Adriel Arvolea

Anne Frank é uma menina judia que, durante a Segunda Guerra Mundial, teve que se esconder para se escapar dos nazis. Juntamente com mais sete outras pessoas, ela esconde-se no Anexo Secreto, localizado no canal Prinsengracht, nº 263, em Amsterdã.

Depois de pouco mais de dois anos escondidos, eles são descobertos e enviados para campos de concentração. O pai de Anne, Otto Frank, é o único dos sobreviventes. Depois da sua morte, Anne torna-se famosa no mundo inteiro por causa do diário que escreveu quando ainda estava escondida.

Revivendo parte desta história, a Cia. Dionisíaco traz para os palcos toda emoção envolvendo Anne e sua família, e as angústias que a divisão de um pequeno espaço com outras pessoas causou a eles. Onze atores recriam essa época transportando o público a uma profunda reflexão acerca das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o diretor Felipe Toledo, a peça ‘Anexo Secreto’ busca despertar questões pertinentes como a intolerância religiosa e racial, com base na trágica história da família Frank aliadas a temas atuais. “Durante os dois anos que passam escondidos, a filha mais nova dos Frank, Anne Frank, registra em seu diário as privações, as relações pessoais, os medos, o despertar da paixão e as brigas ocorridas no Anexo Secreto, até a descoberta do local por soldados nazistas e a prisão de seus moradores. É um registro que precisa ser relembrado, sentido e questionado”, avalia.

Responsável por outras produções, Toledo confessa que o trabalho tem sido uma experiência única. “Às vezes, me pego chorando em ensaios ou até mesmo quando estou em casa sozinho estudando o roteiro ou o assunto. Está sendo um trabalho lindo para mim e a equipe”, destaca o diretor.

Para o roteirista e ator Alan Ribeiro, o desafio em abordar o tema está em dar vida a um momento emblemático da história mundial. “O maior desafio é transformar essa esfera. Estamos acostumados com nossa liberdade e tempo. Levar o público para outra época é o principal desafio. É uma emoção forte, uma carga grande e um compromisso em fidelizar essa fato histórico”, comenta Ribeiro.

O público poderá conferir essa emocionante história no próximo dia 5 de agosto (sábado), no Teatro do Centro Cultural ‘Roberto Palmari’, a partir das 20h. Endereço: Rua 2, 2.880, Vila Operária. (Com informações de www.annefrank.org)

“Interpretar Anne Frank tem um peso imenso e todas as emoções possíveis. É um contraste entre a sensação de perder tudo e todos em minha volta por um holocausto, e uma sensação de que posso salvar a mim mesma e quem eu amo escrevendo no diário, dando-lhes a vida e uma marca na história. É sentir medo, amor e, principalmente, a esperança, pois é ela a última que morre”, atriz Rita Davalos.


“O tema por si só já é muito comovente. É sobre pessoas que deixaram suas vidas, rotinas, amigos, dentre outras coisas para se esconderem e não serem mortas em campos de concentração, vivendo escondidos como ratos sem a certeza do amanhã. Além do peso emocional e histórico desse trabalho, trata-se de uma peça rica em intensidade. Não se trata de entretenimento, e sim de despertar no público a busca por uma reflexão”, diretor Felipe Toledo.

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