MEDO E PAVOR: Durante confronto da PM com uma quadrilha, um trabalhador foi morto, um bandido ferido e um policial atingido por estilhaços de tiros

Carine Corrêa

MEDO E PAVOR: Durante confronto da PM com uma quadrilha, um trabalhador foi morto, um bandido ferido e um policial atingido por estilhaços de tiros
MEDO E PAVOR: Durante confronto da PM com uma quadrilha, um trabalhador foi morto, um bandido ferido e um policial atingido por estilhaços de tiros

O assalto que ocorreu na última sexta-feira (24) contra um prédio localizado na Rua 14 com a Avenida 2, repercutiu em todo o município. Isso porque o entregador Júlio Rodrigues da Silva, de 58 anos, morador do município de Vinhedo que descarregava mercadorias em um supermercado daquela região, não resistiu aos ferimentos provocados por uma bala perdida que atingiu seu queixo.

Outro motivo da repercussão foi o vídeo que circulou nas redes sociais mostrando o tiroteio entre a polícia e a quadrilha que invadiu o edifício. As imagens motivaram críticas da população em função da estratégia adotada pela polícia na ocorrência.

Depois de invadir um apartamento, parte da quadrilha furou o bloqueio policial na esquina da Rua 14 e fugiu. A reportagem do JC entrevistou o comandante da Polícia Militar de Rio Claro tenente coronel Lideraldo, que detalhou o protocolo seguido pela PM nesse tipo de situação.

Por que não fecharam as ruas com as viaturas?

“A polícia age para o restabelecimento da ordem com base na preservação da vida, inclusive a dos marginais. Não podemos correr o risco de prender alguém, em detrimento de outra vida. A estratégia consiste em sempre deixar uma válvula de escape. Fazer o cerco e tentar esvaziar o ambiente para que todas as pessoas que integram aquele cenário tenham segurança. O objetivo foi alcançado. Infelizmente a morte de uma pessoa ocorreu, pois a vítima não tomou as medidas de segurança individuais necessárias, como procurar abrigo. Não podíamos fazer o cerco total para que os marginais fizessem reféns”, frisa Lideraldo.

Por que não atiraram nos pneus do carro que fugiu?

“Não é simples achar que todos são heróis e que cenas reais ocorrem como nos filmes. Tem ainda o fator nervosismo. O policial está tomando tiro também. O cidadão comum assiste aquele cenário e pensa que acontece como nas telas”, reforçou.

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