Canil Municipal realiza casa aberta no próximo fim de semana

Neste final de semana, o Canil Municipal de Rio Claro realizará a primeira edição da casa aberta. O evento será sábado e domingo (7), das 13 às 16 horas, tendo como objetivo mostrar os serviços realizados no canil e estimular a adoção de animais.

Os interessados em adotar um cachorro ou gato deverão apresentar documento pessoal e fotografias do espaço da residência onde o animal irá viver. É necessário também levar guia ou caixa de transporte para que o animal adotado seja conduzido com segurança.

“Ao fazer a adoção é importante que a família esteja ciente das responsabilidades que terá no convívio e cuidados com o animal”, ressalta Leandro Geniselli, secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Os animais que são adotados saem do canil castrados, vacinados e com chipe de identificação.

O Canil Municipal fica no Distrito Industrial, na Avenida das Indústrias com a Rua Alfa, telefone 3532-4115. Atualmente o canil atende 140 cães e 80 gatos.

‘Frente’ da segurança conversa com vereadores sobre ‘pancadão’

Convocadas há uma semana, autoridades de segurança da cidade de Rio Claro estiveram na tarde de ontem (1º) na Câmara Municipal para debater com os vereadores a questão dos encontros denominados ‘pancadões’, que têm tirado o sossego de moradores de bairros como o Regina Picelli e Jardim das Flores.

Na oportunidade estiveram presentes o Dr. Carlos Alberto Schio Filho (delegado), Rogério Guedes (vice-prefeito e secretário municipal de Segurança, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Sistema Viário) e major Ademar Gregolim Junior (coordenador operacional do 37º BPM/I).

Foram discutidas operações de prevenção e definidas reuniões periódicas entre o Poder Legislativo e a forças de segurança para que o andamento do trabalho fique alinhado. Além disso, foi cogitada a busca de um local adequado para os motociclistas.

O que acontece nos ‘encontros’

Ao mesmo tempo em que crianças, adolescentes e adultos empinam pipas, motociclistas, muitos sem capacete, realizam manobras arriscadas e ‘empinam’ as motos em meio ao público que caminha ou assiste às infrações bem de perto. O som alto ligado nos carros é outra característica dos eventos.

Câmara quer cautela na votação do Plano Diretor

A tramitação do novo Plano Diretor do Município de Rio Claro ainda não começou na Câmara Municipal, mas já há um entendimento entre os vereadores de que se tenha cautela na sua votação. Já se considera a possibilidade de não ocorrer a aprovação do futuro projeto de lei ainda este ano, apesar dos esforços e vontade política do Governo Gustavo Perissinotto (PSD).

Na sessão dessa segunda-feira (1º), a presidente do Grupo de Trabalho de Atualização do Plano Diretor de Desenvolvimento, Monica Frandi Ferreira, esteve presente no plenário e anunciou que o Poder Executivo realiza suas audiências públicas para debate do projeto junto à população nos dias 12 e 30 de agosto, no Núcleo Administrativo Municipal (NAM). Posteriormente, diante das contribuições, será enviada a proposta oficial ao Poder Legislativo, que também deverá realizar novas audiências públicas.

Durante a sessão de ontem, foi praticamente unânime a posição dos vereadores de que haverá cautela para a futura votação. Parlamentares, inclusive, ressaltaram que irão inserir emendas no projeto de lei caso sejam necessárias. Quanto a isso, inclusive, houve certo desconforto em plenário, já que Monica falou sobre seguir-se coerência e unidade técnicas na elaboração dessas proposituras, lembrando que as emendas são constitucionais, fazendo reforço de intenção de diálogo com a Casa de Leis por parte do Poder Executivo – apesar de críticas no plenário.

O atual Plano Diretor foi aprovado em 2017, logo no início do Governo Juninho. Em 2020, através de liminar obtida pelo Ministério Público, a lei foi travada na Justiça. Já em 2021, na atual gestão do prefeito Gustavo, a Secretaria Municipal de Justiça conseguiu reverter a decisão e a legislação voltou a ter efeito legal. A revisão da lei se iniciou ainda no ano passado, através de variadas reuniões em bairros com a população.

Segundo o que se discutiu em plenário ainda na sessão de ontem, diante dos prazos previstos junto ao Ministério Público citados, a votação do novo Plano Diretor exigirá longas discussões. Alguns vereadores chegaram a falar que, apesar de não ser explicitamente, haveria “interesses” entre setores da sociedade para uma rápida aprovação da nova lei.

