Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff voltou a atacar o impeachment, o qual chamou de “golpe” (foto: Lula Marques/Agência PT)

Antonio Archangelo

Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff voltou a atacar o impeachment, o qual chamou de “golpe” (foto: Lula Marques/Agência PT)
Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff voltou a atacar o impeachment, o qual chamou de “golpe” (foto: Lula Marques/Agência PT)

Quebrando o silêncio, o Partido dos Trabalhadores de Rio Claro por fim comentou a decisão de ruptura entre a sigla e o PMDB no governo Dilma Rousseff. Por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura, a vice-prefeita Olga Salomão se limitou a citar que “em Rio Claro existe um acordo político e a questão nacional não reflete no compromisso local assumido até o dia 31 de dezembro de 2016”, enfatizou a petista.

O partido, consultado por intermédio de seu presidente Claudinei Ceccato, disse que enviaria um posicionamento oficial sobre a situação. No entanto, até as 20h15, a esperada nota oficial não havia sido enviada à reportagem do JC.

Por outro lado, o prefeito Du Altimari voltou a enviar um trecho de sua fala – que vem sendo enviado desde a semanada passada: “Os partidos políticos que compõem a base de apoio ao governo municipal têm a maturidade de tomarem as decisões, em âmbito local, pensando no que é melhor para o município. Por isso, o governo municipal de Rio Claro continua 100% focado na realização de obras, programas e serviços que atendem a população. E é importante lembrar novamente que a proximidade dos partidos da Frente Progressista se deu em Rio Claro muito antes de acontecer na esfera nacional”.

RUPTURA

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, sinalizou ontem (30), em sua conta no Twitter, que permanecerá no PMDB e no governo. O PMDB rompeu com o governo e estabeleceu 12 de abril como data-limite para que políticos da legenda entreguem os cargos.

“Continuaremos no governo e no PMDB. Ao lado do Brasil, enfrentaremos a crise”, afirmou a ministra na rede social. Ela disse, no entanto, que o grupo de ministros do partido deixa a presidente Dilma Rousseff “à vontade” para recompor sua base. “O importante é que na tempestade estaremos juntos”, finalizou Kátia Abreu. Até o momento, somente Henrique Eduardo Alves, do Turismo, pediu demissão.