Funcionários desses estabelecimentos estariam ‘plantando’ insetos e outros objetos para prejudicar as empresas

Da Redação

Cliente encontrou um chiclete mascado dentro de um lanche em um estabelecimento comercial
Cliente encontrou um chiclete mascado dentro de um lanche em um estabelecimento comercial

Nos últimos dias, ganharam repercussão na imprensa e nas redes sociais casos de autuação em redes de fast-food, devido ao descumprimento da legislação sanitária na manipulação de alimentos. No entanto, uma investigação do Procon aponta evidências de que as denúncias podem ser fruto de sabotagem. Funcionários desses estabelecimentos estariam ‘plantando’ insetos e outros objetos para prejudicar as empresas.

A informação foi divulgada pelo superintendente do Procon de Rio Claro, Sérgio Santoro. De acordo com ele, a primeira autuação feita pelo Procon realmente teve procedência, mas a empresa evitou o fechamento da loja por cumprir as exigências feitas pelo órgão. Contudo, três dias depois, o Procon recebeu denúncia de que foram encontradas três baratas em uma bandeja do mesmo estabelecimento.

Esse fato se somou a outro. Um chiclete mascado foi encontrado dentro de um lanche de uma lanchonete. O fato chamou a atenção, porque o estabelecimento tinha passado por recente fiscalização do Procon e havia sido aprovado. Dessa forma, ó órgão começou a suspeitar de sabotagem.

O Procon então abriu uma investigação para apurar os fatos. Santoro conta que foram ouvidos os depoimentos de gerentes, funcionários e clientes na tentativa de descobrir o porquê das ocorrências, que vêm acontecendo com frequência.

O resultado preliminar da investigação aponta sinais de que os funcionários estariam ‘plantando’ insetos e outros objetos estranhos nos lanches para denegrir a imagem dos estabelecimentos. As ações teriam sido motivadas por insatisfação com o trabalho. Porém, Santoro frisa que o consumidor não pode ser penalizado por brigas internas entre funcionários e patrões.

A investigação ainda não foi concluída. O superintendente adianta que estuda a possibilidade de enviar o caso para a polícia e o Ministério Público para abertura de inquérito. “As empresas serão punidas, porém os responsáveis por esse crime contra o consumidor vão responder na esfera policial e na Justiça, porque o consumidor não pode ser pivô de descontentamentos e brigas internas de qualquer empresa”, afirma Santoro.