Leia a íntegra da carta pela democracia que será lida em 11 de agosto

Folhapress

Na próxima semana, no dia 11 de agosto, uma carta em defesa da democracia será lida na Faculdade de Direito da USP.

O documento, que começou com a assinatura de 3.000 pessoas, entre banqueiros, empresários, juristas, atores e diversas outras personalidades, tem acumulado adesões desde que foi aberto ao público na última terça-feira (26) e passa das 660 mil assinaturas.

Alvo de reações de Jair Bolsonaro (PL), a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito” faz parte de uma iniciativa suprapartidária e critica, sem mencionar o nome do presidente, os ataques contra o processo eleitoral.

Leia a íntegra da carta

“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.

Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.

Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para o País sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.

A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.

Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em um País de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.

Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando a convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.

Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.

Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.

Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito. Aqui, também não terão.

Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar de lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.

Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.

No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.

Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona: Estado Democrático de Direito Sempre!”

Falecimentos: confira a necrologia de 02/08/2022

Dejanira Apparecida Teixeira das Neves – 84 anos. Faleceu dia 31, às 21h10, em Rio Claro. Era viúva de Roberto Augusto, deixou os filhos Roberto Fº c/c Roberta, Rodger c/c Erica, Randal (falecido), e 7 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Eliza Maria Cury Ribeirão, Elizinha / Professora Eliza – 68 anos. Faleceu dia 31, às 09h45, em Rio Claro. Era viúva de Valtimir Ribeirão, deixou o filho Miguel c/c Ludymila, a neta Manoela, os cunhados Celia, Carlisse e Dorival, os sobrinhos Paula, Ziza, Talita, Artur, Marcelo, Alex e Fernando, e a afilhada Isabela. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Israel Parente Dolzany, Japonês – 87 anos. Faleceu dia 30, às 22h17, em Rio Claro. Deixou viúva Gizelda Fernandes Dolzany, os pais Manoel Dolzany e Adelaide Parente Dolzany, as filhas Gizele viúva de Rubens, Gislene c/c Eduardo, 3 netos e 2 bisnetos. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Joaquim Ferreira Pinto – 87 anos. Faleceu dia 31, às 20h38, em Rio Claro. Era viúvo de Nayr Rodrigues Pinto, deixou o filho Leandro c/c Camila, e 1 neto. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

José Luiz de Azevedo – 68 anos. Faleceu dia 1º em Rio Claro. Deixou os filhos Devanil, Djalma e Cidemar. Seu sepultamento dar-se-á hoje, dia 2, às 14h00, seguindo o féretro para o Cemitério São João Batista;

Rafael Perassoli Dorta, Dorta – 34 anos. Faleceu dia 31, às 09h30, em Rio Claro. Deixou a mãe Eliete Aparecida Perassoli Dorta, os filhos João Pedro e Bernardo Henrique. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Reinaldo Martins, Nal – 55 anos. Faleceu dia 30, às 10h17, em Rio Claro. Deixou a mãe Josefa Maria Martins, as filhas Vanessa, Caroline e Stefani. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Ricardo Alves – 64 anos. Faleceu dia 31, às 04h01, em Limeira. Deixou a mãe Maria José Rodrigues Alves, os filhos Ana Carla, Danilo, Ricardo c/c Graziela, Ana Paula (falecida). Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Rodolpho Mignella – 86 anos. Faleceu dia 31 em Rio Claro. Era viúvo de Juracira Silva Mignella, deixou os filhos Rosana, Solange c/c Edson, Marco Antonio c/c Marcia, Sandro e Valter (falecido). Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Vídeo registra salto de aluno de paraquedismo que morreu em Boituva

A Polícia Civil instaurou um inquérito para entender o que aconteceu na morte de um empresário na cidade de Boituva no dia 19 de julho. O homem realizava seu terceiro salto de paraquedas quando caiu sobre o telhado de uma residência na área urbana do município. Os saltos foram suspensos através de uma decisão da justiça.

Circulam nas redes sociais imagens que mostram momentos que antecedem a queda do aluno, feitas através de uma câmera acoplada no capacete de um instrutor.

Projeto Quatro e Meia teve grande público no Panorama

A edição do final de semana do projeto Quatro e Meia reuniu grande público no Jardim Panorama, bairro que fica distante da área central de Rio Claro. “Nossa proposta é levar cultura para todas as regiões da cidade e temos conseguido sucesso”, observa o secretário municipal de Cultura, Dalberto Christofoletti.

