Quadrilha rouba R$ 175 mil de agência bancária

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Lucas Calore

Agência bancária localizada dentro do NAM
Agência bancária localizada dentro do NAM

Uma quadrilha fortemente armada, aproveitando a greve da Vigilância Patrimonial, teve acesso ao Núcleo Administrativo Municipal – NAM na manhã desta quarta-feira (24). Por volta das 8h30, três indivíduos da quadrilha renderam o gerente de uma agência bancária que fica localizada dentro do NAM.

De acordo com a Polícia Militar, além da arma do vigia, os três levaram um montante de cerca de R$ 175 mil. Os funcionários foram amordaçados no local e a PM chegou uma hora após o ocorrido. A Perícia da Polícia Científica também esteve no local. Os assaltantes não foram localizados.

Mais informações serão atualizadas em breve. A matéria na íntegra você confere na edição impressa do JC nesta quinta-feira (25). 

5 COMENTÁRIOS

  1. Dificil de acreditar… desse jeito a GCM fica desmoralisada.
    Nao eh policia! Atua como policia. Mas deixam roubar a propria casa???
    Sinto muito mesmo que isso tenha acontecido.
    So estou deixando esse relato pra ilustrar a maneira desastrosa das abordagens feitas pela GCM nas vias publicas da cidade.
    Atravessar a viatura na frente do veiculo do municipe em movimento para forca- lo a parar, nao acredito que faca parte do protocolo.
    Ainda questiono se eh legal essas
    acoes. Com Uniforme do trabalho mesmo assim fui abordado.
    E detalhe… um jovem com arma o tempo todo apontada pra mim ficava dando volta em torno de mim, como que esperando alguma reacao da minha parte.
    Me disseram que era rotina! Pode fazer parte da rotina deles, nao da minha!
    Isso deve ser um fato isolado nao eh?

  2. O roubo da agência bancária aconteceu devido a greve dos Guardas Municipais que diariamente patrulham aquele local. Devido a LEI 13.022/2014, aprovada pelo Congresso Nacional, e sancionada pela Presidenta em Agosto passado, as Guardas Municipais de todo o País receberam o poder de polícia e atuam como tal. Abordagens a veículos e transeuntes são padronizadas e fazem parte da prevenção do patrimonio, logradouros e da população.

    • SENHOR RODRIGO SERVIDONI, Ao G1, o subprocurador-geral da República, Mario Bonsaglia, afirmou que o texto cria “polícias municipais”, o que, no entendimento dele, é proibido pela Constituição, que prevê que a tarefa de segurança pública cabe exclusivamente aos estados e à federação.

      “Minha impressão é que houve extrapolamento do texto constitucional, que diz que as funções da guarda são de mera proteção de bens, serviços e prédios municipais. Na prática, ela vira polícia e aí temos uma violação. E o que é mais grave: ser uma instituição armada sem o controle externo do Ministério Público, pois a Constituição não prevê isso”, disse Bonsaglia, que preside a câmara nacional do MPF responsável pelo controle externo da atividade policial e do sistema prisional no país.

      “Há um risco em, ao dar às guardas um papel que extrapola suas funções, que haja interferência em políticas locais”, destaca o subprocurador-geral da República, acrescentando que o projeto de lei vai além dos limites da Constituição.

      “Uma polícia municipal não pode ser criada por projeto de lei, mas por proposta de emenda constitucional. Os municípios não têm este poder”, diz Bonsaglia, que aguarda a posição da Presidência para enviar ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma análise da inconstitucionalidade do texto.

      O Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das PMs também contesta a lei. “É evidente que melhorias na segurança precisam acontecer, mas nos parece mais uma medida de cunho corporativo do que uma solução para segurança pública”, afirma o presidente da entidade, coronel Márcio Martins Sant’Ana, comandante da PM de Minas Gerais.

      Ele acredita que a lei pode atrapalhar em vez de ajudar. “São grandes efetivos que podem não ter treinamento, qualificação e controle para isso. Daí a solução vira problema”, ressalta o comandante da PM de Minas Gerais.

      Para o jurista Ives Gandra Martins, o artigo 144 da Constituição aponta que segurança pública é responsabilidade das policiais estaduais, federais e do Corpo de Bombeiros. “Para que a guarda haja em suplementação às atividades da polícia, é necessário uma emenda constitucional”, destaca ele.
      _ Vamos considerar que a GCM tem tal poder, mesmo assim deve-se considerar que a mesma use de criterios racionais na suas abordagens. Do contrario, passam de mocinhos a bandidos!

  3. Infelizmente o mundo esta totalmente bagunçado, nossa sociedade esta desprotegida, porque neste país estão todos dormindo, começando pelos eleitores que brincam com seu voto, os políticos não encaram as verdades e continuam dormindo em berço esplendido em Brasília e quando aparece alguém com proposta de mudança, ele é ignorado pelo próprio eleitor, então vamos continuar desprotegido, pois assim o merecemos, ou seja cada povo tem o governo que merece.

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