro, de forma virtual. “A Economia de Francisco é um processo e está apenas começando. Pequenas ações que podem alterar o curso da economia e o andamento da sociedade ‘desenfreada em busca do lucro’ são urgentes. Tais mudanças dependem de nós, jovens, e de todos os que habitam a nossa Casa Comum, pois somos todos irmãos, como bem ressaltado pela Encíclica ‘Fratelli Tutti’, recém-lançada pelo Papa Francisco”, afirma. Com informações do “Em Foco”.

Papa Francisco

O papa Francisco enviou uma mensagem no encerramento do evento, encorajando a juventude a não ter medo de transformar a economia. O pontífice ressaltou, ainda, a importância de nos colocarmos a serviço do bem comum.

Para o Santo Padre é “tempo de ousar no risco de favorecer e estimular modelos de desenvolvimento”, disse no evento.

Governo de SP obtém decisão no STF para proibir venda de bebida alcoólica após as 20h

O Governo de São Paulo obteve decisão favorável no STF (Supremo Tribunal Federal) para restabelecer imediatamente a proibição à venda de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e lojas de conveniência após as 20h. A medida foi anunciada no último dia 11 como forma de coibir aglomerações em espaços públicos e conter a alta nos casos de coronavírus em todo o estado.

No despacho desta quinta, o Presidente do STF atendeu ao pedido da PGE (Procuradoria Geral do Estado) pela suspensão de liminar em favor da Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes) de São Paulo. A entidade que representa os comerciantes do setor havia obtido há dois dias, no Tribunal de Justiça de São Paulo, uma decisão provisória que liberava a venda de bebida alcoólica após as 20h.

“Defiro o pedido liminar para suspender os efeitos da decisão proferida nos nos autos do Mandado de Segurança Coletivo nº 2294495-23.2020.8.26.0000, em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de modo a restabelecer a plena eficácia do Decreto Estadual nº 65.357/2020, expedido pelo Governador do Estado de São Paulo”, escreveu Fux em sua decisão.

O decreto prevê o fechamento de bares às 20h, e de lojas de conveniência e restaurantes às 22h – todos os estabelecimentos estão com capacidade de público limitada a 40% da lotação máxima. Após às 20h, a venda de bebidas nestes estabelecimentos é proibida, mesmo se o cliente fizer o pedido para viagem.

Governo de SP confirma chegada de 2 milhões de doses da vacina do Butantan nesta sexta (18)

O Governador João Doria anunciou a chegada, nesta sexta-feira (18), de 2 milhões de doses prontas da vacina contra o coronavírus, a Coronavac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. Trata-se do maior lote de vacinas que chega à América do Sul até o momento.

Este terceiro lote do imunizante chega a São Paulo durante a manhã, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

“A pressa pela vacina é a pressa pela vida. Todos os brasileiros de bem têm pressa. São Paulo, reafirmo aqui, começará a vacinar no dia 25 de janeiro”, afirmou o Governador. “A corrida pela vida é contra o tempo. Não podemos ignorar o senso de urgência diante de uma pandemia. Assim estão agindo líderes de outros países, imunizando suas populações e oferecendo esperança a todos. Não há razão para não fazermos o mesmo no Brasil”, acrescentou.

Esse é terceiro lote que o Butantan recebe em menos de um mês da biofarmacêutica Sinovac Life Science, com sede na China. O carregamento chegará em uma aeronave da Swiss Air Lines, após o embarque em Pequim, nesta quinta (17).

Com o recebimento desse lote, o Butantan já detém 3,12 milhões de doses disponíveis para uso imediato tão logo haja autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A produção local também já começou, com a chegada de matéria-prima para envase e rotulagem na fábrica de imunizantes do instituto.

Na semana passada, o Butantan confirmou que o estudo clínico conclusivo da vacina contra o coronavírus será divulgado no próximo dia 23. A medida dá mais agilidade aos trâmites de certificação na Anvisa e demais órgãos internacionais de saúde.

A decisão atende a recomendação do comitê internacional independente que acompanha a pesquisa do Butantan em parceria com a Sinovac. A fase três do estudo clínico no país será encerrada nesta semana, já que o patamar ideal de 154 voluntários com diagnóstico positivo de coronavírus foi superado.

“No dia 15 de janeiro, teremos prontas para uso 9 milhões de doses. No começo de fevereiro, 22 milhões de doses e, no dia 15 de março, outras 15 milhões”, afirmou o Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

MEC e entidades defendem retorno imediato das aulas presenciais na educação básica

RAQUEL LOPES – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Representantes do Ministério da Educação e de entidades ligadas à educação e especialistas na área da saúde defenderam nesta quinta-feira (17) o retorno imediato das aulas presenciais na educação básica, mesmo sem a vacinação de alunos e professores.