O Quatro e Meia foi reativado pela prefeitura no ano passado, após vários anos de inatividade. O objetivo do projeto é ampliar as opções de lazer e cultura para a população e ampliar os espaços de divulgação dos artistas rio-clarenses, dando a oportunidade de se apresentarem em diferentes pontos da cidade. Antigamente, o Quatro e Meia era realizado apenas no Parque Municipal Lago Azul.

Cursos do Fundo Social têm mais de 500 inscritos

O Fundo Social de Solidariedade do município de Rio Claro encerrou sábado o período de inscrições para cursos de qualificação profissional. “Mais de 500 pessoas se inscreveram, reafirmando o grande interesse pelos cursos que já foram realizados com sucesso no primeiro semestre deste ano”, informa Bruna Perissinotto, presidente do Fundo Social de Solidariedade.

As aulas deverão ser iniciadas neste mês de agosto, nos quatro centros de qualificação profissional gerenciados pelo Fundo Social: na Avenida Visconde do Rio Claro, no distrito de Ajapi, no Lago Azul e no Jardim Panorama.

“É uma oportunidade para as pessoas se qualificarem para o mercado de trabalho ou atividade como empreendedores”, afirma Bruna Perissinotto, presidente do Fundo Social.

Os cursos oferecidos são os seguintes: em Ajapi – manicure e pedicuro, aperfeiçoamento manicure, massagem, design de sobrancelhas e auxiliar administrativo; no CQP Visconde – cuidador de idosos e salgadeiro (ambos em parceria com Senac), desenvolvimento com foco em segurança, barbeiro, educação financeira, informática metaverso, design de sobrancelha e auxiliar de cabeleireiro; CQP Lago Azul – corte e costura; e no Jardim Panorama – corte e costura.

Prefeitura conclui valetas na Rua 5 e inicia outra na Rua 8

Duas valetas foram concluídas nesta segunda-feira (1) na Rua 5, região central de Rio Claro. Uma no cruzamento da Avenida 10 e outra na esquina da Avenida 12.

Os serviços consistem em reduzir a profundidade das valetas. Com valetas menos profundas, o trânsito flui melhor, pois os carros passam com mais tranquilidade pelos cruzamentos de vias públicas.

Nesta segunda-feira, a Secretaria Municipal de Obras também iniciou a construção de uma valeta menos profunda na Avenida 4 com a Rua 8, outro ponto de Rio Claro com grande volume de tráfego.

Para melhorar as condições no trânsito de Rio Claro, a prefeitura também tem realizado a ampliação da sinalização e providenciado o fechamento de buracos em vias públicas, com a operação tapa-buracos e serviços de recapeamento.

Vacinação Covid é a partir das 7h30 em oito unidades de saúde

As unidades de saúde do Cervezão, Avenida 29, Vila Cristina, Wenzel, Ajapi, Mãe Preta, Terra Nova e Bonsucesso são postos de vacinação contra a Covid em Rio Claro. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira a partir das 7h30. O horário de vacinação nas unidades de saúde da família do Terra Nova, Bonsucesso e Mãe Preta é até as 18 horas. Já nos postos de saúde de Ajapi, Vila Cristina, Wenzel, Cervezão e Avenida 29, a vacinação é até as 16h30.

Nos oito locais são aplicadas primeiras, segundas doses e doses de reforço contra a Covid. As primeiras doses continuam para quem tem cinco anos ou mais. Para a segunda dose, é necessário observar a data de retorno, marcada a lápis no cartão de vacinação. Já a terceira dose é aplicada nos maiores de 12 anos quatro meses após a segunda dose. A quarta dose é para pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a terceira dose há no mínimo quatro meses.

Vacinação gripe

A vacina contra a gripe está liberada para todos com mais de 6 meses de idades e é realizada em todas as unidades de saúde da família e unidades básicas de saúde, com exceção do Boa Vista, que está em reforma.

Com surto de varíola dos macacos, Saúde recomenda a grávidas uso de máscaras

Folhapress

Uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Saúde recomenda que grávidas, puérperas e lactantes mantenham o uso de máscaras devido ao surto de varíola dos macacos, se afastem de pessoas com sintomas da doença e usem preservativo em todas as relações sexuais.

