Rio-clarense quer Dilma sem direitos políticos

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Antonio Archangelo

Partidos políticos questionam na Justiça a decisão do Senado Federal que poupou a ex-presidente Dilma de um “gancho” com a suspensão de seus direitos políticos após a votação do impeachment.

A solidariedade do Senado não foi bem aceita pelos rio-clarenses. Ao serem questionados se concordam ou discordam da decisão, 79,5% dos entrevistados pela pesquisa eleitoral Limite/JC se mostraram contrários à decisão. Este índice chega a 82,9% entre os entrevistados com faixa etária de 25 a 44 anos.

Ainda de acordo com o levantamento, outros 15,4% concordaram com a decisão do Senado Federal. Este índice chega a 21,8% entre eleitores com 16 a 24 anos. Cerca de 5,1% não responderam à pergunta feita pelo entrevistador. A margem de erro é de 3,7% pontos percentuais para mais ou para menos.

FATIAMENTO
A inabilitação de Dilma para exercer cargo público seria uma pena acessória à da perda do mandato, aplicada de forma automática. No entanto, após questionamento da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que conduziu o processo, entendeu que a perda do mandato e a inabilitação deveriam ser votadas de forma separada.

Com a decisão, o placar pelo afastamento definitivo de Dilma da Presidência da República foi de 61 votos a favor e 20 contra. Na segunda votação, por 42 votos a 36, a maioria dos senadores decidiu que Dilma também estaria inabilitada para exercer cargos públicos, não sendo alcançado o quórum de 54 votos necessários para a aplicação dessa pena acessória. Assim, ela poderá se candidatar nas próximas eleições, ser nomeada para cargo de governo ou para dar aulas em universidades públicas, por exemplo.

TEMER
No discurso em que abriu, no dia 20, a 71ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Michel Temer reiterou o compromisso “inegociável” do Brasil com a democracia, citando, inclusive, o processo que resultou no impedimento da presidente Dilma Rousseff, feito, segundo ele, “dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional”.

Temer abordou também alguns conflitos internacionais, como entre Israel e Palestina, e a guerra da Síria. Segundo o presidente, em um mundo “ainda tão marcado por ódios e sectarismos, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio mostraram que é possível o encontro entre as nações em atmosfera de paz e harmonia”.

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