A discussão ocorreu em audiência realizada pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate à Covid-19.

Rossieli Soares, secretário de Educação de São Paulo, defendeu o retorno às aulas presenciais. Horas antes, o governador João Doria (PSDB) havia anunciado que as escolas serão consideradas serviços essenciais e poderão permanecer abertas mesmo em cidades que estejam na pior fase da pandemia, a etapa vermelha.

Com essa mudança, mesmo que haja aumento de casos de coronavírus no início de 2021, as escolas poderão iniciar o ano letivo em fevereiro com parte dos alunos presencialmente.

“As aulas recomeçam no dia 1° de fevereiro, o governador já falou que podemos fechar tudo, mas não vamos fechar as escolas. Nós não podemos depender de vacinação de alunos e professores para a volta às aulas”, disse Rossieli.

Quem também defendeu o retorno imediato foi Natalino Uggioni, representante do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e secretário de Educação de Santa Catarina. Ele disse que no estado a rede estadual retornará em 18 de fevereiro.

As escolas vão dividir os alunos em dois grupos: um ficará em casa e outro na escola, com revezamento semanal. O conteúdo será transmitido simultaneamente para todos.

“Sabemos que 9.000 professores e 28 mil alunos fazem parte do grupo de risco. A possibilidade de trabalhar de forma não presencial também vai ajudar a atender esse grupo”, disse.

Izabel Lima Pessoa, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, disse que a pasta está auxiliando as escolas para o retorno seguro. Entre as atividades, destacou o guia para o retorno às aulas presencias e o repasse de recursos às redes de ensino para aquisição de produtos de higienização e para adequação do ambiente escolar.

“Queremos o retorno imediato e seguro das atividades presencias. O Brasil está entre os países que ficaram com escolas fechadas por mais tempo. Isso vai ter um impacto forte, principalmente na evasão. Estamos trabalhando para que não haja um forte abandono em 2021”, disse.

Já Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da Undime (União de Dirigentes Municipais da Educação), defendeu a vacinação dos professores antes desse retorno. Ele questionou a fala de deputados de que o direito à educação está sendo subtraído sem as aulas presenciais.

“Nós precisamos de informações e dados para construir o processo de volta. Há redes municipais de ensino que não possuem estrutura, principalmente em cidades de pequeno porte”, concluiu.

Especialistas na área da saúde também participaram da audiência. Luciana Becker Mau, infectologista pediátrica e representante do Ciência pela Escola, disse que a volta às aulas é possível porque há evidências de que as crianças se infectam de duas a cinco vezes menos que os adultos.

“Nós sabemos que são raras as complicações em crianças. Elas são mais assintomáticas e transmitem ainda menos. Com as medidas de prevenção, a escola é segura para alunos, professores, funcionários e familiares”, afirmou.

O presidente do Departamento de Infectologia da SPB (Sociedade Brasileira de Pediatria) disse que estudos apontam que professores possuem o mesmo risco de infecção pelo novo coronavírus que profissionais de áreas diferentes.

“Há um estudo feito na Europa que comparou o risco de exposição e infecção do novo coronavírus em professores em relação ao risco em outros profissionais da mesma faixa etária. A resposta é que o risco foi exatamente igual. Exercer a docência não representou maior risco de infecção.”

Apesar do interesse para que as aulas retornem presencialmente, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, homologou resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) que estende para 2021 a autorização para as aulas remotas na educação básica e superior.

O documento não estabelece uma data limite, mas diz que a permissão se manterá enquanto as “condições sanitárias locais trouxerem riscos às atividades presenciais”.

A resolução do CNE é a mais importante do país no assunto, uma vez que orienta as gestões das escolas e universidades públicas e particulares. Reportagem da Folha mostrou que o documento foi aprovado em outubro e, desde então, aguardava homologação do ministro.

Ele resistia a aprová-lo, já que sofre pressão de integrantes do Planalto para forçar a volta às aulas presenciais. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de dezembro.

No dia 8 de dezembro, o titular do MEC havia publicado uma portaria indicando que as faculdades particulares e universidades e institutos federais devem retomar as aulas presenciais em 1º de março, se as condições epidemiológicas locais permitirem.

O texto já recuava de uma portaria publicada uma semana antes que determinava o retorno das atividades presenciais em 4 de janeiro.

Agora, com a homologação da resolução do CNE sem definição de data, a avaliação é de que o prazo de março vire apenas uma recomendação às instituições de ensino superior.

Jornal Cidade RC
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