O documento ressalta “o rápido aumento do número de casos de MPX [monkeypox, nome em inglês da doença] no Brasil e no mundo” associado “à transmissão por contato direto e, eventualmente, por via aérea”.

“As gestantes apresentam quadro clínico com características semelhantes às não gestantes, mas podem apresentar gravidade maior, sendo consideradas grupo de risco para evolução desfavorável”, diz a nota técnica.

O ministério aponta que as gestantes estão no grupo de risco para varíola dos macacos, assim como imunossuprimidos e crianças menores de oito anos. Por isso, segundo o documento, os laboratórios devem priorizar o diagnóstico dessas pessoas, “visto que complicações oculares, encefalite e óbito são mais frequentes”.

O Ministério da Saúde também orienta que as gestantes com quadro moderado ou grave de varíola dos macacos sejam hospitalizadas, “levando em consideração maior risco”.

Já as grávidas que estão com sinais da doença, mas tiveram o diagnóstico para monkeypox descartado, devem ficar em isolamento domiciliar por 21 dias, sem visitas, e refazer o exame, caso os sintomas não desapareçam.

A nota técnica é assinada pelo secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, e pela diretora do Departamento de Saúde Materno Infantil, Lana de Lourdes Aguiar Lima.

O Ministério da Saúde chegou a convocar a imprensa nesta segunda-feira (1º) para apresentar as recomendações, mas voltou atrás pouco depois, sem explicar os motivos. A nota técnica ainda não foi divulgada pela pasta.

A Folha de S.Paulo apurou que o documento não foi discutido no comitê de emergência instalado na última sexta (29) -formado por representantes do ministério, das secretarias estaduais e municipais de saúde, da Opas, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.

A nota afirma ainda que “não existem dados suficientes sobre o uso do imunizante em grávidas ou em mulheres amamentando” e, portanto, nenhuma vacina contra a monkeypox está aprovada para uso na gravidez. Também não há, segundo o ministério, “protocolo de tratamento específico com antivirais no ciclo gravídico-puerperal”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tentou evitar o assunto em um evento sobre aleitamento materno, também nesta segunda, e disse que as mães não estão preocupadas com a doença.

“O tema [do evento] é aleitamento materno. As mães brasileiras não estão muito preocupadas com monkeypox. Estão preocupadas em alimentar os seus filhos. Então vamos falar sobre aleitamento materno. Pena que alguns assuntos não interessam as pessoas”, disse.

Mais cedo, o ministro anunciou pelas redes sociais que o Brasil vai receber o antiviral tecovirimat para casos graves de varíola dos macacos da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). À Folha de S.Paulo, Queiroga afirmou que, em um primeiro momento, a doação será suficiente para apenas 50 pacientes.

No evento desta segunda, o ministro afirmou que, assim como outros países, o Brasil enfrenta dificuldades para comprar antivirais e vacinas contra a varíola dos macacos e disse que gostaria de levar “uma palavra de tranquilidade para a população brasileira”.

Na sexta-feira , o Ministério da Saúde anunciou a compra de 50 mil doses de vacina contra a doença. A previsão é de que cerca de 20 mil doses cheguem ao país em setembro e o restante em outubro. A importação também será feita via Opas.

“A questão da vacina: há carência de vacina no mundo inteiro. Os EUA conseguiram 800 mil doses. Os EUA são o país mais rico do mundo. País que tem recursos, tem toda a estrutura. A Europa, 100 mil. E aqui, para a região da América Latina, 100 mil. E essas vacinas serão adquiridas via o mecanismo rotatório da Opas”, disse.

“Outros medicamentos antivirais cujo uso é off label, eles [Opas] também não têm disponibilidade grande. Ontem eu conversei com a Socorro [Gross, representante da Opas no Brasil]. Nós vamos conseguir uma quantidade inicial. E, posteriormente, o departamento de assistência farmacêutica vai buscar medicamentos para atender aquelas situações mas graves.”

O anúncio do antiviral vem três dias após a confirmação da primeira morte pela doença no Brasil -também a primeira fora do continente africano no surto atual. Segundo o boletim divulgado neste domingo (31), o Brasil tem 1.369 casos confirmados de varíola dos macacos em 16 estados e no Distrito Federal.

O ministério afirma que o objetivo é vacinar os profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras biológicas -como aqueles que trabalham em laboratórios- além de pessoas que tiveram contato com os infectados.

Jornal Cidade RC
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