Uma faxineira de 48 anos, moradora da Vila Paulista, procurou o plantão policial na manhã de hoje (18) para registrar um boletim de ocorrência contra a vizinha, uma mulher de 53 anos. De acordo com o depoimento, a vítima disse que, por volta das 4 horas da manhã, sua vizinha começou a gritar e passou a acusá-la de ter quebrado algumas telhas. No mesmo instante em que fazia isso também realizava xingamentos de cunho racista como “macaca”, “gorila”, “saci” e “beiçuda”. Ainda segundo o boletim, essa não era a primeira vez que tal situação acontecia e que a autora não gostava da vítima pelo fato de ela ser preta.

A mulher que foi ofendida disse que mesmo diante dos fatos permaneceu no interior da sua residência e que por volta das 7h30 saiu para trabalhar, momento esse em que foi abordada pela vizinha na rua, que a agrediu com uma mordida na coxa e ainda rasgou suas roupas.

A vítima seguiu para o plantão policial e relatou às autoridades o ocorrido, bem como contou dos outros dois boletins já registrados contra a autora pelo mesmo motivo e que tais ofensas da mesma forma eram feitas ao filho, que também é preto, mas não ao marido que é branco.

A autoridade policial de plantão e mais um investigador foram então até a casa da acusada, mas não a encontraram. Para surpresa, ao retornarem à delegacia, se depararam com a procurada no local, que diante deles disse a seguinte frase: “eles estavam em cima da minha casa, esses macacos”, esfregando a mão no antebraço, fato que evidenciou o gesto racista.

Foi neste momento em que a mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada para a carceragem, onde vai responder pelos crimes de discriminação e preconceito, perseguição e lesão corporal.

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