Sete pessoas, a mais velha com 81 anos de idade e a mais nova com 22 anos de idade, que viviam em situação análoga à escravidão, foram libertadas e encaminhadas para atendimento adequado e ficarão sob responsabilidade da prefeitura de Rio Claro.

As vítimas foram encontradas em uma propriedade em Itapé, área rural de Rio Claro, onde funcionava uma antiga comunidade terapêutica (Clínica da Paz).

No local, além desses internos, havia o responsável, um pastor, que foi preso em flagrante. Ele já tinha passagem por cárcere privado mas, quando respondeu ao processo, não foi condenado.

O local

Atualmente, nas dependências do sítio, trabalhava-se com reciclagem. Para as equipes da Central de Polícia Judiciária, o responsável disse que alguns antigos residentes da clínica ainda moravam no local porque suas famílias os teriam abandonado. Afirmou também que essas pessoas não trabalhavam com reciclagem, apenas auxiliavam com os afazeres do sítio.

Os policiais iniciaram uma vistoria pela propriedade e constaram que as pessoas (algumas com deficiência mental e física) dormiam em um cômodo sem ventilação, com camas amontoadas e algumas sem colchão. Tinham um único banheiro que estava totalmente sujo e trabalhavam de manhã até a noite sem receber nenhuma remuneração. Além disso tiveram os documentos pessoais retirados pelo responsável do local.

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