Região tem período crítico para dengue

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Vivian Guilherme

Os municípios brasileiros entram em alerta neste mês de janeiro, período considerado crítico para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e zika vírus. Segundo dados do Ministério da Saúde publicados no final de dezembro, o número de vítimas do vírus havia chegado a 1,59 milhão apenas no Brasil.

Em 2015, Rio Claro tornou-se ícone na assistência a pacientes com dengue quando montou o Centro de Triagem e Hidratação (CTH)
Em 2015, Rio Claro tornou-se ícone na assistência a pacientes com dengue quando montou o Centro de Triagem e Hidratação (CTH)

O boletim divulgado mostrou os municípios recordistas na permanência da doença transmitida pelo mosquito, sendo que Rio Claro é a segunda de todo o Estado de São Paulo. Por isso, o trabalho na cidade tem sido redobrado para combater o mosquito logo no início do verão e impedir a proliferação do mosquito. Vale lembrar que foi em março do ano passado que a Prefeitura de Rio Claro precisou implantar a chamada ‘tenda da dengue’, para agilizar o atendimento à vítimas da doença, que foram mais de 20 mil pessoas.

Nesta semana, os agentes participaram de um curso de capacitação e as ações seguem com o levantamento do índice larvário do mosquito para se ter um panorama da situação do município, além das visitas a domicílios e nebulização. As cidades da região também estão em alerta. Em Cordeirópolis, além do projeto Cata-Treco, a prefeitura está trabalhando na conscientização da população; de julho de 2015 até o momento foram registrados apenas três casos.

Em Ipeúna, o secretário de Saúde Diego Heron Pinheiro alerta que a população deve redobrar a atenção no combate ao mosquito. Diego afirma que é importante a população ficar alerta sobre a necessidade de combater os focos do mosquito, já que, em geral, ele se reproduz dentro e no entorno das residências. “As pessoas precisam eliminar qualquer forma de água parada em casa, como pratos de plantas, caixas d’água abertas, pneus, mas também evitar jogar lixo nas ruas, pois até uma tampinha de garrafa com água pode ser abrigo para as larvas do mosquito”, enfatiza.

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